
Casa da noite 05 - Caada

                               Hunted




House of Night - 05 - Hunted
Por P.C. Cast e Kristin Cast
     UM

     O sonho comeou com o som de asas. Em retrospectiva eu percebeu que eu deveria
saber que isso era um mal sinal, com os Corvos Escarnecedores livres e tudo mais, mas no
meu sonho era s um barulho de fundo, como o barulho das fans torcendo ou quando a
TV est ligada no QVC.*
     (* um canal americano, tipo Shoptime)

       No meu sonho eu estava parada no meio de uma linda campina. Era noite, mas
havia uma enorme lua cheia pairando logo acima das rvores que emolduravam a
campina. Ela lanava uma luz azul prateada forte o bastante para fazer sombras e fez
tudo parecer como se estivesse debaixo da gua, uma impresso que era fortificada pela
gentil brisa soprando suavemente a grama contra minhas pernas nuas em curvas e voltas
como ondas batendo suavemente contra a costa. Esse mesmo vento estava erguendo
meu grosso cabelo preto de cima dos meus ombros nus e parecia seda flutuando contra a
minha pele.
       Pernas nuas? Ombros nus?
       Eu olhei para baixo e soltei um gritinho de surpresa. Eu estava usando um mini-
vestido de camura seriamente curto. O topo dele era cortado em um V, costas e frente,
ento ele no ficava nos ombros, deixando muita pele visvel. O vestido em si era incrvel.
Era branco e decorado com penas, franjas, e conchas e parecia brilhar na luz do luar.
Todo ele estava bordado com designs intricados que eram impossivelmente lindos.
       Minha imaginao  to legal!
       O vestido atiou uma memria, mas eu a ignorei. Eu no queria pensar muito - eu
estava sonhando! Ao invs de ponderar sobre momentos de dj vu eu dancei
graciosamente pela campina, me perguntando se Zac Efron ou at Johnny Depp iam de
repente aparecer e flertar comigo.
       Eu olhei ao redor enquanto eu fazia voltas e oscilei com o vento e atravs dele eu vi
sombras se batendo e se movendo estranhamente com as massivas rvores. Eu parei e
estava tentando dar uma olhada mais de perto no que estava acontecendo na escurido.
Me conhecendo e meus estranhos sonhos, eu criei garrafas de coca penduradas nas
rvores como frutas bizarras, s esperando para eu recolhe-las.
       Foi ento que ele apareceu.
       Na ponta da campina, dentro das sombras das rvores, um forma se materializou. Eu
podia ver o corpo dele porque a luz do luar pegou as suaves, e nuas linhas da pele dele.
       Nuas?
       Eu parei. Minha imaginao tinha perdido a cabea? Eu no a favor de ficar
saltitando ao redor de uma campina com um cara nu, mesmo que ele fosse o
incrivelmente misterioso Sr. Johnny Deep.
       "Voc hesita, meu amor?"
       Ao som da voz dele um calafrio passou pelo meu corpo, e a terrvel, risada
zombadora foi sussurrada pelas folhas das rvores. "Quem  voc?" Eu fiquei feliz por
minha voz no sonho no me trair com o medo que eu estava sentindo.
       A risada dele era profunda e linda como a voz dele, e era assustador. Ela ecoou
pelos galhos das rvores at ficar quase visvel no ar ao meu redor.
       "Voc finge no me conhecer?"
       A voz dele passou contra o meu corpo, fazendo eu me arrepiar.
      "Yeah, eu sei. Eu te inventei. Esse  o meu sonho. Voc  uma mistura de Zac e
Johnny." Eu hesitei, espiando para ele. Eu falei de forma despreocupada embora meu
corao estivesse batendo feito louco porque j era obvio que esse cara no era uma
mistura desses dois atores. "Bem, talvez voc seja o Superman ou o Prncipe Encantado,"
eu disse, procurando qualquer coisa menos a verdade.
      "Eu no sou um fragmento da sua imaginao. Voc me conhece. Sua alma me
conhece."
      Eu no havia movido meus ps, mas mes corpo estava vagarosamente sendo atrado
em direo a ele, como se a voz dele me puxasse. Eu o alcancei e olhei para cima e para
cima...
      Era Kalona. Eu o reconheci pelas primeiras palavras que ele havia falado. Eu s no
queria admitir para mim mesma. Como eu podia ter um sonho com ele?
      Pesadelo - isso tem que ser um pesadelo e no um sonho.
      O corpo dele estava nu, mas no era completamente substancial. A forma dele se
movimentava e mudava junto com a brisa. Atrs dele, nas escuras sombras verdes das
rvores, eu podia ver as sombras fantasmagricas dos filhos deles, os Corvos
Escarnecedores, enquanto eles se prendiam nos galhos com as mos e ps de homens e
me encaravam com olhos de homem e com o rosto mutante de aves.
      "Voc ainda alega no me conhecer?"
      Os olhos dele eram pretos - um cu sem estrelas. Eles pareciam a coisa mais
substancial dele. Isso e a voz lquida dele. Embora isso seja um pesadelo, ainda  meu. Eu
posso s acordar! Eu quero acordar! Eu quero acordar!
      Mas eu no acordei. Eu no podia. Eu no estava em controle. Kalona estava. Ele
construiu esse sonho, essa escura campina, e de alguma forma me trouxe aqui, fechando
a porta da realidade atrs de ns.
      "O que voc quer?" Eu disse as palavras rapidamente para que ele no ouvisse
minha voz tremendo.
      "Voc sabe o que eu quero, meu amor. Eu quero voc."
      "Eu no sou seu amor."
      " claro que ." Ele se moveu dessa vez, ficando to perto de mim que eu podia
sentir o calafrio que veio do corpo no substancial dele. "Minh A-ya."
      A-ya era o nome da virgem que as Cherokke Mulheres Sbias tinham criado para
prender ele sculos atrs. Pnico passou por mim. "Eu no sou A-ya!"
      "Voc comanda os elementos," a voz dele era cuidadosa, horrvel e maravilhosa,
compelida e aterrorizante.
      "Dons da minha Deusa," eu disse.
      "Uma vez voc comandava os elementos. Voc era feita deles. Criada pra me amar."
As massivas asas escuras dele se mexeram e levantaram. Batendo para frente
suavemente, elas me enrolaram num abrao espectral que era frio e congelado.
      "No! Voc deve ter me confundido com outra pessoa. Eu no sou A-ya."
      "Voc est errada, meu amor. Eu sinto ela em voc."
      As asas dele se pressionaram contra meu corpo, me arrastando mais para perto dele.
Embora a forma fsica dele fosse semi-substancial, eu podia sentir ele. As asas dele eram
suaves. Geladas contra o calor do meu corpo. As linhas do corpo dele eram uma fria
nevoa. Queimou minha pele, mandando correntes eltricas atravs de mim, me
esquentando com um desejo que eu no queria sentir mais era incapaz de resistir.
      A risada dele era sedutora. Eu queria me afogar nela. Eu me inclinei para frente,
fechando meus olhos e arfando alto enquanto as crianas do esprito dele passavam
contra meus seios, me enviando sensaes que eram dolorosas, mas deliciosamente
erticas em lugares do meu corpo que me fizeram sentir descontrolada.
      "Voc gosta da dor. Te trs prazer." As asas dele ficaram mais insistentes, o corpo
dele mais duro e o frio e mais apaixonadamente doloroso enquanto ele se pressionava
contra mim. "Se renda a mim." A voz dele, j linda, era incrivelmente sedutora enquanto
ele ficou estimulado. "Eu passei sculos nos seus braos. Dessa vez nosso juntar ser
controlado por mim, e voc ira se alegrar com o prazer que posso te trazer. Seja meu
amor, verdadeiramente, em corpo assim como em alma e te darei o mundo!"
      O significa das palavras dele penetraram atravs da neblina de dor e prazer como luz
do sol queimando o orvalho. Eu encontrei minha vontade de novo, e tropecei para fora do
abrao das asas dele. Os rebentos de fumaa gelada e negra passavam pelo meu corpo,
se aderindo... tocando... acariciando...
      Eu me chacoalhei como um gato irritado saindo da chuva e a escura nevoa deslizou
do meu corpo. "No! Eu no sou seu amor. Eu no sou A-ya. E eu nunca vou me voltar
contra Nyx!"
      Quando eu falei o nome de Nyx, o pesadelo se despedaou. Eu sentei na cama,
tremendo e ofegando. Stevie Rae estava dormindo ao meu lado, mas Nala estava bem
acordada. Ela estava rosnando suavemente. As costas dela estavam arqueadas, o corpo
totalmente inchado, e ela estava encarando no ar acima de mim.
      "Ah, diabos!" Eu tremi e sai da cama, virando e olhando para cima, esperando ver
Kalona pairando como um gigante morcego por cima de ns.
      Nada. No havia nada ali.
      Eu peguei Nala e sentei na cama. Com as mos trmulas eu a acariciei. "Foi s um
sonho ruim... foi s um sonho ruim... foi s um sonho ruim," eu disse a ela, mas eu sabia
que era uma mentira. Kalona era real, e de alguma forma ele foi capaz de me alcanar no
meu sonho.
     DOIS

      Ok, ento Kalona pode entrar nos seus sonhos, mas voc est acordada agora, ento
se recomponha, eu disse a mim mesma firmemente, enquanto eu acariciava minha gata
Nala, e deixava o familiar ronronado da minha gata me acalmar. Stevie Rae se remexeu
enquanto dormia e murmurou algo que eu no pude ouvir. Ento, ainda dormindo, ela
sorriu por dentro. Eu olhei para ela, feliz por ela estar tendo melhor sorte com os sonhos
dela. Gentilmente, eu puxei a coberta pela qual ela tinha entrado e suspirei aliviada,
quando no vi sangue saindo pelas bandagens que cobriam o ferimento da flecha que a
tinha perfurado. Ela se mexeu de novo, desta vez, os olhos de Stevie Rae se abriram, ela
parecia confusa, por um segundo, mas ento ela sorriu, sonolenta, para mim.
      "Como voc est se sentindo?" eu perguntei.
      "Estou bem," ela disse, grogue. "No se preocupe tanto."
      " um pouco difcil no me preocupar, quando minha melhor amiga fica morrendo."
Eu disse, sorrindo de volta para ela.
      "Eu no morri desta vez, eu s... quase morri."
      "Meus nervos esto me dizendo, para te dizer que para eles no tem muita diferena
nesse `quase' para eles."
      "Diga a seus nervos para ficarem quietos e irem dormir." Stevie Rae disse, fechando
os olhos e puxando de volta o cobertor para cima dela. "Estou bem." Ela repetiu. "Todos
vamos ficar bem."
      E ento a respirao dela se aprofundou, e eu juro, em menos tempo do que levou
para eu piscar, ela estava dormindo.
      Eu voltei para cama, tentando ficar confortvel. Nala se ajeitou entre Stevie Rae e eu
e me deu um descontente mee-uf-owed, que significa que ela queria que eu relaxasse e
fosse dormir. Dormir? E possivelmente sonhar de novo? H, no. Dificilmente. Ao invs
disso, eu fiquei de olho na respirao de Stevie Rae e acariciei Nala distraidamente. Era
to estranho o quo normal tudo parecia aqui, nessa pequena bolha de paz que fizemos.
Olhando para a adormecida Stevie Rae, eu achei quase impossvel acreditar que a apenas
algumas horas atrs ela tinha uma flecha no peito, e tivemos que fugir da House of Night
enquanto o caos dividia nosso mundo. Estou disposta a me deixar dormir, meus
pensamentos exaustos do voltas, repetindo os eventos da noite. E enquanto eu passava
por eles, eu fiquei surpresa por qualquer um de ns ter sobrevivido. Eu lembrei que Stevie
Rae tinha, incrivelmente, me pedido para pegar um papel e uma caneta, porque ela achou
que seria uma boa hora para fazer uma lista das coisas que iramos precisar levar para os
tneis, para termos os suprimentos certos para caso tivssemos que ficar escondidos por
um tempo. Ela me pediu isso, em uma voz totalmente calma, enquanto ela estava sentada
na minha frente, com uma flecha presa no peito. Eu lembro de olhar para ela, ficar muito
enjoada, e ento desviando o olhar, e dizer, "Stevie Rae, no tenho muita certeza que
essa seja uma boa hora pra ficar fazendo listas."
      "Ouch, isso no doeu mais do que ter um daquelas rosetas presas na bota." Stevie
Rae tinha sugado o ar e hesitado, mas ainda tinha conseguido sorrir por cima do ombro
para Darius, que tinha rasgado a parte de trs da camiseta dela para expor a flecha que
estava saindo pelo meio das costas dela. "Desculpe, eu no quis dizer que  sua culpa por
doer. Qual voc disse que era seu nome mesmo?"
      "Eu sou Darius, sacerdotisa."
      "Ele  um guerreiro, filho de Erebus." Afrodite tinha acrescentado, dando a ele um
surpreendentemente doce sorriso. Eu descrevo como surpreendentemente doce, porque
Afrodite normalmente  egosta, mimada, odiosa e meio difcil de tolerar, embora eu
esteja comeando a gostar dela. Em outras palavras, ela definitivamente no  doce. Mas
estava ficando cada vez mais claro que ela realmente tinha uma queda por Darius. Da o
porqu da doura incomum.
      "Por favor, a origem de guerreiro dele  obvia. Ele parece uma montanha," Shaunee
disse, dando a Darius um olhar apreciativo cheio de segundas intenes.
      "Uma montanha totalmente quente," Erin ecoou e fez barulhos de beijos para Darius.
      "Ele est comprometido, gmeas bizarras, ento vo brincar umas com as outras,"
Afrodite automaticamente falou para elas. Mas para mim pareceu que ela no insultou de
corao, na verdade, agora que eu estava pensando de novo nisso, ela soava quase
gentil. E por sinal, Erin e Shaunee so gmeas de alma, no gmeas biolgicas, j que
Erin  uma loira de olhos azuis de Oklahoma e Shaunee  uma descendente jamaicana de
cor que veio do leste. Mas a gentica no importa com elas, elas poderiam muito bem ter
sido separadas ao nascimento e ento voltado a se encontrar por causa do radar dos
gmeos.
      "Oh, yeah. Obrigado por nos lembrar que nossos namorados no esto aqui,"
Shaunee disse.
      "Porque eles provavelmente esto sendo comidos por aberraes pssaros-homens,"
Erin disse.
      "Hey, animem-se. A av de Zoey no disse que os corvos escarnecedores de fato
comiam as pessoas, ela disse que eles s os pegavam com seus enormes bicos e os
jogavam contra uma parede ou algo assim. De novo e de novo at cada osso no corpo
deles estar quebrado." Afrodite disse as gmeas com um iluminado sorriso forado.
      "Hun, Afrodite... eu no acho que voc esteja ajudando." Eu disse.
      Embora ela tivesse razo. Na verdade, por mais assustador que soasse, ela e as
Gmeas, ambas podiam ter razo. Eu no queria pensar nisso por muito tempo, ento eu
voltei minha ateno de volta para minha melhor amiga ferida. Ela parecia horrvel. Plida,
suada, e coberta de sangue.
      "Stevie Rae, voc no acha que precisamos te levar a um..."
      "Eu peguei, eu peguei..." Nesse momento Jack tinha entrado correndo na pequena
rea lateral do tnel, que tinha sido transformada no quarto de Stevie Rae, seguido de
perto pelo labrador amarelo que raramente tirava o garoto de vista. Ele estava corado e
carregava algo que parecia uma maleta branca, que tinha uma cruz vermelha desenhada
nela.
      "Estava bem onde voc disse que estaria, Stevie Rae. Naquele lugar meio cozinha-
tnel."
      "E assim que eu recuperar o flego, vou te contar o quo agradavelmente surpreso
eu fiquei quando eu descobri as geladeiras e microondas que funcionam." Damien disse,
seguindo Jack para dentro do quarto, respirando com fortemente, e dramaticamente se
segurando de lado.
      "Voc tem que explicar para mim como voc conseguiu trazer tudo isso para c,
incluindo a eletricidade para fazer eles funcionarem." Damien pausou, viu a camiseta
rasgada e ensanguentada de Stevie Rae, e a flecha que ainda saia das costas dela, e as
bochechas rosas dele ficaram brancas, "voc vai ter que explicar depois que voc curada e
no de Brochette*."
      * tipo comida assada em um espetinho.
      "No que?" Shaunee disse.
      "Cara, o que?" Erin disse.
      " Frances para algo sendo assado em espeto. Normalmente comida. Ento s
porque vamos todos ficar loucos e deixar as o mal colher os frutos da guerra." Ele ergueu
as sobrancelhas para as gmeas enquanto ele deliberadamente citava Shakespeare,
obviamente esperando que elas reconhecessem, o que obviamente elas no
reconheceram. "No desculpa, vocabulrio preguioso."
      Ento ele virou de volta para Darius. "Oh, eu achei isso naquela no to limpa pilha
de ferramentas." E levantou o que pareciam ser tesouras gigantes. "Traga os alicates e o
kit de primeiros socorros aqui." Darius disse numa voz toda ocupada.
      "O que voc vai fazer com os alicates?" Jack perguntou.
      "Eu vou cortar a ponta da flecha para poder tirar atravs ela pelo resto do corpo da
sacerdotisa. Ento ela poder comear a se curar." Darius disse simplesmente.
      Jack arfou e caiu para trs nos braos de Damien, que colocou um brao ao redor
dele. Duquesa, a labradora amarela que tinha ficado completamente apegada a Jack,
(desde que o dono original dela, um calouro chamado James Stark tinha morrido, e ento
voltado a vida, e atirado uma flecha em Stevie Rae, como parte de uma trama diablica,
para soltar Kalona, um horrvel anjo cado, sim, olhando para trs, eu vejo que 
complexo, e um pouco confuso, mas isso  tpico para tramas diablicas) reclamava e se
inclinava contra a perna dele. Oh, Jack e Damien so um casal. O que significa que eles
so adolescentes gays, al acontece. Mais frequentemente do que  esperado. Espera,
risca isso. Acontece mais frequentemente do que os pais esperam.
      "Damien, talvez voc e Jack pudessem voltar para aquela cozinha que encontraram,
e ver se conseguem algo para ns comermos?" Eu disse, tentando pensar em coisas para
eles fazerem, que no inclusse eles encarando Stevie Rae. "Eu aposto que todos vamos
nos sentir melhor se comermos algo."
      "Eu provavelmente vou vomitar." Stevie Rae disse. "Isso , a no ser que seja
sangue." Ela tentou dar nos ombros apologeticamente, mas parou com o movimento
arfando e ficou ainda mais branca do que o seus traos j plidos.
      "Yeah, eu tambm no estou com fome," Shaunee disse, olhando para a flecha que
estava atravessando as costas de Stevie Rae, com o mesmo tipo de fascinao que fazia
as pessoas se amontoarem em acidentes de carro.
      "Digo o mesmo Gmea," Erin disse. Ela estava olhando para qualquer lugar, menos
Stevie Rae. Eu estava comeando a abrir a boca para dizer que eu no me importava se
eles estavam com fome ou no, eu s queria manter elas ocupadas e longe de Stevie Rae
por um tempo, quando Erik Night entrou no quarto.
      "Peguei." Ele disse.
      Ele estava carregando um radio realmente velho, era uma daquelas coisas que
antigamente costumavam de chamar toca fitas, nos anos 80. Sem olhar para Stevie Rae,
ele o colocou na mesa na frente dela e Darius e comeou a lutar com a gigante antena,
esperando captar algo aqui em baixo.
      "Onde est Venus?" Stevie Rae perguntou a Erik. Era obvio que doa para ela falar e
a voz dela estava tremula.
      Erik olhou para a entrada redonda do quarto, onde havia um cobertor que servia
como porta, que estava vazia.
      "Ela estava logo atrs de mim, eu achei que ela ia entrar aqui e..." Ento ele olhou
para Stevie Rae, e as palavras dele morreram. "Oh, cara, isso deve realmente doer." Ele
disse suavemente.
      "Voc parece mal, Stevie Rae."
      Ela tentou, e falhou, sorrir para ele. "Bem, eu j me senti melhor. Fico feliz por
Venus ter te ajudado com o toca-fitas, s vezes a gente consegue captar algumas das
estaes de radio aqui embaixo."
      "Yeah, foi o que Venus disse." Erik disse vagamente.
      Ele estava encarando a flecha saindo das costas de Stevie Rae. Mesmo atravs da
minha preocupao com ela, eu comecei a pensar sobre a ausncia de Venus, e tentar
para caramba lembrar como ela parecia. Da ultima vez que eu tinha dado uma boa olhada
nos calouros vermelhos, eles no eram vermelhos ainda. O que significa que a linha da lua
crescente na testa deles no era vermelha ainda, era safira como a de todos os calouros
so quando so marcados. Mas esses calouros morreram. E ento voltaram a vida, e se
transformaram em monstros sugadores de sangue, at Stevie Rae passar por um tipo de
Mudana, de alguma forma a humanidade de Afrodite, quem sabia que ela tinha alguma,
misturada com o poder dos cinco elementos, que eu posso controlar, e voial, Stevie Rae
recuperou sua humanidade, junto com algumas lindas tatuagens de um vampiro adulto
que parecem como videiras e flores emoldurando o rosto dela, mas ao invs da tatuagem
ser azul escuro, ela tinha se tornado vermelha, vermelha como na cor de sangue fresco.
Quando isso aconteceu com Stevie Rae, todas as tatuagens dos calouros mortos vivos
tinham ficado vermelhas tambm. E eles recuperaram a humanidade deles de volta, em
teoria. Eu realmente no tinha ficado ao redor deles, ou de Stevie Rae, o bastante para
ter certeza que tudo estava 100% com eles. Oh, e Afrodite tinha perdido a Marca dela,
totalmente. Ento, ela supostamente  humana de novo, embora ela ainda tenha vises.
Tudo isso explica porque a ultima vez que eu passei algum tempo com Venus, ela parecia
mais do que nojenta, j que ela estava de uma forma nojentamente morta viva. Mas
agora que ela tinha sido consertada, pelo menos de certa forma, e eu sabia que ela
andava com Afrodite antes dela morrer, ou virar morta viva, o que significa, que ela tinha
que ser totalmente linda, porque Afrodite no acredita em amigas feias.
      Ok, antes deu soar como uma aberrao ciumenta, me deixe explicar, Erik Night 
gostoso de morrer, de um jeito tipo Superman-Clark Kent, e para continuar com a
analogia de super heri, ele tambm  muito talentoso e sinceramente um cara legal. Ou
vampiro. Recentemente mudando vampiro. Ele tambm  meu namorado, ou, ex-
namorado. Recente ex-namorado. Infelizmente, isso significa que eu vou ter cimes de
qualquer um, mesmo uma bizarra caloura vermelha que pode chamar muita ateno dele.
Demais. De qualquer forma, a voz ocupada de Darius, graas a Deus interrompeu minha
tagarelice interior.
      "O radio pode esperar. Agora Stevie Rae precisa de cuidados. Ela vai precisar de uma
camiseta limpa e sangue, assim que eu terminar com isso."
      Darius falou enquanto colocava o kit de primeiros socorros na cabeceira de Stevie
Rae o abria e tirava gaze, e lcool e umas coisas assustadoras. Isso definitivamente fez
todos se calarem.
      "Vocs sabem que amo vocs como po branco, no sabem?" Stevie Rae disse,
dando a ns um breve sorriso. Meus amigos e eu acenamos de boa vontade. "Ok, ento
vocs no vo entender errado se eu dizer que todos vocs menos Zoey, tem que
encontrar algo para se manterem ocupados, enquanto Darius arranca essa flecha do meu
peito."
      "Todos menos eu? No, no, no, porque voc quer que eu fique?"
      Eu vi humor nos olhos cheios de dor de Stevie Rae.
      "Porque voc  nossa sacerdotisa, Z. Voc tem que ficar e ajudar Darius. Alm do
mais voc j me viu para baixo antes. O quo pior isso pode ser?"
      Ento ela pausou, e os olhos dela se alargaram enquanto ela encarava as palmas das
minha mos ainda erguidas e falou, "puxa vida, Z. Olhe para suas mos."
      Eu virei minhas mos para ver o que diabos ela estava falando, e senti meus
prprios olhos se alargarem. Tatuagens. Espalhadas pelas minhas palmas. O mesmo lindo
padro cheio de voltas que decorava meu rosto e pescoo, e se espalhava pela minha
espinha e ao redor da minha cintura. Como eu podia ter esquecido? Eu senti o calor
familiar de algo queimando enquanto ns fugamos para a segurana dos tneis. Eu
percebi ento, o que aquela queimao significava. A minha deusa, Nyx, a personificao
da noite, tinha me Marcado de novo, como exclusivamente dela. Isso me afastava, de
novo, de todos os outros calouros e vampiros do mundo. Nenhum outro calouro tinha uma
Marca completa e expandida. Isso s acontece quando o calouro passa pela mudana, e
ento o contorno da lua crescente na testa se preenche e se expande numa nica e rara
tatuagem que se emoldura o rosto. Proclamando para o mundo que ele ou ela era um
vampiro. Ento, meu rosto proclamava que eu era uma vampira. Mas meu corpo dizia que
eu ainda era uma caloura, e o resto das minhas tatuagens, bem, isso era algo que nunca
tinha acontecido antes. Nem para um calouro, nem para um vampiro. E mesmo agora, eu
no tinha 100% de certeza do que isso significava.
      "Uau, Z. Elas so incrveis." A voz de Damien veio do meu lado. Hesitando, ele tocou
minha palma, eu olhei das minhas mos para os olhos marrons dele, procurando por
qualquer trao de mudana do jeito que ele me via. Eu procurei por sinais de adorao de
um heri, ou nervosismo, ou ainda pior... medo. Mas o que eu vi foi apenas Damien, meu
amigo, e o calor do sorriso dele,
      "Eu senti acontecendo antes, quando descemos aqui, eu acho que s esqueci." Eu
disse.
      "Essa  nossa Z," Jack disse, "s ela pode esquecer algo que  praticamente um
milagre."
      "Mais do que praticamente," Shaunee disse.
      "Mas  um milagre Zoey, e eles acontecem basicamente o tempo todo," Erin disse.
      "Eu no consigo manter uma tatuagem, e ela est coberta delas. Vai entender." Mas
o sorriso tirou a aspereza das palavras dela.
      "Eles todos so a marca do favoritismo de nossa deusa, mostrando que voc est, de
fato, viajando pelo caminho que ela escolheu para voc. Voc  nossa Alta Sacerdotisa,"
Darius falou solenemente. "A que Nyx escolheu. E Sacerdotisa, preciso de seu auxilio com
Stevie Rae."
      "Ah, diabos." Eu murmurei mordendo o lbio nervosamente, e fechando as mos em
punhos, escondendo minhas exticas tatuagens novas.
      "Ah, pelo amos de Deus, eu fico e ajudo." Afrodite marchou at onde Stevie Rae
estava sentada na ponta da cama. "Sangue e dor no me incomodam, desde que no
sejam meu."
      "Eu devo levar isso mais perto da entra dos tneis, provavelmente vou conseguir
mais recepo l," Erik disse. E sem sequer olhar para mim, ou falar algo sobre minhas
novas tatuagens, ele desapareceu atravs da porta coberta.
      "Sabe, eu acho que comida realmente foi uma boa idia," Damien disse. Pegando a
mo de Jack e comeando a seguir Erik para fora do quarto.
      "Yeah, Damien e eu somos gays, isso significa que somos garantidamente bons
cozinheiros," Jack disse.
      "Estamos com eles," Shaunee disse.
      "Yeah, no estamos to convencidas com a gentica de cozinha gay,  melhor
supervisarmos," Erin disse.
      "O sangue, no esquea do sangue. Misture com vinho se voc tiver, ela vai precisar
para se recuperar." Darius disse.
      "Uma das geladeiras est cheia de sangue, chame a Venus," Stevie Rae disse.
Fazendo careta de novo enquanto Darius pegou um algodo com lcool e comeou a
limpar o sangue das costas dela, da pele ao redor do buraco da flecha. "Ela gosta de
vinho, diga o que precisa e ela vai pegar para voc."
      As Gmeas hesitaram, se olhando, Erin falou pelas duas. "Stevie Rae, os garotos
vermelhos esto realmente bem? Quero dizer, esses so os garotos que mataram os
jogadores de futebol humanos, e agarraram o namorado humano de Z, no so?"
      "Ex-namorado," eu disse.
      Mas elas me ignoraram. "Venus acabou de ajudar Erik e Afrodite ficou aqui por dois
dias. Ela ainda est inteira." Stevie Rae disse.
      "Yeah, mas Erik  um grande e saudvel vampiro. Seria difcil morder ele," Shaunee
disse.
      "Embora ele seja definitivamente gostoso," Erin disse.
      "Verdade, Gmea," as duas me deram um dar nos ombros apopltico antes de
continuarem.
      "E Afrodite  to nojenta que ningum iria querer morder ela. Mas somos pedao de
baunilha e chocolate. Tentamos at o mais gentil monstro sugador de sangue." Erin disse.
      "Suas me so um monstro sugador de sangue," Afrodite disse com um sorriso.
      "Se vocs no pararem de frescura, eu vou morder vocs," Stevie Rae disse, ento
hesitou de novo e fez barulhos ofegantes enquanto tentava respirar atravs da dor.
      "Gente, vocs esto fazendo ela se machucar. E esto me dando dor de cabea." Eu
disse rapidamente, ficando cada vez mais preocupada sobre o quo mal Stevie Rae
parecia a cada segundo. "Stevie Rae diz que os calouros vermelhos esto bem, acabamos
de fugir do inverno sendo solto na House of Night e eles no tentaram comer nenhum de
ns no caminho para c. Ento sejam boazinhas e vo encontrar Venus como Stevie Rae
disse."
      "Z, isso no  muita coisa em favor deles." Damien disse, "Estvamos fugindo por
nossas vidas, ningum teve tempo para comer ningum."
      "Stevie Rae, de uma vez por todas, os calouros vermelhos so seguros?" Eu
perguntei.
      "Eu realmente queria que vocs se concentrassem em serem mais gentis e
aceitassem eles, vocs sabem que no  culpa deles eles terem morrido e virado mortos
vivos."
      "V, eles esto bem," eu disse.
      Foi s mais tarde que eu percebi que Stevie Rae nunca de fato respondeu minha
pergunta, sobre os calouros vermelhos serem de fato seguros.
      "Tudo bem, mas estamos considerando Stevie Rae responsvel," Shaunee disse.
      "Yeah, se um deles tentar pular em ns, vamos conversar com ela sobre isso quando
ela melhorar," Erin disse.
      "Sangue e vinho, agora," Darius disse. "Menos conversa, mas deveres."
      Todos eles saram do quarto, me deixando com Darius, Afrodite, e minha melhor
amiga, atualmente em Brochette. Diabos.
     TRS

       "Serio Darius, no podemos fazer isso de outro jeito? Algum outro tipo mais parecido
com o de um hospital, em um hospital com mdicos e rea de espera, para amigos
esperarem, enquanto a... a..." eu fiz um gesto de semi-pnico em direo a flecha
atravessada no corpo de Stevie Rae. "... enquanto a coisa  consertada?"
       "Pode haver um jeito melhor, mas no sob essas condies. Eu tenho suprimentos
limitados aqui em baixo, e se voc parar um pouco para pensar, Sacerdotisa, eu no
acredito que voc queira que qualquer um de ns v l para cima, para um dos hospitais
da cidade, hoje a noite." Darius disse.
       Eu mordi meus lbios, pensando que ele tinha razo, mas ainda tentando bolar
alguma alternativa menos horrvel. "No, eu no vou voltar l pra cima! No s Kalona
est livre, junto com os totalmente nojentos bebs pssaros dele, mas eu no posso ser
pega l em cima quando o sol nascer, e eu tenho o pressentimento que o nascer do sol
no est to distante. Eu no acho que poderia sobreviver, no quando eu j estou
machucada desse jeito. Z, voc simplesmente vai ter que fazer." Disse Stevie Rae.
       "Voc quer que eu puxe a flecha enquanto voc a segura?" Afrodite perguntou.
       "No, assistir provavelmente vai ser pior do que ajuda." Eu disse.
       "Eu farei meu melhor pra no gritar alto demais," Stevie Rae disse.
       Ela tinha falado srio. O que fez meu corao se apertar, bem como fez agora,
quando pensei nisso. "Querida, grite o quanto quiser. Diabos eu grito junto com voc," Eu
olhei para Darius. "Estou pronta quando voc estiver."
       "Eu vou quebrar a ponta da flecha que ainda est saindo do peito dela. Quando eu
fizer isso, voc pega isso," Ela me entregou a gaze que estava molhada com lcool, "e
pressiona contra a ponta cortada. Quando eu tiver a frente da flecha bem segura, eu vou
te dizer para empurrar. Empurre com fora, enquanto eu puxo. Ela deve sair com muita
facilidade."
       "Mas pode doer s um pouco?" Stevie Rae disse, soando fraca.
       "Sacerdotisa," Darius descansou sua grande mo no ombro dela, "isso vai doer bem
mais do que um pouco."
       " por isso que eu estou aqui," Afrodite disse. "Eu vou estar te segurando para voc
no ficar se mexendo, enquanto se contorce de dor, e estraga o plano de Darius." Ela
hesitou, e ento acrescentou, "mas voc precisa saber, que se ficar toda louca de agonia,
e me morder, de novo, eu vou te quebrar."
       "Afrodite, eu no vou te morder de novo." Stevie Rae disse.
       "Vamos s acabar com isso." Eu disse.
       Antes de Darius rasgar o que tinha sobrado da camiseta de Stevie Rae, ele disse,
"Sacerdotisa eu vou ter que expor seus seios."
       "Bem, eu estava pensando nisso enquanto voc trabalhava nas minhas costas. Mas
voc  meio que um mdico, no ?"
       "Todos os Filhos de Erebus so treinados no campo mdico, para podermos ajudar
nossos irmos feridos." Ele relaxou a expresso dura dele por um momento e sorriu para
Stevie Rae. "Ento, sim, voc pode pensar em mim como um mdico."
       "Ento estou tranquila sobre voc ver meus peitos. Mdicos so treinados para no
se importar com esse tipo de coisa."
       "Vamos esperar que esse treinamento no tenha sido to profissional," Afrodite
murmurou.
      Darius deu a ela uma rpida piscadela. Eu fiz um som de vomito. O que fez Stevie
Rae rir e ento ofegar, quando o movimento causou a ela dor. Ela tentou sorrir me dando
segurana, mas ela estava plida e abatida demais para conseguir. Foi ento que eu
realmente comecei a me preocupar. De volta na House of Night o morto vivo Stark, seguiu
as porcarias das ordens de Neferet e atirou em Stevie Rae. Sangue tinha sado do corpo
dela em um ritmo alarmante, tanto que fez o cho ao redor dela parecer que estava
sangrando. O que, cumpriu a profecia idiota para libertar o idiota anjo cado, Kalona, do
seu aprisionamento de zilhes de anos na terra. Stevie Rae parecia como se todo o
sangue no corpo dela, tivesse sido deixado no cho. E mesmo que ela tenha se sado
muito bem at agora. At andando e falando e na maior parte consciente, ela
rapidamente estava desaparecendo em um nada fantasmagrico na frente dos nossos
olhos.
      "Pronta Zoey?" Darius perguntou, me fazendo pular.
      Medo fez eu bater meus dentes com tanta fora que eu mal consegui gaguejar,
"Yeah."
      "Stevie Rae," ele disse gentilmente. "Voc est pronta?"
      "Como nunca estarei, eu acho. Mas eu posso te dizer que eu queria que coisas assim
parecem de acontecer comigo."
      "Afrodite," ele olhou para ela em seguida.
      Afrodite se moveu, para que ficasse ajoelhada no cho e pegou os dois braos de
Stevie Rae num forte aperto. "Tente no se mexer muito." Ela disse a Stevie Rae. "Farei
meu melhor."
      "No trs." Darius disse. Com o alicate pronto para cortar a ponta da flecha. "Um...
dois... trs!"
      E ento tudo aconteceu to rpido, ele cortou a ponta da flecha como se tivesse
quebrado um pequeno galho. "Cubra!" Ele gritou para mim.
      E eu pressionei a gaze contra os centmetros da flecha que ainda saiam da frente do
peito de Stevie Rae, emoldurado contra os... peitos dela. Enquanto ele se movia para trs
dela. Os olhos de Stevie Rae estavam apertados e fechados e ela respirava em pequenos
e ofegantes arfadas de ar e suor estava encharcando o rosto dela.
      "De novo no trs, s que dessa vez voc empurra a ponta da flecha." Darius disse.
      Eu queria parar tudo e gritar, No! Vamos s parar tudo e arriscar levar ela a um
hospital! Mas Darius j tinha comeado a contar.
      "Um... dois... trs!"
      Eu empurrei contra a dura e recm cortada ponta da flecha, enquanto Darius se
segurando com uma mo contra o ombro de Stevie Rae, puxou a flecha do corpo dela
com um horrvel som. Stevie Rae gritou, e eu tambm, e Afrodite tambm. E ento Stevie
Rae caiu nos meus braos. "Mantenha a gaze pressionada contra a ferida." Darius rpida e
eficientemente limpou o novo ferimento exposto nas costas de Stevie Rae. Eu lembro de
repetir de novo e de novo, Est tudo bem, acabou, tudo acabou agora. Olhando para trs,
eu lembrei que Afrodite e eu ambas estvamos chorando. A cabea de Stevie Rae estava
pressionada contra o meu ombro, ento eu no conseguia ver o rosto dela, mas eu podia
sentir algo molhado descendo pela minha camiseta, quando Darius ergueu ela gentilmente
e a deitou na cama, para poder cuidar do ferimento de entrada, eu senti uma onda de
puro medo passar por mim. Eu nunca tinha visto ningum parecer to plido como Stevie
Rae. Ningum que ainda estivesse vivo, pelo menos.
      Os olhos dela estavam fechados, mas lagrimas vermelhas fizeram um horrvel rastro
pelas bochechas dela, o leve rosa em contraste com uma cor de pele quase transparente.
      "Stevie Rae, voc est bem?" Eu podia ver o peito dela subindo e descendo, mas ela
no tinha aberto os olhos e no estava fazendo nenhum barulho.
      "Eu... ainda... estou... aqui." Ela sussurrou as palavras com longas pausas entre elas.
"Mas... meio que... flutuando... acima de todos vocs."
      "Ela no est sangrando." Afrodite disse numa voz baixa.
      "Ela no tem mais nada sobrando para sangrar." Darius disse enquanto prendia a
gaze no peito dela. "A flecha no penetrou o corao dela." Eu disse. "O objetivo no era
mat-la, era fazer ela sangrar."
      "Temos sorte, de fato, que o calouro tenha errado." Darius disse.
      As palavras dele ainda deram voltar dentro da minha cabea, porque eu sabia que
nenhum do resto deles sabia. Que era impossvel para Stark errar. O dom dele, que Nyx
tinha dado, era que a mira dele era sempre certeira. Que ele sempre acertava o que quer
que ele tivesse mirado. Mesmo que s vezes, isso tivesse horrveis consequncias. Nossa
deusa tinha pessoalmente dito a mim que uma vez que ela d um dom, ela nunca o retira.
Ento, mesmo que Stark tenha morrido, e ento voltado como uma verso distorcida dele
mesmo, ele ainda teria acertado o corao dela, e matado Stevie Rae, se essa fosse a
inteno dele. Ento isso significava que havia sobrado mais humanidade em Stark do que
parecia haver?
      Ele tinha chamado meu nome. Ele tinha me reconhecido. Eu tremi, revivendo a
qumica que tinha brilhado entre ns logo antes dele morrer. "Sacerdotisa, voc no me
ouviu?" Darius e Afrodite estavam me encarando.
      "Oh, desculpe, desculpe, eu estava distrada por..." eu no queria explicar que eu
estava pensando no cara que quase tinha matado minha melhor amiga. Eu ainda no
queria explicar isso.
      "Sacerdotisa, eu estava dizendo que se Stevie Rae no tomar sangue, essa ferida,
embora no tenha atingido o corao dela, pode muito bem matar ela." O guerreiro
balanou a cabea enquanto examinava Stevie Rae. "Embora eu no possa garantir que
ela vai sarar. Ela  um novo tipo de vampiro. E eu no sei como o corpo dela vai reagir.
Mas se ela fosse um dos meus irmos guerreiros, eu estaria muito preocupado."
      Eu tinha respirado fundo e me preparado, antes de dizer. "Ok, bem, esquea esperar
pelas Gmeas e o banco de sangue mvel. Me morda." Eu disse a Stevie Rae.
      Os olhos dela se abriram, e ela de alguma forma, conseguiu dar um fraco sorriso.
"Sangue humano, Z." Ela disse antes de fechar os olhos dela de novo.
      "Ela provavelmente tem razo, sangue humano sempre tem um efeito mais poderoso
que o de calouros ou at sangue de vampiro."
      "Woh, ento, eu vou correr e buscar as Gmeas." Eu disse. Embora eu no fizesse
ideia de para onde eu deveria correr.
      "Sangue fresco vai funcionar melhor do que aqueles que esto na geladeira." Darius
disse. Ele nem sequer tinha olhado para Afrodite, mas ela definitivamente tinha recebido a
mensagem.
      "Oh, pelo amor de deus, eu devo deixar ela me morder... de novo?" Eu pisquei, sem
ter certeza do que dizer, graas a Deus, Darius veio me resgatar.
      "Se pergunte o que sua deusa gostaria que voc fizesse." Ele disse.
      "Oh, merda, esse negocio de ser um dos bonzinhos  realmente, realmente uma
droga.* Literalmente."
      (*A expresso que Afrodite usa em ingls  sux, que pode ser traduzido tambm
como sugar... Dae o porque dela dizer logo em seguida, "literalmente.")
      Ela suspirou, levantou, e puxou para trs a manga do vestido preto de veludo dela.
Segurando o pulso na frente do rosto de Stevie Rae, ela disse, "Tudo bem, v em frente...
me morda. Mas voc me deve muito, de novo! E eu no sei porque sou eu que fico
salvando sua vida, eu quero dizer, eu nem..."
      As palavras dela foram interrompidas com o grito de dor. Ainda  meio perturbador
pensar no que aconteceu em seguida. Quando Stevie Rae agarrou o brao de Afrodite, eu
vi a toda a expresso dela mudar. Ela instantaneamente foi da minha doce amiga a uma
vazia estranha. Os olhos dela brilharam num horrvel vermelho escuro e com um
assustador assovio ela deu uma baita mordida no pulso de Afrodite. Ento o grito de
Afrodite se transformou num perturbador gemido sensual. E os olhos dela se fecharam
enquanto a boca de Stevie Rae se lanava contra ela, perfurando a pele com facilidade, e
fazendo o sangue quente e pulsante fluir, enquanto minha melhor amiga sugava com
nsia e engolia como uma predadora.
      Ok, sim, foi perturbador e nojento. Mas tambm foi, estranhamente ertico, eu sei
que era bom. Tinha que ser.  assim que vampiros so feitos. Mesmo ser mordido por um
calouro vai fazer o mordido, o humano, e o que morde, o calouro, ambos experimentarem
uma onda muito real de intenso prazer sexual.  como sobrevivemos.
      Os velhos mitos sobre vampiros rasgando gargantas e pegando as vitimas a fora 
basicamente uma mentira descarada. Bem, a no ser que algum irrite muito um vampiro.
E ento mesmo com sua garganta sendo rasgada, o mordido provavelmente iria gostar.
De qualquer forma, somos o que somos. E ao observar o que estava acontecendo com
Stevie Rae e Afrodite, era claro que os vampiros vermelhos definitivamente tinham todo
aquele fenmeno de prazer. Eu quero dizer, Afrodite tinha at se curvado sugestivamente
em Darius, que envolveu os braos ao redor dela e se curvou para beij-la, enquanto
Stevie Rae sugava o pulso dela.
      O beijo entre o guerreiro e Afrodite tinha tanta qumica que eu podia quase ver
fascas voando. Darius a segurou com cuidado para no fazer Stevie Rae rasgar o pulso
dela. Afrodite envolveu seu brao livre ao redor dele e se deu para ele com uma abertura
que mostrava exatamente o quanto ela confiava nele. Eu me senti culpada de olhar.
Embora houvesse uma inegvel beleza sexy ao que estava acontecendo entre eles.
      "Ok, constrangedor! Srio, podia ter passado minha vida inteira sem ter visto isso."
Eu desviei os olhos de Stevie Rae e cia, para ver as Gmeas paradas dentro da
porta/cobertor. Erin estava segurando o que obviamente eram bolsas de sangue, Shaunee
estava segurando uma garrafa do que parecia ser vinho tinto e uma taa. Como em na
tpica variedade para cozinha em que me servia o ch gelado. Duquesa passou por elas e
entrou no quarto com Jack perto atrs dela.
      "Oh meu Deus! Ao garota-garota enquanto um cara recebe os benefcios?" Jack
disse. "Interessante pensar que alguns caras realmente acham isso excitante." Damien
tinha entrado no quarto e estava segurando uma bolsa de papel e olhando para Stevie
Rae, Afrodite e Darius como se estivesse assistindo um experimento cientifico. Darius
conseguiu quebrar o beijo, puxando Afrodite para perto dele e a segurando com fora
contra o peito dele.
      "Sacerdotisa, essa cena vai humilhar ela." Ele me disse numa baixa e urgente voz. Eu
no me incomodei em tentar descobrir sobre quem ele estava falando, Afrodite ou Stevie
Rae. Antes dele terminar a frase, eu j estava me movendo em direo as Gmeas.
      "Eu fico com isso." Eu disse, agarrando as bolsas de sangue de Erin. Totalmente
distraindo a ateno dele da cena na cama, eu rasguei a bolsa com os dentes, como se
fosse um pacote de skittles.* Me certificando de ter uma boa quantidade de sangue na
boca.
       (* http://druglaw.typepad.com/photos/uncategorized/2007/05/08/skittles.jpg )
       "Segure a taa para mim." Eu disse a Shaunee. Ela fez o que eu mandei, embora ela
estivesse me dando um olhar de ewww. Sem prestar ateno nela, eu servi a maior parte
do sangue na taa, me certificando de lamber os dedos sugando os espirros de vermelho
que caram neles. Deliberadamente eu tomei o que sobrou da bolsa antes de deixar o
resto de lado.
       Ento eu peguei a taa de sangue dela. "Agora o vinho." Eu disse. A garrafa j tinha
sido aberta, ento tudo que Shaunee teve que fazer foi tirar a rolha. Eu ergui a taa. Eu
servi cerca de  em sangue. Ento no demorou muito para acrescentar o vinho e encher
a taa.
       "Obrigado," eu disse virando e marchando de volta para a cama. Com um
movimento eu puxei o brao de Afrodite, tirando ela do surpreendentemente gentil aperto
de Stevie Rae. Eu discretamente parei na frente dela, bloqueando a vista do corpo na
maior parte nu, da minha melhor amiga, das massas - AKA, as Gmeas, Damien, e Jack -
Stevie Rae olhou para mim. Os olhos dela brilhando, e os lbios curvados para trs, para
expor afiados dentes cheios de sangue. Embora eu tenha ficado chocada com o quo
monstruosa ela parecia, eu mantive minha voz calma e at acrescentei um toque de
irritao nela.
       "Ok, j chega. Tente isso agora." Stevie Rae rosnou para mim. Estranhamente o
bastante, Afrodite fez um som que ecoou o que Stevie Rae fez. WTF* eu queria virar para
Afrodite para ver o que estava acontecendo com ela, mas eu sabia que era melhor ficar
focada na minha melhor amiga. Que estava rosnando para mim.
       (*hahaha quem no usa isso (e  alien)  em siglas literalmente What The Fuck ou
seja uma traduo literal fica estranha, mas  um palavro tipo "Que porra  essa")
       "Eu disse, J chega." Eu surtei, numa voz baixa o bastante que eu esperava que no
pudesse ser ouvida por mais ningum. "Se recomponha, Stevie Rae, voc j teve o
bastante com Afrodite, beba isso... agora."
       Eu distintivamente separei as palavras, e empurrei a taa na mo dela. Uma
mudana se apossou do rosto dela, e ela piscou e pareceu desfocada, eu guiei a taa aos
lbios dela, e assim que o cheiro a atingiu, ela estava engolindo. Ela estava bebendo com
nsia, ento eu me permiti olhar para Afrodite. Ainda nos braos de Darius, ela parecia
bem. E mais do que um pouco deslumbrada. E ela estava encarando Stevie Rae com os
olhos bem abertos. Eu senti uma onda de intranquilidade descendo pela minha espinha,
que acabou sendo uma premonio das estranhezas que estavam por vir. Mas ento voltei
minha ateno aos meus amigos, "Damien," eu disse com a voz afiada, "Stevie Rae
precisa de uma camiseta voc pode encontrar uma pra ela?"
       "A cesta de roupas, tem camisetas limpas nela." Stevie Rae disse entre goles. Ela
soava e parecia mais como ela mesma de novo, com uma mo tremula ela apontou para
uma pilha de coisas, Damien acenou e saiu.
       "Deixe-me ver seu pulso." Darius disse para Afrodite. Sem falar, ela virou as costas
para Jack e as Gmeas, e deu o brao para Darius. Ento eu fui a nica que realmente viu
o que ele fez. O guerreiro ergueu o pulso dela para a boca, e sem tirar os olhos dela dos
dela, fez com que sua lngua passasse pelas marcas de mordida que ainda estavam
pingando escarlate. A respirao dela aumentou, e eu vi que ela estava tremendo, mas no
momento que a lngua dele tocou o ferimento, ele comeou a se fechar. Eu estava
observando de perto, ento eu no perdi quando os olhos de Darius se alargaram em
surpresa.
      "Oh, merda." Afrodite disse suavemente para ele. " verdade, no ?"
      " verdade." Ele respondeu a ela numa voz baixa, s para ela.
      "Merda." Afrodite repetiu, parecendo chateada.
      Darius sorriu, e eu vi uma definitiva onda de divertimento nos olhos dele. Ento ele
beijou o pulso dela gentilmente e disse "no importa, no nos afetara."
      "Promete?" Ela sussurrou.
      "Eu te dou minha palavra. Voc fez bem minha beleza. Seu sangue salvou a vida
dela."
      Por um momento eu vi a expresso desprotegida de Afrodite, ela balanou a cabea
levemente, e o sorriso dela estava cheio de uma honesta curiosidade, mais do que um
pouco de sarcasmo.
      "E porque diabos eu tenho que ficar salvando o traseiro de Stevie Rae, eu no sei.
Tudo o que eu posso dizer  que eu costumo ser realmente, realmente m ento... eu
tenho uma incrvel quantidade de merda para me redimir."
      Ela limpou a garganta e passou a mo tremendo pela testa. "Voc precisa de algo
para beber?" Me perguntando do que diabos os dois estavam falando, mas sem querer
perguntar, porque eles obviamente no queriam que o quarto todo soubesse.
      "Sim," Stevie Rae me surpreendeu, respondendo por ela.
      "Aqui est a camiseta," Damien disse. Ele se aproximou da cama, viu que Stevie Rae
que tinha passado de beber de guti-guti a tomar coles da taa, estava parcialmente nua, e
desviou os olhos.
      "Obrigado," eu dei a ele um rpido sorriso, peguei a camiseta dele e joguei para
Stevie Rae. Ento olhei de volta para as Gmeas, o sangue que eu tinha tomado tinha
comeado a trabalhar em meu corpo. E a exausto que tinha se apoderado de mim
quando eu tive que usar os cinco elementos para que pudssemos fugir da House of
Night, finalmente tinham diminudo o bastante para mim pensar de novo.
      "Ok, gente tragam o vinho e o sangue. Vocs tem outra taa para Afrodite?" Antes
que eles puderem responder, Afrodite falou, "Ah, nada de sangue para mim. Eu tenho
uma palavra para isso. Nojento. Mas eu aceito a bebida. "
      "Ns no trouxemos outra taa, ela vai ter que tomar no bico como uma camponesa"
Erin disse.
      "Sinto muito, mais ou menos" Shaunee disse nada sincera, entregando para Afrodite
a garrafa.
      "Ento, como humana voc pode explicar para ns como  ter seu sangue sugado
por um vampiro?"
      "Yeah, ns todos queremos saber, porque voc parecia que estava gostando. E no
sabamos que voc pendia pra esse lado." Erin disse.
      "Vocs partilhadoras de crebro no prestam ateno das aulas de sociologia
vampira?" Afrodite disse antes de tirar a rolha e beber.
      "Bem eu li a parte de fisiologia do livro de calouros," Damien disse.
      "A saliva de um vampiro tem anticoagulantes, coagulantes, e enzimas que agem nas
zonas de prazer do crebro. Dos humanos e vampiros. Sabe Afrodite tem razo, vocs
duas realmente deveriam prestar mais ateno na aula. A escola  pra ser mais do que
um evento social." Ele terminou enquanto Jack acenava entusiasmadamente.
      "Sabe, Gmeas, com tudo que est acontecendo, a liberdade um anjo cado do mal,
e a House of Night entrado em Modo Pnico, pode no haver aula por um tempo."
Shaunee disse.
      "Excelente ponto, Gmea." Erin disse. "O que significa que no precisamos aguentar
as aulas da rainha Damien por um tempo."
      "Ento podamos, eu no sei, derrubar ele e arrancar o cabelo dele?" Shaunee disse.
      "Parece divertido," Erin disse.
      "timo, estou bebendo vinho barato de uma garrafa, a Srta. Adolescente Country
Vampira, acabou de me morder, de novo, e agora eu vou ser testemunha a uma briga da
horda de nerds."
      Soando muito mais como seu jeito de vaca, ela suspirou dramaticamente e foi para a
ponta da cama, perto de Darius. "Bem, pelo menos ser humana significa que eu
provavelmente posso ficar bbada. Talvez eu possa ficar assim pelos prximos 10 anos
mais ou menos."
      "Eu no tenho vinho o bastante para isso." Todos olhamos para cima enquanto a
caloura vermelha entrava no quarto. Seguida por vrios outros que se amontoavam atrs
dela nas sombras. "E isso no  vinho tinto barato! Eu no lido com nada barato."
      Todo mundo voltou sua ateno para a caloura vermelha enquanto ela falava, mas
eu estava observando a briga de Afrodite com as Gmeas, e estava me aprontando para
me intrometer e mandar todo mundo calar a boca, ento eu vi o breve flash do que
parecia uma mistura de vergonha e desconforto cruzar o rosto de Afrodite antes dela
recuperar a expresso e dizer legalmente, "Horda de nerds, essa  Vnus, Gmeas nerds
e Damien, vocs devem lembrar da minha melhor amiga que morreu cerca de 6 meses
atrs."
      "Na verdade, parece que as noticias da minha morte foram prematuras." Disse Vnus
suavemente.
      E ento algo totalmente bizarro aconteceu. Vnus pausou e cheirou o ar. Eu quero
dizer, ela literalmente levantou o queixo e respirou vrias vezes rpida e afiadamente na
direo de Afrodite. Os calouros vermelhos que ainda se amontoaram atrs dela seguiram
a liderana dela, e eu vi eles cheirarem o ar tambm. Ento os olhos azuis de Vnus se
alargaram, e numa voz muito divertida, ela disse. "Ora, ora, ora... que interessante."
      "Vnus, no..." Stevie Rae comeou, mas Afrodite a cortou. "No, no importa, 
melhor todo mundo saber."
      Com um sorriso maldoso, a loira continuou. "Eu s ia dizer o qual interessante 
Stevie Rae e Afrodite terem um Imprint."
     QUATRO

      Eu tive que cerrar a mandbula pra no arfar junto com as Gmeas.
      "Oh meu Deus, um Imprint? Verdade?" Jack falou.
      Afrodite deu nos ombros. "Aparentemente."
      Eu achei que ela parecia normal demais, e ela estava totalmente evitando sequer
olhar na direo de Stevie Rae. Mas eu acho que todo mundo no quarto foi enganado pela
atitude de "tanto faz" dela.
      "Bem, me bate e me chame de baby," Shaunee disse.
      "Faa disse um espancamento duplo, Gmea," Erin disse.
      E ento as duas comearam a rir semi-histericamente.
      "Eu acho que  interessante," Damien disse assim que pode ser ouvido depois da
risada das Gmeas.
      "Eu tambm," Jack disse, em um jeito muito "Oh meu Deus."
      "Parece que o carma finalmente alcanou Afrodite," Vnus disse com um sorriso que
fez a beleza dela parecer reptiliana.
      "Vnus, Afrodite acabou de salvar minha vida. E realmente no est certo voc ser
m com ela," Stevie Rae disse.
      Afrodite finalmente olhou para Stevie Rae. "No comece a fazer isso."
      "Fazer o que?" Stevie Rae perguntou.
      "Me defender. Ns podemos de algum jeito fudido ter tido um Imprint, e isso  ruim
o bastante, mas NO v ficar toda amiguinha comigo." Ela disse devagar, e
distintivamente.
      "Voc ser odiosa no vai mudar isso." Stevie Rae disse.
      "Olha, eu sou vou fingir que isso nunca aconteceu."
      A onda de risadas vindo das Gmeas, fez Afrodite olhar para elas. "Gmeas nerds eu
vou descobrir um jeito de matar vocs enquanto dormem, se no pararem de rir de mim."
      Naturalmente as Gmeas comearam a rir ainda mais. Virando as costas para elas,
Afrodite me encarou.
      "Ento, como eu estava dizendo antes de ser rudemente interrompida, vezes 10,
Vnus p no saco, essa  Zoey. A super caloura que eu tenho certeza que voc tanto
ouviu falar. E Darius, o Guerreiro Filho de Erebus com quem voc no vai ficar por a, e
Jack com quem voc tambm no vai ficar por a, mas na maior parte porque ele  gay
como uma padaria francesa. A outra metade dele  Damien, o cara que est me
encarando como um experimento cientifico fudido, e voc deve saber que as Gmeas so
as cabeas que esto rindo ali."
      Eu podia sentir os olhos de Vnus em mim, ento eu dei um jeito de tirar o olhar de
Imprint com Stevie Rae de Afrodite, para olhar para ela. Certa o bastante, ela estava me
encarando com uma expresso intensa que me deixou instantaneamente na defensiva. Eu
ainda estava tentando decidir se a minha reao negativa a Vnus era porque ela era,
obviamente, uma vadia, j que estava andando pelos tneis com Erik, ou porque eu tinha
um mau pressentimento sobre os calouros vermelhos em geral, quando ela falou.
      "Zoey, e eu j nos conhecemos. Mas no foi oficial. Parece que da ultima vez que eu
a vi, ela estava tentando nos matar."
      Eu pus a mo no quadril e encontrei os frios olhos azuis dela que me encaravam.
"Enquanto estamos fazendo uma viagem pela Terra das Lembranas, voc pode querer
lembrar que eu no estava tentando matar ningum, eu estava tentando salvar um garoto
humano. Vocs estavam tentando comer. Ao contrario de voc eu prefiro muito mais
panquecas de chocolate do que jogadores de futebol."
      "Isso no faz a garota que voc matou menos morta." Vnus disse enquanto os
calouros atrs dela se mexiam agressivamente.
      "Z, voc matou algum"? Jack perguntou.
      Eu abri minha boca para responder, mas Vnus me passou na frente. "Ela matou.
Elizabeth sem Sobrenome."
      "Eu precisei." Eu disse simplesmente. Falando com Jack e ignorando Vnus e os
calouros vermelhos, embora algo sobre eles tenha feito os cabelos da minha nuca se
levantarem.
      "Eles no iam deixar Heath e eu sairmos daqui com vida." E voltei minha ateno de
volta para Vnus. Ela tinha uma beleza gelada. Vnus estava insinuante e sexy em uma
cala jeans de marca apertada e uma simples camiseta sem manga preta que tinha um
crnio feito com brilhos nela. O cabelo dela era longo e grosso e de um tipo de loiro que
parecia dourado. Em outras palavras, ela definitivamente era atrativa o bastante para
andar com Afrodite, o que  dizer algo, porque Afrodite  totalmente linda. E, como
Afrodite costumava ser, Vnus era obviamente uma vadia odiosa, e provavelmente tinha
sido antes de morrer e voltar a vida. Eu estreitei meus olhos para ela.
      "Olha, eu disse a vocs para se afastarem e nos deixar sair daqui. Vocs no saram.
Eu fiz o que precisava para proteger algum que eu gosto - e todos vocs deveriam saber
que eu faria de novo." Meus olhos passaram de Vnus para os calouros atrs dela
enquanto eu reprimia a vontade de chamar alguns elementos e ter vento e fogo dar um
pouco de fora na minha ameaa.
      Vnus me encarou.
      "Ok, gente todos temos que nos dar bem. Vocs lembram que todo o mundo exterior
pode estar contra ns, ou pelo menos cheio de assustadores bichos papes?" Stevie Rae
soava cansada mas ela mesma. Ela sentou, ajeitando a camiseta das Dixie Chicks* e
devagar se inclinando contra os travesseiros que Darius tinha colocado atrs dela. "Ento,
com o Tim Gunn de Project Runway** diria, vamos fazer funcionar."
      (*Banda country)
      (** Reality Show em que os participantes brigam para produzir as melhores roupas e
serem considerados os melhos estilistas. No Brasil o programa passa no canal
People+Arts.)

      "Ohhhh, eu amo esse show," Jack jorrou.
      Eu ouvi alguns dos calouros vermelhos murmurarem em concordncia e decidi que
Stevie Rae podia ter razo sobre um dos muitos argumentos sobre TV: Reality Shows
podem fazer o mundo ser um lugar melhor e trazer paz a humanidade.
      "Fazer funcionar soa bem para mim." Mesmo com meu alarme interno ainda me
avisando que nem tudo era doura e luz com os calouros vermelhos, eu sorri para Stevie
Rae, que sorriu para mim. Ok, ela obviamente acreditava que podamos encontrar um
jeito de nos dar bem. Ento talvez meu sistema de alarme estivesse disparando
simplesmente porque Vnus era uma vadia odiosa, e no porque ela e o resto deles eram
o mal encarnado.
      "Bom. Ento, primeiro, por favor, posso ter um refil desse sangue e vinho? Pesado
na parte do sangue." Ela ergueu a taa vazia em direo as Gmeas, que graciosamente
se moveram mais para perto da cama de Stevie Rae e se afastando do grupo de calouros
vermelhos. Eu notei que Damien e Jack, com Duquesa ao lado dele, tambm tinham
conseguido ir para onde eu estava parada. "Obrigado," ela disse quando Erin pegou a
taa. "E tem uma tesoura na gaveta ali ento voc no tem que abrir com os dentes." Ela
me deu uma pequena virada de olhos. Enquanto Erin e Shaunee estavam ocupadas
pegando mais sangue e vinho para Stevie Rae, ela estudou o pequeno grupo de calouros
vermelhos. "Olha, j falamos sobre isso. Vocs sabem que temos que ser gentis com Zoey
e o resto dos garotos." Ela olhou para Darius e sorriu. "Bem, garotos e vampiros, isso ."
      "Hey, com licena gente. Eu preciso passar."
      Eu me ericei automaticamente enquanto Erik passava pela multido na porta. Se
algum (Vnus) tentasse morder ele, algum (eu) ia comear a porrada. Ponto.
      Ignorando a tenso no quarto, Darius disse, "O que o radio informa sobre os
acontecimentos no mundo superior?"
      Erik balanou a cabea. "Eu no consigo sintonizar nada. Eu at fui para o poro.
Nada a no ser esttica. No consegui fazer meu celular funcionar tambm. Mas eu ouvi
um monte de troves e pude ver flash de massivos raios. Ainda estava chovendo, embora
estivesse ficando mais frio, o que significava que iria virar gelo. Alm do mais, o vento
batia feito louco. Eu no sei dizer se o tempo  natural, ou se Kalona e aqueles pssaros
esto causando isso. De qualquer forma isso provavelmente  o que est fazendo as
rdios e a estao de celular no funcionar. Eu achei que voc gostaria de saber, ento eu
desci."
      Eu vi os olhos dele passarem de Darius para Stevie Rae j sem a flecha e ele sorriu.
"Voc parece melhor."
      "Afrodite salvou ela deixando Stevie Rae beber o sangue dela," Shaunee disse, e
ento riu.
      "Yeah, e agora as duas tem um Imprint," Erin terminou com pressa, e ento se
juntou a Shaunee rindo.
      "Wow, voc est brincando. N?" ele disse, soando totalmente chocado.
      "No, elas no esto brincando." Vnus disse suavemente.
      "Huh. Bem. Isso  interessante." Eu vi os lbios de Erik se curvarem enquanto ele
encarava Afrodite. Ela totalmente o ignorou e continuou bebendo direto do bico da garrafa
de vinho que ela segurava na mo. Ele reprimiu uma grande risada com uma tosse, e
ento os olhos dele se acenderam em Vnus. Ele acenou, do jeito normalmente fcil e
popular dele. "Ol de novo, Vnus."
      "Erik," ela disse, com um sorriso feral que me fez querer esmagar ela feito um
inseto.
      "Afrodite estava certa em comear as apresentaes," Stevie Rae disse, e antes de
Afrodite poder, ela continuou, "E no, no estou dizendo isso porque tivemos um Imprint."
      "Eu realmente gostaria que vocs parassem de falar sobre isso," Afrodite murmurou.
      Stevie Rae continuou como se no tivesse ouvido ela. "Eu acho que ser educado 
realmente uma boa ideia, e apresentaes so sempre educadas. Todos vocs conhecem
Vnus," ela disse, e ento continuou rapidamente. "Ento eu vou comear com Elliott."
      Um garoto de cabelo vermelho deu um passo para frente. Ok, morrer e voltar a vida
no tinha melhorado o garoto nem um pouco. Ele ainda era gordinho e palido com uma
bola de frizz colorida um cabelo despenteado saindo de lugares estranhos da cabea dele.
"Sou Elliott," ele dissse.
      Todos acenaram para ele. "O prximp  Montoya," Stevie Rae disse.
      Um baixo garoto espanico parecia seriamente legal com as calas frouxas e seus
muitos piercings acenou a cabea, mandando o grosso cabelo escuro pro rosto. "Oi," ele
disse com s um toque de um sotaque surpreendentemente fofo, e um quente sorriso. "E
aquela  Shannon Compton." Stevie Rae disse o primeiro e ultimo nome juntos, ento
soou como ShannonCompton.
      "ShannonCompton? Hey, voc no leu a pea 'Os monologos da Vagina' ano passado
na apresentao da escola?" Damien perguntou.
      O rosto bonito dela se iluminou. "Yeah, aquela era eu."
      "Eu lembro porque eu s amo 'Os monlogos da Vagina'. Ele  to poderoso,"
Damien disse. "E ento logo depois do show voc... u..." A voz dele morreu e ele ficou
incomodado.
      "Eu morri?" ShannonCompton acrescentou tentando ajudar.
      "Yeah, exatamente," Damien disse.
      "Oh, deus, isso  uma pena," Jack disse.
      Afrodite suspirou. "Ela no est mais morta, idiotas."
      "E essa  Sophie." Stevie Rae disse rapidamente, franzido para Afrodite, que j
estava soando embriagada. Uma morena alta deu um pequeno passo a frente e nos deu
um sorriso tentativamente amigvel. "Oi," ela disse.
      Ns acenamos e demos ol. Eu na verdade j estava me sentindo melhor sobre os
calouros vermelhos agora que eles estavam se tornando indivduos - e no indivduos que
estavam tentando nos fazer em picadinho. Ou pelo menos naquele momento eles no
estavam.
      "Dallas  o prximo." Stevie Rae apontou para um garoto parado atrs de Vnus. Ao
som do nome dele ele meio que andou desengonado ao redor dela e murmurou o que
soou como uma verso de oi. Ele seria totalmente esquecvel se no fosse pelo rpida
inteligncia nos olhos dele e o sorriso meio de flerte que ele jogou para Stevie Rae. Hum,
eu pensei, ser que algo est acontecendo a? "Dallas nasceu em Houston, o que todos
achamos estranho e confuso," Stevie Rae estava dizendo.
      O garoto deu nos ombros. " uma historia nojenta que meu pai me contou sobre ele
e minha me me fazerem em Dallas. Eu nunca quis os detalhes."
      "Ugh, sexo dos pais," Shaunee disse.
      "Completamente nojento," Erin concordou.
      Eu podia ver uma pequena risada passar pelo grupo de calouros vermelhos devido
ao comentrio das Gmeas, fazendo a tenso que havia entre os nossos dois grupos
comear a se soltar.
      "O prximo  Anthony, que todos chamam de Ant*."
      (*Ant no ingls tambm significa formiga.)
      Ant acenou para ns e disse oi. Bem, era obvio porque todos chamavam ele de Ant.
Ele era um daqueles garotinhos. Voc sabe, aqueles que parecem, como, 10 anos de
idade quando na realidade tem 14 e j deveriam ter passado pela puberdade. Ento,
como se tivesse providenciado o maior contraste possvel, Stevie Rae foi para o prximo
garoto. "Esse  Johnny B."
      Johnny B era alto e forte. Ele me lembrava Heath com o corpo atltico e a confiana
fcil com que ele se mantinha. "Hey," ele disse, mostrando os dentes brancos e
obviamente checando as Gmeas, que ergueram as sobrancelhas e os checaram tambm.
      "A prxima  Gerarty. Ela  a melhor artista que eu j conheci. Ela comeou a
decorar partes dos tneis. Vai ficar muito legal quando ela terminar." Stevie Rae apontou
para outra loira, s que Gerarty no era alta e parecida com uma Barbie. Ela era bonita,
mas o cabelo loiro dela era mais lavado do que platinun, e cortado no estilo anos 70. Ela
acenou para ns e parecia desconfortvel.
      "E por fim, mas no menos importante  Kramisha."
     Uma garota negra saiu do grupo. Era um testemunho do quo distrada eu estava
com Vnus e Afrodite e Stevie Rae eu no ter notado ela antes. Ela estava usando uma
camiseta amarela de corte baixo para mostrar o topo do suti e uma jeans de cintura alta
que estava ajustada com um cinto de couro que combinava com as botas douradas. O
cabelo dela estava cortado geometricamente em uma curto na cabea dela, e metade
estava pintado de laranja.
     "Vamos deixar claro desde agora que no vou dividir minha cama com ninguem,"
Kramisha disse, acenando a cabea ao redor e parecendo entediada e irritada ao mesmo
tempo.
     "Kramisha, eu te disse um zilho de vezes, no faa um problema de algo que no 
um problema," Stevie Rae disse.
     "Eu s quero ser clara sobre mim mesma," Kramisha disse.
     "Tudo bem. Voc est clara." Stevie Rae pausou e olhou para mim com expectativa.
"Ok, esse  o meu grupo."
     "E esses so a extenso dos calouros vermelhos?" Darius perguntou antes deu poder
comear minhas apresentaes.
     Stevie Rae mordeu o lado de dentro da bochecha e no encontrou os olhos de
Darius. "Yeah, esses so todos os meus calouros vermelhos."
     Ah oh, esse  o olhar de eu-no-estou-contando-toda-a-verdade. Eu sabia, mas
quando ela encontrou meus olhos, ela to claramente me implorou para no dizer nada
que eu decidi manter a boca a fechada e pegar a histria toda quando no fossemos o
foco de ateno de todos.
     Mas eu deixar de lado o questionamento a Stevie Rae no deixou de lado o
pressentimento que tinha voltado, sinos de alarme tocando dentro da minha cabea, alto
e claro, com a evaso dela. Tinha definitivamente algo acontecendo com os calouros
vermelhos, e eu no acho que esse algo fosse ser bom.
     Eu limpei minha garganta. "Bem, eu sou Zoey Redbird." Eu tentei soar educada e
normal numa situao em que eu no sentia nenhum dos dois.
     "Eu contei a vocs tudo sobre Zoey. Ela tem uma afinidade com os cinco elementos,
e  atravs dos poderes dela que eu fui capaz de Mudar e todos termos nossa
humanidade de volta," Stevie Rae disse. Eu notei que ela estava olhando diretamente para
Vnus.
     "Bem, no foi s atravs de mim que isso aconteceu. Meus amigos tiveram muito a
ver com isso tambm." Eu acenei para Afrodite, que ainda estava bebendo direto do
gargalo. "Vocs obviamente conhecem Afrodite. Ela  humana agora, mas vamos apenas
dizer que ela no  normal," Eu disse, completamente evitando o assunto do recm
Imprint dela com Stevie Rae.
     Afrodite bufou mas no disse nada.
     "Essas so Erin e Shaunee, as Gmeas. Erin tem uma afinidade com a gua,
Shaunee com o fogo." As Gmeas acenaram e falaram oi.
     "Damien e Jack so um casal," eu disse. "Damien tem uma afinidade com o ar. Jack
 o nosso cara do audiovisual."
     "Oi," Damien disse.
     "Ol," Jack disse. Ele ergueu a bolsa que ele ainda estava carregando. "Eu fiz
sanduches. Algum est com fome?"
     "Algum pode explicar porque tem um cachorro aqui?" Vnus disse, ignorando
totalmente o ato amigvel de Jack.
      "Ela est aqui porque  minha," Jack disse. "Ela fica comigo." Ele se abaixou e
acariciou as orelhas suaves de Duquesa.
      "Duquesa fica com Jack," eu disse firmemente, dando a Vnus um olhar duro e
pensando que eu podia felizmente estrangular ela com a coleira de Duquesa antes de
continuar as apresentaes. "E esse  Erik Night."
      "Eu lembro de voc da aula de teatro," Shannonconpton disse, as bochechas ficando
rosas. "Voc  realmente famoso."
      "Oi, Shannon." Erik sorriu facilmente para ela. "Bom ver voc de novo."
      "Eu lembro de voc tambm. Voc estava com Afrodite," Vnus disse.
      "No mais," Afrodite disse rapidamente, dando um olhar a Darius.
      "Obviamente. Voc no  mais uma calouro," Vnus disse em uma voz sedosa que
soava interessada demais. "Quando voc Mudou?"
      "Apenas alguns dias atrs." Ele disse. "Eu estava a caminho de uma academia de
atores europia quando Shekinah pediu que eu assumisse o lugar da Professora Nolan
temporariamente na House of Night."
      "Wow, eu sabia que aquela Alta Sacerdotisa parecia familiar. Era mesmo a
Shekinah!" Shannoncompton disse. "Eu vi ela logo antes dela comear a andar em direo
ao cara com as asas e -" Ela parou de falar e mordeu o lbio de forma preocupada.
      "E ela foi morta por Neferet," eu terminei por ela.
      "Ela foi? Voc tem certeza?" Darius perguntou.
      "Ela est morta e eu vi Neferet fazer isso. Eu acho que ela a matou com a mente,"
Eu disse.
      "Rainha Tsi Sgili," Damien murmurou. " verdade ento."
      "Eu preciso de tudo isso explicado para mim," Darius disse diretamente.
      "E esse  nosso guerreiro Filho de Erebus, Darius," eu disse.
      "Ele tem razo," Stevie Rae disse. "Precisamos que seja explicado para ns o que
aconteceu hoje a noite."
      "No apenas os acontecimentos de hoje," Darius disse. O olhar dele descansou no
grupo de calouros incomuns. "Eu preciso de informao se vou proteger voc. Eu devo
saber tudo que tem acontecido."
      "De acordo," eu disse, feliz alem das palavras que tivssemos um experiente Filho de
Erebus no nosso grupo.
      "Poderamos comer e conversar," Jack disse. Quando eu olhei para ele, ele me deu
um enorme sorriso. "Sempre ajuda comer junto. Uma refeio faz as coisas melhores."
      "A no ser que voc seja a refeio," Eu ouvi Afrodite murmurar.
      "Jack tem razo," Stevie Rae disse. "Porque todos ns no pegamos alguns dos ovos
que temos na cozinha e umas batatinhas e algo assim. Vamos comer a conversar."
      "Algo assim seria mais sangue?" Vnus disse.
      "Sim, seria," Stevie Rae disse de forma "alias," claramente no querendo fazer nada
demais sobre a questo do sangue.
      "Tudo bem. Eu vou pegar mais," Vnus disse.
      "Hey, enquanto voc est pegando o sangue, pega outra garrafa de vinho para
mim," Afrodite disse.
      "Voc sabe que eu no gosto de caridade, ento voc vai me pagar," Vnus disse.
      "Eu lembro," Afrodite disse. "E voc deve lembrar que eu sempre pago minhas
dividas."
      "Yeah, era assim que costumava ser, mas parece que voc mudou," ela disse.
      "No brinca? Quer dizer que voc acabou de notar que eu virei humana?"
      "No era disso que eu estava falando. Ento s recoloque o vinho," ela acrescentou
antes de sair do quarto.
      "Hey, vocs no eram colegas de quarto?" Stevie Rae perguntou a Afrodite.
      Afrodite ignorou Stevie Rae e eu tive a vontade de chacoalhar ela e gritar. No falar
com ela ou no olhar para ela no vai quebrar seu Imprint com ela.
      "Sim, elas eram," Erik disse pelo ar morto, me lembrando que porque ele e Afrodite
tinham estado juntos, ele conhecia a colega de quarto dela, talvez bem demais.
      "Yeah, bem, as coisas mudam." Afrodite encontrou a voz dela.
      "As pessoas mudam," eu disse, puxando meu olhar de Erik.
      Afrodite encontrou meus olhos. Os lbios dela se curvaram num triste e sarcstico
sorriso. "E isso  verdade demais," ela disse.
     CINCO

      "Ento ns temos p.b. e j., bologna e queijo americano processado fatiado." Jack
falou a parte do `queijo americano processado fatiado' como se ele estivesse nos
oferecendo relutantemente vermes e lama. "E a preparao do meu pessoal gourmet*
Top Chef**: maionese, manteiga de amendoim, e alface no po de trigo."
      (* Gourmet  um conhecedor de comidas.)
      (** Top Chef  um reality show norte-americano no qual chefs de cozinha so
julgados.)
      "Okay, Jack. Horrvel." Shaunee disse.
      "Voc perdeu a sua maldita cabea?" Erin disse.
      "Gay branco  estranho," disse Kramisha, bloqueando um dos bologna e sanduches
de queijo.
      As gmeas acenaram e murmuraram "yep" assim que Kramisha se juntou a elas
perto de uma caixa de ovos.
      Jack olhou mortalmente ofendido "Acho que est bom, e vocs deveriam tentar
experimentar as coisas antes de desrespeitar elas."
      "Eu vou tentar uma delas" disse Shannon Compton docemente.
      "Obrigado" Jack sorriu largamente e entregou um sanduche embrulhado num papel
toalha.
      Houve o rudo de uma grande quantidade de papel assim que todos ns enchendo o
quarto da Stevie Rae, pegamos sanduches, e passamos sacos de batatas fritas. Fiquei
surpreendida ao ver a quantidade de comida e batatas fritas e coca (yaay para coca!).
      Fez uma estranha, surreal mistura com as garrafas de vinho tinto e bolsas de sangue
que estavam sendo partilhados. Eu sentei na cama com Afrodite e Darius e Stevie Rae,
que estava parecendo melhor e melhor. Por um segundo, com os sons normais de
crianas comendo e conversando, era fcil de imaginar que estvamos apenas em uma
espcie de suja construo na House of Night e esquecer que estvamos em um tnel
embaixo da cidade e que todas as nossas vidas estavam em um processo de nunca mais
ser a mesma. Por um segundo, ns no ramos nada, apenas um grupo de crianas,
alguns amigos, alguns no, e ns estvamos apenas ficando juntos.
      "Diga-me o que sabe da criatura que veio da terra e os pssaro que o seguiram." As
palavras de Darius fizeram o todo apenas-ficando-juntos cair como um castelo de cartas.?
Jcrate.
      "Infelizmente, no sabemos muito sobre ele como eu gostaria que soubssemos, e
que ns sabemos  o que veio da minha av." Eu engoli o aperto na garganta que a
meno dele causou. "Vov est em coma, ento ela no pode nos ajudar agora".
      "Oh, Z! Eu sinto muito! O que aconteceu? "Stevie Rae chorou, tocando o meu brao.
      "A verso oficial  que ela estava em um acidente de carro. A verdade  que o
acidente foi causado por um Corvo Escarnecedor porque ela sabia tambm muito sobre
eles", Eu disse.
      "Corvos Escarnecedores - esses so os seres que saram da terra depois que o
homem com asas apareceu?" Darius disse.
      Eu acenei. "Eles so seus filhos - o que aconteceu depois de ele ter estuprado as
mulheres do povo da minha av a mais de mil anos. Quando Kalona saiu da terra seus
corpos foram devolvidos a eles."
      "E voc sabe essas coisas porque elas so criaturas da lenda Cherokee?" Darius
disse.
      "Na verdade, sabemos estas coisas, porque na viso que Afrodite teve uns dias atrs
ela estava mostrando que o que descobrimos era uma profecia sobre a volta de Kalona.
Ela foi escrita com a letra da minha av, ento ns ligamos para ela - falamos para ela
sobre isso. Ela reconheceu as referncias e veio para a House of Night nos ajudar." Eu
pausei, firmando minha voz. "Que  o porqu dos Corvos Escarnecedores atacarem ela."
      "Eu realmente desejo que ns tivssemos essa profecia," Damien falou. "Eu gostaria
de dar mais uma olhada nela agora que Kalona est efetivamente livre."
      " fcil", Afrodite disse. Ela tomou uma longa golada de sua garrafa de vinho,
soluou um pouco e, em seguida, recitou:

     Antigo dormindo, esperando ascenso
     Quando poder da terra sangra um sagrado vermelho
     A marca atinge a verdade: Rainha Tsi Sgili se erguera
     Ela ser lavada do tumulo em que ele descansa.
     Atravs da mo da morte ele est livre
     Terrvel beleza, sinal monstruoso
     Reinar de novo eles iro
     Mulheres se ajoelharem parente a escurido dele
     A musica de Kalona  um som doce
     Enquanto somos massacrados com uma fria excitao.

      "Wow! Bem feito, voc!" Jack falou, batendo suas mos.
      Afrodite inclinou sua cabea regiamente e disse, "Obrigada... Obrigada... No 
nada. Srio." E ela se voltou para o seu vinho.
      Eu fiz uma nota mental para manter um olho em sua bebida. Ok, yeah, ela tinha
passado atravs de um monte de stress ultimamente, e ser mordido-duas-vezes-por
Stevie-Rae e, bizarramente suficiente, Imprinting com ela no poderia ser particularmente
bom para seus nervos, mas a ltima coisa que precisvamos era a Garota Viso se tornar
na Garota Viso Bbada.
      Darius acenou pensativamente. "Kalona  o antigo dormindo, mas isso no explica o
tipo de ser que ele ."
      "A vov disse que a maneira mais fcil para descrever ele  pensar nele como um
anjo cado, um ser imortal que andava na terra, em tempos antigos. Parece que havia um
monte de coisas que mostrava na mitologia de muitas culturas, como a Grcia Antiga e do
Antigo Testamento."
      "Yeah, de frias do cu ou tanto faz, eles decidiram que mulheres eram quentes, e
ento eles acasalaram com elas", disse Afrodite, engolindo suas palavras um pouco.
      "Acasalaram - que  uma irritante maneira de dizer que eles fu-"
      "Obrigada, Afrodite. Eu pego daqui," Eu disse. Fiquei feliz que ela tinha parado em
seu cumprido silncio, mas no estava to certa de que seu sarcasmo bbado era muito
melhor. Quietamente Damien me entregou um sanduche e acenei para Afrodite. Passei o
sanduche para ela dizendo-lhe, "comer qualquer coisa." Ento eu peguei o fio da histria.
      "Ento Kalona comeou ficando com mulheres Cherokee e se tornou bizarramente
viciado em sexo. As mulheres o rejeitaram e ele comeou a estuprar elas e a escravizar os
homens da tribo. Um grupo de sbias mulheres chamado Ghigua fizeram uma virgem da
terra para pegar ele."
      "Huh?" Stevie Rae disse. "Voc quer dizer como uma boneca de lama?"
      "Yeah, simplesmente a mais atraente. Cada uma das mulheres deu a boneca um
dom especial, ento deram vida a ela e a chamaram de A-ya. Kalona quis A-ya, e ela fugiu
dele, conduzindo-o para o fundo de uma caverna. Ele a seguiu dentro da caverna, embora
ele normalmente evitava tudo o que era subterrneo, e  onde elas conseguiram prender
ele."
      " por isso que voc nos trouxe aqui, para estes tneis", Darius disse.
      Eu acenei.
      "Ento ns estamos pensando em Kalona como um perigo imortal e os Corvos
Escarnecedores como seus servos. Quem  a outra criatura mencionada na profecia e
tambm por Damien, a Rainha Tsi Sgili?" Darius disse.
      "De acordo com vov, a Tsi Sgili eram bruxas Cherokee realmente horrveis. No
pense nas legais Wiccans ou sacerdotisas. Elas no so boas, eram mais como demnios,
na verdade, exceto que elas so mortais e conhecidas pelas suas habilidades psquicas,
especialmente a capacidade de matar com suas mentes", eu disse. "Neferet  a rainha
que a profecia estava falando."
      "Mas Neferet anunciou para a House of Night que Kalona  Erebus na terra, e seu
consorte, como se ela tivesse se tornado a encarnao literal de Nyx," Darius falou
devagar, como se ele estivesse raciocinando em voz alta.
      "Ela est mentindo. Srio, ela foi dissuadida por Nyx", eu disse. "Eu soube isso por
um tempo, mas agir abertamente contra ela tem sido muito prximo do impossvel. Quero
dizer, olha o que aconteceu  noite. Todo mundo viu Stevie Rae e os calouros vermelhos e
no ligaram pra ela. Exceto por Shekinah, eles abertamente sem pestanejar depois que
ela ordenou Stark `to sz l hoot'" [o texto em ingls veio com erro de digitao, ento eu
no sei o que ela queria dizer ali e a frase ficou sem sentido]
      "Que  a razo pela qual ela transferiu Stark da House of Night de Chigago para a de
Tulsa," Damien disse. Quando ele apenas pareceu confuso para todos, ele explicou.
      "Stark  James Stark, o calouro que ganhou a medalha de ouro dos Jogos de Vero
no arco. Neferet queria ele aqui ento ela pode us-lo para atingir Stevie Rae."
      "Faz sentido", disse Afrodite. "Ns j sabemos que Neferet tem alguma coisa para
fazer com os calouros morto-vivos.  bvio que ela queria us-lo, e seu plano funcionou,
porque ele  definitivamente morto-vivo e sob seu controle." Ela parecia satisfeita com
seus poderes de deduo e abriu a garrafa de vinho para uma outra longa bebida.
      "Acho que sou apenas sortuda, sua mira no estava to boa, agora que ele morreu e
depois voltou," Stevie Rae disse.
      "No  isso" A minha boca falou antes que eu pudesse me calar. "Ele errou o seu
corao de propsito."
      "O que voc quer dizer?" Stevie Rae perguntou.
      "Antes de Stark morrer, ele me contou sobre seu dom de Nyx. Ele nunca erra. Ele
no pode. Ele sempre acerta a marca que ele mira."
      "Ento, se ele no matou Stevie Rae de propsito, isso deve significar que ele no
est totalmente sob a influncia da Neferet," Damien disse.
      "Ele disse seu nome", disse Erik. Seus penetrantes olhos azuis pareciam ver
profundamente dentro de mim. "Eu me lembro disso distintamente. Antes dele acertar
Stevie Rae ele definitivamente reconheceu voc. Ele mesmo disse que voltou por voc."
      "Eu estava com ele quando ele morreu," Eu disse, voltando para o olhar
questionador de Erik e tentando no parecer to culpada quanto eu me sentia por ser
atrada ainda por um outro cara alm dele. "Antes dele morrer eu disse para Stark que
calouros na nossa House of Night estavam voltando dos mortos. Isso  o que ele estava
falando."
      "Bem, havia obviamente uma ligao entre vocs dois", Darius disse. "E isso
provavelmente salvou a vida de Stevie Rae".
      "Mas Stark definitivamente no era ele mesmo," eu disse, olhando para longe de
Erik. Tinha sido apenas h alguns dias que eu beijei Stark e ele tinha morrido nos meus
braos, mas parecia como se muito tempo tivesse passado. "Ele estava, obviamente, sob
a influncia de Neferet, mesmo se estivesse tentando resistir a ela."
      "Yeah,  como se ela tivesse colocado um feitio sobre ele, ou algo assim," disse
Jack.
      "Aguenta a, isso me lembra uma coisa," Damien disse. "Eu definitivamente notei
como quase todos agiram intimidados e ainda um pouco desorientado quando Kalona
apareceu."
      Vnus bufou, soando muito parecida como Afrodite em seus mais sarcsticos (e
menos atraente). "Todos exceto ns." Ela fez um gesto que abrangeu todos os calouros
vermelhos. "Sabamos que ele era mal e totalmente cheio de tretas a partir do segundo
vimos ele."
      "Como?" Eu perguntei abruptamente. "Como  que vocs souberam? Todos os
outros calouros, bem, exceto ns, realmente caiu de joelhos com a viso dele. Mesmo os
guerreiros filhos de Erebus no se moveram contra ele." Eu me senti atrada por ele,
tambm, mas eu no queria admitir isso na frente de Vnus.
      Vnus encolheu os ombros. "Foi apenas bvio. `YeaVus ws wh'[no fao idia do que
ela queria dizer de novo =/], ele era quente e tudo mais, mas qual ! Ele explodiu do solo
depois de Stevie Rae sangrar por todo ele."
      Eu observei ela de perto, pensando que talvez a razo pela qual ela reconheceu o
mal de Kalona era porque ela era muito familiarizada com o mal.
      "Olha, ele tinha asas. Isso no est certo", Kramisha acrescentado, fragmentando a
minha ateno. "Minha me me disse para no confiar em nenhum menino branco,
mesmo um lindo. Estou pensando `um lindo menino branco com asas saindo da terra em
uma baguna de sangue e coisas como feios rabos pssaro  o problema em dobro'."
      "Ela tem um ponto," disse Jack, esquecendo, obviamente, que ele era um bonito
garoto branco.
      "Eu tenho que compartilhar uma coisa", disse Damien. Ns conseguimos tirar nossa
ateno de Kramisha para ele. "Se eu no estivesse no meio de um crculo completo,
cercado por vocs com Afrodite gritando para ns para ficarmos juntos e sair de l, eu
poderia ter cado de joelhos, tambm."
      Senti uma ponta de inquietao. "E vocs?" Perguntei s gmeas.
      "Ele era quente", disse Shaunee.
      "Certamente", disse Erin. Ela olhou Shaunee. Sua gmea acenou, ento ela
continuou, "Ele j teria pegado a ns, tambm. Se Afrodite no tivesse ficado gritando
desatraentemente para ns mantermos o crculo juntos, ainda poderamos estar l, no
meio dessa baguna".
      "O que no seria bom", disse Shaunee.
      "Isso  tudo que estou dizendo," Kramisha acrescentou.
      "Mais uma vez eu salvei membros da horda de nerds", Afrodite desprezou.
      "Apenas coma seu sanduche", Eu disse a ela. Ento me virei para Erik. "E voc? Ele
fez voc querer...? "Minha voz morreu, eu no sabia como falar isso.
      "Ficar e adorar ele?" Erik completou, e eu acenou. "Bem, eu senti o seu poder. Mas,
lembre-se, eu j sabia que algo estava errado com Neferet. Se ela estava com ele, eu
percebi que eu no queria nada com ele. Ento eu apenas me manti focado em outras
coisas."
      Nossos olhos se encontraram e se detiveram. Claro, Erik sabia que no estava tudo
certo com Neferet, porque ele me viu confront-la. Ponto, ento ele tinha percebido que
eu s enganei ele e estava com o Vamp poeta Laureate, Loren Blake, porque Neferet tinha
mandado ele me seduzir e me isolar dos meus amigos.
      "Ento os calouros vermelhos no so afetados por Kalona como os calouros normais
so", Darius estava dizendo. "Embora parea que os calouros comuns podem controlar o
efeito que tem sobre eles, se preciso. E o que Erik estava descrevendo, juntamente com a
minha reao a ele, me diz que talvez vampiros so menos suscetveis a ele do que
calouros." Ele pausa e olhou para Jack. "Voc quis ficar e adorar Kalona?"
      Jack sacudiu sua cabea. "Nope. Mas eu realmente no olhei muito para ele. Quero
dizer, eu estava muito preocupado com Stevie Rae, e ento eu s estava pensando em
ficar com Damien. Ento, Duquesa estava perturbada com S-T-A-R-K." Ele soletrou o
nome enquanto ele acariciava Duquesa. "E eu tinha que cuidar dela".
      "Por que voc no foi afetado por ele?" Perguntei a Darius.
      Eu vi seus olhos voar para Afrodite, que estava embriagada mordendo um
sanduche.
      "Eu tinha outras coisas em minha mente." Ele pausou. "Entretanto eu senti sua
atrao. E lembre-se, eu estou em uma posio ligeiramente diferente da dos meus
irmos guerreiros. Nenhum deles foi to ntimo com o seu grupo. Quando um Filho de
Erebus assume uma tarefa de proteo, tal como eu fiz quando comecei a escoltar voc e
Afrodite, torna-se um forte vnculo". Ele me deu um sorriso caloroso. "Muitas vezes uma
alta sacerdotisa  protegida pelo mesmo grupo de guerreiros por toda sua vida. No  por
acaso que estamos com o nome do consorte fiel de nossa Deusa, Erebus."
      Eu sorria de volta para ele e esperava que Afrodite no fosse uma vaca e quebrasse
seu honroso corao.
      "O que voc acha que est acontecendo l agora?" Jack perguntou subitamente.
      Todos olharam para o curvado teto do pequeno quarto no tnel, e eu sabia que eu
no era a nica feliz com a espessura da camada de terra entre ns e "l em cima."
      "No sei", eu disse, usando a verdadeira resposta ao invs de uma coisa sem
sentido, como eu tenho certeza que tudo vai ficar bem. Eu achei difcil, escolhendo
cuidadosamente minhas palavras. "Sabemos que um antigo imortal est livre do
aprisionamento da terra. Sabemos que ele traz com ele criaturas que so como demnios,
e que da ltima vez que ele andou na terra, ele violou as mulheres e fez dos homens seus
escravos. Sabemos que a nossa Alta Sacerdotisa e talvez at os que deixamos na House of
Night tm, bem, por falta de uma melhor descrio, passaram para o lado negro."
      Dentro da pausa do silncio que se seguiu a minhas palavras Erik disse, "Uma
analogia com Star Wars sempre funciona."
      Eu sorri largamente para ele, ento calmamente eu continuei. "O que no sabemos 
o quanto de danos Kalona e os Corvos Escarnecedores tm feito na comunidade. Erik
disse que havia algum tipo de tempestade eltrica em curso juntamente com chuva e
gelo, mas que talvez no tenha sido causado por meios sobrenaturais. Esta  Oklahoma, e
o tempo pode ser totalmente bizarro".
      "Ooooooo-klahoma! Casa dos `dustnadoes'[no achei traduo] e das tempestades
de gelo que chutam os traseiros", disse Afrodite.
       Eu abafei um suspiro e ignorei a Garota Viso Bbada Imprinted. "Mas ento,
novamente, sobre o lado `o que ns sabemos'  o fato de que ns estamos muito seguros
aqui. Temos comida e abrigo e outras coisas." Pelo menos eu esperava que ns
estivssemos bem aqui. Eu bati de leve na cama, que realmente tinha alguma graciosa
linha verde luz nela. "Hei, falando do 'e outras coisas.' Como  que vocs obter essas
coisas aqui embaixo?" Eu perguntei a Stevie Rae. "No que eu estou tentando ser ruim,
mas esta cama e sua mesa e geladeira e outras coisas  uma sria melhoria dos trapos
sujos e outras grosserias que vi aqui h um ms ou algo assim."
       Ela me deu seu lindo sorriso Stevie Rae e disse, "Isso  sobretudo graas a Afrodite".
       "Afrodite?" Eu perguntei, levantando minha sobrancelha e olhando para ela
juntamente com todos os outros.
       "O que posso dizer? Eu me tornei o pster de criana para faa-bem feitores. Graas
a Deus eu sou atraente", disse Afrodite e ento arrotou como um cara. "Oops, scusa," ela
murmurou.
       "Scusa?" disse Jack.
       "Italiano, idiota", disse Afrodite. "Amplie seus horizontes gay".
       "Ento o que  que Afrodite tem a ver com as coisas que voc tem aqui?" Eu
interrompi o que iria ser tornar certamente uma sria discusso.
       "Ela comprou isto. Na verdade, foi idia dela, "Stevie Rae disse.
       "Scusa?" Eu disse, nem tentando abafar o meu sorriso.
       "Eu fiquei aqui por dois dias. Voc esperava que eu vivesse em um casebre? No,
dificilmente. Tenha cartes de crdito, v decorar. Penso que isso est no topo da minha
famlia, juntamente com um martini seco", disse ela. "Existe Pottery Barn* na Utica
Square descendo a rua. Eles entregam. Ento Home Depot**, que tambm no  longe
daqui, embora eu no tinha conhecimento disso at que um dos malucos vermelhos me
iluminou porque eu no fao compras em lojas de decorao. "
       (* Loja de mveis tipo a Tok&Stok aqui no Brasil)
       (** Outra loja de decorao)
       "Eles no so malucos", disse Stevie Rae.
       "Oh, me morda," disse Afrodite.
       "Ela j fez", disse Vnus.
       Afrodite deu um confuso olhar penetrante na sua direo, mas antes que ela
pudesse dar uma bbada resposta, o garoto chamado Dallas disse: "Eu sabia que a Home
Depot estava l." Meus amigos e eu olhamos para ele. Ele encolheu os ombros "Eu sou
bom em construir coisas."
       "Home Depot e Pottery Barn entregam aqui em baixo?" Erik disse.
       "Bem, no tecnicamente", disse Stevie Rae. "Mas eles entregam ao Tribuna Lofts que
esto praticamente na porta ao lado. E com um pouco de, hum, persuaso amigvel
trouxeram as coisas aqui e depois esqueceram totalmente, uma vez que deixaram. Ento,
ta-da! Novos itens".
       "Eu ainda no entendo. Como os seres humanos poderiam ter sido persuadidos a
virem aqui?" Darius disse.
       Eu suspirei. "Algo que voc deve saber sobre os vampiros vermelhos"
       "E calouros vermelhos, tambm, s no  to forte com eles", Stevie Rae me
interrompeu.
       "E calouros vermelhos", eu corrigi. "Eles tm uma coisa de controle da mente que
eles podem fazer com os humanos."
      "Isso soa muito mais fraco do que o que ," Stevie Rae assegurou Darius
rapidamente.
      "Eu s tirei a memrias dos caras da entrega. Eu no controlei a mente dele. Ns
no vamos utilizar os nossos poderes para ser odiosos e todas as coisas." Ela deu ao
grupo de calouros vermelhos uma olhada. "Certo?"
      O grupo murmurou "Certo", mas eu notei que Vnus no disse nada, e Kramisha
olhou ao redor da sala culposamente.
      "Eles podem controlar as mentes dos seres humanos. Eles no podem suportar a luz
solar diretamente. Os seus poderes de recuperao so excelentes. Eles precisam ficar
perto da terra para se sentir realmente confortveis", disse Darius. "Estou deixando mais
alguma coisa de fora?"
      "Sim", disse Afrodite. "Eles mordem."
     SEIS

      "Eh isso... to te dano o fora," eu disse a Afrodite enquanto os calouros vermelhos
comearam um alvoroo de riso.
      "Afrodite j era louca mesmo quando no bebia e antes do imprint," Kramisha disse.
      "Ns todos usamos, embora."
      "Mas, sim," eu continuei, respondendo a Darius com os risos em massa.
      "Todas aquelas coisas so verdadeiras sobre os calouros vermelhos."
      "E um vampiro vermelho." Stevie Rae soou cansada, mas orgulhosa. "Oh, e eu posso
dizer que o nascer do sol vai ser em" - pausou, levantando sua cabea como se estivesse
escutando grilos "sessenta e trs minutos h."
      "Todos os vampiros adultos sabem quando o sol se levanta," Darius disse.
      "Eu aposto que isso no deixa todos os vampiros com sono como eu." Stevie Rae
interrompeu suas palavras com um grande bocejo.
      "No., no deixa geralmente," Darius disse. "Bem, deixa-me sonolento na verdade,"
disse.
      "Especialmente hoje, que eu aposto tem o alguma coisa a fazer com essa flecha
estpida que costumava a estar colada em mim." Desde que Stevie Rae a tinha
mencionado, eu comecei a me sentir esgotada de novo j que o sangue que bebi j
estava saindo do meu sistema.
      Eu olhei ao redor em nosso grupo misturado de vermelho e azul e vi crculos escuros
sob os olhos e bocejos. Kalona e os problemas na house of night navegaram em minha
mente, assim como o sentimento cada vez mais forte que os calouros vermelhos no eram
normais, mas eu estava muito cansada para tratar disso agora. Percebendo que eu
poderia estourar em pedaos, eu limpei minha garganta, reforcei, e disse, "Acho que
todos sabem que estamos com sono? Ns estamos meio que seguros aqui, e no h
realmente nada que qualquer um de ns possa fazer sobre o que est acontecendo l em
cima enquanto estamos cansados e praticamente dormindo em p."
      "Concordo," Darius disse. "Mas eu acho que devemos nos revezar nas entradas do
tnel se voc aprovar, Sacerdotisa, apenas no caso..."
      "Yeah, isso  provavelmente certo," eu disse. "Stevie Rae, onde esto todas as
outras entradas aos tneis alm desse atravs do depsito?"
      "Z, eu pensei que voc soubesse que h os tneis que conectam a um grupo dos
edifcios velhos da parte baixa," Stevie Rae disse. "Esta seo  parte desse sistema."
      "Mas ningum vem para aqui e usa estes tneis particulares exceto se voc souber
de algum, sabe?"
      "Bem, no., no esta parte deles, porque todos pensam que so velhos e
desagradveis e abandonados."
      "Poderia ser porque so velhos e nojentos e abandonados," Afrodite sussurrou
sarcsticamente. Eu observei que tinha ignorado o fato de que eu a daria um fora e tinha
comeado a segunda garrafa de vinho.
      "Isso no  verdade. No so nojentos e abandonados," Kramisha falou acima,
olhando de sobrancelhas franzidas para Afrodite. "Ns estamos aqui e ns que decoramos.
Voc deve saber por que ns usamos seu carto do ouro no-tem-limite para comprar o
material."
      "Voc usou a gramtica incorreta ao mesmo tempo? O que me diz agora?" Afrodite
disse enquanto esbarrava em Kramisha de volta para perto de Darius.
     "Olha, eu sei que voc acabou de voltar a ser humana e ainda teve um imprint com
Stevie Rae, para no mencionar que voc esta totalmente um lixo, por isso eu no vou
usar minhas habilidades superiores de caloura vermelha para chutar o seu traseiro magro,
mas se voc falar de mim outra vez eu vou esquecer de ser to gentil," Kramisha disse.
     "Podemos nos focar nos caras maus, que poderiam estar tentando comer agente ao
invs de uns aos outros?" Eu disse cansadamente. "Stevie Rae, os outros tneis conectam
a estes?"
     "Yeah, mas so selados,  o que pelo menos deveria ser todos os outros."
     "H somente uma entrada desta seo dos tneis ao pblico?" Darius perguntou.
     "Apenas uma que eu saiba. E ela foi bloqueada por algumas portas metlicas muito
grossas. Como esta tudo? J encontraram alguma coisa? "Stevie Rae disse.
     "Bem, talvez", disse Ant.
     "Talvez?" Stevie Rae disse.
     "Eu estava explorando e achei algo, mas a abertura dele era pequena, mesmo para
mim, eu no entrei nela. Eu quero dizer dei a volta e uma vasculhada com uma p, ou,
melhor ainda, com os msculos de Johnny B, mas eu no tenho ainda."
     Johnny B sorriu e flexionou os msculos para ns. Eu ignorei ele, mas as gmeos
encararam encantadas.
     "Ento, basicamente, o que vocs esto dizendo  que, alm da entrada do deposito,
h uma que nenhum de ns sabe ao certo que liga estes tneis para o outro?" Eu disse.
     "Soa direito", disse Stevie Rae.
     "Ento, eu aconselho colocar dois guardas, Sacerdotisa," Darius disse. "Um na
entrada do deposito e um na entrada do tnel para o outro sistema."
     "Certo, isso parece uma boa idia", disse.
     "Eu vou ficar com o primeiro turno na entrada do deposito", disse Darius. "Erik, voc
deve assumir meu lugar l.  o nosso lugar mais vulnervel, assim os vampiros adultos
devem vigi-lo."
     Erik acenou. "Concordo."
     "Jack e eu vamos ficar com o primeiro turno da guarda na entrada semi-selada que
da no centro dos tneis", disse Damien. "Ou seja, se estiver tudo bem para vocs".
     "Sim, poderamos fazer alguns menus e anotar algumas coisas que precisamos para
a cozinha," disse Jack.
     "Parece bom," eu disse, sorrindo para Jack e Damien.
     "Eu concordo. Shaunee e Erin, vocs poderiam fazer o turno depois deles?" Darius
disse as gmeas.
     "Tudo bem com agente", disse Erin.
     "Bom. Acho que  sensato no utilizarmos os calouros vermelhos para guardar as
entradas durante o dia, "Darius disse.
     "Ei, podemos meter porrada," Johnny B falou, olhando todos os punhos e cheio de
testosterona.
     "No  isso", disse, adivinhando o que Darius disse significava.
     "Precisamos deixar vocs dormirem durante o dia para que vocs possam ficar de
guarda durante a noite quando vocs esto mais fortes. O que significa que, esperamos,
que vocs vo ser mais fortes do que as criaturas que podem vir contra ns."
     O que eu no disse foi que, mesmo se Darius no tivesse falado por causa do
problema com a luz do dia dos calouros vermelhos, eu teria dito alguma coisa. Eu no
quero ser "protegida" por Stevie Rae's miniaturas at que eu me sinta segura sobre eles.
      "Oh, bem. Sim. Ns podemos fazer isso. Eu acho legal proteger uma sacerdotisa e
seu grupo", disse Johnny B, dando uma pretensiosa piscada.
      Eu rolei os olhos. Que um calouro vermelho no estava em questo, a ltima coisa
que eu precisava era mais uma cara como jogador, no futebol que  a minha vida. Meus
olhos deslizaram para o Erik e eu tive que forar para no parecer culpada. Sim, ele
estava me observando. timo. Ele tinha me ignorado desde de que tnhamos chegado ao
tneis e sempre escolheu o instante quando alguma outra pessoa estava agindo para
olhar para mim.
      Jack levantou a mo como um bom aluno. "Hum, pergunta..."
      "Sim, Jack," eu disse.
      "Onde  que vamos dormir?"
      "Boa pergunta." Eu virei para Stevie Rae. "Onde  que vamos dormir?"
      Johnny B falou at Stevie Rae poderia responder.
      "Para que conste, estou disposto a partilhar a minha cama. Meu corao  maior do
que da Kramisha."
      "No  o seu corao que voc deseja compartilhar, "Kramisha disse.
      "No fique brava, baby!" Johnny B disse, tentando (sem sucesso) parecer serio.
      Kramisha rolou seus olhos para ele. "Voc  louco".
      "Bem, ns temos alguns sacos de dormir", Stevie Rae quebrou o centro, e soava a
beira de adormecer.
      "Venus, poderia mostrar a Zoey e o resto das crianas onde eles esto? Acho que
todos podem dormir no quarto que quiser." Ela pausou e sorriu cansada para Kramisha.
"Exceto Kramisha no divide sua cama".
      "Mas voc pode ficar no meu quarto. Tudo bem por mim ", disse Kramisha. "S no
na cama."
      "Todos vocs tem quartos agora?" Eu no poderia manter a surpresa da minha voz.
Isto foi to diferente da primeira vez que estive aqui embaixo.
      Antes, as crianas mal poderiam ser chamadas de humanides, e os tneis eram
escuros e sujos e assustadores. Agora, a sala em que estvamos era aconchegante,
iluminada por velas e lanternas cintilando petrleo, bem como o mobilirio confortvel,
obviamente, novo, e at tinha bonitinhas roupas e travesseiros nas camas. Tudo parecia
to normal. Eu estava imaginando que havia coisas estranhas acontecendo com eles,
porque eu estava com um maldito cansao que Eu dificilmente poderia pensar?
      "Qualquer um de ns, que queria ter seu prprio quarto fez um. Eles realmente no
foram difceis para arrumar. Nesta parte do tnel h uns lotes sem sada pequenos.
Transformamos eles em verdadeiras salas. Definitivamente eu tenho o meu quarto."
      Ela sorriu para Erik. Eu tinha que me lembrar que provavelmente no era tico se eu
evocasse o fogo e mandar ele queimar todos os cabelos de cima da redonda-cabea dela.
      "Este  provavelmente o lugar que a maior parte das bebidas alcolicas foram
escondidas e contrabandeadas durante a proibio", disse Damien.
      " lgico, porque esse tneis esto prximo a linha do trem e seria fcil trazer
mercadorias para dentro e fora de noite. Isso  to legal e romntico!" Jack suspirou.
"Quero dizer, toda a coisa e 1920 traficantes e gngsteres".
      Damien sorriu alegremente para Jack.
      "Na verdade, a proibio durou at 1957, em Tulsa."
      "Bem, no importa. Isso no  to romntico. Isso soa mais como a coisa gay que
tem na bblia." Ele riu.
      "Gay! Hee Hee."
      "Voc  engraado e bonitinho.  por isso que eu te amo ", disse Damien, Jack
beijou Damien na boca e acariciou Duquesa que descansava feliz.
      "Ok, barf," Afrodite disse.
      "Ah, e tenho mais uma pergunta," disse Jack, franzindo para Afrodite.
      Quando ele comeou a colocar a mos para cima, eu disse: "Sim, Jack. O que 
isso?"
      "Onde nos banheiramos*?"
      (* Jack diz potty que quer dizer banheira mais no contexto mostra que ele fala
realmente errado achei melhor colocar assim, por causa do deboche)
      "Banheiramos? Ele acabou de dizer realmente banheiramos?" Afrodite riu at que ela
engasgou. Ignoramos ela.
      "Isso  fcil", disse Stevie Rae com um gigante bocejo. "Venus, poderia mostrar para
eles?"
      "Voc tem uma banheiro com banheira?" O qu? j estava a canalizao nos tneis?
Venus jogou um olhar de acho-que-voc-no-sabe-de-tudo para mim.
      "Banheiros, de verdade. Com chuveiros.
      "Chuveiros de gua quente?" Jack disse com entusiasmo.
      "Claro. Ns no somos brbaros", disse Venus.
      "Como?" Eu disse.
      "Eles esto no prdio do deposito acima de ns", disse Stevie Rae. "Fizemos uma
explorao no edifcio.  totalmente fechado, por isso no pode entrar em um, com
exceo da entrada do poro, por isso, controla quem vem e vai."
      "E ns no deixamos qualquer um dentro," Vnus adicionou, olhando um pouco
perigoso.
      Ok, honestamente, eu estava gostando dela, cada vez menos a cada segundo. E
desta vez no teve nada a ver com ela babar em cima de Erik.
      "Exclusssssivo. Meu tipo do lugar," Afrodite disse, ento ela soluou.
      "Tanto faz" - Stevie Rae rolou os olhos para Afrodite. "Fomos verificar o deposito e
encontramos dois vestirios um de homem e outro de mulher deveriam ser para os
empregados do deposito H ainda um ginsio la em cima, tambm. Dallas fez o resto."
      Ela se jogou para trs em seus travesseiro, dando a Dallas um olhar vai-logo-
comece-a-dizer-o-que-voc-fez. Dallas deu ombros, mas seu sorriso disse que ele tinha
feito algo novo.
      "Eu apenas encontrei a conexo principal de gua ao depsito e abri. Todas as
tubulaes esto ainda boas."
      "Isso no  tudo que voc fez," Stevie Rae disse. Ele sorriu para ela outra vez e eu
peguei uma coisa entre eles. Hmmmm-humm; Eu fiz uma nota mental para
definitivamente colher de Stevie Rae mais tarde.
      "Bem, eu tambm descobri como girar a eletricidade. Isso trouxe a gua quente
novamente e, em seguida, Afrodite com o carto de crdito ns temos as extra-longas
extenses e tal que eu coloquei para o antigo sistema de iluminao do tnel. Um pouco
de trabalho aqui e ali, e ns temos gua quente e eletricidade de l para c."
      "Uau", disse Jack. "Isso  muito legal".
      "Impressionante", Damien acordou. Dallas manteve apenas seu sorriso.
      "Ento voc pretende utilizar as instalaes ou no?" Vnus disse. Pensei que ela
pareceu irritada, ou talvez "cruel" era um termo melhor para descrever.
      "Yeah!" Jack disse alegremente. "Eu poderia usar definitivamente uma ducha quente
antes de ir para o dever."
       "Uh, qual  o nvel dos produtos para cuidar dos cabelos aqui em baixo?" Shaunee
perguntou.
       "Ah, menina. Foi a primeira coisa que eu cuidei depois que eu tive meu sentido de
volta. No se preocupe. Eu te ajudarei com isso," Kramisha disse, levantou-se e limpou as
migalhas de sujeiras de seus jeans e braos.
       "Excelente", disse Erin. "vamos nessa."
       Eu desabei para trs quando todos saram do quarto de Stevie Rae. "Ei, Z, voc quer
ser minha colega de quarto novamente?" Stevie Rae parecia exausta, mas ela era sua
velha sorridente amiga de novo.
       "Absolutamente", disse. Nossos olhares deslizaram para Afrodite, que ainda estava
empoleirada no fim cama, semi-inclinada contra Darius.
       "Afrodite, v arranjar um saco de dormir. Voc pode dormir com ns, aqui tambm,"
Stevie Rae disse.
       "Ok, olha. No tem nenhuma maldita forma de dormir com voc", disse ela, tentando
dificilmente escolher suas palavras. "Nosso Imprint no  esse tipo de Imprint. E mesmo
se eu fosse gay, que eu no sou, voc no  meu tipo."
       "Afrodite, eu no estava jogando uma cantada em voc. Isso  estpido", disse
Stevie Rae.
       "Estou deixando voc saber. Eu tambm estou deixando voc saber que eu assim
que descobrir como, vou quebrar esse maldito imprint na primeira oportunidade."
       Stevie Rae suspirou. "No faca algo que vai ferir ou machucar alguma de ns. Eu j
tive o suficiente com coisas ruins."
       "Por enquanto".
       Eu ouvia conversa delas, com muito interesse. Quer dizer, eu tive um imprint com
meu namorado humano, Heath, ento eu sabia algumas coisas sobre estar ligado a um
ser humano atravs da magia do sangue. Eu tambm sabia algumas coisas sobre quebrar
imprint, e pode ser muito doloroso.
       "Zoey,  demais pedir que voc pare olhar desse jeito pra mim!" Afrodite estourou as
palavras para fora, fazendo eu pular culpada.
       "Eu no estou te encarando," Eu menti.
       "O que no. S para."
       "Uma imprint no  nada que se envergonhar, minha beleza", disse Darius,
colocando seu brao em torno de Afrodite suavemente.
       " estranho, porm," Stevie Rae disse. Darius sorriu gentilmente para ela.
       "Existem muitos tipos de imprint."
       "Bem, o nosso  s a bebida no tipo beber-seu-sangue-e-fazer-sexo-com-voc.",
disse Afrodite.
       "Claro que no", Darius beijou sua testa.
       "O Que significa que voc pode dormir aqui sem se preocupar com nada", disse
Stevie Rae.
       "E digo outra vez, inferno no. Alm disso, eu vou com Darius. Vou estar de planto
com ele", disse Afrodite decisivamente, levantando sua segunda garrafa meia vazia de
vinho em um estanho brinde de saudao.
       "Darius tem que guardar  entrada do tnel. Ele no precisa ficar tomando conta de
uma bbada atrs dele", Stevie Rae disse ela.
       "Eu. vou. Indo. Com. Darius, "Afrodite repetiu insistentemente e lentamente demais.
      "Ela pode vir comigo", Darius disse, numa mal sucedida tentativa de esconder um
sorriso. "Vou pegar um saco de dormir para ela. No creio que ela ser muito problema, e
quero mant-la perto de mim."
      "No ser muito problema? "Eu disse.
      Stevie Rae e eu levantamos as nossas testa para ele. Juro suas altas, fortes
bochechas tinha ficado cor de rosa.
      "Ele deve estar pensando em outra Afrodite. Uma que no conhecemos", disse
Stevie Rae.
      "Vamos", disse Afrodite, batendo os ps. "Eu sei onde eles guardam os estpidos
sacos de dormir. Basta ignor-los."
      Ela deu-nos uma hilariante tentativa de uma carranca, que virou outro horrvel
soluo, agarrou a mo de Darius, e marchou para fora da sala enquanto Stevie Rae e eu
riamos.
      Antes de cobrir-se com o cobertor, Darius falou sobre o ombro a Erik, que eu tinha
quase esquecido que estava na sala. Quase.
      "Erik, v dormir um pouco. Eu acordarei voc para o segundo turno."
      "Parece bom. Eu vou ser..." Erik hesitou.
      "O quarto de Dallas fica no tnel ao lado. Eu aposto que ele no se importar se
voc dormir com ele", disse Stevie Rae.
      "Ok,  onde eu vou", disse Erik.
      Darius inclinou-se. "Sacerdotisa, poderia verificar o curativo na ferida de Stevie Rae?
Se eles precisam ser trocados."
      "Se eles precisarem ser trocados, eu posso fazer isso," Eu interrompi. Inferno, eu j
ajudei a empurrar uma flecha atravs do peito dela. Eu poderia certamente trocar um
Band-Aid, sem assustar.
      "Bem, se voc precisar de mim, simplesmente mande um calouro," O guerreiro foi
cortada como Afrodite segurando duro o suficiente a mo para puxar-lo do quarto. Ento
ela colocou a cabea para trs atravs da porta.
      "Boa noite. No se preocupe com ns." E ela desapareceu.
      "Antes ele do que eu."
      Eu ouvi Erik sussurrar enquanto ele prestava ateno no lugar. Eu no fiz nenhuma
tentativa de esconder o meu sorriso. Fiquei satisfeita por Erik no estar ainda interessado
em Afrodite. Erik encontrou os meus olhos. E lentamente ele sorriu tambm.
     SETE

      "No, vocs dois vo em frente. Junte-se com os outros. Estou indo dormir", Stevie
Rae disse virando para o lado, movendo delicadamente.
      Houve um irritado "mee-UF-ow" e uma gordinha bola laranja de plo entrou para no
quarto e pulou em cima da cama de Stevie Rae.
      "Nala!" Stevie Rae acariciou a parte de cima da cabea da gata. "Ei, eu estava com
saudades."
      Nala espirrou no rosto de Stevie Rae e, em seguida, fez trs rotaes sobre o
travesseiro ao lado de sua cabea, acomodou, e comeou o seu ronronar motor. Stevie
Rae e eu sorrimos uma para a outra.
      Ok- NOTA ESPECIAL: o labrador amarelo de Jack, Duquessa,  uma anomalia. Stark
trouxe ela quando foi transferidos para a nossa escola da House of Night de Chicago. A
ele morreu. Jack adotou ela. Ento ele meio que virou morto-vivo, mas era bvio que ele
no e ele prprio, porque a primeira coisa que ele fez foi disparar uma flecha em Stevie
Rae. Da o fato de Duquesa estar ainda com Jack. Mais acho que o garoto est realmente
se apegando a ela. Enfim, quando o nosso grupo fugiu da House of Night, os nossos
gatos, mais Duquesa, nos seguiro. Ento, vendo que estava Nala confortavelmente
trouxe um, acolhedor toque para o quarto de Stevie Rae e eu.
      "Voc e Erik vo. Tomar banho ou no," Stevie Rae repetiu com sono enquanto
acariciava Nala. "Nala e eu vamos descansar mais um pouco. Ah, voc pode alcanar eles,
se voc sair, vire  esquerda e, em seguida, mantm  sua direita. A entrada para o
deposito , na sala onde ns mantemos os freezers".
      "Ei, Darius disse que eu deveria verificar seu curativo," lembrou ela.
      "Mais tarde", ela bocejou duramente. "Eles esto bem."
      "Ok, se voc diz que esta bem." Tentei no mostrar o alvio que senti. De jeito
nenhum existia um jeito de ser comparada com uma enfermeira.
      "Vai dormir. Vou estar de volta em pouco tempo," eu disse. Eu juro que ela estava
fora antes de eu e Erik sair do coberto xadrez. Ns virado para a nossa esquerda e
caminhamos sem dizer nada por um pequeno caminho. Os tneis j eram menos
assustadores desde a ultima vez que eu estive aqui, no que eles sejam acolhedores,
brilhantes e animadores. A cada metro haviam lanternas na autora dos olhos ligadas por
uma trilha de ferro pregada nas paredes, mas a umidade estava em todo lugar. Ns no
tnhamos ido muito longe, quando eu percebi algo pelo canto dos meus olhos e eu parei,
procurando entre as sombras e as lanternas.
      "O que foi?" Erik perguntou suavemente. Meu estomago se apertando de medo.
      "Eu no sei, eu-" Minhas palavras foram cortadas quando algo explodiu para fora da
escurido vindo na minha direo. Eu abri a boca para gritar, imaginando selvagens
calouros vermelhos ou, pior, os horrveis corvos Escarnecedores. Mas Erik colocou o brao
ao redor de mim e me puxou para fora do caminho de meia dzia de morcegos, que
passaram vibrando perto.
      "Eles esto com tanto medo de voc como voc esta deles", ele disse, tirando seus
braos de torno de mim assim que as criaturas passaram por ns. Eu respirei fundo, na
tentativa de forar o meu corao de se acalmar.
      "Ok, no existe nenhuma maneira deles estarem com mais medo de mim do que eu
deles. Eesh, morcegos so ratos com asas."
      Ele sorriu enquanto comeamos a andar novamente.
      "Eu achava que pombos eram ratos com asas".
      "Morcego, pombos, corvos eu no me importo com distines agora. Qualquer coisa
escondida que faz barulho e, voa no  legal para mim."
      "Eu vejo o seu ponto", disse ele, sorrindo. Seu sorriso no ajudou a acalmar o meu
batimento cardaco, e como estvamos perto, eu juro que ainda podia sentir o calor de
seu brao em volta do meu ombro. Em mais alguns metros chegamos a um ponto do
tnel que foi to surpreendente como foi encantador.
      Erik e eu paramos e olhamos fixamente.
      "Uau, isso  muitoooo legal", eu disse.
      "yeah, uau", Erik concordou comigo.
      "Esse deve ser o trabalho daquela menina Gerarty. Stevie Rae apresentou ela como
sendo um artista que tem sido decorando os tneis?"
      "Sim, mas eu no esperava nada isso." Esquecendo os morcegos, tracei meus dedos
sobre o padro complexo maravilhoso formados flores e coraes e pssaros e todos os
tipos de redemoinhos, todos ligados tornando um mgico e brilhante mosaico que dava
vida para esta pequena seco do assustador, e claustrofbico tnel.
      "As pessoas, seres humanos e vampiros, teriam que pagar uma fortuna para ter uma
arte como esta." Erik no acrescentou, se o mundo pudesse saber sobre os calouros e
vampiros vermelhos, mas o pensamento no dito ficou pairando no ar entre ns.
      "Esperana, ns temos", eu disse. "Seria timo se os calouros vermelhos se
tornassem conhecidos pelo mundo." mas, eu pensei, se estivessem no comeo, talvez a
minha persistente dvida sobre seus poderes e as suas tendncias poderiam ser mais
facilmente resolvidas.
      "De qualquer forma, eu acho vampiros e os humanos deveriam ter melhores
relacionamentos", acrescentei.
      "Como voc e seu namorado humano?" Ele fez a pergunta silenciosamente, sem
nenhum sarcasmo. Eu segurei seu olhar firme.
      "No estou com Heath mais."
      "Tem certeza?"
      "Eu tenho certeza", eu disse.
      "Certo. Bom." Isso foi tudo que ele disse, e comeamos a andar novamente,
silenciosos e perdidos em nossos prprios pensamentos. No muito tempo depois que o
tnel ligeiramente curvava para a direita, que era o caminho que devamos seguir, mas na
nossa esquerda, havia uma sada arqueada coberta com outro cobertor. Que era preto de
veludo falso decorado com uma pster do Elvis e uma fita branca.
      "Deve ser o quarto de Dallas", eu sugeri.
      Erik hesitou por um momento, ento ele abriu um pouco a cortina preta e espiamos,
no era muito grande, e Dallas no tinha uma cama, apenas um par de colches
empilhados em cima uns dos outros no cho, mas ele tinha uma colcha vermelho brilhante
e varias almofadas que combinavam (tinha uma grande bola sob o colcho, que eu
presumi que era Dallas dormindo), uma tabela que tinha um monte de coisas escritas que
a luz no deixava eu ver, e um par de versos, cadeiras de gro preto. Curvados sobre a
parede da cama era um cartaz de... eu encarei aquilo, tentando ver...
      "Jessica Alba em Sin City. O garoto tem bom gosto. Ela  uma atriz mega quente",
disse Erik em um sussurro, para no acordar Dallas. Eu franzi para ele e puxei a cortina do
Elvis fechando a abertura.
      "O qu? No  no meu quarto", ele disse.
      "Vamos apenas continuar andando", eu disse, e comeamos a andar novamente.
      "Ei", disse ele depois de alguns minutos de um silencio mortal no ar. "Te devo um
grande obrigado."
      "Eu? Por qu?"
      Eu olhei mais para ele. Encontrando seus olhos.
      "Por me salvar de ficar l em cima, no meio dessa baguna."
      "Eu no salvei voc de ficar l. Voc veio junto com a gente por vontade prpria."
      Ele balanou a cabea.
      "No, eu tenho certeza que voc me salvou, porque sem voc eu no acho que eu
teria tido qualquer vontade."
      Ele parou e tocou meu brao, gentilmente me colocando de forma que eu ficasse de
frente para ele. Olhei para cima em seus olhos azuis brilhantes, que eram destacados por
suas tatuagens de vampiro adulto, um intrincado padro que parecia uma mscara,
tornando o seu totalmente e deslumbrante rosto de Clark Kent-Superman incrivelmente
quente. Erik era mais que super gostoso. Erik era talentoso e honestamente um cara legal.
Eu odiava que tnhamos terminado. Eu odiava que eu era a nica culpada disso. Apesar de
tudo o que tinha acontecido, eu queria ser a namorada dele novamente. Eu queria que ele
confia-se em mim novamente. Perdi ele de uma forma muito ruim...
      "Eu realmente sinto saudades!" Eu percebi que eu soltei as palavras que eu estava
pensando quando os olhos dele brilharam e seus lbios sexy curvaram num sorriso.
      "Estou bem aqui." Eu podia sentir o calor que subia do meu corpo e passava pelo
meu pescoo e enchia o meu rosto, e eu sabia que meu rosto estava brilhando, um
vermelho que no era nada atraente.
      "Bem, voc estar aqui no  o que eu quero dizer," eu disse rouca. Seu sorriso se
alargado.
      "Vocs no quer saber como voc me salvou?"
      "Sim, claro." Eu queria ventilar o meu rosto para que ele no chegasse muito longe
da cor de uma beterraba.
      "Voc me salvou, porque, em vez de ser hipnotizado pelo poder de Kalona, eu estava
pensando em voc."
      "Voc foi?"
      "Voc sabe como estava incrvel quando voc lanou o crculo?"
      Eu balancei a minha cabea, capturada pelo brilho em seus olhos azuis. Eu no
conseguia respirar. Eu no queria fazer nada que possa estragar o que estava
acontecendo entre ns.
      "Voc foi incrvel, bela, poderosa e confiante. Voc era tudo que poderia pensar
naquele momento."
      "Eu cortei sua mo" foi tudo que eu consegui fazer minha boca dizer.
      "Voc tinha que fazer. Fazia parte do ritual." Ele levantou a mo e ele virou a palma
para que eu pudesse ver a linha fina que estava na parte grossa embaixo do polegar. Eu
tracejei meu dedo na linha rosa.
      "Eu odeio machuc-lo." Ele pegou minha mo na sua e entrelaou de modo que as
minhas exticas tatuagens azul safira ficassem a mostra. Ento, como eu tinha acabado
de fazer, ele passou os dedos tracejando as marcas na minha pele. Eu tremi, mas no
puxei meu brao.
      "Eu no senti nenhuma dor quando voc me cortou. Tudo que eu senti era voc. O
calor do seu corpo. O seu cheiro. O jeito que sinto voc nos meus braos.  por isso que a
criatura no me enfeitiou.  por isso que eu no acredito na Neferet. Voc me salvou,
Zoey."
      "Mesmo depois de tudo o que aconteceu entre ns, voc pode dizer isso?" Meus
olhos estavam enchendo com lgrimas, e eu tive que piscar rpido para mant-las
afastadas. Eu vi que Erik deu um profundo suspiro. Ele parecia que era um mergulhador
se preparando para saltar na gua de um, perigoso precipcio. Ento, em uma bufada, ele
disse:
      "Eu te amo, Z. Tudo o que aconteceu entre ns, no mudou, mesmo que eu queria
que mudasse." Ele segurou meu rosto entre suas mos. "Eu no poderia ser enganado por
Neferet ou hipnotizado por Kalona porque eu sou um completo idiota por voc,
hipnotizado pelo o que eu sinto por voc. Eu ainda quero estar com voc, Zoey, se voc
dizer sim".
      "Sim", sussurrei sem nenhuma hesitao. Ele curvou fazendo seus lbios
encontrarem os meus. Eu abri minha boca e aceitei o beijo familiar dele. Seu sabor era o
mesmo, seu toque foi o mesmo. Eu passei minhas mos para cima sobre o largo ombro
dele me pressionando mais para perto dele, no sendo capaz de acreditar que ele tinha
acabado de me perdoar que ele ainda me queria e que ele ainda me amava.
      "Zoey", ele sussurrou contra os meus lbios. "Eu tenho saudades de voc." Ento,
ele me beijou novamente, e eu juro que ele me deixou tonta. Foi diferente, dos beijos de
antes dele ser um vampiro adulto antes perder minha virgindade com outro homem.
Agora, como ele sabia que era um segredo, mas eu estava sobre ele. Eu senti o seu
gemer mais do que eu ouvi, e ento eu tambm senti a dura frieza da parede do tnel
contra a minhas costas quando ele me virou e me prensou contra ela. Uma de suas mos,
desceu pela minha costa, e me pressionou mais firme nele. A outra eu senti deslizando do
lado do meu corpo, pelo meu vestido cerimonial passando a mo atrs da minha coxa ate
que encontrou a abertura, em seguida, seus dedos foram percorrendo o caminho para
cima dela, quente contra a frieza do meu corpo nu.
      Corpo nu? Apoiados contra a parede de um tnel? Se pegando no escuro?
      E de tudo que eu poderia pensar o pior veio a minha mente: Ser que Erik pensa,
que porque eu fiz sexo (uma vez!), Que agora era estao aberta de caa a Zoey? Ah,
merda! Eu no ia fazer isso. No aqui. No assim. Inferno, eu nem sabia se eu estava
pronta para fazer isso novamente. A um tempo e eu tinha tido relaes sexuais que
terminou desastrosamente e tinha sido o maior erro da minha vida. Era definitivamente
no, me transformando numa espcie de ninja ho! Empurrei contra o peito de Erik e puxei
minha boca da sua. Ele no pareceu se importar. Na verdade, ele quase no parecia que
estava ali. Ele s manteve sua mo contra mim, e moveu os lbios para o meu pescoo.
"Merda; Erik, por favor, pare," eu disse ofegando.
      "Umm,  to bom o seu gosto."
      Ele parecia to sexy que me transtornou e por um momento e no tinha certeza do
que realmente eu queria. Quero dizer, eu quero estar com ele novamente, e ele estava
totalmente quente e familiar... e eu tinha apenas comeado a relaxar com ele quando eu
capturei algo sobre o ombro dele. Medo se apoderou de mim quando percebi que a coisa
tinha os olhos brilhantes de um vermelho intenso, um mar de escurido que parecia como
uma nevoa um fantasma feito de nada mais que escurido.
      "Erik! Pare. Agora."
      Eu bati os punhos no peito dele e ele tropeou meio passo para trs. Meu corao
batendo voando, mudei rapidamente de posio de modo que eu ficasse na frente dele e
do que eu tinha visto atrs dele. No havia olhos vermelhos brilhantes para mim, mas eu
juro que vi um na escura e preta escurido. Piscando e focado meus olhos, a neblina
desapareceu, deixando nada, alem de Erik, eu e um escuro, silencioso tnel. De repente,
a partir da direo oposta, ouvi um barulho de sapatos contra concreto que me fez
respirar profundamente, preparando para chamar um lamento para combater essa nova
ameaa sem rosto, quando Kramisha caminho delicadamente saindo das sombras. Ela a
Erik um logo, considerando olhar e disse.
      "Boyyyy, voc est trabalhando aqui no tnel? Maldio! Voc tem algum senso."
      Erik virou-se para ela colocando os braos ao redor de mim. Eu no precisava olhar
para cima para saber que ele tinha um simples sorriso em seu rosto. Erik era
definitivamente um bom ator. O cara que ele estava mostrando para Kramisha estava sob
controle, com apenas o sexy jeito que ele consegue ter, quando-comea-a-atuar.
      "Ol, Kramisha", ele falou suavemente.
      Por outro lado. Eu mal conseguia disfarar, e muito menos falar. Eu sabia que a
minha cara estava da cor de uma beterraba vermelha e ela olhou meus lbios
machucados e mido. Inferno, eles provavelmente pareciam machucados e midos.
      "Kramisha, voc viu alguma coisa ali no tnel?" Eu apontei com o queixo a direo
das sombras atrs de ns e consegui apenas uma respirao e um som de uma semi-
estrela-porno.
      "No, menina, eu s vi voc e seu garoto em uma suco de rosto aqui", disse
Kramisha rapidamente.
      Me perguntei se talvez ela no tenha respondido um pouco depressa demais.
      "Aww! Erik e Z esto fazendo as pazes? Isso  to doce!"
      Aparentemente do nada, Jack se materializou atrs de Kramisha, e Duquesa
fungando e abanando a seu lado.
      "Z, no enlouquea. Voc provavelmente s viu vrios desses morcegos", disse Erik,
apertando o meu ombro como se estivesse me avisando antes de responder para Jack.
      "Ol, Jack. Eu pensei que voc estaria aproveitando de um bom chuveiro agora".
      "Ele vai, mas ele veio para me ajudar a conseguir algumas toalhas e outras coisas",
disse Kramisha.
      "E, sim, no h dvida que existem morcegos aqui. Eles no se mentem com ns, se
no se meter com eles."
      Ento, ela bocejou e fez um srio e impressionante alongamento que a fez parecer
uma longo e magro gato preto.
      "J que vocs dois esto aqui, parem com esse agarramento e ajude Jack a levar as
coisas para o banheiro enquanto eu vou ter o meu sono de beleza?"
      "Sem problemas. Ficaramos felizes em ajudar", eu disse, recuperando minha voz e
me sentindo uma idiota por deixar estpidos morcegos fazerem meus nervos saltarem de
mim. Jeesh, acho que realmente preciso dormir um pouco.
      "Eu e Erik estvamos apenas indo para o banheiro."
      Kramisha deu-nos uma longa e lenta olhar que no foi porque ela estava com sono.
      "Uh-huh. Eu sei como voc estava indo `para o banheiro'."
      Eu senti corar novamente. Ela virou, e eu pensei que ela estava indo para
(Curiosamente) a parte direita do tnel, mas em vez disso ela desapareceu. Ento eu ouvi
um barulho e cintilantes lanternas iluminando uma parte do tnel, s um pouco menor do
que o quarto Dallas. Kramisha pendurou a lanterna sobre na parede, em seguida, olhou
por cima de seu ombro para ns.
      "Bom? O que est esperando?"
      "Ah, sim, esta bem ", eu disse.
      Jack, Duquesa, Erik, e eu fomos para o lado de Kramisha e olhamos para dentro do
quarto. Ela realmente tinha prateleiras feitas de cimento nas paredes e arrumadas como
um armrio. Eu olhei para as pilhas de toalhas arrumadas perfeitamente, isso  estranho,
um grande puff que Duquessa estava lambendo.
      "Esse co esta limpo?" Kramisha perguntou.
      "Damien diz que um cachorro tem a boca mais limpa que um humano," disse Jack,
acariciando o grande labrador na cabea.
      "Ns no somos humanos", disse Kramisha. "Ento, voc poderia manter a grande
boca dessa coisa longe dos meus pertences?"
      "timo. Mas tente se lembrar que ela tem passado por muitos traumas e seus
sentimentos so fceis de machucar."
      Enquanto Jack e Duquesa foram para um canto e ele comeou a ter uma seria
conversa de como ela tinha que manter seu nariz longe das coisas dos outros, eu olhei
encarei a pilha de material.
      "Huh. Quem trouxe tudo isso para aqui?"
      "Afrodite", disse Kramisha como ela com os braos cheios toalhas de pano. "Ela
pagou por isso. Ou a sua me em forma de carta de ouro fez. Voc no acredita todas as
coisas que voc pode encomendar da Pottery Barn, se voc tem crdito ilimitado. Isso me
fez decidir de uma vez por todas sobre o futuro da minha carreira."
      "Srio? O que voc quer fazer?" Jack perguntou. Duquesa educadamente sentou ao
lado dele, ele ocupou os braos para fora para ser preenchido com toalhas e roupes.
      "Eu vou ser uma atriz. Uma dessas muito ricas. Com um carto de ouro ilimitado.
Voc sabe se pessoas te tratam diferente quando voc tem algum credito?"
      "Sim, eu acho. Tenho visto as pessoas das lojas beijarem as gmeas" Jack disse. "A
famlia delas tem dinheiro, tambm." Ele sussurrou a ltima parte como se fosse um
grande segredo, que no era. Todos sabiam que as gmeas tinham pais eram ricos. Ok,
no como Afrodite  rica, mas ainda. Elas compraram botas de presente no meu
aniversario que custaram US $ 400. Isso  definitivamente rica para mim.
      "Bem. Eu decidi que eu gosto de pessoas me beijando. Ento eu vou buscar
algumas. Ok, isso  bastante coisa. Vamos l. Eu vou voltar com vocs, mas quando
chegar ao meu quarto, eu vou desmaiar. Jack, voc pode encontrar o caminho de volta
para o banheiro, no pode?"
      "Sim", disse ele.
      Caminhamos pelo tnel, seguindo as curvas da direita. A prxima porta que vimos foi
coberto com uma fita de seda roxa.
      "Este aqui  o meu quarto". Kramisha me viu olhando para o incrvel material que
aparece como uma porta, e ela sorriu.
      " uma cortina de Pier One. Eles no entregam, mas quando voc tem um carto
ouro ilimitado j sabe n."
      " uma cor bonita",eu disse, pensando como imbecil era ficar imaginando feios
monstros em cada sombra, quando o local foi decorado com Pier One.
      "Obrigado. Gosto de me algumas cores.  uma parte importante da decorao. Quer
ver meu quarto?"
      "Sim", eu disse.
      "Definitivamente," disse Jack. Kramisha olhou a Duquesa e de volta para Jack.
      "Ela esta bem treinada?" perguntou a Jack.
      "Claro. Ela  uma perfeita dama." ele respondeu
      " melhor que ela seja", Kramisha franziu, ento ela puxou a cortina para o lado e
fez um gracioso movimento com a mo livre.
      "Voc pode entrar no meu espao." Kramisha disse.
      O quarto era cerca de duas vezes o tamanho do quarto de Stevie Rae. Ela tinha duas
lanternas e uma dzia de perfumadas velas acesas, o que d a ao ambiente o cheiro com
pitada de citros. Ela, obviamente, tinha pintado recentemente as paredes com uma cor cal
brilhante. Seu mobilirio era de madeira escura cama, cmoda, penteadeira, e estante.
      Ela no tinha nenhuma cadeira, mas empilhados em torno do quarto tinham
enormes almofadas de cetim em negrito roxo e pink, o que combinava com as roupas de
sua cama. Em cima dela havia meia dzia de livros, abertos e com marcadores de
paginas, o que significa que ela estava lendo todos ao mesmo tempo, no sei como. Notei
que, juntamente com os livros na estante, tinham etiquetas nas prateleiras. Kramisha
notado que eu estava observando.
      "Biblioteca Central da cidade. Eles ficam abertos realmente ate tarde nos fim de
semana."
      "Eu no conheo nenhuma biblioteca que permite que voc fique com o livro muito
tempo," disse Jack.
      Kramisha pareceu desconfortvel. "Eles no. Tecnicamente no. No , mas o que
eu posso fazer nessa situao e mexer um pouco na mente deles. Eu vou devolver assim
que eu puder sair para comprar os meus", acrescentou.
      Eu suspirei e acrescentei "roubam a biblioteca"  lista de coisas na minha cabea que
os calouros vermelhos precisavam ser encorajados a parar de fazer, e como eu fiz a
adio mental Eu tambm preciso. Kramisha parecia definitivamente culpada sobre roubar
a biblioteca. Ser que um garoto que tinha ainda tendncias a fazer monstruosidades se
preocuparia com um roubo mesquinho? No, no, com certeza no, eu disse, vagueando
automaticamente para a cama para ler alguns dos ttulos. Tinha uma grande cpia de as
obras completas de Shakespeare, bem como um livro de capa dura ilustrado de Jane Eyre,
que foi empilhado em cima de um livro chamado The Silver Metal Lover por Tanith Lee.
tinha tambm um livro de capa dura edio do Drago, durante o voo por Anne McCaffrey
deitada ao lado Thug-A-Licious, Candy Licker, e o G-Spot por um autor cujo nome foi
escrito como Noire. Estes trs livros estavam abertos com as suas folhas extremamente a
vista, procurando segurar a curiosidade.
      Totalmente curiosa, eu coloquei as toalhas sobre a colcha da cama cor-de-rosa-
brilhante e, peguei Thug-A-Licious*, e comecei a ler a pgina aberta. Juro minhas retinas
comearam a gravar com o calor da cena.
      (*http://www.amazon.com/Thug-Licious-Noire/dp/0345486919 )
      "Livro porn. Eu gosto desses", Erik disse sobre o meu ombro.
      "Hum, so para algumas pesquisas". Kramisha disse rapidamente tirando os livros da
minha mo, deu a Erik um bom olhar.
      "E pelo que eu vi l fora, voc no precisa nenhuma ajuda." Senti meu rosto
esquentar novamente e suspirei.
      "Ei, poesia", eu ouvi dizer Jack. Ficando feliz pela distrao, Olhei para cima para ver
Jack apontando vrios cartazes limpamente quente coladas na parede verde de Kramisha.
Eles estavam cheios de poesia, todos escritos na mesma forma em diferentes cores de
marcadores fluorescentes.
      "Voc gostou?" Kramisha disse.
      "Sim,  timo. Gosto muito de poesia, "disse Jack.
      "Veja. Eu escrevi eles", Kramisha disse.
      "Voc est brincando? Cara, eu pensei que eles eram tirados de um livro ou algo
assim. Voc  realmente boa," disse Jack.
     "Obrigado, eu te disse que eu vou ser um autora. Uma famosa, rica e com um carto
de ouro sem limites."
     Eu ouvi vagamente Erik aderir a discusso. Toda a minha ateno incidiu sobre se
tinha tornado um pequeno poema que foi escrito em preto sobre um cartaz vermelho-
sangue.
     "Voc escreveu esse, tambm?" Eu perguntei, no me importando se interrompia a
discusso deles de qual autor era melhor Robert Frost ou Emily Dickinson.
     "Escrevi todos eles", ela disse. "Eu sempre gostei de escrever, mas desde que eu fui
marcada comecei a escrever mais e mais. Eles simplesmente vem na minha mente. E eu
escrevo. Sinto que posso escrever mais do que poemas. Gosto deles e tudo mais, mas
poetas, eles no fazem muito dinheiro. Olha, eu pesquisei carreiras na Biblioteca Central,
tambm, porque, voc sabe,  ficar aberto at mais tarde. De qualquer forma, eles no
fazem-poetas..."
     "Kramisha" eu corte ela: "quando voc escreveu esse?" Eu senti meu estomago
engraado e minha boca seca.
     "Escrevi todos eles nos ltimos dias. Sabe, uma vez que Stevie Rae trouxe nossa
humanidade de volta. Antes eu no achava nada muito bom exceto comer humanos".
     Ela sorriu exageradamente e levantou um ombro.
     "Ento, voc escreveu esse, em preto nos dias atrs?". Eu apontei para o poema.

     Sombras nas sombras
     Ele observa atravs
     dos sonhos
     Asas pretas como a frica
     Corpo forte como pedra
     Cansados de esperar
     Os corvos chamam.

     Jack ofegou enquanto lia pela primeira vez.
     "Oh, Deusa!" Eu ouvi Erik dizer sob a sua respirao quando ele, tambm, leu o
poema.
     "Isso  fcil.  o ltimo eu escrevi ele ontem..." Suas palavras fugiram quando ela
percebeu a nossa reao. "Merda! Isso  sobre ele!"
     OITO

     "O que fez voc escrever isso?" Eu perguntei, ainda encarando as negras palavras.
     Kramisha sentou pesadamente em sua cama, de repente parecendo quase to
exausta como Stevie Rae. Ela estava balanando sua cabea para frente e para trs, para
frente e para trs, fazendo seu cabelo laranja e preto danar contra sua suave bochecha.
"Apenas veio para mim, como todas as coisas que eu escrevo. As coisas s entram na
minha cabea, e ento eu escrevo tudo."
     "O que voc acha que isso significa?" Jack perguntou, dando tapinhas em seu brao
suavemente, muito parecido como quando ele afagava Duquesa (ela estava enrolada em
seus ps).
     "Eu no pensei realmente sobre isso. Vem para mim. Eu escrevo. Isso  tudo." Ela
pausou, olhando para o pster, ento rapidamente afastou o olhar, como se o que ela viu
a assustou.
     "Todos estes poemas foram escritos depois que Stevie Rae mudou?" Eu passei minha
ateno para os outros poemas. Havia vrios haiku.

     Olhos observando sempre
     Sombras em sombras esperaram
     Uma pluma negra cai
     Primeiro aceitou, amou
     Depois, traiu - cuspiu na cara
     Vingana doce como dots

     "Doce, abenoada Nyx". A voz chocada de Erik veio de trs de mim, mantendo baixa
para s os meus ouvidos ouvirem. "Eles so todos sobre ele."
     "O que significa `doce como dots'?" Jack estava perguntando a Kramisha.
     "Voc sabe - dippin' dots*. Eu amo alguns dippin' dots," disse ela.
     (* dippin' dots  um sorvete)
     Erik e eu nos movemos em torno do quarto de Kramisha. Quanto mais eu lia, mais
apertado ficava o n no meu estmago.

     Eles fizeram
     Errado
     Como tinta de uma caneta estragada
     Jogado fora por causa de outra pessoa
     Usado
     Mas ele voltou
     Vestido de noite
     Bem como um rei
     Com a sua rainha
     O errado
     Fez certo
     To certo

      "Kramisha, o que voc estava a pensando quando escreveu este?" Eu perguntei para
ela, apontando para o ltimo que eu tinha lido.
       Ela encolheu o ombro novamente. "Eu acho que pensei sobre como ns estvamos
fora da House of Night, mas no deveramos estar. Quer dizer, eu sei que  melhor para
ns embaixo da terra, mas simplesmente no parece certo que s Neferet saiba sobre
ns. Ela  um tipo errado de Alta Sacerdotisa".
       "Kramisha, voc me faria um favor e copiaria todos estes poemas?"
       "Voc acha que eu estraguei, no ?"
       "No. Eu no acho que voc estragou tudo," eu garanti a ela, esperando que eu
estivesse sendo corretamente orientada pelos meus instintos e no estava s caando
morcegos na escurido novamente. "Acho que voc recebeu um dom de Nyx. Eu s quero
ter certeza de que ns estamos usando o dom da maneira certa."
       "Acho que ela  material de Vamp Poeta Laureate, e uma grande melhoria sobre o
nosso ltimo", disse Erik.
       Eu olhei para ele bruscamente, e ele encolheu os ombros e deu um largo sorriso.
"Foi s um pensamento, s isso."
       Ok, mesmo que pensar em Loren me fez desconfortvel, especialmente quando tinha
sido Erik quem o lembrou, senti a certeza de que ele estava falando, no fundo das minhas
entranhas, que disse mais sobre a verdadeira natureza de Kramisha do que minha exausta
suposio e minha aparentemente ativa imaginao estavam me falando. Nyx,
obviamente, tinha a sua mo sobre essa criana. Diabos. Eu sou a nica Alta Sacerdotisa
que temos. Posso fazer uma proclamao. "Kramisha, vou fazer de voc o nosso primeiro
Poeta Laureate."
       "O queeeee?! Voc est brincando? Voc est brincando, no est?"
       "No estou brincando. Ns somos um novo tipo de vampiro. Ns somos um novo
civilizado grupo de vampiros, e isso significa que precisamos de um Poeta Laureate. E 
voc."
       "Ei, eu concordo com voc em tudo, Z, mas o conselho no tem que votar em um
novo Poeta Laureate?" Disse Jack.
       "Sim, e eu tenho o meu Conselho aqui comigo." Percebi que Jack tinha falado sobre
o Conselho de Nyx, Shekinah tinha sido aquela que governou os vampiros.
       Mas eu tinha um Conselho tambm, um Conselho de Prefeitos, reconhecido pela
escola, composto por mim, Erik, as gmeas, Damien, Afrodite, e Stevie Rae.
       "Kramisha tem o meu voto", disse Erik.
       "Veja,  praticamente oficial," eu disse.
       "Sim!" Jack animou.
       " uma idia maluca, mas eu gosto dela". Kramisha sorriu radiante.
       "Ento, escreva estes poemas para mim antes de ir dormir, ok?"
       "Sim, eu posso fazer isso."
       "Vamos l, Jack. Nossa poeta Laureate precisa do seu sono", disse Erik. "Hey,
parabns, Kramisha".
       "Yeah, parabns!" Jack disse, dando a Kramisha um abrao.
       "Vocs todos vo agora. Eu tenho trabalho a fazer. Ento eu tenho que pegar o meu
descanso. Um poeta Laureate tem que parecer o seu melhor", Kramisha disse
afetadamente, terminando com um par de versos.
       Erik e eu acompanhamos Jack e Duquesa para fora do quarto de Kramisha e para
baixo do tnel.
       "Esse poema era realmente sobre Kalona?" Disse Jack.
       "Eu acho que todos eles eram", Eu disse. "E Voc?" Eu perguntei a Erik.
       Ele acenou severamente.
      "OhmeuDeus! O que isso quer dizer?" Disse Jack.
      "Eu no tenho uma pista. Nyx est trabalhando, entretanto. Eu posso sentir isso. A
profecia veio a ns em forma poema. Agora isso? No pode ser uma coincidncia."
      "Se isso  o trabalho da Deusa, ento deve haver alguma forma que podemos utiliz-
lo para nos ajudar", disse Erik.
      "Yeah, isso  o que eu penso, tambm."
      "S temos que descobrir como", disse Erik.
      "Isso vai pegar algum com mais crebro do que eu", eu disse.
      Houve uma curta pausa, e ento os trs falaram juntos, "Damien".
      Fantasmagricas sombras, morcegos, e as minhas preocupaes com os calouros
vermelhos foram temporariamente esquecidos, eu me apressei para baixo do tnel com
Erik e Jack.
      "A porta para o depsito d aqui." Jack nos levou atravs da surpreendentemente
acolhedora cozinha para uma sala lateral, que era obviamente uma despensa, mas eu
aposto que costumava ser armazenados l mais lquidos do que os sacos de batatas fritas
e caixas de cereais agora mantidos. Ao longo de toda uma parede, enrolados habilmente,
empilhado lado a lado e em cima uns dos outros, estava um monte de sacos de dormir e
almofadas.
      "Ento  assim o caminho para o depsito?" Eu apontei para uma escada de madeira
de puxar para baixo no canto do armrio de armazenamento que levava a uma porta
aberta.
      "Sim,  assim." Jack disse.
      Jack foi primeiro e eu o segui, colocando minha cabea para dentro do edifcio
supostamente abandonado. A minha primeira impresso foi de trevas e de poeiras,
fragmentada em poucos minutos pelo que parecia ser um efeito de luz estroboscpica de
flashes subitamente brilhantes vazando atravs da embarcao de janelas e portas.
Quando ouvi o estrondo do trovo, eu entendi e lembrei o que Erik tinha dito sobre uma
grande tempestade em curso, o que no seria incomum para Tulsa, mesmo no incio de
janeiro.
      Mas este no era um dia normal, e eu no podia ajudar, mas acredito que isto
tambm no era uma normal tempestade.
      Antes de fazer qualquer observao em torno, eu puxei meu celular da minha bolsa.
Eu o abri. Sem servio.
      "O meu no tem funcionado, tampouco. No desde que chegamos aqui", disse Erik.
      "O meu est carregando na cozinha, mas eu sei que Damien verificou o dele quando
ns estivemos aqui, e o dele no tinha nenhum sinal, tambm".
      "Voc sabe que mau tempo pode derrubar as torres", Erik disse em resposta para o
que eu tenho certeza que era a minha repugnante expresso preocupada. "Se lembra se
uma grande tempestade a um ms ou algo assim? Meu celular no funcionou por trs dias
inteiros."
      "Obrigado por tentar me fazer sentir melhor, mas eu s... s no acredito que este 
um fenmeno natural."
      "Sim", disse ele calmamente. "Eu sei".
      Dei um profundo suspiro. Bem, natural ou no, amos ter que lidar com ele, e agora
ali no era uma maldio de coisa que poderamos fazer sobre o nosso isolamento aqui.
Houve uma tempestade feroz l fora, e ns no estavam preparados para enfrent-la
ainda.
      Ento as primeiras coisas primeiro. Eu enquadrei meus ombros e olhei ao redor. Ns
deveramos entrar em uma pequena sala que tinha uma meia parede, e, em seguida, o
caixa do banco - como janelas cortadas na verdadeira parede, completo com bares
manchados de lata na parte da frente. Eu decidi rapidamente que deveria ser o ticket de
depsito. De l ns entramos em uma enorme sala. O cho era em mrmore e ainda
parecia liso e como manteiga na escurido. As paredes eram estranhas, entretanto. Todas
meio speras e vazia a partir do cho at cerca de um p ou at acima da minha cabea,
e ento comeava a decorao. Elas estavam borradas por poeira e tempo e desateno,
e haviam teias de aranhas penduradas por todo lado (eesh, primeiro morcegos e agora
aranhas!), mas as velhas e vibrantes cores da Art Deco ainda eram visveis, contando
histrias dos mosaicos desenhados, nativos americanos, penas de chapis, cavalos, couro,
e adornos.
      Eu olhei ao redor para a corroda beleza, e achei que isso poderia fazer uma grande
escola. Era grande e tinha o mesmo tipo de graa que os muitos edifcios do centro de
Tulsa tinham, graas ao aumento rpido do petrleo e ao estilo Art Deco 1920. Perdida no
pensamento do que poderia ser um dia, eu andei por todo o saguo vazio, olhando,
percebendo corredores que continuavam para fora desta grande sala, conduzindo a
outros, me perguntando se no houvesse o suficiente deles para vrias salas de aula. Ns
pegamos um desses corredores e ele acabou numa grande porta de vidro duplo. Jack
balanou sua cabea para elas. "Esse  o ginsio." Todos ns olhamos atravs do tempo -
do vidro sujo.
      Na fraca luz eu pude apenas ver pontos distantes das formas que pareciam ser
grandes bestas dormindo de um mundo morto. "E ali  a porta para o vestirio dos
rapazes." Jack apontou para uma porta fechada  direita do ginsio. "E h a das
meninas."
      "Ok, bem, eu estou indo para atacar os chuveiros", eu disse, minha voz falhando.
"Erik, voc e Jack fariam com que Damien soubesse sobre os poemas de Kramisha?
Pergunte para ele se ele pode falar comigo sobre isso, eu vou estar no quarto da Stevie
Rae, esperanosamente completamente adormecida, por pelo menos algumas horas. Se
puder esperar, ns todos vamos nos reunir e tentar descobrir o que aquilo queria dizer
depois de ns descansarmos." Eu levei as toalhas e roupes. Eu deveria estar to
emaranhada e assim eu poderia acabar com a minha cara de sono.
      "Voc precisa de descanso, Z. Nem mesmo voc pode passar por tudo isso e se
manter funcionando sem dormir", disse Erik.
      "Yeah, se Damien no estivesse ficando acordado comigo, eu ficaria assustado de
cair no sono na hora do dever", disse Jack, e bocejou pontuando.
      "As Gmeas assumiro para voc em breve". Eu sorri para Jack. "S esperem at
ento." Meu sorriso aumentando para incluir Erik. "Eu vou ver vocs em breve. Ambos
vocs."
      Comecei a me afastar e Erik tocou no meu brao me parando. "Hey, estamos juntos
novamente. No estamos?"
      Encontrei os olhos de Erik e vi sua vulnerabilidade atravs do seu sorriso que tentava
me passar uma confiana que ele no sentia. Ele no iria entender se eu dissesse que
precisava falar com ele sobre, bem, sexo, antes de eu aceitar voltar para junto dele. Isso
machucaria seu ego, bem como o seu corao e ento eu estaria de volta onde eu estava
antes, me chutando por ser a causa de ns estarmos separados.
      Ento, eu simplesmente disse, "Sim, estamos juntos novamente."
      A doce vulnerabilidade foi refletida no beijo que ele curvou para colocar em meus
lbios. Ele no era uma tentativa, exigente, ns-vamos-fazer-sexo-agora beijo. Era um
caloroso, gentil, eu-estou-to-feliz-que-estamos-juntos-de-novo beijo, e ele me derreteu
completamente. "Vai dormir. Eu vou ver voc em breve", ele sussurrou. Ele beijou minha
testa rapidamente e, em seguida, ele e Jack desapareceram atravs da porta do vestirio
dos rapazes.
      Eu fiquei l por um tempo, apenas olhando para a porta fechada e pensando. Eu
estava errada sobre a mudana em Erik? Eu tinha entendido mal o que estava por trs de
sua paixo no tnel? Afinal, ele no era mais um calouro. Ele estava completamente
mudado, um vampiro adulto. Isso faz dele um homem, mesmo que ele ainda tivesse
dezenove, tal como a menos de uma semana atrs, antes da sua mudana.
      Talvez o aumento da tenso sexual entre ns era natural, e no apenas porque ele
pensava que eu era uma vadia, agora que eu tinha perdido minha virgindade. Erik era um
homem, eu repetia o pensamento para mim. Eu j sabia desde o desastre com Loren
Blake que estar com um homem era diferente de estar com um menino ou um calouro.
Erik era um vampiro totalmente mudado, tal como Loren tinha sido. O pensamento enviou
impulsos nervosos atravs do meu corpo. "Como Loren" no era particularmente uma boa
analogia. Mas definitivamente Erik no era Loren! Erik nunca tinha me usado ou mentido
para mim. Erik foi mudado, mas ele ainda era o Erik que eu conhecia e talvez o mesmo
amor. Eu realmente no deveria estar me estressando com preocupaes sobre isso. A
coisa do sexo em si iria funcionar.
      Quero dizer, em comparao com um antigo imortal vindo atrs de ns, Neferet
tendo a escola em suas garras do mal, eu assustada sobre se existe ou no algo bizarro
acontecendo com os calouros vermelhos, vov em coma, e os malvados Corvos
Escarnecedores espalhando devastao em Tulsa, quer sim quer no Erik tentaria me
pressionar para fazer sexo com ele e seria um intervalo do estresse ou, pelo menos, umas
frias do estresse. No seria?
      "Z! A est voc. Voc vai vir?" Erin colocou a sua cabea para fora da porta do
vestirio das meninas. Havia uma enorme nuvem de vapor flutuando em volta por trs
dela, e eu podia ver que ela estava usando apenas o seu suti e calcinha (combinando,
claro, da Victoria's Secret).
      Com um esforo coloquei Erik para fora da minha mente. "Desculpe... desculpe,
estou chegando," eu disse e me apressei para o vestirio.
     NOVE

      Ok, tomar banho com um grupo de meninas que possui afinidades com a gua e
com o fogo foi uma experincia e tanto! Que passou de embaraosa para interessante e
engaada. Primeiro, foi embaraosa porque, bem, apesar de todas serem garotas, no
estava exatamente bem com a idia de chuveiros comunitrios (aqueles que nem nas
prises ;D). Que eram horrivelmente constrangedor. Havia cerca de meia dzia de
chuveiros (que eram todos brilhantemente novos que foram instalados por Kramisha ou
Dallas, ou ambos, com a ajuda de Afrodite e seu maravilhoso carto de ouro). Cada um
deles tinha boxe que os separam um do lado do outro. No, no tinha nenhuma porta ou
cortinha ou qualquer outra coisa. Na verdade, havia trilhos no topo de cada um que eu
deduzi que foram usados para por cortinas em algum dia, mas isto deve ter sido h muito
tempo atrs. Ah, as bancas para os banheiros no tinham portas, mesmo que no
queramos ficar trancadas nelas. Ento era inevitvel e muito constrangedor que eu teria
que ficar pelada na frente das meninas. Mas todas eram mulheres, mulheres hetero, assim
nos no estvamos realmente interessadas nos peitos uma das outras, no importando o
quo difcil  para os garotos entenderem isso, Assim a parte incomoda no durou muito
tempo. Ok, todo o vestirio estava preenchido com uma densa neblina de vapor, o que d
a iluso de privacidade. Depois que eu escolhi o meu boxe de chuveiro, escolhi alguns dos
produtos da bela coleo de produtos para banho e cabelo, e comecei a me ensaboar, o
chuveiro soltou um jato de gua muito forte e quente. E pareceu muito estanho. E quando
eu falo "muito estranho" era o que estava acontecendo, porque todos os chuveiros,
mesmo os desocupados, estavam atirando jatos de gua quente, causando uma tensa e
quente nevoa, quase to espessa como fumaa. Humm...
      "Hei!" Eu levantei minha cabea sobre o Box tentando ver as gmeas em seus
chuveiros.
      "Vocs esto fazendo alguma coisa com a gua?"
      "Hun?" Shaunee disse, tirando a espuma do xampu de seus olhos. "O qu?"
      "Isto," Eu balancei meus braos fazendo a espessa neblina crescer em torno de mim
sonhadoramente. "Tudo isso no parece que est acontecendo sem alguma ajuda de
certos indivduos que sabem manipular fogo e gua."
      "Ns? Miss Fogo e Miss gua?" Erin disse.
      Eu mal podia ver o topo da sua brilhante loira cabea atravs do vapor.
      "O que ela quer dizer, Gmea? Voc sabe que nossa Z  implicante e que no
poderamos usar nossas afinidades que a deusa nos deu para algo to egosta, como
tornar banho, quente, com uma nevoa densa com cheiro doce para relaxar depois do dia
mais horripilante que ns passamos", disse Shaunee como se fosse uma bela inocente.
      "Ser que estamos fazendo, Gmea?" Erin perguntou.
      "Estamos absolutamente chocadas, gmea," Shaunee disse.
      "De vergonha, gmea. De vergonha", disse Erin com uma serenidade meio estranha.
      E ento as gmeas se derramaram em risos. Eu rolei meus olhos para elas, mas
percebi que Shaunee tinha sido direita. A nvoa era doce com cheiro. Que me fez lembrar
da chuva de Primavera, cheio de aromas das novas flores e grama, e estava morna no, a
gua estava quente, como um preguioso dia de vero na praia. A verdade voltou para
sala quando ela foi iluminada por flashes de relmpagos da tempestade que se agravava
l fora e, apesar do barulho do trovo ser exageradamente alto, a atmosfera que as
gmeas tinham criado foi completamente relaxante. Ento aqui a parte interessante
comeou, eu decidi th4 t = "0%">(no fao a mnima idia do que seja essa palavra =/)
      "Hei, no  vocs que esto fazendo isso no vestirio?" Perguntei enquanto
enxaguava o meu cabelo.
      "Nop", disse Shaunee feliz.
      "Nada". Erin sorriu. Eu sorri de volta para elas.
      " bom ser uma garota."
      "Yeah, alem de estarmos com a bunda de fora estamos nessas tendas de cavalo",
disse Erin.
      Eu sorri. "Tendas de cavalos. Acho que  s isso que incomoda vocs".
      "Incomoda! A gente?" Erin disse.
      "Oh no, no  s isso que incomoda agente", disse Shaunee.
      "Levem!" Erin gritou, apontando suas mos em mim, jogando gua por todos os
lados. Claro que no doeu serio, eu ri ainda mais.
      "Vou esquentar ela um pouco, gmea!" Shaunee disse, mexendo os dedos, e minha
pele comeou a ficar muito, muito quente. Tanto que o vapor do meu box duplicou. Entre
as risadas eu sussurrei:
      "Vento, venha a mim", e imediatamente eu senti a brisa de poder ao meu redor.
Agitando meus dedos na nevoa que se moveu comigo, eu disse, "Vento, mande tudo de
volta para as gmeas!".
      Ento eu pressionei meus lbios e assoprei delicadamente na direo delas. Com um
poderoso whoosh a nvoa e o calor e a gua circularam em volta de mim, duas vezes, e
ento avanou diretamente nas gmeas, que gritaram e riram tento ir para trs. Claro que
no poderia vencer. Quer dizer, vamos l! Eu posso chamar todos os cinco elementos,
mas foi uma hilariante verso de luta de gua contra gua que deixamos todas ns
encharcada e sem flego de tanto rir. Ns finalmente fizermos uma trgua. Ok, mais
precisamente, eu fiz as gmeas gritar, "Nos rendemos! Rendemos-nos!" Vrias vezes, e
ento eu gentilmente aceitei a sua rendio. Foi maravilhoso nos secar com macias
toalhas me sentindo limpa e sonolenta.
      Ns estendemos nossas roupas ao redor do Box e chamamos gua transformando
em nevoa, mais uma vez para vaporiz-las, e ento eu chamei o ar e o fogo para sec-las.
Ento nos trs nos vestimos e descemos para os tneis, ignorando o crack-e-boom que
vinha l de fora, segura no fato de que ns estvamos rodeados pela terra e protegido por
vampiros adultos que no deixariam ningum vir para cima de ns.
      Eu diria que Stevie Rae estava morta quando voltei para o quarto, mas o
pensamento me assustou. Ela tinha sido morta, ou quase morta, muitas vezes para os
meus nervos. Eu admito que eu congelei olhando fixamente para ela ate ter certeza de
que ela estava respirando e ir para o outro lado da cama e entrar debaixo das cobertas.
      Nala colocou a cabea para cima e espirrou para mim, claramente descontente por
ser incomodada, mas ela se arrastou sonolenta ate mim e se enrolou no meu travesseiro,
descansando sua pata branca em mim ANK. Eu sorri para ela e, limpa e confortvel e
muito, muito cansada, dormi imediatamente. Ento eu tive esse sonho horrvel, que me
trouxe de volta  hora atual.
      Eu esperava reproduzir tudo o que tinha acontecido no passado horas mais tarde e
esperava que contar carneirinhos iria ajudar a ter lindos sonhos e um bom sono. Mas isso
no deu certo. Estava muito preocupada com Kalona e o que eu ia fazer a respeito disso.
Meu celular estava na mesa de cabeceira e eu virei ele para cima, verificando a hora: 2:05
P.M timo, eu tive somente trs horas de sono. No me admirava sentir que tinha areia
nos meus olhos. Coca-cola. Eu preciso de uma coca-cola cheia de acar e cafena. Eu
chequei Stevie Rae novamente antes de deixar o quarto, desta vez tendo o cuidado de
no acord-la. Ela estava enrolada com o cobertor de lado, roncando suavemente e
olhando para ela parecia que ela tinha doze anos. Era difcil imaginar ela com olhos
vermelhos sangue, olhando perigosamente, e sugando Afrodite com tanta intensidade que
acabaram tendo um imprint. Eu suspirei, sentindo como se o mundo inteiro estava sobre
mim. Como  que eu ia supostamente lidar com tudo isso, especialmente quando os
mocinhos, pareciam mais os bandidos, e os bandidos eram to... To... Imagens de Stark
e Kalona passaram por minha mente, fazendo-me sentir terrivelmente confusa e tensa.
      No, eu disse firmemente, eu beijei Stark quando ele estava morrendo. Ele era um
garoto diferente antes Neferet controlar ele, mas agora ela tem controle sobre ele e voc
tem que lembrar disso. Voc dividiu um pesadelo com Kalona. Porem. Isso  tudo que
tenho. O fato de que, no meu pesadelo Kalona tivesse insistido que eu era A-ya era
apenas louco. No era verdade.
      Alm disso, eu era eu, e A-ya tinha sido, assim, sujeira ate que as mulheres Ghigua
tinham dado vida e presentes especiais para ela. Devo parecer com ela, que  to
estranho, eu pensei. Ou talvez ele me chamou de A-ya s para mexer com a minha
cabea. Isso parecia mais do que possvel, especialmente se ele Neferet tivesse dito coisas
sobre mim. Nala tinha resolvido voltar para baixo no travesseiro ao lado de Stevie Rae
rosnado novamente e foi com ela fechou os olhos. Obviamente ela no teve pesadelo
sobre monstros ocultos porque Nala teria se assustado. Ainda bem, pelo menos, uma
coisa boa, eu acariciei a cabea de Stevie Rae mais ela nem abriu os olhos, e ento passei
atravs da porta/cobertor para o corredor. Os tneis estavam absolutamente silenciosos.
Fiquei satisfeita pelo fato de que o petrleo ainda mantinha as luzes acesas; a escurido,
e eu no ramos exatamente boas amigas. Eu tambm admito que, apesar de eu ter
mantido um olho atento sobre as sombras entre as luzes de morcegos e outros objetos,
eu me senti meio que tranquilizada no subterrneo, melhor do que em qualquer lugar
aberto, iluminado pela lua prados ou rvores com sombras fantasmagricas empoleiradas.
Eu tremi. No. No pense nisso. No caminho para a cozinha eu parei na porta de
Kramisha e espiei calmamente l dentro eu reconheci sua cabea no meio de varias
almofadas rosa e o cobertor roxo. As gmeas estavam dormindo em sacos de dormir com
seu odioso gato, Belzebu, enrolado em cima da almofada entre eles.
      Eu fechei a porta/coberto discretamente, no querendo acordar as gmeas antes do
relgio. Na verdade, eu deveria pegar a minha coca-cola e aliviar Damien e Jack e deixar
as gmeas dormirem. Eu definitivamente no queria dormir por um bom tempo, como
anos. Ok, s estou brincando. Sem sorte.
      Ningum estava na cozinha. O nico som era pequeno e acolhedor que vinha de um
dos refrigeradores. Quando abri o primeiro eu fiquei em choque. O refrigerador estava
entupido com bolsas de sangue. Srio. E, naturalmente, eu comecei a babar. E bati a
porta fechando ela. Mas no aguentei e abri novamente. Relutante, Peguei uma bolsa. Eu
no dormi bem. Eu estava sob grande estresse. Um estpido e imortal anjo cado estava
atrs de mim e me chamava pelo nome de uma mulher morta que era um monte de
barro. Se vamos enfrent-lo, eu precisava mais do que uma lata de coca para chegar ate
o fim do dia. Achei que a tesoura na gaveta embaixo do balco de cozinha e, antes que eu
pudesse me sentir muito culpada, abri a bolsa e bebi. Eu sei, eu sei. Beber sangue de uma
bolsa como se fosse uma caixa de suco fazia um som completamente desagradvel, mas
estava delicioso. No tinha gosto de sangue, ou pelo menos no do sangue com gosto de
ferro, meio salgado que era antes de eu ser marcada. Era delicioso e eletrizante, como
beber raros potes de mel misturado com vinho (se voc gosta de vinho) misturado com
Red Bull (com o sabor muito melhor). Eu podia sentir sua propagao atravs do meu
corpo, me dar uma dose de energia que eu o afastei facilmente o terror do meu pesadelo.
Eu amassei a bolsa vazia e joguei na lata de lixo no canto de sala. Ento eu peguei uma
lata de coca-cola e um saco de Doritos queijo nacho. Quero dizer, meu hlito j cheirava a
sangue. Poderia muito bem ter Doritos para o caf da manh. Ento eu percebi:
      Um, eu no sei onde estavam Damien e Jack, e dois, eu realmente precisava ligar
para a Irm Maria ngela e descobrir como a vov estava. Sim, eu sei que parece
estranho que eu estava falando com uma freira. Parece estranho, mesmo depois de eu
confiar a freira  vida da minha av. Literalmente. Mas todas as duvidas pararam no
momento em que Conheci Irm Maria ngela, lder das Irms Beneditinas de Tulsa.
      Alm de fazer coisas de freira (orando e mais nada), Irm Maria ngela e as freiras
do mosteiro cuidavam dos Gatos de Rua, que  como eu a conheci. Eu tinha decidido que
os calouros da House of Night tinham que participar mais da comunidade. Quer dizer, a
House of Night  em Tulsa ha cinco anos, mas era como se fosse uma pequena ilha do
nosso prprio mundo. Todas as pessoas com algum senso sabem que isolamento e
ignorncia so iguais a prejuzo - Ol, eu li Martin Luther King Jr. a "Carta de Birmingham
Jail" no incio do meu segundo ano. Enfim, com dois dos professores vampiros sendo
brutalmente assassinados, Shekinah tinha concordado com a minha idia de ajudar a
comunidade fazendo caridade, se eu estivesse bem protegida. Que foi assim que Darius
tinha ficado to envolvido comigo e meu grupo. Ento, eu tinha escolhido os Gatos de
Rua, bem, porque com todos aqueles gatos na House of Night, apenas fazia sentido. Irm
Maria ngela, e eu nos demos bem na primeira vez que nos conhecemos. Ela  forte e
espiritual, e sbia e no julga. Ela ainda pensa que Nyx  apenas uma outra verso da
Virgem Maria (e Maria  super importante para as Irms Beneditinas). Ento eu acho que
voc poderia dizer Irm Maria ngela e eu se tornamos amigas, e quando a vov foi
atacada por corvos escarnecedores e acabou no hospital St. Johns, em coma, foi para a
Irm Maria ngela que eu liguei para ficar com ela e proteger ela para que os corvos
escarnecedores no a machucassem. Quando todo o inferno foi solto na House of Night e
Neferet matou Shekinah e Stark atirou em Stevie Rae, Kalona se libertou, e os corvos
escarnecedores recuperaram seus corpos, foi Irm Maria ngela, que tem deixado vov
em segurana. Ou, pelo menos em teoria era para vov, e o resto das Irms, estarem no
subsolo. Eu no tinha falado com ela desde a noite passada, pouco antes do servio de
celular ser cortado.
      Ento, por ordem do que era mais importncia, eu precisava falar com a Irm Maria
ngela assim que o meu telefone voltasse a trabalhando novamente e, em seguida, saber
aonde Damien e Jack estavam para poder substituir eles. Percebi que eu poderia matar
dois coelhos com um tiro s, eu voltei pelo caminho que tinha vindo no tnel, indo para a
entrada encontrar Darius. Ele deve saber como chegar aos meninos, e provavelmente eu
conseguiria sinal no celular fora do tnel, a menos que o mundo tinha sofrido um ps-
apocalipse e celular estava fora de servio para sempre. Felizmente, como estava cheia de
sangue j podia sentir-me otimista, e mesmo com a possibilidade nojenta (e pouco
atraente) do mundo estar parecendo com EU SOU A LENDA* eu no ia me desesperar.
Uma coisa de cada vez. Eu apenas tinha que fazer coisa de cada vez. Primeiro, descobrir
como estava vov. Ento substituir Damien e Jack. Ento pensar sobre o que fazer com o
meu pesadelo horrvel.
      Me lembrei da voz do anjo negro e da fudida forma que ele me fez sentir dor e
prazer quando ele me tocou e oferecendo seu amor. Eu limpei minha mente daqueles
tipos de pensamentos. Dor no era um descrio definitivamente. O que eu tinha sentido
no que era apenas um sonho, um sonho, e pela definio de "sonho" (ou pesadelo)
significava que no era real. E eu definitivamente no era o amor de Kalona. Foi ento
que eu percebi que alguns nervos estavam pulsando no meu corpo, e que no tinha nada
a ver com Kalona. Enquanto eu estava pensando sobre ele eu subconscientemente estava
ignorando os avisos que o meu corpo estava dando. Meu corao tinha acelerado
novamente. Meu estmago embrulhado. Eu tive a ntida e assustadora sensao de que
eu estava sendo vigiada. Eu girei ao redor,  espera de ver - pelo menos - morcegos
voando sujamente ao redor. Mas no havia nada exceto o morto silncio de um lugar
deserto, as lanternas iluminavam atrs de mim.
      "Voc est absolutamente em pnico", eu disse em voz alta para mim.
      Como se minhas palavras haviam causado, a lanterna perto de mim apagou. o
tremor tomou conta de mim, e eu segurei no trilho que tinha sido soldado na parede do
tnel, mantendo os olhos abertos para qualquer coisa que possa ser mais do que a minha
imaginao. E eu continuei caminhando apoiada nos trilhos do tnel em direo a sada do
deposito. Levante com alvio ao ver o fim do tnel, segurando minha lata de coca-cola em
uma mo e meu pequeno almoo um saco de doritos em outra. Eu tinha apenas
comeado a subir, quando apareceu um brao forte de um homem em cima de mim,
assustada empurrei o troco longe de mim.
      "Aqui, me d a coca-cola e o saco. Voc vai cair de bunda se tentar segurar eles e
subir na escada." Meu olhar voou at ver Erik baixo sorrindo para mim. Eu engoli
rapidamente e dei um ousado "Obrigado!" dei a coca e o salgadinho, fazendo meu
caminho mais fcil pela escada. A entrada estava vrios graus mais frio do que os tneis,
o que foi bom para a minha cara de pnico.
      "Eu gosto de ainda conseguir te fazer corar", disse Erik, acariciando minha bochecha
quente. Eu quase falei que eu estava assustada por sombras e coisas invisveis l em
baixo nos tneis, mas eu j poderia imaginar ele rindo e falando que era morcegos
novamente. E se eu estava s ultra-sensvel por causa do sonho? Ser que eu realmente
quero falar com Erik, ou algum, sobre Kalona? No. Em vez eu disse:
      "Est frio aqui, e voc sabe que eu odeio quando eu coro".
      "Sim, a temperatura caiu como louco nas ltimas horas. Deve estar uma baguna
gelada l fora. Sabe, acho que voc fica adorvel com essas bochechas rosadas."
      "Voc e minha av so as duas nicas pessoas no mundo que acham isso," eu disse,
sorrindo para ele.
      "Bem, isso me deixa em boa companhia." Erik sussurrou, enquanto eu olhava em
torno da caverna. Tudo estava tranquilo por aqui, tambm, mas no tranquilo e
assustador como os estpidos tneis. Erik tinha me puxado perto de uma cadeira junto a
entrada para a parte de baixo e ao lado de duas lanternas de petrleo (queimando
brilhantemente), uma garrafa pela metade de Mountain Dew (eesh!), E, surpresa,
surpresa, com Drcula de Bram Stoker um marcador preso em torno do meio. Eu franzi
para ele.
      "O qu? Roubei de Kramisha." Ele estava sorrindo culpadamente lindo, o que fez
dele parecer um garoto adorvel.
      "Ento, eu admito. Tive curiosidade sobre o livro, desde que voc me disse h pouco
que ele  um dos seus favoritos. Estou apenas no meio, por isso no me conte o que
acontece no final."
      Eu sorri para ele, lisonjeada que ele estava lendo Drcula apenas por minha causa.
      "Oh, por favor," eu soltei. "Voc sabe como o livro termina. Todo mundo sabe como
o livro termina."
       Eu realmente gostava que Erik era esse grande, alto, quente, estudioso cara que l
todos os tipos de livros e antigos filmes Star Wars. Meu sorriso ficou mais amplo.
       "Entoooo, voc esta gostando dele?"
       "Sim, estou. Mesmo eu realmente no esperava". Seu sorriso se intensificou. "Quero
dizer, vamos l.  uma historia velha, com esses vampiros que parecem monstros e Mina."
       Minha mente pensou instantaneamente em Neferet, a quem eu considerava um
monstro, com um belo disfarce, e por responder minhas duvidas sobre os calouros
vermelhos, mas eu puxei esses pensamentos para longe, no querendo invadir com
escurido este momento com Erik.
       Voltando sobre Drcula, eu disse: "Bem, sim, Drcula  supostamente um mostro e
tudo mais, mas eu sempre sinto pena dele."
       "Voc sente pena dele?" Erik foi obviamente surpreendido. "Z, ele  pura maldade".
       "Eu sei, mas ele adora Mina. Como pode algo que  pura maldade saber amar?"
       "Ei, eu no estou to longe, no cheguei nessa parte ainda! No faa eu te calar."
       Eu rolei meus olhos para ele. "Erik, voc tem que saber que Drcula vai encontrar
Mina. Ele morde ela e ela comea a mudar.  atravs da Mina de que o Conde comea a
mudar e, eventualmente..."
       "Pare!" Erik disse, rindo e me agarrou e cobriu minha boca. "Eu no estava
brincando. Eu no quero que voc me conte como a historia termina." Minha boca estava
coberta por sua mo, mas ele sabia por meus olhos que estava sorrindo para ele.
       "Se eu tirar a minha mo, voc promete se comportar?" Eu acenei. Lentamente, ele
descobriu a minha boca, mas ele no saiu de perto de mim. E era muito agradvel estar
perto dele. Ele estava se abaixando para perto de mim, com um pequeno sorriso ainda
aparecendo nos cantos da sua boca. Pensei em como ele era quente e como eu estava
feliz que ns estvamos juntos novamente, e eu disse:
       "Quer que eu te diga como eu queria que o livro acabasse?" Suas sobrancelhas
levantaram. "Como voc queria? O que significa voc no vai dizer como realmente acaba
o livro?"
       "Com o meu corao." Automaticamente, acariciei meu corao. Ns estvamos
conversando to perto que a palma da minha mo encostou no seu peito.
       "Diga-me." Sua voz saiu profundamente intima.
       "Eu gostaria que Drcula no deixasse que outros atrapalhassem ele e Mina. Ele
deveria ter mordido Mina, transform-la como ele, e ento levado ela embora para que
pudessem ficar juntos para sempre, e viverem felizes para sempre".
       "Porque ele so iguais e pertencem um ao outro ", ele disse. Olhei para cima para os
surpreendentes olhos azuis de Erik e percebi que todo o sarcasmo tinha sumido.
       "Sim, mesmo que coisas ruins aconteceram no seu passado. Eles deviam ter
perdoado um ao outro e esquecerem as coisas ruins, acho que poderiam ter."
       "Eu sei o que eles poderiam ter. Acho que quando duas pessoas se preocupam com
si o suficiente, tudo pode ser perdoado".
       Obvio que Erik e eu no estvamos falando de personagens fictcios de um antigo
livro. Ns estvamos falando sobre ns mesmos, dando uma nova chance para cada um
tentar fazer dar certo novamente. Eu tive que perdoar Erik por ter sido to terrvel comigo
depois que ele me pegou com Loren. E ele tinha sido horrvel, mas a verdade  que eu
tinha machucado Erik muito mais do que ele podia me machucar, e no apenas com
Loren. Quando eu comecei a namorar Erik, eu ainda tinha um relacionamento com Heath,
meu namorado humano. Tinha chateado muito Erik que eu saia com ele e Heath, ao
mesmo tempo, mas ele acreditava que eu clareasse meus pensamentos e finalmente
perceber que Heath era uma parte do meu velho mundo, a minha velha vida, e que ele
no se encaixa em meu futuro como Erik se encaixava. E Erik tinha um ponto. Agora que
o Imprint com Heath tinha sido quebrado, o que eu sabia ao certo porque ele e eu
tnhamos tido uma cena muito feia quando eu encontrei ele a uns dias atrs na Cozinha
do Charlie (de todos os lugares). Meu erro ridculo em ter relaes sexuais com Loren
tinha tido um efeito domin mexendo com tudo na minha vida. Uma grande baguna e foi
muito doloroso o jeito que tinha quebrado meu Imprint com Heath, e ele deixou claro que
no quer me ver nunca mais. Claro, eu avisei Heath sobre os corvos escarnecedores e
Kalona estar solto, disse a ele para pegar sua famlia e levar para segurana, mas foi mais
entre Heath e eu, como se tivesse sido acabado entre mim e Loren (mesmo antes de ele
ter sido morto), o que  realmente como devia ser.
      Continuei a olhar Erik. "Ento voc gosta minha verso de Drcula?"
      "Eu gosto de como termina dois so vampiros e vivem felizes para sempre, depois,
sobretudo porque se importam um com o outro e esto disposto a passar por cima dos
erros do passado." Ainda sorrindo Erik curvou para me beijar.
      Seus lbios eram suaves e quentes, e ele tinha gosto de Doritos e Mountain Dew,
que no foi to desagradvel como eu poderia pensar. Seu brao passou ao meu redor, e
ele puxou para mais perto, aprofundando o beijo.  bom sentir-se em seus braos. Que
bom que de primeira eu consegui sintonizar os alarmes de toque na minha parte racional
que estavam gritando que Erik deslizava a mo a caminho da minha bunda. Mas quando
ele me pressionado duramente contra ele, encochando intimamente em mim, a nevoa
quente dentro de mim comeou a cessar. Eu gostava quando ele me tocava. Mas o que eu
no gostei foi a sensao de seu toque tinha de repente se tornado muito agressivo,
muito insistente, muito ela  minha, muito eu quero que ela, e muito eu vou ter ela agora.
Ele deve ter me sentido enrijecer por que ele me empurrou para trs, me deu um sorriso
simples e, em seguida, disse:
      "Ento, o que voc est fazendo aqui?" Eu pisquei, desorientada no jeito que ele
mudou. Eu dei um passo para longe dele e peguei minha coca-cola que tinha deixado na
cadeira, tomando um grande gole e reunindo fora. Finalmente consegui dizer:
      "Oh, eu, uh, queria conversar com Darius e ver se o meu celular iria funcionar." eu
procurei em meu bolso, em seguida, me alegrei como uma idiota. Olhe isso, eu podia ver
trs barras iluminadas
      "Sim! Parece que funciona!"
      "Bem, a chuva parou de ser gelo a muito tempo, e eu no ouvi nenhum trovo por
enquanto, de qualquer modo. Se no tivermos outra onda dessa loucura meteorolgica,
ele pode funcionar normalmente de novo. Pode ser um bom sinal."
      ", eu tambm acho, vou tentar ligar para Irm Maria ngela, nesse segundo e ver
como vov esta." Minhas palavras saram mais fceis. Eu estudei Erik enquanto falvamos.
Ele parecia to legal e normal, apenas a sua habitual boa cara-normal. Ser que eu estava
exagerando sobre seu beijo? Ser que o que aconteceu com Loren me deixou muito
sensvel? Percebendo que havia um ar mortal entre ns Erik comeou me olhar de forma
questionadora, eu disse rapidamente,
      "Ento, onde esta Darius?"
      "Eu liberei ele mais cedo. Acordei e no consegui voltar a dormir, e eu percebi que
ele vai precisar do descanso extra, pois ele  basicamente todo o nosso exrcito".
      "Achou que Afrodite estava bbada?"
      "Ela estava muito. Darius tirou ela daqui. Ela vai ter uma ressaca assassina quando
ela acordar."
      Ele parecia satisfeito com o assunto. "Ele estava indo dormir no quarto de Dallas. Ele
no foi ha muito tempo, talvez voc no vai precisar acord-lo. "
      "Bem, realmente eu s queria saber o caminho para Damien e Jack. Eu no consigo
dormir, dai, ento eu pensei que eu poderia ocupar o lugar deles ao invs das gmeas."
      "Oh, isso  fcil. Posso dizer como encontr-los. Eles no esto muito longe da
entrada dentro do depsito que entramos antes."
      "Bom, eu realmente no quero incomodar Darius se ele estiver realmente
descansando. Voc est certo. O nosso exrcito precisa dormir um pouco." Eu pausei e
acrescentei, em um tom no-me-importo-muito, "Ei, voc no percebeu nada, hum,
estranho nos tneis no caminho at aqui, no ?"
      "Nada. Estranho? Como o qu?"
      Eu no quis dizer escurido, porque, bem, eles so tneis serem escuros no era
estranho. Mas, como eu j imaginava, eu podia ouvir Erik lembrando do quanto os
morcegos tinham me assustado. Ento eu falei, "Tal como as lanternas de repente
apagar." Ele franziu e balanou a cabea dele.
      "Nope, mas isto  muito estranho. Estou certo de que os calouros vermelhos
reabastecem sempre o petrleo das lanternas, e gostaria de acreditar que os
acontecimentos recentes tem colaborado para voc achar isso. "
      "Sim, isso faz sentido." E fazia. Ento, s por esse pequeno momento deixei uma
sensao de alvio que at ento eu sabia que l no fundo, no era real, e sorri para Erik.
Ele sorriu de volta pra mim e l estvamos ns, sorrindo um para o outro. Eu lembrei que
Erik tinha sido realmente um grande namorado. Eu era feliz quando estvamos juntos. Eu
estava feliz que ainda estvamos juntos, ou no? Eu s no podia ficar feliz e no deixar
que as coisas boas que estavam acontecendo entre ns ficarem confusas, porque eu
estava ficando assustada de que ele pudesse querer mais de mim do que eu poderia dar
para ele agora? Mais no fundo da minha mente veio a memria do beijo que Stark e eu
partilhamos e a visita de Kalona no meu pesadelo e como ele me fez sentir coisas que
nenhum homem jamais chegou perto de me fazer sentir. Eu levantei to abruptamente
que quase fiz a cadeira cair.
      "Eu tenho que ligar para a Irm Maria ngela!" Erik me deu um olhar estranho, mas
apenas disse: "Ok, v um pouco para frente, mas no fique muito perto da porta. Se tiver
algum vigiando do lado de fora eu no quero ver." Acenei e dei o que eu esperava que
no fosse um sorriso culpado. Ento, eu andei um pouco para frente do deposito, que, eu
notei, tambm no era to nojento agora como tinha sido da ultima vez que eu estive
aqui. Stevie Rae e seu grupo haviam feito, obviamente, um mutiro de limpeza e jogou
fora aquele monte de lixo que as pessoas de rua deixaram. E, felizmente, no cheira a
urina mais, que foi uma tima melhora. Eu pressionado o numero da Irm Maria ngela e
mentalmente cruzei os dedos para que chamasse... vamos l... e ento ele realmente
tocou, uma, duas, trs vezes... Meu estmago j estava comeando a doer, quando ela
atendeu. A ligao era realmente pssima, mas pelo menos eu pude entender ela.
      "Oh, Zoey! Estou to feliz que voc ligou", disse Irm Maria ngela.
      "Irm, voc est bem?  a vov?"
      "Ela est bem... tudo bem. Estamos..." Ela foi definitivamente corada agora.
      "Irm, eu no posso te ouvir muito bem. Onde voc est? Vov est consciente?"
      "Grande...  consciente. Estamos sob o mosteiro, mas..." ficou esttico e ento de
repente eu pude ouvi-la claramente.
      "Tem mexido com o clima, Zoey?"
      "Eu? No! E quanto a vov? Vocs esto seguros no subsolo do mosteiro?"
      "... Muito. No se preocupe, ns..." E a linha foi cortada.
      "Inferno! Esta ligao no esclareceu tanto!" Eu percorri a curta distancia com
frustrada e tentei ligar de novo. Nada. Eu insisti, mas continuava a aparecer na tela
chamada perdida. Tentei vrias m vezes antes de ver, no foi s o sinal dela que estava
ruim, mas o meu telefone estava preste a morrer.
      "Inferno!" Repeti.
      "O que ela disse?" Erik tinha vindo atrs de mim.
      "No muito, porque eu perdi a conexo e no consegui ligar de volta. Mas eu
consegui entender que ela e vov esto bem e que esto no monastrio. Eu ainda acho
que ela est finalmente consciente."
      "Isso  realmente uma boa notcia! No se preocupe, tudo vai ficar bem. As freiras e
sua av esto no subterrneo, certo?" Eu acenei, senti que estava muito perto de soltar
estpidas lagrimas que eram mais de frustrao do que de medo por vov. Eu confiava
plenamente na Irm Maria ngela, por isso, se ela disse que Vov estava bem, ento eu
acreditava nela.
      " difcil no saber o que est acontecendo. No apenas com a vov, mas com tudo
l fora." Eu apontei meu polegar para cima. Erik chegou mais perto, e as suas mos
quente descansaram sobre mim. Ele me virou para que ficasse de frente para ele, em
seguida, com o seu polegar suavemente ele tracejou as novas tatuagens que estavam na
minha palma.
      "Ei, vamos passar por isso. Nyx est trabalhando aqui, lembra? Basta olhar para suas
mos para ver a prova de seu favor. Sim, o nosso grupo  pequeno, mas somos fortes e
sabemos que estamos no lado certo." S ento meu telefone avisou que eu tinha uma
mensagem de texto.
      "Ah, bom. Talvez  da Irm Maria ngela." Eu peguei meu celular e abri para ver a
mensagem, mas eu realmente no acreditei no que eu estava vendo.
      Todos os calouros e vampiros devem voltar para a House of Night imediatamente.
      "Diabos, o que  isso?" Eu disse, ainda olhando para a tela do telefone.
      "Deixe-me ver", disse Erik. Eu peguei o telefone para que ele pudesse ler. Ele negou
lentamente, como se o texto confirmasse algo que ele j tinha pensado.
      " Neferet. E embora seja uma daquelas mensagens enviadas para todos da lista, eu
aposto que ela esta se referindo especialmente a nos".
      "Voc tem certeza que  ela? "eu perguntei
      "Sim, eu reconheo o nmero".
      "Ela deu o nmero do telefone dela para voc?" Tentei no soar to irritada como eu
estava, mas duvido que foi bem sucedida.
      Erik falou. "Sim, ela me deu antes de ir para a Europa. Disse que se eu precisasse de
qualquer coisa poderia ligar para ela." Eu suspirei. Erik sorriu.
      "Voc est com cimes?"
      "No!" Eu menti. "Ela  to vadia e manipuladora que me deixa louca".
      "Bem, ela definitivamente no esta agradando Kalona".
      "Sim, isso , certeza, e ns no vamos voltar para a House of Night. Pelo menos no
agora."
      "Eu acho que voc est certa sobre isso. Precisamos saber mais sobre o que esta
acontecendo, antes de fazer a nossa prxima jogada. Alm disso, se seus instintos esto
lhe dizendo que precisamos ficar longe da escola, ento isso  o que devamos fazer."
      Olhei para ele. Ele sorriu para mim e ele tirou meu cabelo do rosto delicadamente.
Seus olhos eram quentes e gentis, no sexo selvagem e possessivos. Jeesh, eu tinha que
conseguir controlar eu mesma. Erik me fez sentir segura. Ele acreditava no que ele estava
dizendo. Ele acreditava em mim.
     "Obrigado", Eu disse. "Obrigado por ainda acreditar em mim."
     "Eu sempre acreditei em voc, Zoey", disse ele. "Sempre."
     Erik me enrolou sobre seus braos e me beijou. A porta para fora do deposito foi
aberta, deixando no escuro  luz de uma tarde tempestuosa e um vento de ar frio. Erik
girou, me empurrando para trs dele. Senti meu corao acelerar numa corrida de medo.
     "V para baixo! Chame Darius!" Erik gritou enquanto se movia para frente para
encara a silhueta de uma figura que estava na frente do mundo exterior. Eu tinha
comeado a correr de volta para a escada para os tneis quando a voz de Heath me
congelou.
     "Ei, Zo,  voc?"
     DEZ

      "Heath!" Eu corri em direo a ele, praticamente gritando meu alivio por ser ele e
no um aterrorizante Corvo Escarnecedor ou pior, um antigo imortal com olhos como o
cu da noite e uma voz como um segredo proibido.
      "Heath?" Erik no soava nem de perto to feliz. Ele agarrou meu brao para eu
poder correr e passar por ele. Ele franziu, ainda conseguindo ficar protetoramente na
minha frente. "Voc quer dizer o seu namorado humano?"
      "Ex-namorado," Heath e eu falamos ao mesmo tempo.
      "Hey, voc no  aquele cara Erik? O calouro ex-namorado de Zo?" Heath disse. Ele
ignorou os trs degraus que levavam at o poro e os pulou para baixo, parecendo cada
centmetro (e eu de fato me refiro ao pelo menos a 1,80 m de altura com um meio
encaracolado cabelo loiro-marrom e os olhos mais fofos e covinhas de um cara que eu j
vi) do quarterback* estrela que ele era. Sim, eu admito livremente, meu namorado do
colgio era um clich, mas pelo menos ele era adorvel.
      (*Posio no campo para jogar futebol americano.)
      "Namorado." A voz de Erik era dura. "No ex. Bem como vampiro, no calouro."
      "Oh. Eu diria parabns sobre fazer as pazes com Zo e no se afogar no prprio
sangue, mas isso seria bobagem porque eu no estaria falando srio. Sabe o que isso
significa, cara?" Ele falou enquanto andava ao redor de Erik para soltar meu pulso, mas
antes dele poder me puxar para um grande abrao ele olhou para baixo e viu minhas
novas tatuagens cobrindo minhas palmas. "Whoa! Agora isso  incrivelmente legal! Ento,
sua deusa ainda est cuidando de voc?"
      "Yeah, ela est," eu disse.
      "Fico feliz," ele disse e me puxou para o abrao que eu estava esperando. "Droga,
estava preocupado com voc!" Ento ele me ps um pouco para trs e me analisou. "Voc
est inteira?"
      "Estou bem," eu disse, um pouco sem flego. Eu quero dizer, da ultima vez que eu vi
Heath ele tinha terminado comigo. Alm do mais, eu pude sentir o cheiro dele quando ele
me abraou e ele tinha um cheiro horrvel. Como uma mistura de lar com minha infncia
misturado com algo que era delicioso e excitante e estava me chamando em toda parte
onde a pele dele tocou a minha. Eu sabia o que estava me chamando - o sangue dele. E
isso mexeu com mais do que s a minha cabea.
      "Excelente." Heath soltou meu pulso e eu dei um rpido meio passo em direo a
Erik. Eu vi um flash de dor nos olhos de Heath, mas esteve ali apenas por um segundo
antes dele rir despreocupado e dar nos ombros como se o abrao no tivesse sido nada
demais porque eu e ele ramos apenas amigos agora. "Yeah, bem, eu achei que voc
estava bem. Eu quero dizer, eu pensei que mesmo que aquela coisa com o sangue entre
ns tenha se quebrado, eu ainda saberia se algo acontecesse com voc." Ele disse as
palavras "coisa com o sangue" com uma nfase sexy que fez Erik se mexer do meu lado.
"Mas eu precisava ver por mim mesmo. Alm do mais, eu queria de perguntar que porra
foi aquela estranha ligao ontem a noite?"
      "Ligao?" Erik disse. Os olhos dele estavam cautelosos quando ele olhou para mim.
      "Sim, ligao." Eu ergui meu queixo. Erik podia ser meu namorado de novo, mas de
jeito nenhum eu ia aguentar ele ficar todo possessivo e insanamente ciumento. Uma ideia
passou pela minha mente de que talvez Erik no fosse capaz de realmente confiar em
mim depois do que tinha acontecido entre ns, e eu teria que aguentar um pouco de
cimes obsessivo. Eu meio que merecia. Mas eu disse numa voz fria, "eu liguei para Heath
para avisar ele sobre os Corvos Escarnecedores e dizer a ele levar a famlia para algum
lugar seguro. Ele e eu no estamos mais juntos, mas isso no significa que eu queira que
algo ruim acontea com ele."
      "Corvos Escarnecedores?" Heath perguntou.
      "O que est acontecendo l fora?" Erik perguntou, a voz dele toda de negcios.
      "Acontecendo? Como assim? Como a incrvel tempestade que est acontecendo
desde a meia noite, e que se transformou numa confuso de gelo, ou a merda da gangue
que aconteceu? E o que so Corvos Escarnecedores?"
      "Merda de gangue? Como assim?" Erik surtou.
      "No. No vou dizer merda nenhuma at voc responder minha pergunta."
      "Corvos Escarnecedores so criaturas parecidas com demnios das lendas
Cherokee," eu respondi. "At a meia noite de ontem, eles eram apenas espritos, mas tudo
mudou quando o papai deles, um imortal chamado Kalona, se libertou de sua priso na
terra, e agora ele est fazendo do seu novo endereo a House of Night de Tulsa."
      "Voc realmente acha uma boa ideia contar a ele isso?" Erik disse.
      "Hey, porque voc no deixa Zoey decidir o que ela quer contar para mim e o que
ela no quer contar?" Heath disse como se estivesse morrendo de vontade de socar Erik.
      Erik o enfrentou. "Voc  um humano," ele disse a palavra como se fosse uma DST.
"Voc no consegue lidar com as mesmas coisas que ns podemos. Tente lembrar que eu
tive que te ajudar a salvar seu estpido traseiro humano de um bando de vampiros
fantasmas s alguns meses atrs."
      "Zoey me salvou, no voc! E eu tenho lidado com Zoey por cerca de um milho de
anos mais do que voc a conhece."
      "Yeah? Quantas vezes o seu estpido traseiro humano a colocou em perigo desde
que ela foi Marcada?"
      Isso fez Heath se calar. "Olha, eu no a estou colocando em perigo vindo aqui. Eu s
queria me certificar que ela estava bem. Eu tentei ligar algumas vezes, mas o servio de
celular est horrvel."
      "Heath, no  eu estar em perigo por voc estar aqui que me preocupa.  voc estar
em perigo," eu disse, dando a um olhar duro de voc-deveria-ficar-quieto-agora para Erik.
      "Yeah, eu j sei sobre aqueles horrveis calouros que tentaram me comer da ultima
vez que eu estive aqui? Eu no lembro muito bem o que aconteceu, mas eu lembrei o
bastante para trazer isso." Ele ps a mo no bolso do Carhartt e tirou uma arma preta que
parecia perigosa. " do meu pai," ele disse orgulhosamente. "Eu tenho at um pente extra
comigo. Eu achei que se eles tentarem me comer de novo, eu poderia atirar no que quer
que voc no conseguisse pegar."
      "Heath, no me diga que voc estava carregando uma arma carregada no bolso," eu
disse.
      "Zo, o gatilho de segurana estava armado e a primeira bala do cartucho est vazia.
Eu no sou um idiota completo."
      Erik riu sarcasticamente. Heath estreitou os olhos para ele.
      Eu falei rapidamente pelo ar cheio de testosterona antes que eles comeassem a
brigar. "Os calouros no comem mais pessoas, Heath, ento voc no vai atirar em
ningum. Quando eu disse que estava preocupada sobre voc estar seguro, eu me refiro
dos Corvos Escarnecedores."
      "E ela respondeu sua pergunta. Agora diga o que  aquilo sobra a gangue?"
      Heath deu nos ombros. "Est em todos os noticirios.  claro, a eletricidade fica indo
e voltando e a estpida TV a cabo est fora do ar o dia todo, junto com sinal de celular.
Mas eles falaram que uma gangue ficou maluca ontem a noite, algum tipo de Iniciao de
Ano Novo. Chera Kimino do Fox News chamou de banho de sangue. A policia respondeu
tarde por causa da tempestade. Algumas pessoas foram mortas no centro, o que assustou
todo mundo porque o centro no  exatamente uma central de gangues, ento um bando
de ricos brancos perdeu a cabea. Da ultima vez que eu vi o noticirio eles estavam
gritando sobre chamar a Guarda Nacional, embora a policia esteja dizendo que tudo est
sob controle." Ele pausou e eu podia praticamente ver as engrenagens na cabea dele
funcionando. "Hey, centro!  onde a House Of Night ." Heath olhou de mim para Erik e
ento voltou para mim. "Ento no  uma merda de gangue. So aqueles corvos."
      "Brilhante," Erik murmurou.
      "Sim, realmente so os Corvos Escarnecedores. Eles comearam a atacar quando
estvamos fugindo da House of Night." Eu disse antes que ele ou Erik pudessem se
provocar mais. "O noticirio no disse nada sobre estranhas criaturas atacando os
humanos?"
      "Nope. Eles falaram que uma gangue atacou as pessoas. Matou algumas delas
cortando suas gargantas.  isso que os Corvos Escarnecedores fazem?"
      Eu lembrei de como um tinha me atacado na House of Night, quase fazendo se
realizar uma das duas vises da morte que Afrodite tinha visto, quando ele tentou me
cortar pela garganta - e isso foi ante deles conseguirem seus corpos fsicos de volta. Eu
tremi. "Yeah, isso parece ser o que eles fazem, mas eu realmente no sei muito sobre
eles. Vov sabe mais, mas eles fizeram ela ter um acidente de carro."
      "Ah, Zo, Vov esteve num acidente? Merda! Desculpe. Ela est bem?" Heath estava
genuinamente chateado. Ele era um favorito de Vov e tinha ido para a fazenda de
lavanda dela comigo mais vezes do que eu podia contar.
      "Ela vai ficar bem. Ela tem que ficar," eu disse firmemente. "As freiras Benedicte
esto cuidando dela num poro sobre a abadia delas l na Lewis com a Vinte-e-um."
      "Poro? Freiras? Huh? Ela no deveria estar no hospital?"
      "Ela estava antes de Kalona reacender e os Corvos Escarnecedores ganharem seus
horrveis parte-humano, parte-corvo corpos de volta."
      O rosto dele fez uma careta. "Parte humana, parte pssaro? Isso soa assustador."
      " pior do que voc pode imaginar, e eles so grandes tambm. E maus. Ok, Heath,
voc tem que me ouvir. Kalona  imortal, um anjo cado."
      "Por "cado" voc quer dizer que ele no  mais um cara legal e no flutua por ai
com assas tocando uma harpa?"
      "Ele tem asas. Grandes e pretas," Erik disse. "Mas ele no  um cara legal, e tudo
que sabemos sobre ele diz que ele sempre foi mal."
      "No, ele no foi." Ok, minha boca disse isso, mas eu realmente no queria falar.
      Os dois olharam para mim. Eu sorri nervosamente.
      "Bem, uh, de acordo com minha v, Kalona costumava ser um anjo, ento eu acho
que eu apenas imaginei que ele costumava ser um cara bom. Eu quero dizer, a muito
tempo atrs."
      "Eu acho que ns s deveramos assumir que ele  mal. Totalmente mal," Erik disse.
      "Varias pessoas foram machucadas ontem a noite. Eu no sei quantas foram mortas,
mas foi ruim. Se esse Kalona est por trs disso, eu diria que ele  mal," Heath disse.
      "Ok, yeah, bem, vocs provavelmente tem razo," eu disse. Qual diabos era o
problema comigo? Eu sabia melhor do que qualquer um o quo mal Kalona era! Eu senti o
poder negro dele. Eu sabia que Neferet estava misturada com ele, to misturada com ele
que ela tinha decidido virar as costas a Nyx.
      Ok, tudo que definitivamente podia ser soletrado era M-A-L.
      "Perai. Eu quase esqueci disso." Erik correu de volta para sua cadeira e Heath e eu
seguimos ele. Das sombras ao lado, ele tirou um enorme radio-cassete-CD. "Deixe-me ver
se eu consigo algo." Ele mexeu com os enormes botes cinzas, e logo um cheio de
esttica canal 8 tocava. O narrador estava todo serio e falando rpido.
      "Para repetir nosso boletim especial da violncia de gangues no centro de Tulsa
ontem a noite, a policia de Tulsa reiterou que a cidade est segura e o problema est sob
controle. Para citar o chefe de policia, `foi um ritual de iniciao por uma nova gangue que
se chama Escarnecedores. Lderes da gangue foram presos e as ruas do centro de Tulsa
esto, mas uma vez, seguras para os cidados.' O narrador continuou, ` claro Tulsa, e as
reas ao redor, esto num srio aviso de tempestade at amanha. Ento sugerimos que
voc no viagem a no ser que seja uma situao de emergncia, ns esperamos pelo
menos mais meio metro de chuva misturada com gelo o que vai dificultar os esforos para
restaurar a energia perdida ontem a noite. Fiquem ligados para mais novidades no
noticirio das 5 horas daqui meia hora. Ns temos mais um anuncio: Todos os
empregados da House of Night e alunos foram chamados para voltar a escola devido ao
pssimo tempo. De novo, todos os empregados e alunos da House of Night foram
requeridos a voltar a escola. Fiquem ligados para novidades. Voltamos para nossa
programao normal."
      "No havia gangue nenhuma no centro ontem a noite," eu disse. "Essa  a coisa
mais ridcula que eu j ouvi!"
      "Ela consertou. Ela manipulou a empresa e provavelmente o publico tambm," Erik
disse, parecendo desgostoso.
      "Em o `ela' ele se refere aquela Alta Sacerdotisa que mexeu com a minha mente?"
Heath me perguntou.
      "No," Erik disse.
      "Sim," eu disse ao mesmo tempo. Eu franzi para Erik. "Ele precisa saber a verdade
para se proteger."
      "Quanto menos ele souber, melhor para ele," Erik insistiu.
      "No, veja, foi isso que eu pensei antes, e foi por isso que todos ficaram to bravos
comigo.  tambm por isso que eu cometi alguns incrveis erros." Eu olhei de Erik para
Heath. "Se eu no tivesse mantido tantos segredos e tivesse confiado nos meus amigos
para se cuidarem, eu poderia ter conversado mais e feito menos besteiras."
      Erik suspirou. "Ok, eu vejo seu ponto." Ele olhou para Heath. "O nome dela 
Neferet. Ela  a Alta Sacerdotisa da House of Night. Ela  poderosa. Muito poderosa. E ela
 psquica."
      "Yeah, eu j sei que ela pode fazer coisas com a mente. Foi assim que ela mexeu
comigo. Ela me fez esquecer as coisas que tinham acontecido. E eu s comecei a
lembrar."
      "Isso faz sua cabea doer?" Eu perguntei ele, lembrando da dor que eu tive que lidar
quando eu quebrei os bloqueios na memria que Neferet tinha posto na minha mente.
      "Yeah. Di, mas est ficando melhor." Ele sorriu com seu familiar e complacente
sorriso e meu corao se apertou.
      "Neferet tambm  um tipo de rainha para Kalona," Erik continuou.
      "Ento ela  totalmente m noticia," Heath disse.
      "M noticia e perigosa. No esquea disso," eu disse. "E tambm, Kalona no
aguenta ficar no subterrneo. Ele no conseguia antes de ser aprisionado na terra pela
mulher Cherokee, e agora que ele escapou, meu palpite  que ele vai ter ainda mais
cuidado com a terra. Ento lembre-se, voc est seguro no subsolo."
      "E quanto aos Corvos Escarnecedores?"
      Eu balancei minha cabea. "Ns no sabemos. Nenhum veio aqui, mas isso no
significa muito." Eu pensei na escurido dos tneis abaixo e o mau pressentimento que
estava me dando, mas eu no sabia o que diabos eu era de verdade. Calouros vermelhos?
Corvos Escarnecedores? Algum outro tipo de coisa que Kalona estava mandando contra
ns? Ou era simplesmente minha imaginao? A nica coisa que eu sabia com certeza era
que eu soava como um idiota lobo choroso tagarelando sobre um monte de talvez, o que
significa, por enquanto, que eu iria manter a boca fechada.
      "Bem,  sbado, e no temos aula porque as frias de inverno so at quarta, e se
essa tempestade de gelo for to forte quanto eles esto dizendo que vai ser, podemos
no ter aula a semana toda," Heath estava dizendo. "Deve ser fcil me manter seguro,
mesmo que os Corvos Escarnecedores ataquem de novo e os ataques deles passarem do
centro da cidade para o Broken Arrow."
      Meu estomago parecia vazio. "E eles podem. Neferet sabe que eu sou de Broken
Arrow, e ela sabe que ainda existem pessoas que eu me importo l."
      "Ento ela pode mandar Corvos Escarnecedores para Broken Arrow s para mexer
com voc?" Heath disse.
      Eu acenei. "Especialmente quando meu grupo e eu ignorarmos o chamado para
voltar para a escola."
      "Mas espere, Zo. Voc tem que estar no territrio da escolha com um bando de
vampiros ou voc e todo o resto de calouros vo ficar doentes, certo?"
      "Estou aqui,'"Erik disse. "E tambm outro vampiro adulto. Sem mencionar Stevie
Rae."
      "Ela no  toda nojenta e morta viva?" Heath disse.
      "No mais," eu disse. "Ela Mudou em um tipo diferente de vampiro, um com
tatuagens vermelhas. Assim como todos os nojentos calouros que tentaram comer voc -
bem, eles so calouros vermelhos agora, e no so mais to nojentos."
      "Huh," Heath disse. "Bem, estou feliz que sua amiga esteja bem."
      "Eu tambm," eu sorri.
      "Ento trs vampiros adultos so um bastante para impedir que vocs fiquem
doentes?" Heath perguntou.
      "Vo ter que ser. Heath, voc precisa ir," Erik disse bruscamente.
      Heath e eu olhamos para ele. Eu percebi que eu estava rindo bastante para Heath e
realmente gostando por eu e ele conversarmos de novo.
      "A tempestade de gelo," Erik continuou. "No  inteligente da parte dele ficar preso
aqui, e  isso que vai acontecer se ele continuar aqui quando o sol se por," Erik pausou e
ento disse, "O que vai acontecer em meia hora. Quanto tempo levou para vir de Broken
Arrow at aqui?"
      Heath franziu. "Quase duas horas. A estrada est ruim."
      S deveria ter levado a ele meia hora para chegar a esse lugar. Erik tinha razo.
Heath tinha que ir pra casa. No apenas no fazamos ideia do tamanho do perigo que ele
poderia estar devido a Kalona, mas eu no tinha 100% de certeza que Heath poderia ficar
seguro em volta dos calouros vermelhos. Alm das minhas perguntas sobre eles, a
verdade era que no importava o que eles eram agora, Heath era 100% humano, com
muito yummy, fresco, quente, sexy, e pulsante sangue (eu ignorei o fato da minha boca
estar salivando s de pensar nisso), e eu no tinha ideia de qual era o limite deles.
     "Erik tem razo, Heath. Voc no pode ficar preso l fora a noite, especialmente to
perto do cetro. Alm do gelo, no sabemos qual  a dos Corvos Escarnecedores."
     Heath olhou para mim como se eu e ele estivssemos completamente sozinhos.
"Voc est preocupada comigo."
     Minha garganta parecia seca. Essa no era uma conversa que eu queria ter na frente
de Erik. " claro que eu me preocupo com voc. Voc  meu amigo a muito tempo." Eu
podia sentir os olhos de Erik em mim. Eu me forcei a no parecer culpada e acrescentei,
"Amigos se preocupam com amigos."
     O sorriso de Heath foi devagar e intimo. "Amigos. Certo."
     "Hora de voc ir," Erik soava fulo.
     Sem olhar para Erik, Heath disse, "Eu vou quando Z me falar para ir."
     " hora de voc ir, Heath," eu disse rapidamente.
     Os olhos de Heath ficaram trancados nos meus por vrias batidas de corao. "Tudo
bem. Tanto faz." Ele disse. Ento ele virou para Erik. "Ento voc  um vampiro de
verdade agora, huh?"
     "Sim."
     Heath olhou para ele de cima a baixo. Os dois estavam perto da mesma altura. Erik
era mais alto, mas Heath era o mais forte dos dois. Ainda sim, os dois pareciam poder se
cuidar em uma luta. Em me senti ficar tensa. Heath ia socar Erik?
     "As pessoas dizem que vampiros machos protegem suas sacerdotisas. Isso est
certo?"
     "Est certo," Erik disse.
     "Bom. Ento eu espero que voc se certifique que Zoey continue segura."
     "Nada vai acontecer com ela enquanto eu viver," Erik disse.
     "Se certifique que no acontea." A voz de Heath tinha perdido todo o encanto, e a
tranquilidade com que ele normalmente falava. Tinha ficado dura e perigosa. "Porque se
algo acontecer a ela, eu vou encontrar voc, e vampiro ou no, eu vou quebrar a sua
cara."
     ONZE

      Eu me movi rapidamente, me colocando entre os dois. "Chega!" Eu gritei. "Eu j
tenho preocupaes demais agora sem ter que tirar os dois um de cima do outro. Jeesh,
em falar em imaturidade." Os dois continuaram a se olhar por cima da minha cabea. "Eu
disse, chega!" E eu bati no peito deles. Isso fez os dois piscarem e voltem sua ateno
para mim. Agora era minha vez de ficar furiosa. "Sabe, vocs dois so ridculos com suas
provocaes e sua merda de testosterona. Eu quero dizer, eu podia invocar os elementos
e chutar a bunda dos dois."
      Heath arrastou os ps e pareceu envergonhado. Ento ele riu para mim, como um
fofo garotinho cuja me tinha acabado de gritar com ele. "Desculpe, Zo. Eu esqueo que
voc tem um super poder."
      "Yeah, desculpe." Erik disse. "Eu sei que no tenho que me preocupar com voc e
ele." E ele terminou com um sorriso afetado para Heath.
      Heath olhou para mim como se ele esperasse que eu falasse algo como bem, na
verdade voc precisa se preocupar Erik porque eu ainda gosto de Heath, mas eu no o fiz.
Eu no podia. No importava o que estava acontecendo entre Erik e eu, Heath era parte
do meu antigo mundo, e ele se encaixa melhor no meu passado do que no meu presente
ou futuro. Heath sendo 100% humano significa que ele era 100% mais vulnervel a ser
seriamente ferido se algum nos atacasse.
      "Ok, estou saindo fora," Heath disse pelo silencio constrangedor. Ele virou e
comeou a andar em direo a porta do lado de fora e estava quase l quando parou e
olhou de volta para mim.
      "Mas primeiro eu realmente preciso falar com voc, Zo. Sozinha."
      "Eu no vou a lugar nenhum," Erik disse.
      "Ningum pediu pra voc," Heath disse. "Zo, voc pode sair comigo por um minuto?"
      "Diabos, no," Erik disse, se movendo em minha direo possessivamente. "Ela no
vai a lugar nenhum com voc."
      Eu estava franzindo para Erik, e prestes a dizer a ele que ele realmente no era meu
dono, quando ele fez algo que totalmente e completamente me irritou. Ele agarrou meu
pulso e me puxou em direo a ele, embora eu no tivesse dado um passo para seguir
Heath.
      Um reflexo automtico fez eu arrancar meu pulso do aperto dele.
      Os olhos azuis dele se estreitaram para mim. Naquele instante ele parecia louco e
maldoso, e parecia mais estranho do que meu namorado.
      "Voc no vai a lugar nenhum com ele," ele repetiu para mim.
      Meu temperamento inflamou. Eu no aguento ser mandada. Era um das razes para
minha me e seu novo marido e eu nunca nos darmos. No seu ncleo, o Padrasto-
perdedor no era nada mais do que um grande ditador. De repente eu estava vendo essa
mesma atitude refletida no Erik. Eu sabia que quebraria meu corao depois, mas ali
minha raiva estava to quente que nenhuma outra emoo pode refrear minha reao.
      Eu no falei alto. Eu no gritei e bati nele como eu queria. Ao invs disso, tudo que
eu fiz foi balanar minha cabea e dizer com a minha voz mais fria, "Erik, chega. S
porque voltamos no significa que voc pode mandar em mim."
      "Que tal significar que voc no me traia de novo com seu namorado humano?" Erik
surtou.
      Eu arfei e dei um passo para longe dele como se ele tivesse me batido. "Porque
diabos voc acha que pode falar comigo assim?" Meu estomago se apertou com tanta
fora que eu pensei que ia ficar doente, mas eu ignorei, encontrando o olhar raivoso de
Erik com um olhar firme meu. "Como sua namorado, voc acabou de me irritar. Como sua
Alta Sacerdotisa, voc acaba de me insultar. E como algum com crebro, voc fez eu me
perguntar se voc perdeu o juzo. O que voc acha que eu vou fazer em um minuto que
eu fique sozinha com Heath l fora no estacionamento durante uma tempestade de neve?
Deitar e deixar ele transar comigo bem ali no cimento? Esse realmente  o tipo de garota
que voc acha que eu sou?"
       Erik no disse nada; ele s continuou a me olhar.
       No eltrico silencio a risada de Heath foi super gozadora. "Hey, Erik, me deixe te dar
um pequeno conselho sobre nossa Zo. Ela realmente, realmente, realmente, no gosta
quando voc tentar dizer a ela o que fazer. E ela  assim desde, uh, eu no sei, a terceira
srie. Eu quero dizer, mesmo antes dela ganhar o poder de vampiro da deusa dela, ela
odiava receber ordens." Heath estendeu a mo para mim. "Ento voc pode ir l fora
comigo por s um segundo para podermos conversar sem audincia?"
       "Sim, sim, eu vou. Eu acho que preciso de ar fresco," eu disse. Ignorando o olhar
irritado de Erik e a mo estendida de Heath, eu pisei pela grade de metal que marida
muito mais fechada e segura do que era e com um empurro irritado a coloquei de lado e
sai na horrvel noite de inverno. O ar frio e molhado parecia bom no meu rosto, e eu
respirei fundo, tentando me acalmar e no gritar de frustrao com Erik no cu cinza da
noite.
       Primeiramente pensei que estava chovendo, mas rapidamente percebi que era mais
como se o cu estivesse cuspindo pequenos pedaos de gelo. No estava caindo grossa,
mas era constante e a rea de estacionamento, os trilhos do trem e o lado da velha
construo da estao j estavam comeando a ficar com a estranha e mgica aparncia
de serem cobertas por gelo.
       "Meu caminho est logo ali" Heath apontou para onde seu caminho estava parado,
no topo do estacionamento deserto, debaixo de uma rvore que havia obviamente sido
plantada um dia como um ornamento, perto da calada que circundava a estao. Anos
sendo ignorada e sem ser podada haviam realmente feito falta, porm, e em vez de
encaixar-se perfeitamente em sua abertura circular no cimento, a rvore havia crescido
muito maior do que deveria e suas razes haviam quebrado a calada em volta. Suas
partes lisas e enregeladas agitavam-se precariamente perto da construo de granito;
algumas na realidade jaziam no telhado. Apenas olhando para a rvore me fazia encolher.
Se acumulssemos mais gelo, a pobre e velha coisa provavelmente se quebraria em
inmeros pedaos.
       "Aqui" Heath ergueu um lado de seu casaco acima de minha cabea. "Venha para o
meu caminho para podermos conversar sobre esta baguna."
       Eu dei uma olhada na paisagem cinza e encharcada. Nada parecia assustador ou
estranho - como um meio-homem, grotescamente um meio-pssaro. Estava apenas
molhado e frio e vazio.
       "Ok. " eu falei, e deixei Heath me guiar at seu caminho. Eu provavelmente no
deveria ter deixado ele segurar seu casaco sobre mim e trazer-me para perto de si
enquanto eu me segurava nele para evitar cair no cho enregelado, mas me pareceu to
familiar e fcil ficar com ele que eu nem mesmo hesitei. Vamos encarar, Heath est na
minha vida desde o primrio. Eu estava literalmente mais confortvel com ele do que com
qualquer outra pessoa no mundo, com exceo de minha av. No importa o que
estivesse acontecendo, ou no acontecendo, Heath era como uma famlia para mim. Na
realidade, ele  melhor do que boa parte da minha famlia. Era to difcil imaginar em
trat-lo to formalmente, como se fosse um estranho. Afinal, Heath foi meu amigo antes
de ele se tornar meu namorado. Mas ele nunca poder ser apenas meu amigo outra vez;
sempre haver mais entre ns do que isso, sussurrou minha conscincia, mas eu a
ignorei.
      Ns chegamos a seu caminho e Heath abriu a porta para mim, o interior cheirando
a uma mistura mpar e familiar de Heath e Armor All. (Heath  manaco por limpeza em
seu caminho; eu juro que voc poderia comer os assentos.) Em vez de escorregar para
dentro, eu hesitei. Sentar perto dele na cabine de seu caminho era muito ntimo, muito
remanescente dos anos em que fui sua namorada. Ento, ao invs, eu deslizei um pouco
longe dele e meio que sentei, meio que deitei no final do assento do passageiro,
suficientemente longe da chuva fria para ficar semi-seca. Heath deu-me um sorriso triste,
como se ele entendesse que eu fazia o meu melhor para resistir em ficar com ele
novamente e se inclinou contra a parte de dentro da porta aberta.
      "Est bem, o que voc no queria falar comigo?"
      "Eu no gosto que voc esteja aqui. Eu no me lembro de nada, mas eu lembro o
suficiente para saber que aqueles tneis l embaixo so pssima notcia. Eu sei que voc
disse que aquelas crianas mortas-vivas mudaram, mas eu ainda no gosto que voc fique
l embaixo com elas. No parece seguro." Ele disse, olhando srio e preocupado.
      "Bem, eu no te culpo por achar que  nojento l embaixo, mas realmente mudou.
Os garotos esto diferentes tambm. Eles tem a humanidade deles de volta. Alm do
mais,  o lugar mais seguro para ns agora."
      Heath estudou meu rosto por um longo tempo, ento ele soltou um pesado suspiro.
" voc que  a sacerdotisa e coisas assim, ento voc sabe o que est fazendo. S
parece estranho para mim. Tem certeza que voc no pode voltar a House of Night?
Talvez esse anjo cado no seja to mal quanto voc acha."
      "No, Heath, ele  mal. S confie em mim. E os Corvos Escarnecedores so
seriamente perigosos. No  seguro voltar a escola. Voc no viu quando ele voltou
saindo do cho.  como se ele pudesse ter colocado um feitio nos calouros e vampiros. E
 realmente assustador. Voc j sabe o quo poderosa Neferet . Bem, eu acho que
Kalona  ainda mais poderoso que ela."
      "Isso  ruim," Heath concordou.
      "Yeah."
      Heath acenou e no disse nada. Ele s olhou para mim. Eu olhei de volta pra ele, e
de alguma forma fui pega pelos olhos marrons doces dele. Eu estava sentada ali em
silencio a um tempo, s olhando para os olhos dele, quando eu comecei a ficar
intensamente ciente dele. Eu podia sentir o cheiro de Heath. Era o gostoso, cheiro de
sabonete de Heath que eu tinha crescido cheirando. Ele estava parado perto o bastante
de mim para eu poder sentir o calor do corpo dele.
      Devagar, sem dizer uma palavra, Heath pegou minha mo e a virou para poder olhar
para as intrincadas tatuagens que a decoravam. Ele tracejou os padres com um dos
dedos.
      " realmente incrvel que isso tenha acontecido com voc," ele disse suavemente,
ainda estudando minha mo.
      "Algumas vezes quando estou acordando de manha eu esqueo que voc foi
Marcada e que est na House of Night, e a primeira coisa que eu penso  o quanto eu
espero saber que voc vai no jogo na Sexta, me ver jogar. Ou que eu mal posso esperar
para ver voc antes da escola pegando sua coca e o Donuts dirio." Ele olhou da minha
mo para os meus olhos. "E ento eu acordo completamente e lembro que voc no
estar para essas coisas. Que no era to ruim quando estvamos com um Imprint,
porque eu ainda sentia como se eu tivesse uma chance, que eu ainda tinha parte de voc.
Mas agora isso se foi."
       Heath fez o meu interior tremer. "Desculpe, Heath. Eu - eu s no sei o que mais
dizer. Eu no posso mudar nada disso."
       "Sim, voc pode." Heath ergueu minha mo e pressionou minha palma contra a
camisa preta do time de futebol do Broken Arrow os Tigers, bem em cima do corao
dele. "Voc pode sentir ele batendo?" ele sussurrou.
       Eu acenei. Eu podia sentir o batimento cardaco dele, forte e firme, e um pouco
rpido. Ele me lembrava do incrivelmente delicioso sangue que estava pulsando pelas
veias dele e o quo bom seria s dar uma pequena mordida nele... e agora o batimento
do meu corao estava batendo juntamente com o dele.
       "Da ultima vez que te vi, eu disse que doa demais te amar. Mas eu estava errado
sobre isso. A verdade  que di demais no te amar," Heath disse.
       "Heath, no. No podemos." Minha voz estava rouca enquanto eu tentava vencer o
desejo que eu estava sentindo por ele.
       " claro que podemos, baby. Somos bons em estar juntos. Temos muita pratica
nisso." Heath deu um passo mais para perto de mim. Ele pegou um dedo da minha mo
que estava no peito dele e passou levemente o polegar por cima da minha unha. "
verdade que suas unhas so fortes o bastante para rasgar a pele?"
       Eu acenei. Eu sabia que eu deveria me afastar e voltar aos tneis e a vida que
esperava por mim l, mas eu no conseguia. Heath era tambm um vida que eu
esperava e certo ou errado era quase impossvel para mim me afastar dele agora.
       Heath pegou meu dedo e ergueu para que minha unha estivesse pressionada de leve
contra o lugar onde o pescoo dele tinha uma curva at o ombro.
       "Me corte, Zo. Beba meu sangue de novo." A voz dele era profunda e rouca com
desejo. "J estamos conectados. Sempre seremos conectados. Ento coloque o Imprint de
volta entre ns onde ele pertence."
       Ele pressionou minha unha mais forte contra o pescoo dele. Ns dois estamos
respirando com mais dificuldade agora. Quando minha unha perfurou a pele, fazendo um
pequeno arranho no pescoo dele, eu observei, maravilhada, enquanto um maravilhoso
filete escarlate se espalhava contra a palidez da pele dele.
       O cheiro me atingiu ento, o incrivelmente familiar cheiro do sangue de Heath. O
sangue que eu tinha uma vez tinha um Imprint como meu. Nada pode se comparar ao
cheiro de sangue humano fresco, nem outro calouro nem mesmo o sangue de um
vampiro adulto  to chamativo, to hipnoticamente desejvel. Eu me senti me inclinar em
direo a ele.
       "Sim, baby, sim. Beba de mim, Zo. Lembra o quo bom ?" Heath sussurrou
enquanto a mo dele na minha cintura me puxava mais para perto dele.
       Eu no podia s provar um pouco? E da se eu Imprint de novo com Heath? Diabos,
 claro, que iramos Imprinted. E isso no  to ruim. Eu adorava ter um Imprint com ele.
Ele tambm tinha gostado, at -
       At eu quebrar o Imprint junto com o corao dele e possivelmente fazer um dano
irreparvel a alma dele.
       Eu empurrei ele para longe e me afastei para longe da caminhonete, passando
rapidamente ao redor de Heath. A chuva gelada na verdade foi boa contra o meu rosto,
esfriando minha nsia por sangue.
      "Eu preciso voltar, Heath," eu disse, tentando com fora voltar a respirar
normalmente e controlar meu corao que estava disparado. "Voc tambm tem que
voltar, para onde voc pertence. E no  aqui."
      "Zoey, qual o problema?" Ele deu um passo na minha direo, e eu dei um passo
para longe dele. "O que eu fiz?"
      "Nada.  - , no  voc, Heath." Eu tirei meu cabelo molhado do rosto. "Voc 
timo. Voc sempre foi timo, e eu te amo.  por isso que isso no pode acontecer entre
ns de novo. Ter um Imprint comigo no  bom para voc, especialmente no agora."
      "Porque voc no deixa eu me preocupar se  bom pra mim ou no?"
      "Porque voc no pensa direito quando se trata de voc e eu!" Eu gritei. "Lembra o
quo doloso foi quando nosso Imprint se quebrou? Lembra como voc disse que fez voc
se sentir como se quisesse morrer?"
      "Ento no o quebre de novo."
      "No  to simples. Minha vida no  mais to simples."
      "Talvez voc esteja fazendo tudo ficar complicado demais. A est voc. Aqui estou
eu. Ns nos amamos, e temos nos amado desde crianas, ento deveramos estar juntos.
O fim," ele disse.
      "Eu no preciso de uma garantia se eu tiver voc."
      "Mas  por isso. Voc no me tem, Heath. Voc no pode. No mais." Eu balancei
minha cabea e ergui minha mo para impedir ele quanto ele comeou a dizer outra coisa.
"No! Eu no posso fazer isso agora. Eu s quero que voc entre na caminhonete volte
para a Broken Arrow. Eu vou voltar l para baixo. Para minha gente e para meu namorado
vampiro."
      "Oh, por favor! Voc e aquele vampiro idiota? De jeito nenhum voc vai aguentar a
merda dele, Zo."
      "Isso no  s sobre Erik e eu. A verdade  que voc e eu no pode acontecer,
Heath. Voc precisa esquecer de mim e seguir com a sua vida. Sua vida humana." Eu virei
minhas costas a ele e me fiz me afastar. Quando eu ouvi ele me seguir, eu no olhei para
trs. Eu s gritei, "No! Eu quero que voc v embora, Heath, e eu no quero que voc
volte. Nunca mais."
      Eu segurei o flego e ouvi os passos pararem. Eu ainda no olhei para ele. Eu tinha
medo que se eu o fizesse, eu virasse, corresse de volta para ele, e me jogasse nos braos
dele.
      Eu estava quase na estranha grade de metal quando eu ouvi o primeiro coaxo. O
som me parou como se eu tivesse batido numa parede de tijolos. Eu virei. Heath estava
parado na chuva congelante de baixo das rvores alguns centmetros de distancia da
caminhonete. Eu mal olhei para ele. Meus olhos foram direto para um galho escuro da
arvore coberta de neve.
      Entre as sombras dos galhos nus a escurido se mexeu. Me lembrava de algo, e eu
pisquei, encarando e tentando lembrar onde eu tinha visto algo assim antes. Ento a
imagem mexeu... mudou... e eu arfei quando ela se tornou mais visvel. Neferet! Ela
estava em um grosso galho que se inclinava contra o telhado do deposito. Os olhos dela
brilhavam carmesim e o cabelo dela esvoaava feito louco, como se ela tivesse sido pega
num repentino vendaval.
      Neferet sorriu para mim. A expresso dela era to puramente m que eu me senti
congelar no lugar.
      Ento, enquanto eu encarava horrorizada, a imagem dela mudou de novo, se
movimentou, e onde a imagem da Alta Sacerdotisa tinha estado, agora havia um enorme
Corvo Escarnecedor. A coisa que estava empoleirada do lado do telhado do deposito no
era humana e no era animal. Era uma terrvel mistura mutante dos dois. E estava me
encarando com olhos da cor de sangue e da forma dos de um homem. Os braos e pernas
humanos estavam nus, parecendo vil e pervertidas emergindo do corpo do gigante corvo.
Eu podia ver a lngua bifurcada e a saliva que pingava com fome daquele horrvel papo.
      "Zoey, o que est acontecendo?" Heath disse. E antes que eu pudesse impedir ele,
ele seguiu meu olhar, olhando para os membros gelados que descansavam contra o
telhado do deposito. "Que porra  essa?" Mas enquanto eu vi a realizao do que a
criatura deveria ser cruzar o rosto dele, o pssaro virou os olhos vermelhos de Heath para
mim.
      "Zzzzoooey?" Ele disse meu nome, a voz soando errada e chata e incrivelmente no
humana. "Estivemossss procurandddooo por voc."
      Meu corpo parecia estar congelado. Minha mente estava gritando dentro da minha
cabea eles tem procurando por mim! Mas nada saiu da minha boca - nenhum aviso para
Heath. Nem mesmo o grito de garota que encheu minha garganta.
      "Meu pai vai ficar muitoooo conteeenteeee quando eu apresentarrr voc para ele," O
Escarnecedor assoviou, espalhando as asas como se estivesse se preparando para voar e
me agarrar.
      "Eu tenho que dizer "diabos no" para esse seu pequeno plano," Heath gritou.
     DOZE

      Eu tirei meu olhar horrorizado do Corvo Escarnecedor para ver Heath parado apenas
alguns metros na minha frente. Ele tinha a arma que ele estava segurando antes diante
dele, apontando diretamente para a criatura na arvore.
      "Humano fraco!" e coisa gritou, "Voc quer iiiimpedir um Antigo?"
      E ento tudo aconteceu em fast-forward.* A criatura explodiu da arvore ao mesmo
tempo que meu corpo derreteu e foi para frente. Eu vi Heath apertar o gatlho e ouvi os
barulhos da arma, mas o Corvo Escarnecedor estava se movendo com uma velocidade
inumana. Ele se esquivou, e o lugar onde Heath estava mirando estava vazio no mesmo
instante antes da bala cortar o ar, se encravando na arvore.
      Enquanto a coisa voava em direo a Heath, eu vi as unhas se curvando em garras e
eu lembrei como, mesmo na forma de esprito, uma criatura como essa tinha quase
cortado meu pescoo. Agora os Corvos Escarnecedores tinham seu corpo de volta e eu
sabia que a no ser que eu fizesse algo rpido, esse iria matar Heath.
      Com um grito eu dei voz ao meu medo e raiva enquanto eu me lancei em Heath,
jogando ele de lado um minuto antes do Corvo Escarnecedor alcanar ele, para que a
criatura me atingisse ao invs dele. Eu no senti nenhuma dor a, s uma estranha
presso contra a minha pele, comeando no topo do meu ombro esquerdo e cortando
atravs at a parte mais alta do meu peito, acima dos meus seios, at o meu ombro
direito. A fora do golpe me jogou para trs em um meio circulo para que eu ainda
estivesse encarando o Corvo Escarnecedor enquanto ele passava voando por ns e ento
pousava no cho com terrveis pernas humanas.
      Os olhos cor de sangue dele se alargaram quando ele olhou para mim. "No!" ele
chorou em uma voz em uma voz que no podia pertencer a um ser so. "Ele querrrr voc
viva!"
      "Zoey! Oh, Deus, Zoey! Venha para trs de mim!" Heath estava gritando enquanto
ele tentava levantar, mas ele escorregou no pavimento cheio de gelo que de alguma
forma tinha ficado vermelho. Ele caiu com fora.
      Eu olhei para ele e pensei em quo estranho era que mesmo ele estando perto de
mim ele soasse como se estivesse gritando atravs de um longo tnel.
      Eu no entendi porque, mas meus joelhos cederam e eu cai no pavimento. O horrvel
barulho das asas do corvo escarnecedor me fizeram olhar de volta para criatura. Certo o
bastante a coisa tinha erguido as asas. Obviamente ia vir pra cima de mim. Eu ergui
minha mo, que parecia pesada e quente, e quando olhei para ela fiquei chocada por ver
que estava ensopada de sangue. Sangue?  isso que est espalhado por todo pavimento?
Isso  estranho. Com um dar nos ombros mental, eu desconsiderei o sangue e gritei
"Vento, venha at mim!"
      Pelo menos eu pensei que tinha gritado. O que realmente saiu da minha boca mal foi
um sussurro. Graas a Deus, o vento  um bom ouvinte porque o ar instantaneamente
comeou a circular ao meu redor.
      "Mantenha aquela coisa no cho," eu disse. O vento instantaneamente obedeceu, e
um adorvel mini-tornado engolfou o grotesco homem pssaro, fazendo as asas dele se
tornarem inteis. Com um terrvel grito a coisa bateu as inteis asas contra ele e comeou
a andar com dificuldade em direo a mim, abaixando a cabea mutante contra o vento.
      "Zoey! Merda, Zoey!" Heath de repente estava ao meu lado. O brao forte dele ao
meu redor, o que foi muito bom porque eu estava pensando que eu ia cair pra trs.
      Eu sorri para ele, me perguntando por que ele estava chorando. "S um segundo.
Tenho que terminar com aquela coisa." Estranhamente, eu virei minha ateno de volta
ao homem-pssaro. "Fogo, eu preciso de voc." O calor estava l, esquentando o ar ao
meu redor. Ento eu usei o dedo da mo ensanguentada que eu ainda estava mantendo
ereto e apontei para a coisa que estava se aproximando cada vez mais de Heath e eu.
"Queime," eu comandei.
      O calor que estava me cercando mudou de temperatura, indo de um calor gentil a
uma coluna de chama consumadora. Ela seguiu a direo em que eu apontava e da minha
vontade, que lavrou o Corvo Escarnecedor, o engolfando numa chama amarela. O ar
estava cheio com um horrvel cheiro de carne assada e penas queimadas. Eu achei que
pudesse vomitar.
      "Oh, ugh. Fogo, obrigado. Vento, antes de voc partir, voc poderia, por favor, levar
pra longe esse cheiro nojento?" Era to estranho que eu pensar que estava dizendo essas
coisas realmente alto, mas minha voz na verdade estava saindo to fraca quanto um
sussurro. Os elementos obedeceram mesmo assim, o que foi bom, porque a onda de
tontura doentia passou por mim e eu estava de repente caindo contra Heath, incapaz de
continuar a me manter direita.
      Eu tentei entender o que havia de errado comigo, mas meus pensamentos estavam
todos atordoados, e por alguma razo saber exatamente o que estava acontecendo no
parecia muito importante.
      A distancia eu ouvi o barulho de passos correndo, e ento eu estava olhando para
cima para o rosto abatido e cheio de lagrimas de Heath enquanto ele gritava, "Socorro!
Estamos aqui! Zoey precisa de ajuda!"
      E ento a prxima coisa que eu vi foi o rosto de Erik, que se juntou ao de Heath.
Tudo o que eu conseguia pensar era, oh, timo, eles vo comear a rosnar um para o
outro de novo. Mas eles no o fizeram. Na verdade, a reao de Erik quando ele olhou
para mim fez eu comear a me preocupar um pouco, de um jeito deslocado, e vago.
      "Merda!" ele disse, e o rosto dele ficou realmente plido. Sem dizer outra palavra
Erik rasgou a camisa (que era o Polo preto legal de manga comprida que ele estava
usando no nosso ultimo ritual), fazendo os botes saltarem por todo lugar. Eu pisquei
surpresa, pensando que ele parecia realmente bem s nessa camisa. Eu quero dizer, serio,
ele tem um corpo gostoso. Ele baixou do meu outro lado.
      "Desculpe, isso provavelmente vai doer." Erik dobrou a camisa e pressionou contra o
meu peito.
      Dor passou por mim nesse instante, e eu ofeguei.
      "Oh, Deusa! Desculpe, Z, desculpe!" Erik ficou dizendo de novo e de novo.
      Eu olhei para baixo para ver o que estava me machucando daquele jeito e fiquei
chocada para ver que meu corpo todo estava encharcado de sangue.
      "O q - que-" eu tentei formular uma pergunta, mas a dor misturando com um forte
sentimento de dormncia que continuava a aumentar fez falar ser difcil.
      "Temos que levar ela at Darius. Ele vai saber o que fazer," Erik disse.
      "Eu carrego ela. S lidere at esse Darius, Heath disse.
      Erik acenou. "Vamos!"
      Heath olhou para mim. "Eu vou ter que mover voc, Z. S aguente firme, ok?"
      Eu tentei acenar. Mas o movimento terminou com outra arfada quando Heath me
levantou e, me agarrando com fora como se eu fosse uma criana super crescida, ele
correu, escorregando e deslizando atrs de Erik.
      A viagem de volta para os tneis foi um pesadelo que eu nunca vou esquecer. Heath
correu atrs de Erik em direo ao poro. Quando eles chegaram na escada de metal que
levava para o sistema de tneis, eles pausaram s por um segundo.
      "Eu entrego ela para voc," Heath disse.
      Erik acenou e desapareceu pelo buraco. Heath andou at a beira. "Desculpe, baby,"
ele disse. "EU sei que isso deve ser horrvel para voc." Ento ele me beijou de leve na
testa antes de se agachar e de alguma forma me passar para Erik, que estava parado
abaixo de ns.
      Eu digo "de alguma forma" porque eu estava ocupada gritando de dor e no estava
realmente prestando ateno a logstica do que realmente estava acontecendo.
      A prxima coisa que eu vi era Heath que caiu levemente no cho do tnel e Erik me
entregando de volta para ele.
      "Eu vou correr na frente e encontrar Darius. Voc continua seguindo o tnel
principal. No pegue nenhuma das viradas. Fique onde  melhor iluminada e eu vou voltar
at voc com Darius."
      "Quem  Darius?" Heath disse, mas ele estava falando com o ar. Erik j tinha sado
correndo.
      "Ele  muito mais rpido do que achei que ele fosse," eu tentei dizer, mas um fraco
bolo de palavras foi tudo que foi sussurrado pela minha boca. E eu notei a lanterna que eu
tinha certeza que tinha apagado antes de eu subir para o poro estava acessa de novo.
"Isso  estranho," era o que eu queria dizer. Ao invs disso, eu mal me ouvi murmurar
algo que soava como "Isssoooo  etranoooo" por cima do barulho do meu corao nos
meus ouvidos.
      "Shhhh," Heath me acalmou enquanto andava o mais rapidamente que ele podia
sem me balanar tanto que eu quisesse gritar de novo. "Voc fique comigo, Zo. No feche
seus olhos. Continue me olhando. Continue comigo." Heath continuou falando e falando, o
que era realmente irritante porque meu peito doa demais e tudo que eu queria fazer era
fechar meus olhos e ir dormir.
      "Preciso descansar," eu murmurei.
      "No! No tem descanso! Hey, vamos fingir que estamos no filme do Titanic que
voc costumava assistir de novo e de novo. Voc sabe, aquele com o Leonardo DiIdiotio."
      "DiCaprio," eu sussurrei, irritada com o fato que depois de todos esses anos Heath
ainda tinha cimes de que quando eu era criana eu tinha uma queda por Leonardo. Ou
como eu gostava de chamar ele, "meu namorado Leo."
      "Tanto faz," ele disse. "Lembra que como voc dizia que se fosse Rose voc nunca
teria deixado ele ir? Ok, bem, vamos fazer uma pequena encenao. Eu sou o DiCapri e
voc  a Rose. Voc tem que manter os olhos abertos e no meu rosto, ou voc vai ter que
me deixar ir e eu vou virar um enorme e gay Picol."
      "Nerd," eu disse.
      Heath sorriu. "S nunca me deixe ir, Rose. Ok?"
      Ok, era uma encenao idiota, mas eu admito que me viciou. Estava me deixando
louca desde a primeira vez que eu vi esse filme (e chorei pra caramba - e eu me refiro a
um daqueles horrveis choros com ombros se movendo e tudo). A idiota da Rose diz que
nunca vai deixar ele ir, mas ento ela o faz. E porque ela no poderia ter ido para o lado e
ter deixado Leo/Jack subir naquela tabua com ela? Havia bastante espao. Ento
enquanto minha atordoada mente funcionava nisso sobre aquela cena de partir corao
de um dos meus filmes favoritos, Heath me segurou com fora em seus braos e correu.
      Ele tinha acabado de seguir uma curva gentil no tnel quando Erik nos achou. Darius
estava atrs dele. Heath parou e foi ento que eu percebi o quo difcil ele estava
respirando. Huh. Eu me perguntei abstratamente se eu deveria estar envergonhada por
ser to pesada.
      Darius deu uma olhada para mim e comeou a dar ordens a Erik.
      "Eu vou levar ela para o quarto de Stevie Rae. Eu vou chegar l muito antes de voc,
mas vou precisar que esse humano se junte a mim l, ento mostre a ele onde ir. Ento
voc pegar as Gmeas e Damien. Acorde Afrodite. Podemos precisar dela tambm."
Darius virou para Heath. "Eu vou pegar Zoey."
      Heath hesitou. Eu podia ver que ele no queria me soltar. O olhar de pedra de
Darius se suavizou. "No tenha medo. Eu sou um Filho de Erebus e te dou meu juramento
que eu sempre protegerei ela."
      Relutantemente Heath me transferiu para os braos fortes de Darius. O guerreiro
olhou com desgosto para mim. "Eu vou me mover rpido. Lembre-se de confiar em mim."
      Eu acenei fracamente, e embora eu soubesse o que vinha a seguir, eu ainda estava
surpresa quando Darius disparou, se movendo com uma velocidade que fez as paredes do
tnel virarem um borro e minha cabea girar. Eu j tinha experimentando a incrvel
habilidade de Darius de praticamente se teletransportar de um lugar para outro, e no foi
uma experincia menor de tirar o flego da segunda vez.
      Pareceu que apenas um segundo havia passando quando Darius parou bruscamente
na porta de cobertor da entrada do quarto de Stevie Rae. Ele entrou. Stevie Rae estava
sentada, esfregando os olhos e olhando com sono para ns. Ento a boca dela se abriu
em choque e ela saiu da cama.
      "Zoey! O que aconteceu?"
      "Corvo Escarnecedor," Darius disse. "Tire aquelas coisas da mesa."
      Stevie Rae derrubou as coisas da mesa. Stevie Rae derrubou as coisas da mesa que
ficava no fim da cama dela. Eu queria protestar que ela realmente no precisava fazer
tamanha baguna. Eu quero dizer, eu tinha certeza que ela tinha quebrado um copo ou
dois e mandou um bando de DVDs voando pelo quarto, mas no apenas minha voz no
estava funcionando direito, mas eu estava realmente ocupada tentando no desmaiar
devido a terrvel dor que estava passando pela parte de cima do meu corpo enquanto
Darius me colocava na mesa.
      "O que podemos fazer? O que podemos fazer?" Stevie Rae repetiu a pergunta. Eu
achei que ela parecia como uma pequena garotinha perdida e notei que ela tambm
estava chorando.
      "Pegue a mo dela. Fale com ela. Mantenha ela consciente," Darius disse. E ento
ele virou e comeou a jogar as coisas para fora do kit de primeiros socorros.
      "Zoey, voc consegue me ouvir?" Eu podia sentir que Stevie Rae tinha segurado
minha mo, mas s um pouco.
      Levou o que parecia um esforo sobre-humano, mas eu sussurrei, "Yeah."
      Stevie Rae segurou minha mo com mais fora. "Voc vai ficar bem. Ok? Nada pode
acontecer com voc, porque eu no sei o que eu vou fazer -" A voz dela pegou um soluo,
e ento ela disse, "Voc no pode morrer porque voc sempre acreditou no melhor de
mim, ento eu tentei ser o que voc acreditava que eu era. Sem voc, bem, eu tenho
medo que o bom em mim morra, tambm, e eu vou ceder a escurido. Alm do mais, tem
tantas coisas que eu ainda preciso contar a voc. Coisas importantes."
      Eu queria dizer a ela no ser boba, que ela no estava fazendo sentido e que eu no
ia a lugar algum, mas atravs da dor e da dormncia eu estava comeando a sentir algo
estranho. O nico jeito que eu posso descrever  como um senso de algo errado. O que
quer que tenha acontecido, o que quer que fosse que estivesse acontecendo comigo, essa
era a fonte do algo errado. E esse novo sentimento, mas do que o sangue - mais do que o
medo no rosto dos meus amigos - estava me dizendo que algo estava to errado comigo
que eu podia, de fato, ir a algum lugar.
      E foi ento que a dor comeou a diminuir, e eu decidi que se era sim que era morrer,
ento era melhor do que viver e doer pra caramba.
      Heath entrou no quarto, e foi direto at mim, e tomou minha outra mo. Ele mal
olhou para Stevie Rae. Ao invs disso, ele tirou o cabelo do meu rosto.
      "Como voc est, baby? Ainda aguentando?"
      Eu tentei sorrir, mas ele parecia to distante que eu no consegui fazer a mudana
na minha expresso alcanar ele.
      As Gmeas entraram no quarto com Kramisha perto atrs delas.
      "Oh, no!" Erin parou vrios centmetros de distancia de onde eu estava e
pressionou a mo contra a boca.
      "Zoey?" Eu achei que Shaunee parecia confusa. Ento ela piscou vrias vezes, o
olhar dela viajou pelo meu corpo, e ela comeou a chorar.
      "Isso no parece bom," Kramisha disse. "Nenhum pouco bom." Ela pausou e ento
os olhos dela foram de mim para Heath, cuja ateno estava to focada em mim que eu
juro que ele nem notaria o gigante elefante branco em tutu danando no quarto. "Esse
no  o humano que esteve aqui antes?"
      Eu no sei por que, mas a no ser por meu prprio corpo, que no parecia pertencer
mais a mim, eu tinha uma incrvel cincia do que estava acontecendo ao meu redor. As
Gmeas estavam dando as mos e chorando tanto que muco estava saindo pelos narizes
delas. Darius ainda estava mexendo no kit de primeiros socorros. Stevie Rae estava dando
batidinhas na minha mo e tentando (sem sucesso) no chorar. Heath esta sussurrando
frases bobas do Titanic para mim. Em outras palavras, todos estavam focados em mim - a
no ser Kramisha. Ela estava olhando famintamente para Heath. Pequenos sinos de
alarme comearam a tocar em minha mente e eu tentei lutar para recobrar cincia do
meu corpo. Eu precisava avisar Heath a ficar com a guarda alta. Eu precisa dizer a ele que
ele deixasse esse lugar antes que algo ruim acontecesse com ele.
      "Heath," eu consegui sussurrar.
      "Estou aqui, baby. Eu no vou a lugar nenhum."
      Eu virei os olhos mentalmente. Heath e os hericos dele eram fofo e tudo mais, mas
eu tinha medo que isso fosse fazer ele ser comido pelos calouros vermelhos de Stevie
Rae.
      "Hey, voc no  o humano que esteve aqui embaixo antes? O que Zoey veio atrs?"
Kramisha tinha se movido mais para perto de Heath. Os olhos dela tinham tomado uma
colorao vermelha o que era um gigante sinal de aviso. Eu era a nica que podia ver o
perigo no jeito intenso que ela estava olhando ele?
      "Darius!" Eu finalmente ofeguei.
      Graas a Deus, o guerreiro olhou para cima. Eu passei meus olhos dela para onde
Kramisha estava praticamente babando em Heath e vi entendimento passar pelo rosto de
Darius.
      "Kramisha. Deixe o quarto. Agora," Darius surtou.
      Ela hesitou, e ento arrastou o olhar para longe de Heath e olhou diretamente para
mim. V! Eu murmurei as palavras. Os olhos dela no mudaram, mas Kramisha acenou
uma vez e saiu silenciosamente do quarto.
      Foi enquanto que Afrodite jogou o cobertor/porta para o lado e fez sua grande
entrada. Parecendo seriamente como coc, ela entrou no quarto.
      "Merda, esse Imprint  um p no saco! Stevie Rae, voc pode se ajeitar e manter
sua merda emocional sob controle e mostrar s um pouco de respeito por aqueles que
ainda podem ter ressacas que matariam a maioria -" Ela finalmente conseguiu focar sua
viso embaada o bastante para de fato me ver. O rosto dele, j plido e de olhos vazios,
ficou ainda mais branco e parecia um tom doente de branco. "Oh, Deusa! Zoey!" Ela
comeou a balanar a cabea pra frente e para trs, enquanto corria at mim. "No, Zoey.
No. Eu no vi isso." Ela estava andando seriamente at mim. "Eu nunca vi isso. Voc
superou a primeira viso da morte que eu tive. A prxima no deveria ser voc ser
cortada de novo. A prxima era voc supostamente se afogando. No! Isso no est
certo!"
      Eu tentei dizer algo, mas ela j tinha se virado para Heath.
      "Voc! Que porra voc est fazendo aqui?"
      "Eu - eu vim ver se ela estava bem," Heath gaguejou, obviamente assustado com a
intensidade dela.
      Afrodite balanou a cabea de novo. "No. Voc no deveria estar aqui. Isso no
est certo." Ela pausou e os olhos dela se estreitaram para Heath. "Voc causou isso, no
foi?"
      Eu vi os olhos de Heath se encherem de lgrimas. "Yeah, eu acho que causei," ele
disse.
     TREZE

     Damien, Jack, e Erik correram para dentro do quarto, seguidos de perto por
Duquesa. Jack olhou para mim uma vez, gritou como uma garota, e desmaiou. Damien o
pegou a tempo de impedir ele de cair e bater a cabea no cho. Ele o deitou na cama de
Stevie Rae enquanto a pobre e confusa Labradora reclamava e olhava com grandes olhos
marrons preocupados de Jack para Damien e eu, e ento de volta para Jack. Damien se
juntou a todos, incluindo Erik, que estavam se amontoando ao meu redor. Darius
atravessou o grupo com dificuldade, separando garotos como se ele fosse um vampiro
Moises e todos os calouros o Mar Vermelho.
     "Eles precisam lanar um circulo e focar o poder de cura dos elementos na Zoey,"
Darius disse a Afrodite.
     Ela acenou, tocou minha testa gentilmente, e ento comeou a dar ordens aos meus
amigos.
     "Horda de nerds! Tomem seus lugares. Vamos lanar esse circulo."
     Shanee e Erin a olhar vaziamente. Damien, a voz dele tremula devido as lagrimas,
disse, "eu - eu no sei que direo  o leste."
     Stevie Rae apertou minha mo de novo antes de soltar. "Eu sei. Eu sempre sei onde
o norte , ento eu mostro a voc onde o leste  tambm," ela disse a Damien.
     "Faam um circulo ao redor da mesa," Darius disse. "E me d o lenol daquela
cama."
     Damien agarrou o lenol da cama de Stevie Rae, murmurou a um acordado e
choroso Jack que tudo ia ficar bem. Ele entregou o lenol para Darius.
     "Fique comigo, Sacerdotisa," ele me disse. Ele olhou para Heath e Erik. "Continuem
falando com ela, os dois."
     Erik pegou a mo que Stevie Rae tinha soltado. "Estou aqui, Z." Ele entrelaou os
dedos dele com os meus. "Voc tem que sobreviver a isso. Precisamos de voc." Ele
pausou e os lindos olhos azuis dele estavam em mim. "Eu preciso de voc, e eu sinto
muito sobre as coisas de antes."
     Ento Heath ergueu minha outra mo at os lbios dele, me beijando suavemente.
"Hey, Zo, eu te contei que eu no tomo uma bebida a dois meses?"
     Era seriamente estranha eu ter os dois dos meus caras ali. Eu estava feliz por eles
no estarem brigando, mas eu entendi que isso poderia no ser particularmente uma boa
coisa porque isso significava que eu estava machucada ainda mais do que eu tinha
imaginado.
     "Isso  bom, huh? Eu parei totalmente de beber," Heath disse.
     Eu tentei sorrir para ele. Era bom. A razo que eu tinha terminado com Heath logo
antes de ser Marcada era ele beber. Tinha sado totalmente de controle, e -
     Darius puxou a camisa de Erik do meu peito e rapidamente rasgou a parte de cima
do meu vestido pela metade ento eu senti o vento frio dos tneis contra minha pele
encharcada de sangue.
     "Minha Deusa, no!" Erik falou.
     "Ah, merda!" Heath estava balanando a cabea para frente e para trs. "Isso 
ruim. Realmente ruim. Ningum pode viver com -"
     "Nenhum humano pode viver com esse tipo de ferimento, mas ela no  humana e
eu no vou deixar ela morrer." Darius interrompeu Heath enquanto ele (graas a Deus)
cobria meus seios nus com o lenol.
      Eu cometi o erro de olhar para baixo. Talvez fosse uma boa coisa eu no ter energia
para gritar. Havia uma longa lacerao que ia da parte de cima do meu ombro esquerdo,
pelo meu peito alguns centmetros acima dos meus seios, e no terminava at cortar a
pele do meu ombro direito. O corte era profundo e irregular. As pontas da minha pele
ondulavam doentiamente repartidas, mostrando mais msculos e gordura e camadas de
pele do que eu queria ver. Sangue derramava por todo o terrvel ferimento, mas no tanto
sangue quanto eu esperaria. Era porque estava terminando? Diabos! Provavelmente era
porque estava terminando! Minha respirao comeou a sair em histricas e pequenas
arfadas.
      "Zoey, olhe para mim," Erik disse. Quando eu continuei olhando para baixo para a
ferida que Darius estava pressionando grosas gazes, Erik tomou meu queixo gentilmente
nas mos e virou meu rosto para cima, me forando a olhar para ele. "Voc vai ficar bem.
Voc deve ficar bem."
      "Yeah, Zo. S no olhe," Heath disse. "Voc sabe, como voc dizia sempre que eu
me machucava jogando futebol. Voc costumava dizer, 's no olhe e no vai doer
tanto'."
      Erik soltou meu queixo e eu consegui acenar. Se eu fosse capaz de falar eu teria dito
aos dois Diabos no, eu no vou olhar de novo! Eu j tinha me assustado o bastante. No
era necessrio repetir a dose.
      "Lancem o circulo," Darius disse.
      "Estamos prontos," Damien disse.
      Eu olhei ao redor (definitivamente evitando olhar para baixo de novo) para ver que
Damien, Stevie Rae, e as Gmeas tinham tomado suas posies no circulo ao nosso redor.
      "Ento o lancem!" Darius surtou.
      Houve uma pausa na qual Erin finalmente falou. "Mas Zoey sempre lana os crculos.
Ns nunca o fizemos."
      "Eu fao." Afrodite entrou no circulo e marchou at Damien. Damien deu a ela um
olhar que at eu podia ver que estava cheio de duvidas. "Voc no tem que ser um
calouro ou vampiro para lanar um circulo. Tudo o que voc precisa ser  apegada a Nyx.
E eu sou apegada a Nyx," ela disse firmemente. "Mas eu preciso que vocs me apiem
nisso. Vocs apiam?"
      Damien pausou tempo o bastante para olhar para mim. Com um esforo que
pareceu levar o resto da minha fora, eu acenei para ele. Ele sorriu para mim e acenou de
volta.
      "Estou atrs de voc," Damien disse a Afrodite.
      Afrodite olhou dele para as Gmeas. "Estamos com voc tambm." Erin falou pelas
duas.
      Finalmente ela virou para Stevie Rae, que limpou os olhos, me mandou um grande e
confiante sorriso, e ento disse a Afrodite, "Voc salvou minha vida duas vezes. Estou
confiando que voc possa fazer o mesmo por Zoey."
      Eu vi o rosto de Afrodite corar, o queixo dela erguido, e os ombros retos e sabia que
pela primeira vez em muito tempo ela se sentia aceita como parte do grupo.
      "Ok, vamos fazer isso," Afrodite disse. " o primeiro elemento, o que todos
abraamos do nosso primeiro batimento cardaco ao ultimo. Eu te chamo para o circulo
vento!" Certa o bastante, eu vi uma pequena brisa erguer o cabelo de Afrodite e Damien,
e com um olhar de alivio obvio, ela se moveu na direo do relgio at Shaunee.
      E ento eu parei de prestar ateno - ou melhor, minha ateno comeou a se
estreitar, ficando toda cinza, uma viso como a de um tnel pelas bordas.
      "Zoey, voc ainda est conosco?" Darius perguntou enquanto ele pressionava mais
gaze contra o meu peito.
      Eu no conseguia responder ele. Minha cabea parecia realmente leve, mas o resto
do meu corpo incrivelmente pesado, como se algum idiota tivesse estacionando um
caminho em cima de mim.
      "Z?" Erik estava dizendo. "Z, olhe para mim!"
      "Zoey? Baby?" Heath parecia que estava prestes a chorar.
      Ok, eu realmente queria dizer algo para fazer eles se sentirem melhor, mas era
impossvel. Eu no conseguia mais fazer meu corpo funcionar. Era como se eu tivesse me
transformado num espectador distante em um jogo que estava acontecendo ao meu
redor. Eu podia observar, mas no jogar.
      "Todos os elementos a no ser esprito foram invocados," Afrodite disse. Ela estava
parada perto de Darius. "Esse  o elemento que Zoey sempre personifica, e eu me senti
estranha chamando ele no lugar dela."
      "Chame," Darius disse. Ele olhou para de mim para olhar ao redor do circulo aos
meus amigos. "Concentrem o poder dos seus elementos em Zoey. Pensem sobre encher
ela com fora e calor e vida."
      Vagamente eu ouvi Afrodite evocando esprito, embora eu no tenha sentido a
presena que eu sempre sentia. Eu brevemente senti um distante calor e por um segundo
eu tambm senti o cheiro de chuva e grama recm cortada, mas isso desapareceu
rapidamente enquanto o cinza emoldurando minha viso se tornava cada vez mais grosso.
      "Voc  o humano cujo Zoey teve um Imprint?" Eu ouvi Darius falando com Heath.
Eu ouvi, mas no consegui me importar muito com o que eles estavam dizendo.
      "Sim," Heath disse.
      "Bom. Seu sangue vai ser melhor que o de Afrodite para ela."
      "Essa  a melhor noticia que eu ouo a sculos," Afrodite murmurou, limpando os
olhos com as costas da mo.
      "Voc est disposto a permitir que Zoey beba de voc?"
      " claro!" Heath disse. "S me diga o que eu preciso fazer."
      "Sente aqui. Segure a cabea dela no seu colo. Me de seu brao," Darius disse a
Heath.
      Heath levantou no fim da mesa, e com a ajuda de Erik e Darius minha cabea logo
estava descansando contra a quente coxa dele, como se ele fosse um travesseiro vivo.
Heath ergueu o brao e Darius o segurou firme. Minha mente estava muito confusa para
fazer sentido no que ele estavam fazendo at Darius passar por trs dele e pegar uma
faca/tesoura/abridor de lata do kit de primeiros socorros, abrir a parte da faca, e
pressionar a lamina contra a suave pele da parte de dentro do brao musculoso de Heath.
      O cheiro do sangue dele passou por mim como uma deliciosa neblina.
      "Pressione contra a boca dela," Darius disse. "Faa ela beber."
      "Anda, baby. Tome um pouco disso. Vai te ajudar a melhorar."
      Ok, minha mente racional sabia que Erik estava parado bem ali ao meu lado
observando junto com todos os meus melhores amigos. Sob circunstancias normais, eu
nunca teria feito o que fiz a seguir, no importava o quo delicioso e incrvel o sangue de
Heath cheirava.
      Mas eu no estava atualmente experimentando nada que nem de perto lembrasse
circunstancias normais. Ento quando Heath pressionou seu brao sangrando contra meus
lbios, eu abri minha boca, enfiei meus dentes profundamente nele, e comecei a sugar.
      Heath gemeu e envolveu seu outro brao ao meu redor, pressionando seu rosto no
meu cabelo enquanto eu bebia dele. O mundo imediatamente se estreitou para que
houvesse apenas Heath eu e o sangue dele explodiu no meu corpo. Com aquele primeiro
gole, cincia voltou ao meu peito, e com ele uma dor to intensa que eu teria tirado
minha boca da pele dele se ele no tivesse me apertado ainda mais e sussurrado no meu
ouvido, "No! Voc no pode parar. Se eu posso aguentar, ento voc tambm pode, Zo."
      V, eu sabia que eu no estava fazendo ele se sentir um incrvel prazer que se
alimentar de um humano causava normalmente, tanto para vitima quanto ao vampiro.
Ns timos Imprinted de novo. Mesmo na m forma que eu estava eu podia ver isso. Toda
a cincia de Heath me preencheu junto com o sangue dele, e estamos ligados juntos pelo
tecido mgico que era a necessidade e atrao entre humano e vampiro, costurados
juntos em uma nica pea por um antigo lao que era o Imprint. Mas eu no estava s
bebendo dele. Eu estava sentindo o frenesi que era o instinto de sobrevivncia, e pela
nossa conexo Heath estava sentindo minha dor e minha necessidade, tudo que eu estava
atordoada demais quando meu corpo estava em um choque quase fatal. Mas o sangue
dele mudou isso. Tinha me revitalizado, e fazendo isso, ele tinha me arrancada do estado
de choque quase fatal e me jogado direto na horrvel dor de perceber que eu estava perto
da morte.
      Eu choraminguei, ainda me alimentando dele, mas estava me sentindo miservel
porque eu sabia o que estava fazendo ele sentir.
       claro, ele sabia o que eu estava sentindo tambm, e o quo arrependida eu estava
por fazer ele sentir dor.
      "Est tudo bem, baby. Est tudo bem. No  to ruim, verdade," ele sussurrou no
meu ouvido atravs dos dentes cerrados contra a intensa mistura de dor e desejo.
      Eu no sei quanto tempo passou quando eu percebi isso, embora o corte no meu
peito doesse pra caramba, meu corpo estava quente, e eu podia sentir uma suave brisa
me acariciando e ela carregava o cheiro de chuva de primavera e de uma campina. Meu
esprito, tambm, parecia revigorado, e eu sabia que o sangue de Heath tinha me
energizado o bastante para que agora eu fosse capaz de aceitar o poder de cura dos
alimentos que confortavam minha alma enquanto tranquilizavam meu corpo.
      E ao mesmo tempo eu percebi que Heath tinha parado de falar comigo. Eu abri meus
olhos e olhei para cima. Ele estava meio que cado por cima de mim, mas estava sendo
segurado pelo firme aperto de Darius no ombro dele. Os olhos dele estavam fechados e o
rosto plido.
      Eu instantaneamente tirei minha boca do brao dele. "Heath!" Eu tinha matado ele?
Em pnico, eu tentei sentar, mas a dor passando pelo meu corpo me impediu.
      "O humano est bem, Sacerdotisa," Darius disse. "Estanque o ferimento no brao
dele para que ele no perca mais sangue."
      Automaticamente eu passei minha lngua sobre o estreito ferimento no brao de
Heath e o mais profundo que eu fiz quando eu o mordi enquanto pensava Cure... no
sangue mais, e quando eu me afastei dessa vez eu vi que o ferimento da faca, assim
como as marcas dos meus dentes, tinham sumida e tinham parado de sangrar
completamente.
      "Voc pode fechar o circulo," Darius disse a Afrodite, que estava me observando com
uma curiosidade disfarada.
      V, eu queria dizer a ela, tem muitos tipos de Imprint. O que eu tenho com Heath
definitivamente no  o mesmo que voc tem com Stevie Rae. Mas eu no consegui
invocar a energia para dizer as palavras. Na verdade, eu estava esperando pelos zilhes
de pergunta que eu tinha certeza que ela teria para mim. E ento antes dela virar para
Stevie Rae para comear a agradecer e mandar de volta os elementos, eu vi Afrodite
mandar a Darius um sorriso sexy cheio de promessas, e eu lembrei que o primeiro Imprint
que eu dividi com Heath tinha sido quebrado quando eu transei com Loren, e eu percebi
que era Darius quem ia responder todas as perguntas dela. Com aquele sorriso intimo que
ele deu a ela em resposta, eu estava supondo que ele ia gostar daquele tipo de pergunta
bemmmmm mais do que eu.
      Ok, nojento.
      Enquanto uma Afrodite sorridente fechava o circulo, Darius virou de volta para Heath
e eu.
      "Erik, me ajude a mover ele para a cama," Darius disse.
      Um Erik com o rosto duro feito pedra ergueu minha cabea para fora do colo de
Heath. Ele e Darius o carregam pela curta distancia at a cama e deitaram o corpo duro
dele no ponto que recentemente tinha sido de Jack (que estava observando, os olhos
largos, do lado do quarto enquanto acariciava maniacamente Duquesa de novo e de
novo).
      "V pegar algo rpido para comer e beber. Oh, e encontre mais do vinho de Vnus,"
Darius disse a Jack. "Mas diga aos calouros vermelhos para ficarem longe," ele
acrescentou antes de Jack acenar e sair com Duquesa logo atrs dele.
      "Eles no vo atacar Heath," Stevie Rae disse. Ela veio at mim e pegou minha mo.
"Especialmente agora que ele teve um Imprint com Zoey de novo. O sangue dele tem um
cheiro errado."
      "Eu no tenho tempo para testar se eles vo ou no, no agora," Darius disse. Ele
voltou da cama e comeou a inspecionar o ferimento de novo. "Bom. Ele parou de sangrar
completamente."
      "Eu acho que aceito sua palavra nessa. Eu realmente no quero olhar de novo." Eu
estava contente o bastante por ter minha voz de volta, mesmo que soasse fraca e mais do
que um pouco abatida. "Obrigado, gente, pelo circulo," eu disse a meus amigos, que
sorriram para mim e comearam a andar at a mesa.
      "No!" Darius ergueu a mo, parando a multido. "Eu preciso de espao pra
trabalhar. Afrodite, encontre mais daquelas ataduras naquele kit e traga elas pra mim."
      "Hey, eu terminei de quase morrer?" eu perguntei ao guerreiro.
      Dariu olhou do meu ferimento e encontrou meus olhos, e eu vi um alivio que me
disse exatamente o quo perto eu tinha estado de no conseguir.
      "Voc terminou de quase morrer." Ele pausou, claramente prestes a dizer mais.
      "Mas?" eu estimulei.
      "No tem mais nisso," Stevie Era disse rapidamente. "Voc terminou de morrer.
Ponto."
      Eu no desviei o olhar pra longe de Darius, e ele finalmente me alertou. "Mas voc
precisa de mais ajuda do que eu posso te dar se voc vai se recuperar completamente."
      "Como assim, mais ajuda?" Afrodite perguntou enquanto se movia para o lado de
Darius, com um monte de estranhos Band-Ainds na mo.
      Darius suspirou. "O ferimento de Zoey  severo. O sangue humano salvou a vida
dela substituindo o sangue que ela perdeu e a fortalecendo o bastante para ela ser capaz
de aceitar a energia dos elementos, mas nem mesmo Zoey pode se recuperar de tamanho
ferimento sozinha. Ela ainda  apenas uma caloura, embora mesmo que ela fosse uma
vampira completamente Mudada, um ferimento desses seria difcil de se recuperar."
      "Mas ela parece melhor agora, e ela est falando com a gente," Damien disse.
      "Yeah, eu no sinto como se no estivesse realmente aqui mais," eu disse.
      Darius acenou. "Isso tudo  bom, mas a verdade  que voc precisa de muitos
pontos para que a ferida possa fechar e curar."
      "E quanto a esses?" Afrodite ergueu o pacote de Band-Aid. "Eu pensei que era por
isso que voc precisava deles."
      "Esses so apenas temporrios. Ela precisa de pontos de verdade."
      "Ento me costure." Eu tentei soar o mais bravo que eu podia, embora a ideia de
Darius costurando minha carne me fez querer vomitar ou chorar, ou os dois.
      "No tem kit de sutura aqui," Darius disse.
      "No podemos conseguir?" Erik perguntou. Eu notei que enquanto ele falava, ele
estava olhando para qualquer lugar menos eu. "Eu poderia pegar a caminhonete de Heath
e ir at a farmcia em St. John e Stevie Rae podia controlar a mente de um doutor l.
Traramos de volta o que voc precisa, e voc poderia costurar ela."
      "Yeah, podemos fazer isso. Eu posso at pegar o doutor se voc quiser e trazer ele
aqui, e ento limpar a memria dele e o devolver," Stevie Rae disse.
      "Ok, Stevie Rae, essa  uma boa oferta," eu disse, mais do que um pouco
perturbada por ela estar falando sobre sequestrar e fazer lavagem cerebral. "Mas eu
realmente no acho que essa seja uma boa ideia."
      "No  to simples resolver o problema," Darius disse.
      "Ento explique para que fique simples," Heath disse, se levantando com os
cotovelos e parecendo completamente lixo embora ela tenha sorrido docemente para
mim.
      "Zoey precisa mais do que os cuidados de um mdico. Zoey precisa estar ao redor de
vampiros adultos para que o dano no corpo dela no seja fatal."
      "Espera a. Eu achei que voc tinha dito que eu terminei de morrer," eu disse.
      "Voc terminou de quase morrer desse ferimento em particular, mas se voc no for
para perto de vrios vampiros, e eu quero dizer mais de um ou dois ou trs de ns, o
dano causado ao seu corpo vai acabar com suas reservas de fora e voc vai rejeitar a
Mudana." Darius pausou, deixando o que ele estava dizendo ser absorvido por todos ns.
"Voc vai morrer disso. Voc pode voltar para ns como Stevie Rae e o resto dos calouros
vermelhos fizeram, mas voc pode no voltar."
      "Ou voc pode voltar como aquele idiota do Stark e ser um idiota que comea a nos
atacar," Afrodite disse.
      "Ento voc realmente no tem escolha," Darius disse. "Temos que levar voc de
volta para a House of Night."
      "Bem, diabos," eu disse.
     QUATORZE

      "Mas ela no pode voltar! Kalona est l," Erin disse.
      "Sem mencionar os Corvos Escarnecedores," Shaunee disse.
      "Um deles fez isso com ela," Erik disse. "Certo, Heath?"
      "Yeah, a coisa era nojenta," Heath disse. Ele estava bebendo coca de uma lata que
Jack tinha entregue a ele enquanto ele enfiava Doritos no rosto. Eu estava feliz por ver
que ele parecia bem melhor, quase completamente como ele mesmo, o que prova que
Doritos e coca so realmente comidas saudveis.
      "Ento eles vo s atacar de novo, ento levar ela l no vai realmente salvar Zoey.
S vai permitir que eles terminem de matar ela," Erik disse.
      "Bem, talvez no," eu admiti relutantemente. "O Corvo Escarnecedor no me atacou,
ou pelo menos, no de propsito. Ele ia atacar Heath e eu meio que me meti na frente."
Eu dei a Heath um sorri de forma apologtica a Heath. "Na verdade, ele surtou quando
me machucou."
      "Porque disse que o pai dele estava procurando por voc," Heath acrescentou. "Eu
lembro. Ele surtou mesmo logo depois que te cortou. Zoey, baby, desculpe eu quase fiz
voc ser morta."
      "Porra eu no te disse!" Afrodite praticamente rosnou para Heath."O que aconteceu
foi sua culpa! Voc no deveria ter vindo aqui!"
      "Whoa, Afrodite, espera," eu disse. Eu comecei a levantar minha mo para fazer
movimentos para ela se acalmar, mas Darius me lanou um olhar de "fique quieta".Alm
do mais, realmente doa quando eu me movia muito. Ento eu me conformei com palavras
e nenhum movimento de mos, o que foi meio estranho. "Voc ficou culpando Heath
antes. Qual problema?"
      Ela olhou para mim e eu juro que ela ficou incomodada. Afrodite realmente ficou
incomodada.
      Eu franzi para ela. "Qual o problema, Afrodite?"
      Quando ela no disse nada, Stevie Rae suspirou e disse, "Porque ela  a Garota-
Viso que sabe tudo, e dessa vez ela estava no escuro."
      "No entre na minha cabea desse jeito!" Afrodite gritou para Stevie Rae.
      "Ento responda a pergunta da Z. Ela se sente muito mal para ter que arrancar de
voc," Stevie Rae disse.
      Afrodite virou as costas para Stevie Rae. " s que eu esperava que receber um
aviso se voc vai morrer, s isso."
      "Huh?" eu disse, falando por todos ns que estavam a encarando com rostos cheios
de duvida.
      Ela virou os olhos. "Ol! Eu tive duas vises da sua morte, ento  apenas lgico
assumir que se voc vai ficar grotescamente perto de morrer, eu saber alguma coisa sobre
isso, isso  tudo. Mas Nyx no me avisou com nenhum tipo de viso, ento eu acho que o
Jogador Joe ali fez besteira porque a deusa no esperava que ele viesse pra c onde ele
no deveria estar." Ela franziu para Heath e balanou a cabea enojada. "Eu quero dizer,
anda logo! Voc tem necessidades especiais, servios especiais ou o que? Voc no foi
quase morto aqui uma vez?"
      "Yeah, mas Zo me salvou, por isso achei que ela ia dar uma de heroi se coisas ruins
acontecesse novamente, e tudo ficaria bem", disse Heath. Ento ele mudou de bonita,
para uma pattica expresso como se algum tivesse esquecido seu aniversrio. "Mas eu
no achei que seria o motivo de Zoey quase ser morta".
      "E dizem que jogadores de futebol no so brilhantes. Como voc chegou a isso?
"Afrodite disse sarcasticamente.
      "Tudo bem, j chega", eu disse. "Heath, voc nao quase me matou. O estpido
corvo escarnecedor quase me matou. Voc acha que eu estava disposta a ir com ele?
Inferno, no!"
      "Mas eu," ele comeou. E eu cortei ele. "Heath, se voc no estivesse l eles
eventualmente arrancariam minha cabea l fora. Aquele nojento pssaro disse que eles
estavam me procurando, o que significa que mais cedo ou mais tarde eles teriam me
encontrado e eu teria que lutar com eles. Ponto, final. E, Afrodite, s porque voc tem
vises no significa que voc sabe tudo. s vezes, coisas acontecem mesmo que voc no
possa prever. Se acostume com isso e pare de ser to odiosa. Alm disso, no se trata
apenas dos corvos escarnecedores. Antes de me atacar, ele olhou como se fosse Neferet",
terminei apressadamente.
      "O qu?" Damien disse. "Como  que poderia ter parecido Neferet?"
      "Eu no tenho a menor idia, mas eu prometo, quando eu olhei ela estava l. Ela
sorriu um terrvel e assustador sorriso para mim. Eu pisquei, e ento ela no estava l e
havia um corvo escarnecedor em seu lugar. Mas como eu no sei."Eu sabia que havia algo
mais que eu precisava se lembrar sobre o que tinha acontecido, mas a minha mente foi
preenchida com um sensao de dor e eu cai para baixo, totalmente esgotada.
      "Temos que lev-la de volta para a House of Night", disse Darius.
      "E ela ir direito para Neferet? Isso no soa inteligente", disse Heath.
      "No entanto, ela tem que ir para l."
      Olhei para cima para Darius. "No h outra maneira?"
      "No, se quiser viver", disse ele.
      "Ento, Zoey tem que voltar para a escola", disse Damien.
      "Ah, timo! Ento, os corvos escarnecedores e Neferet tem ela exatamente a onde
querem!" Afrodite gritou.
      Olhei e vi Afrodite e vi ela sair do odioso comportamento que ela usava como
armadura para os sinceros e preocupantes sentimentos que ela tinha sobre mim.
Basicamente, ela estava com medo. Eu no poderia realmente culpar dela. Eu estava
assustada, tambm, por mim, por meus amigos. Caramba, eu estava com medo danado
por todo o mundo.
      "Eles me querem l, mas eles querem eu viva", eu disse solenemente.
      "Isso significa, antes de fazer qualquer outra coisa, eles vo ter certeza que estou
curada."
      "Voc se lembra que a curandeira da House of Night  Neferet? "Damien disse.
      "Claro que eu lembro," eu disse irritada. "Estou apenas contando que Kalona quer
que eu viva mais do que ela me quer morta."
      "Mas e se ela fizer algo terrivel com voc depois que estiver curada?" Afrodite disse.
      "Ento, vocs tero que vir e me tirar de l", eu disse.
      "Uh, Zoey," Damien disse. "Parece que voc pensa que est indo l sozinha. Voc
no est".
      "Sim, de maneira nenhuma", disse Erin.
      "No vamos deix-la fora de nossa vista", disse Shaunee.
      "Onde quer que voc v, nos iremos l," disse Jack.
      "Esta certo. Estamos juntos nesta ", disse Stevie Rae. "Lembre-se da nica coisa que
era a mesma sobre sua morte em ambas as vises de Afrodite tinha de voc foi o fato de
que voc estava sozinha. Portanto, no vamos deixar, voc sozinha. "
      A voz de Erik passou entre nos. "Ns no podemos ir todos junto com ela".
      "Olha, Erik," Afrodite disse. "Ns ja sabemos que voc o Sr. Cimes provavelmente
no esta bem em ver a sua namorada sugar outro cara, mas isso  algo que voc vai
aprender a lidar sozinho."
      Erik ignorou completamente ela. Em vez disso, ele encontrou os meus olhos e vi que
ele estava, mais uma vez, mexendo no seu saco de truques e puxou o carter de um
estranho. Quando eu estudei ele, eu no vi absolutamente nenhum vestgio de que o cara
me queria mal e que seu amor tinha se tornado um pouco assustador. Eu no encontrei
nenhum vestgio de um Neanderthal, possessivo que queria chutar a bunda de Heath e
me prender em seus braos. Ele foi capaz de cobrir todas essas verses de si prprio e
suas emoes to eficaz que eu estava comeando a me perguntar o que diabos era o
real Erik.
      "Stevie Rae no pode voltar com voc. Se ela for, quem vai ficar aqui para controlar
os calouros vermelhos? Afrodite no pode voltar com voc. Ela  apenas um ser humano,
mesmo eu gostando da ideia de algo comer ela, eu imagino que voc e Nyx
provavelmente querem manter ela perto."
      "Antes de mais merda, ele falar,  preciso saber que eu vou voltar com voc, no
importa o que", disse Heath.
      Erik nem mesmo piscou. "Yeah, e voc vai ter seu estpido traseiro humano
chutado, provavelmente vai ser morto, ainda mais rpido do que seria Afrodite. E junto
com voc, provavelmente vai fazer Zoey morrer e desta vez realmente. Zoey tem que
voltar, porque ela vai morrer se no o fizer. Darius  o nico que deve voltar com ela.
Mais algum estar correndo um grande risco. Com certeza eles podem ser capturados na
House of Nigth. Talvez eles podem at serem mortos."
      Como  habitual, a sala explodiu como meus amigos gritaram suas prprias opinies
sobre a emotiva proclamao de Erik.
      "Galera... gente..." Eu tentei falar sobre eles, mas no tinha mais energia.
      "Silncio!" Darius comandou, e todos se calaram finalmente.
      "Obrigado", eu disse a ele, ento eu olhei para os meus amigos. "Acho que Erik tem
razo. Quem vai voltar comigo estar em risco, e no quero perder vocs."
      "Mas vocs cinco no so mais fortes quando esto juntos?" Heath perguntou.
      "Sim, somos," Damien respondeu.
      Heath acenou. "Isso  o que eu pensava. Portanto, no deve aqueles que tem
alguma coisa especial com os elementos ir com Zoey?"
      "Uma afinidade com um elemento," Damien explicou. "Isso  o que ele  chamado. E
eu concordo com Heath. O crculo deve ficar completo."
      "No pode", disse Darius. "Stevie Rae tem de ficar aqui com os calouros vermelhos.
Se ela estiver presa no campus ou, pior, morta, no temos nenhum jeito de saber se a
presena de Erik, como um Vampiro adulto, ser suficiente para mant-los saudveis e
sob controle. Em caso de que somente Zoey e eu fomos os nicos que notamos, deixe-me
dizer a todos que Kramisha olhou como se ela estivesse tendo problemas se controlar
sozinha perto de Heath. O efeito cascata que pode ser causada por Stevie Rae estar
ausente pode ser desastrosos. Assim, o crculo no pode ficar completo."
      "Espere, talvez seja possvel", disse Afrodite.
      "O que voc quer dizer?" Eu perguntei a ela.
      "Bem, eu no posso representar a terra mais. Essa afinidade foi dado de volta para
Stevie Rae, quando ela mudou, e a um tempo eu tentei evocar ela, o elemento estava
chateado e voou de mim."
      Eu acenei, lembrando como tinha sido desconcertante para Afrodite acreditar que
Nyx no a tinha abandonado, que ela realmente no tinha. Mas, ainda, a menina era
definitivamente incapaz de evocar terra de novo.
      "Mas," Afrodite continuou, "Zoey podem evocar a terra, como ela pode evocar
qualquer um dos cinco elementos. Certo?"
      Eu acenei novamente. "Correto".
      "E eu posso so invocar o esprito sem nenhum problema. Ento, e se nos
mudssemos de posies? Zoey personifica a terra e eu chamo o esprito. Funcionou a
pouco tempo atrs. Penso que, enquanto Zoey estiver centrando o esprito para ajudar na
minha direo, no h razo para que no funcione novamente."
      "Ela tem um ponto, o que torna o crculo completo sem mim", disse Stevie Rae.
      "Por mais que eu queira ficar com voc, Darius tem razo. Eu no posso ter a chance
de que eu no posso voltar aqui para os meus calouros."
      "Voc est esquecendo tudo o resto a outra razo que voc no pode voltar com
Zoey," Darius disse. "Neferet, e talvez mesmo Kalona, pode ler suas mentes. O que
significa tudo o que voc sabe sobre os calouros vermelhos e este refgio seguro, eles vo
saber, tambm."
      "Ah, gente, eu tenho uma idia," falou Heath. "Ok, eu realmente no sei muito sobre
essas coisas, ento eu posso estar totalmente errado, mas cada um de vocs no pode
ser ajudado por um elemento que, eu sei,pode ser criado algum tipo de bloqueio em torno
de sua cabea?"
      Eu pisquei surpresa para Heart e, em seguida, sorri. "Pode ser algo. O que voc
acha, Damien?"
      Damien parecia animado. "Eu penso que todos fomos idiotas de no pensarmos isso
ns mesmo." Ele sorriu para Heath. "Muito bom, voc!"
      Heath suspirou e olhou adoravelmente. "Sem problema. s vezes  preciso algum
de fora para perceber coisas".
      "Voc realmente acredita que poderiam funcionar?" Perguntou Darius.
      "Deveria", disse Damien. "Ou pelo menos  conveniente, para aqueles de ns que
tm uma real afinidade para um elemento. As Gmeas e eu ja chamamos nossos
elementos para nos proteger como escudo antes. No deve ser difcil pedir para eles
colocarem barreiras ao redor de nossas mentes." Ele hesitou e olhou de relance para
Afrodite. "Mas voc pode fazer? Voc realmente no tm uma afinidade com o esprito,
no ? No estou querendo dizer, mas apenas porque voc pode ficar no lugar da Zoey e
evocar o elemento dentro de um crculo, no significa que voc  realmente capaz de
trabalhar na sua prpria mente."
      "Eu no tenho que conjurar o esprito para proteger minha mente", disse Afrodite.
"Neferet no foi capaz de ler a minha mente desde o dia em que fui marcada, como ela
no foi capaz de ler Zoey. E tenho de dizer que estou ficando cansada dessa merda de
vocs, porque eu sou um humano de novo!"
      "Ok, voc est certo sobre a parte da leitura da mente. Desculpe por isso", disse
Damien. "Mas eu acho que deveramos saber ao certo se ir realmente funcionar o esprito
de Afrodite, antes de voltar para a House of Night".
      "Sim, Afrodite," disse Jack. "No estamos julgando por voc ser humana e tudo
mais. S precisamos saber se o seu esprito funciona."
      Tive um sbito pensamento. "Realmente no importa se Afrodite pode conjurar o
elemento exterior de um crculo sagrado, porque eu posso. Esprito", eu disse
suavemente, "venha a mim." To facilmente como respirar, o elemento evocado veio e eu
senti a sua maravilhosa presena. "Agora v para Afrodite. Proteger e servir ela." Eu
joguei meus dedos em sua direo, e se senti esprito se afastando de mim. Um instante
depois Aphrodite e seus belos olhos azuis alargaram e ela sorriu.
      "Ei! Ele funciona", disse ela.
      "Quanto tempo voc pode mant-lo?" Erik perguntou. Irritada com a total falta de
emoo na voz dele, eu bati, "Enquanto eu precisar."
      "Assim, o crculo permanece intacto", disse Damien.
      "Sim, vamos todos com Z de volta para a escola", disse Erin.
      "Juntos. Os todos os cinco", disse Shaunee.
      "Eu me sinto como um idiota do Mouseketeers*", disse Afrodite, mas ela estava
sorrindo.
      (* menbros do club do mickey)
      "Ns estamos acertados, ento," Darius disse. "Vocs cinco e eu vamos voltar. Stevie
Rae, Erik, Jack e Heath ficar aqui."
      "Claro que no, ele no ficar aqui", disse Erik, finalmente mostrando alguma
emoo.
      "Cara, voc no tem nada a dizer sobre isso. De qualquer forma, eu no estou
hospedado. Estou indo com Zoey."
      "Voc no pode, Heath.  muito perigoso", eu disse.
      "Afrodite  humana e se ela pode ir. Ento, eu posso", disse ele teimosamente.
      "Garoto futebol burro, em primeiro lugar, eu posso ser humana, mas eu tambm sou
especial, para eu ir. Segundo, voc no pode ir porque voc pode ser usado para pegar
Zoey. Voc est imprint com ela novamente. Eles te machucam, machucam Zoey. Ento,
por favor, mostre algum senso e leve seu traseiro de volta para o subrbio."
      "Ah. Eu no tinha pensado nisso dessa maneira", disse Heath.
      "Voc tem que ir para casa, Heath. Nos falaremos mais tarde depois das coisas
serem resolvidas."
      "No posso ficar aqui, onde estou perto de voc? Ento, se voc precisar de mim
voc pode chegar mais rpido."
      Eu queria dizer "sim", mesmo com Erik olhando todo eu vou-enfrentar e mesmo
sabendo que a melhor coisa para Heath era nunca mais o ver novamente. O nosso imprint
era incrivelmente forte, ainda mais do que ele tinha sido a primeira vez. Eu podia sentir
ele, to perto e doce e familiar, e embora eu sabia que era errado e sabia que eu no
devia, queria mant-lo ao meu lado. Mas depois me lembrei como Kramisha tinha olhado
para ele, como ela queria pular em cima dele. Eu sabia que o seu sangue teria um sabor
estranho a qualquer outra pessoa calouro ou Vampiro porque tnhamos um imprint, mas
eu no podia ter a certeza de que iria impedi-los de ficar longe dele. Basta pensar em
algum beber de Heath me fez sentir muito irritada.
      "No, Heath," Insisti. "Voc tem que ir para casa. No  seguro para voc aqui."
      "Eu no me importo se eu estou seguro ou no. Eu me importo de estar com voc",
disse Heath.
      "Eu sei, mas me importa se voc  seguro ou no. Ento, v para casa. Vou
telefonar logo que possvel."
      "Ok, mas eu vou estar de volta aqui se voc no ligar", disse ele.
      "Quer que eu faa ele ir embora?" Stevie Rae perguntou. "Os tneis podem ser um
bastante confuso se voc no estiver familiarizado com eles. "Alm disso, eu posso parar a
qualquer calouro que tenha em mente tirar um pedao dele". O pensamento estava l,
mas no disse que entre ns.
      "Ok, obrigado, Stevie Rae," eu disse.
      "Erik, segure Zoey para cima. Afrodite, terminar de colocar esse curativo nela. 
melhor eu ir l fora com Heath, tambm", disse Darius. "O Corvo escarnecedor estava na
rvore acima do seu caminho, podem empoleirar no telhado do depsito", disse Darius.
"Eu vou estar vigilante, Sacerdotisa," Darius disse. "Vamos, rapaz. Voc precisa ir para
casa."
      "Ns vamos estar de volta em um segundo, Z," Stevie Rae disse.
      Em vez de seguir Darius e Stevie Rae saindo do quarto, Heath veio at mim. Ele
segurou meu rosto com sua mo e sorriu. "Fique segura, ok, Zo?"
      "Eu vou tentar. Voc, tambm, "eu disse. "E, Heath, obrigado por salvar minha vida".
      "A qualquer hora, Zoey. E quero dizer isso. Quando quiser."
      Ento, como se estivssemos sozinhos, e no no meio de um quarto com os meus
amigos (e namorado) observando ns, Heath curvou e me beijou. Ele tinha gosto de
Doritos coca-cola e Heath. Em meio a tudo isso eu poderia cheirar ele. No ele, o cheiro
distinto do seu sangue que foi imprint exclusivamente comigo e, por isso, literalmente era
o mais fascinante, e delicioso cheiro sobre esta terra.
      "Eu te amo, baby", ele sussurrou.
      Ele me beijou mais uma vez. Como ele estivesse acenado para seus amigos. "Vejo
vocs por a," ele disse. Fiquei surpresa quando Jack e Damien falaram tchau e as gmeas
jogaram beijinhos fazendo barulhos para ele. Quero dizer, Heath  bonitinho. Totalmente
lindo. Mas antes deles passar para fora pelo cobertor/porta ele olhou de voltar a Erik, que
estava ao meu lado.
      "Ei, cara, eu vou pessoalmente atrs de voc se alguma coisa machucar ela."
      Ento, Erik deu a Heath um forcado e charmoso, sorriso torto. "Ah, isso  sobre voc
fazer totalmente o meu trabalho mais fcil se voc chegar perto dela quando eu no
estiver por perto?"
      Rindo para si mesmo, Heath finalmente deixou o quarto. Afrodite riu, e tentou cobrir
com uma tosse.
      "Ex-namorado no tem um jeito prprio", disse Shaunee.
      "Sim, ele tem, gmea", disse Erin. "Sem mencionar um lindo traseiro."
      "Uh, jeito, quem?" Disse Jack.
     QUINZE

      As gmeas sussurraram precipitadas desculpas, quando Erik pareceu culpado. Erik,
parecia que era uma estatua de pedra, disse a Afrodite, "Aqui, eu vou levantar ela um
pouco e voc pode colocar o curativo em torno dela."
      "Tudo bem por mim", disse Afrodite.
      Ento, sem encontrar os meus olhos, Erik passou as mos pelos meus ombros e
gentilmente levantou o meu corpo da mesa. Enquanto eu cerrava meus dentes de dor e
Afrodite colocava o curativo torno de mim, eu perguntava o que diabos eu ia fazer com
Erik e Heath. Erik e eu estvamos supostamente juntos de novo, mas aps a cena no
deposito eu no estava cem por cento certa de que estvamos juntos. Quer dizer, ele
disse que me amava, que foi muito bom, mas amor significa se tornar todo possessivo e
ciumento? E mais que isso, ser que o que tnhamos  realmente forte para tolerar outro
imprint com Heath, especialmente agora que isso no era apenas uma idia abstrata?
Agora que ele viu Heath e eu juntos, teria alguma forma de eu e Erik ficarmos juntos?
Olhei para cima para ele como ele me pegou to cuidadosamente. Senti o olhar dele sobre
os meus, seus olhos azuis olhando para mim.
      Ele no parecia como um homem de pedra mais. Ele s olhou triste. Realmente,
realmente triste. Eu ainda queria ser a namorada de Erik? Quanto mais tempo eu olhei
nos olhos dele, mais eu pensei que talvez eu quisesse. Ento, onde  que isso colocava
Heath? De volta com dois namorados como era antes de Loren me enganar e tirar minha
virgindade. Tinha sido um incmodo tringulo amoroso, e estava muito pior agora. Mas
que diabos eu ia fazer? A verdade era que eu gostava tanto deles. Deus, estou cansado de
ser eu. Quando Afrodite terminou o curativo, Erik pediu para Jack pegar um travesseiro da
cama, em seguida, ele colocou cuidadosamente em baixo da minha cabea e ombros o
traveseiro confortavelmente.
      "Vocs devem se preparar para sair," disse Erik  gmeas, Damien, e Afrodite. "Eu
vou apostar que Darius vai no vai querer ningum atrasando se vamos levar Zoey para a
House of Night imediatamente."
      "Isso significa que temos que pegar nossas bolsas no quarto Kramisha", disse
Shaunee.
      "Como eu esqueceria minha bolsa resistente da nova temporada de inverno da ED,
Gmea?" Erin disse.
      "Claro que no, gmea. Estou s dizendo..." A sua voz sumiu enquanto saia do
quarto.
      "Eu quero ir com vocs," disse Jack, olhando perto das lgrimas.
      "Eu quero que voc venha, tambm," Darius disse. "Mas  muito perigoso. Voc tem
que ficar aqui com Erik e Stevie Rae at sabemos exatamente contra o que estamos
lutando".
      "Minha mente entende isso, mas meu corao diz outra coisa, "disse Jack, colocando
sua cabea contra o ombro de Damien. " s... s..." Jack respirou profundamente e
terminou num soluo, "No  justo que eu no possa ir!"
      "Estamos indo mais voltaremos para os tneis", disse Damien, colocando o brao em
torno de Jack. "Apenas oua o que Darius disse tudo bem." Ento Damien acompanhou
um relutante Jack para fora do quarto, juntamente com uma Duquesa que rastejava
tristemente atrs dele.
      "Eu estou indo pegar o meu gato", disse Afrodite. "Vou ver se eu posso encontrar
sua pequena criatura laranja, tambm."
      "Voc no acha que devamos deixar os gatos aqui?", Perguntei. Afrodite levantou
sua loira sobrancelha para mim.
      "Desde quando gatos fazem o que mandamos?"
      Eu suspirei. "Voc est certa. Eles provavelmente vo nos seguir, em seguida, se
reclamar por anos se deixarmos eles para trs".
      "Diga Darius que j volto." Afrodite disse e desapareceu atrs do cobertor.
      Isso deixou Erik e eu sozinhos. Sem olhar para mim, ele comeou a mover em
direo  porta dizendo: "Eu estou indo para-"
      "Erik, no v. podemos conversar um segundo?"
      Ele parou, e virou para mim. Ele abaixou a cabea e seu ombros caram. Ele parecia
completamente derrotado. "Erik, por favor..." Ele levantou e eu vi, havia lgrimas em seus
olhos.
      "Estou to chateado e no sei o que diabos fazer! E o que  pior  que este", ele
pausou, apontando para o grande curativo que tinha no meu peito, " realmente minha
culpa".
      "Sua culpa?"
      "Se eu no tivesse sido um possessivo imbecil no deposito, voc no teria sado com
Heath. Voc mandou ele embora, mas eu tive que estragar as coisas e te chatear, assim
voc saiu l com ele."
      Ele passou a mo pelo meu grosso cabelo escuro.
      "S que Heath me deixa louco de cimes! Ele te conhece, desde que eram duas
crianas. Eu apenas-" Ele hesitou e cerrou o maxilar. "Eu s no quero perder voc de
novo, por isso, agi como um idiota, e no s voc quase morreu, e eu te perdi de novo!"
Eu pisquei com o que ele disse. Ento ele no estava agindo como um homem de pedra e
estava louco comigo. Ele estava escondendo suas emoes, porque ele pensava que tudo
foi culpa dele. Jeesh Eu no tinha a menor idia. Eu levantei a minha mo para ele.
      "Erik, venha aqui." Lentamente, ele veio at mim e segurou a minha mo.
      "Eu agiu como um idiota", ele disse.
      "Yeah, voc agiu. Mas eu devia ter mostrado um pouco de senso e no ter ido para
fora com Heath." Erik me olhou por um longo tempo antes dele falar.
      "Foi difcil ver voc com ele. Ver voc bebendo dele."
      "Eu queria que tivesse sido de outra forma," eu disse. Eu no desejava isso, e no
apenas porque tinha sido desconfortvel para Erik assistir. Eu amava Heath, mas eu tinha
feito a deciso de no estar com ele novamente, para no imprint com ele novamente. Eu
sabia que era a melhor coisa para ns os dois, especialmente para Heath, era estar fora
da minha vida, e isso era o que eu havia planejado. Infelizmente, a minha vida raramente
acontece de acordo com meus planos. Suspirei e tentei colocar em palavras o que eu
estava sentindo.
      "Eu no posso deixar de amar o Heath. Ele tem sido parte da minha vida por um
longo perodo de tempo, e agora que estamos imprinted novamente, ele literalmente
carrega parte de mim com ele, embora eu no quisesse que isso fosse assim."
      "Eu no sei quanto do seu namorado humano eu posso aguentar", disse Erik.
      Eu continuei a segurar firme o olhar de Erik. No sabendo como possivelmente eu
estava, mas eu estava muito cansada. Eu guardaria isso para mais tarde, depois que eu
tivesse mais tempo e energia para pensar bem nas coisas. Em vez disso eu disse,
      "Ele no  meu namorado. Ele  o homem que eu tive um imprint. H uma grande
diferena".
      "Consorte", disse Erik amargamente. " chamado um humano imprited com uma Alta
Sacerdotisa de consorte. Muitas delas tm um. Muitas vezes, elas tm mais de um." Eu
pisquei de surpresa. Eu no tinha chegado a essa parte do meu livro de Sociologia
Vampira. Quero dizer, era esse tipo de coisa que no tinha no livro dos calouros? Acho
que teria de ler a maldita coisa com mais cuidado. Eu lembro Darius falou algo de como
era difcil para um humano se envolver com uma Alta Sacerdotisa no dia em que Heath e
eu tivemos nossa cena oficial de rompimento, e Darius definitivamente tinha utilizado a
palavra "consorte" para os humanos.
      "H. Hum. Isso quer dizer que um vampiro com uma Alta Sacerdotisa no , uh,
consorte?"
      "Companheiro", disse ele calmamente. "Se  um humano que tem um imprint com
uma alta Sacerdotisa, ele  chamado de consorte. Se  um Vampiro, ele  chamado de
companheiro da Alta Sacerdotisa. E no. Isso significa que ela no pode ter os dois."
      Isso parecia uma boa notcia para mim.  evidente que no foi to boa notcia para
Erik, mas pelo menos eu estava comeando a acreditar que outras sacerdotisas tinham
passado por este tipo de estresse de namoro antes. Talvez eu possa ler mais ou discutir o
assunto com Darius depois que o fim-de-mundo for resolvido. Por o enquanto eu decidi
colocar um Band-Aid sobre o assunto e limpar as consequncias mais tarde. Se houve um
mais tarde.
      "Ok, Erik. Eu no sei o que vou fazer com Heath.  tudo um pouco demais para mim
lidar com o assunto agora em cima de todo o resto. Inferno, eu no sei o que fazer com
voc, quer".
      "Estamos juntos", disse Erik suavemente. "E eu quero ficar com voc." Eu abria a
boca para dizer a ele que eu realmente no estava totalmente certa de que isso era a
melhor idia, mas Erik curvou e beijou meus lbios suavemente, silenciando meu
comentrio. Ento, algum limpou a garganta e olhamos para a entrada para ver Heath
parado ali, parecendo plido e chateado.
      "Heath! O que voc esta fazendo aqui?" Eu odiava como minha voz saiu histrica e
culpada imaginando o quanto ele ouviu.
      "Darius falou para eu dizer que as estradas esto muito ruins. No tem jeito de eu
voltar para B.A.  noite. Ele e Stevie Rae foram procurar algo de quatro rodas, para que
ele possa levar voc e o resto dos calouros de volta para a House of Night". Ele pausou.
Eu conhecia o tom que s ouvi ele usar poucas vezes. Ele soava seriamente chateado,
mas estava magoado. A ltima vez que ele falou com esse tom foi quando ele me disse
que eu tinha matado metade da alma dele, quando eu tive relaes sexuais com Loren e
acabei quebrando o nosso imprint.
      "Ei, continuem. Imaginem que eu no estou aqui, assim como vocs estavam
fazendo antes. No significa que vim interromper os dois".
      "Heath", eu comecei, mas Afrodite, seguido por um bando de gatos, incluindo a
minha gata Nala e o seu odioso persa branco, corretamente chamada de malfica,
entraram na sala.
      "Constrangedor. Falando nisso," Afrodite acrescentou, olhando seriamente de Heath
para mim e Erik. Eu suspirei e percebi que a minha cabea estava comeando a doer
quase tanto como o corte em todo o meu peito. Em seguida, as gmeas e Kramisha
entraram no quarto, tambm.
      "Ah, oh," Shaunee disse.
      "O que o ex-namorado esta fazendo aqui?" Erin disse.
      "As estradas esto muito ruins. Heath no pode ir para casa," eu disse.
      "Ento isso significa que ele vai ficar aqui?" Kramisha perguntou, dando um longo
olhar a Heath.
      "Ele vai ter que ficar. Ele vai estar mais seguro aqui do que na House of Night", eu
disse, mantendo um olho em Kramisha e adicionando silenciosamente a mim mesmo que
eu no estava convencida de que ele estaria seguro aqui tambm.
      "Ele e eu tivemos um imprint novamente", acrescentei para ter certeza. Kramisha
pressionando seus lbios disse. "Eu sei disso. Consigo cheirar no sangue dele. Ele no 
bom para mais nada agora exceto para ser seu garoto brinquedo."
      "Ele no-" eu comecei, mas Heath aumentou a voz me cortando.
      "No, a moa esta certa. Isso  tudo que eu sou para voc," Heath disse sem
rodeios.
      "Heath. Isso no  o que eu acho de voc," eu disse.
      "Yeah, bem, ela no precisa dizer nada. Eu sou o seu doador de sangue, e  s isso."
Ele virou indo para longe de mim e eu o vi pegar uma garrafa de vinho que algum havia
deixado perto da cama e tomar um grande gole. Damien, um Jack com olhos inchados, e
Duquesa (fazendo todos os gatos exceto Nala chiarem como loucos criaturas) entraram no
quarto.
      "Ei, Heath," disse Jack. "Eu pensei que voc estava  caminho de casa." 00 [# p
(no tenho a mnima ideia do que isso seria)
      "Eu no posso voltar para casa. Parece que estou preso aqui com voc na parte
deixada, atrs de pilhas. "Jack franziu, perto de cair em lgrimas novamente.
      "Damien, no esta me deixando para trs. No realmente. Eu-Eu no posso ir com
ele agora nesse momento."
      "Isso  verdade. Ns estaremos juntos o mais depressa possvel", disse Damien,
colocando seu brao em torno de Jack.
      "Ok, eu odeio a interromper todo esse romance gay-boy, mas eu escrevi mais alguns
poemas quando levantei e pensei que era melhor voc v-los", disse Kramisha. Isso
quebrou a minha confuso sobre o que fazer com Heath e Erik.
      "Voc est certa. Eu preciso v-los", eu disse. "Damien, Jack teve alguma
oportunidade de explicar para voc sobre os poemas de Kramisha?"
      "Sim. Eu at tenho uma cpia dos poemas que Jack fez antes de Kramisha dormir e
lemos enquanto estvamos de guarda," Damien disse.
      "O que diabos vocs esto falando?" Afrodite disse.
      "Quando voc estava bbada e toda desordenada, Z descobriu poesia escrita nas
paredes do quarto, Afrodite", disse Erin.
      "Escrito por Kramisha, mas quase todos pareciam ser sobre Kalona, que  totalmente
estranho", disse Shaunee.
      " como se ela estivesse canalizando resumo de imagens sobre ele", disse Damien.
"Acho que os poemas no quarto dela foram feitos para chamar nossa ateno oque
significa que temos que verificar tudo o que Kramisha escreve."
      "Oh, timo. Isso  tudo que precisamos. Mais poesia dramtica e desgraa", disse
Afrodite.
      "Bem, falando nisso, aqui tem duas novas." Kramisha tentou me dar um par de
papeis onde estavam escritos os poemas, mas ao mover meus braos fez com que eu
sugasse o ar com dor.
      "Aqui." Erik suavemente pegou os documentos dela. Ento ele trouxe para mim e
segurou de modo que Damien, as gmeas, Afrodite, Jack, e eu podiam ler, ao mesmo
tempo. A primeira era desconcertante:
     O que uma vez o ligou
     ira fazer ele fugir
     num lugar de cinco poderes - junte os cinco;
     Noite
     Espirito
     sangue
     Humanidade
     Terra
     Juntos no para conquistar,
     mas para superar.
     A noite trs o esprito.
     Sangue liga a humanidade
     e a terra completa.

      "Isso faz minha cabea doer. Quero dizer, mais do que j esta. Eu no posso te dizer
o quanto eu odeio poesia", disse Afrodite.
      "Voc tem alguma idia sobre isto?" Perguntei a Damien.
      "Acho que esta nos dando instrues de como podemos fazer Kalona fugir, ou
correr", disse ele.
      "Sabemos o que 'fugir' significa, Sr. vocab", disse Erin.
      " muito triste que ele diz fugir e nao matar ele", disse Jack.
      "Kalona no pode ser morto", eu disse, falando as palavras automaticamente. "Ele 
imortal. Ele pode ser preso. Ele pode ser afugentado, embora minha mente nem sonha o
que poderia faz-lo correr. Mas ele no pode ser morto."
      "Os cinco poderes juntos, em um local de poder, que acontece," disse Jack.
      "Onde , e o que elas so", eu disse.
      "Eles so pessoas que representam cada uma dessas coisas. Ou, pelo menos, seria o
meu primeiro palpite. Veja como eles esto capitalizados? Isso normalmente significa que
eles so nomes prprios, ou nomes," Damien disse.
      "Eles so nomes", disse Kramisha.
      "Voc sabe alguma coisa sobre isso? Pode dizer quem so?" Damien perguntou.
Kramisha sacudiu a cabea, olhando frustradamente. "No.  s que voc disse que eles
poderiam ser pessoas, eu sabia que voc tinha razo".
      "Vamos ver o proximo? "Damien disse. "Talvez ele possa ajudar esse fazer sentido."
Eu virei a minha ateno para a outra folha de papel. O novo poema no era grande, mas
fez a minha pele se arrepiar.

     Ela volta
     Atravs do sangue por sangue
     Ela retorna
     Cortada profundamente agora
     Como eu
     Humanidade a Salva
     Ela ira me salvar?

     "O que voc estava pensando quando voc escreveu isso?" Perguntei para Kramisha.
      "Nada. Eu estava mal acordada. Eu s escrevi as palavras que viram na minha
mente."
      "Eu no gosto dele", disse Erik.
      "Bem, isso no nos ajudar com os outros poemas, com certeza. Na verdade, acho
que ele (& rsq1awl esta escrito isso mais acredito que signifique q o poema  sobre ela).
      "Mas quem est falando? Quem  esse "eu" que est perguntando se eu vou salvar
ele ou ela?" Eu estava me sentindo mais fraca e mais fraca a cada momento, e o a minha
ferida estava pulsando junto com a batida do corao.
      "Pode ser Kalona", disse Afrodite. " que o primeiro poema  sobre ele".
      "Sim, mas no temos certeza se Kalona jamais teve qualquer humanidade nele a
perder", disse Damien. Eu cuidadosamente mantive minha boca fechada, apesar de o meu
primeiro impulso foi de dizer que eu penso que Kalona no tinha sido sempre como era
agora.
      "Por outro lado," Damien continuou, "ns sabemos que Neferet no segue mais Nyx,
o que tambm pode significar que ela est perdida e sozinha, sem sua humanidade. Pode
ser referente a Neferet".
      "Ugh", disse Erin.
      "Ela tem perdido definitivamente a sua maldita cabea", Shaunee disse.
      "Na verdade, faz mais sentido se  o novo garoto morto-vivo falando?" Erik disse
lentamente.
      "Voc pode estar certo", disse Damien. Eu podia ver praticamente as engrenagens
trabalhando em sua mente. "O cortada profundamente agora / Como eu" parte poderia
ser metfora para a morte dele. A ferida de Zoey foi definitivamente mortal, e ambos tem
que voltar para a House of Night por sangue."
      "E a humanidade est em falta. Assim como o resto dos calouros vermelhos", disse
Afrodite.
      "Ei, eu no sei sobre o que voc esta falando. estou cheia de humanidade", disse
Kramisha, claramente ofendida.
      "Mas voc no tem sua humanidade logo quando volta, no ?" Damien disse. Sua
voz era to clnica que Kramisha pareceu instantaneamente imperturbvel.
      "No. Voc esta certo. Eu no sentia merda nenhuma quando eu acordei. Nenhum
de ns sentia."
      "Parece um bom palpite sobre o que significa o segundo", disse Damien. "E porque
ns temos Kramisha do nosso lado, seu dom com as palavras faz olharmos para um futuro
possvel. O primeiro poema... no sei. Vou pensar nisso. O que precisamos  de tempo
para juntarmos ideias o que, no temos agora. Mas isto  muito inconsequente. Devemos
ainda apreciar Kramisha."
      "Ei, no  um problema", disse Kramisha. " tudo parte do que uma boa poeta
laureate faz."
      "O que?" Afrodite disse. Kramisha fixou um olhar desafiador sobre Afrodite.
      "Zoey me nomeou o novo Vampiro poeta laureate."
      Afrodite abriu a sua boca, mas eu impedi ela de falar. "Na verdade, vamos ter um
voto rpido do meu Conselho de Prefeitos sobre se Kramisha deve ser a nossa nova poeta
laureate." Olhei Damien. "Qual  o seu voto?"
      "Sim, definitivamente," Damien disse.
      "Eu digo definitivamente sim, tambm," Shaunee disse, "Certo. Somos
completamente a favor a uma fmea poeta laureate", disse Erin.
      "Eu j dei o meu voto, sim", disse Erik.
      Esto todos olhamos para Afrodite. "Sim, sim, tanto faz", disse ela.
      "E eu posso garantir que o voto de Stevie Rae vai ser "sim", tambm", eu disse.
"Portanto,  oficial." Todo mundo sorriu para Kramisha que parecia totalmente satisfeita
com ela.
      "Ok, ento, para resumir," Damien disse,
      "Temos muito que entender o primeiro poema de Kramisha e ver o que faria Kalona
a ser forado a fugir, apesar de no ter realmente uma boa compreenso das informaes
prestadas no poema. O segundo diz que Zoey retorna para a House of Night e poderia
salvar Stark." Erik disse.
      "Sim, isso  o que parece." eu entreguei os pedaos de papel que estavam os
poemas escritos para Afrodite. "Poderia colocar em minha bolsa, por favor?" Ela acenou
dobrado eles ordenadamente, e colocando na minha linda bolsa pequena. "Eu gostaria
que esses poemas chegassem com mais instrues," eu disse.
      "Eu acho que voc deveria comear a dar uma especial ateno aos Stark," Damien
disse.
      "Ou, pelo menos, ela deveria estar de guarda em torno dele", disse Erik. "O poema
faz meno a ser cortada, e pode ser mais do que uma metfora potica." Escutei Damien
semi-acordada e olhei para longe e encontrei um olhar penetrante a direita do Erik de
Heath com tristes olhos castanhos.
      "Deixe-me adivinhar. Stark  o outro cara, no  ele? "Heath disse. Quando eu no
respondi, ele deu um longe gole da garrafa de vinho.
      "Bem, uh, sim, Heath," disse Jack, sentado ao lado de Heath na cama e olhar e
olhando culpado. "Stark  um jovem que, acho eu, se tornou uma amigo de Zoey antes de
morrer e depois quando no morreu. Ele era um garoto novo, ento no chegamos a
conhec-lo bem".
      "Mas voc sabia coisa que ns no. Como o seu dom de Nyx era que ele nunca
errava qualquer algo que quisesse, certo?" Damien disse.
      "Sim. Eu sabia coisas sobre ele que ningum mais sabia, exceto Neferet e os
professores", eu disse, tentando no olhar para Heath empanturrar-se da garrafa de vinho
e evitando o olhar afiado de Erik.
      "Eu no sabia sobre o seu dom, e eu sou um professor", disse Erik. Fechei os olhos e
deitei fortemente no travesseiro.
      "Ento, talvez, foi mais uma informao que Neferet manteve para si mesma," eu
disse cansadamente.
      "Ento, por que ele iria falar sobre algo que era super secreto?" Erik disse.
      Irritada por ele soar como se estivesse me interrogando, eu no disse nada, e contra
os meus olhos fechados. Eu facilmente eu pude recordar a imagem de Stark lindo,
sorrindo confiante e como eu senti uma sbita ligao com ele e ainda o beijo que dei
nele quando estava morrendo em meus braos.
      Bem, isto : Como meus amigos, assim, todos eles, exceto para o meu "consorte" e
o meu possvel "companheiro" -sussurrando desculpas, eu mantive os meus olhos
fechados e imaginando o quo eu queria me curar desse mal, porque parecia, mais uma
vez, que eu estava em uma "situao", que envolvia trs garotos. E eu nem sequer
contava com Kalona. Bem, inferno...
     DEZESSEIS

      Grata, por Stevie Rae aparecer acabando com todas as especulaes sobre Stark.
      "Ok. Erik vai levar Zoey. O resto de vocs fiquem perto. Darius esta esperando l em
cima no estacionamento," Stevie Rae disse.
      "Mas no cabe todos no caminho de Heath", eu falei, forando minha plpebras
pesadas a abrir.
      "Voc no precisa se preocupar. Encontramos algo que vai funcionar melhor", Stevie
Rae disse.
      Antes eu pudesse perguntar algo ela se apressou. "E Darius disse Z que voc deve
morder Heath novamente pegar um pouco de sangue antes de voc ir para fora. Ele disse
que voc deve estar ficando realmente fraca agora."
      "Esta tudo bem. Estou bem. Vamos apenas ir," eu disse rapidamente. Sim, eu me
sentia como se fosse um coc. No, eu no quero morder Heath novamente. Bem, no
significa que eu realmente no quero. Eu quis dizer que eu realmente no acho que eu
deveria, especialmente com ele to chateado comigo.
      "Apenas faa", disse Heath. De repente ele estava l ao meu lado, ainda segurando
o frasco do vinho em uma mo. Ele nem sequer olhou para mim. Em vez disso ele centrou
a sua ateno sobre Erik.
      "Ento, me corte". Levantou o seu brao para Erik.
      "Voc esta bem com isso", disse Erik.
      "No. Eu no estou bem com isso", eu continuei a protestar.
      Em um rpido movimento Erik cortou Heath no antebrao, e o cheiro do seu sangue
me pegou. Fechei os olhos contra a fora do desejo e a necessidade que sentia cada vez
que eu respirava. Eu estava puxada suavemente e, em seguida, Heath e sua forte, quente
coxa era novamente meu travesseiro. Ele colocou seu brao em volta de mim, para que
seu brao cortado ficasse debaixo do meu nariz. Eu abri meus olhos, em seguida, e
ignorando a necessidade de que estava gritando no meu corpo, eu olhei para Heath. Ele
estava olhando todo o quarto, no. "Heath", eu falei.
      "Eu no posso tirar nada de voc que no esta disposto a dar." Ele olhou para baixo
em mim e eu vi vrias emoes cruzar seu rosto expressivo, a principal de todas foi uma
terrvel tristeza. Em uma voz que soa quase to cansado como eu me sentia, ele disse,
"No h nada que eu no estou disposto a dar para voc, Zo. Quando voc vai entender
isso? Estou pensei que voc iria me deixar com um pouco de orgulho." Suas palavras
quebrarem meu corao.
      "Eu amo voc, Heath. Voc sabe disso." Sua expresso dissolveu em um pequeno
sorriso."  bom ouvir voc dizer isso." Ento ele olhou de mim para Erik. "Voc ouviu isso,
Vamp? Ela me ama. E lembre-se que no importa o quo grande e ruim voc pensa que
, voc nunca ser capaz de fazer isso por ela." Heath levantou o brao para que o
sangrento corte que Erik havia feito ficasse pressionada contra meus lbios.
      "Sim, eu vejo o que voc pode fazer por ela. Eu poderia ter de aturar isso, mas eu
no tenho que voc jogue na minha cara." Irritadamente colocando o coberto para o lado,
Erik deixou o quarto.
      "No pense nele", Heath disse suavemente, acariciando meu cabelo. "S beba de
mim e pense em ficar bem." Eu olhei da porta de entrada para o olhar doce de Heath e
com um pequeno gemido eu cedi a necessidade que rasgava dentro de mim. Tomei dele,
sugando energia e vida, paixo e desejo, juntamente com o seu sangue. Fechei os olhos
novamente, desta vez devido  intensidade do sentimento que Heath me deu. Ouvi Heath
gemer e senti ele se apertar em torno de mim, pressionando seu brao mais firmemente
contra os meus lbios e sussurrando coisas doces para mim que no eram inteiramente
compreensvel. Minha cabea estava rodando no momento em que algum puxou Heath
do brao da minha mo. Me senti mais forte, apesar do meu ferimento queimar como se
houvesse um incndio em meu peito. Mas eu tambm estava me sentindo tonta e
estranha e grogue.
      "Ei, ela no parece bem," disse Kramisha.
      "Mas sinto mais melhor. Ou ser que  melhor? Como  isso, Damien-Shamien?" Eu
pausei e e ri, que machucou meu peito e tive que apertar meus lbios apertados juntos
para parar.
      "O que h de errado com ela?" Jack perguntou.
      "H definitivamente algo anormal acontecendo", disse Damien.
      "Eu sei o que h de errado com ela", disse Stevie Rae. "Ela est bbada".
      "Nuhuh! Eu nem gosto de beber, "eu disse, e ento arrotei suavemente. "Oh,
oopsie".
      "O namorado esta bbado. E ela bebeu do namorado," Shaunee disse.
      "Ento, o que significa que Z esta bbada, tambm", disse Erin. Ela tinha um
desastrado e pesado Heath entre elas e elas estavam ajudando ele a chegar a cama.
      "Ei, eu no estou bbado. No entanto," disse Heath. Ento ele desabou sobre a
cama.
      "Eu no sabia vampiros poderiam ficar bbados se beber sangue de humanos que
esto", disse Afrodite. "Isso  realmente interessante." Ela entregou a minha bolsa
enquanto ela me estudava como se eu fosse um espcime sob um microscpio.
      "Voc acha que seria interessante se voc tivesse comido uma beberrona e tivesse
uma ressaca horrvel e, em seguida, arrotar vinho barato durante dias", disse Stevie Rae.
"Tudo o que posso dizer sobre isso  nojento."
      Afrodite, as gmeas, Damien, Jack e eu encaramos todos ela. Finalmente tive a
oportunidade de dizer, "Stevie Rae. Por favor, no coma mais nenhuma pessoa. 
realmente per-per-perturbador," Eu sussurrei.
      "Ela certamente no vai comer outra beberrona. A primeira provou ser realmente
mal, & rdqu sa specimu (no tenha ideia do que isso significa de novo); Ento;" Kramisha
disse.
      "Kramisha! Zoey no fao mais isso. Ningum est comendo ningum mais. Eu s
estava usando uma vez que foi h muito tempo como um exemplo do por que eu sei que
Heath est bbado deixou ela bebada". Stevie Rae apertou meu brao. "Ento no se
preocupe, ok? Ns vamos ficar bem aqui, e por isso as pessoas da rua. No interessam
mais a ns. Voc apenas comeou bem".
      "Ah, yeah." Eu rolei meus olhos para Stevie Rae. "Eu no vou me preocupar sobre
isso."
      "Ei, voc tem a minha promessa. No comer pessoas durante a sua ausncia. "Stevie
Rae olhou solene e pretendia fazer um X sobre o seu corao. "com o meu corao eu
prefiro morrer."
      Prefere morrer! Jeesh, eu realmente esperava que nenhum de ns teria que morrer.
Novamente. E, assim eu fui capaz de pensar no meio do nevoeiro que o vinho fez na
minha mente, e eu sabia o que eu tinha que fazer. E dei a Afrodite um alegre sorriso.
"Hey, afro! Por que vocs no vo se juntar l fora com Darius? Tenho que dar a Stevie
Rae um nmero de telefone, ento eu vou para l".
       "Certo. Ns vamos encontr-lo l fora. E no me chame nunca mais de afro
novamente." Com um huff, Afrodite levou as gmeas, Damien, Jack, e um bando de
irritados gatos para fora do quarto. Como saram da sala, Erik voltou e parou Cruzando os
braos, ele silenciosamente encostou na parede e me olhou. Eu usei a minha embriaguez
como um pretexto para ignor-lo.
       "Ei, voc poderia tentar se concentrar? Quer que eu adicione um nmero no meu
telefone?" Stevie Rae disse.
       "No", eu disse teimosamente. "Tenho que anotar."
       "Ok, ok," ela disse rapidamente, obviamente imitando um bbado.
       Ela estava procurando algo em que eu pudesse escrever quando Kramisha apareceu
sobre ela e entregou um pedao de papel e uma caneta. "Aqui est algo para voc
escrever." Olhando absolutamente confusa, Stevie Rae sacudiu a cabea dela para mim.
"Z, tem certeza que voc no pode simplesmente dizer."
       "No!" Eu gritei.
       "Ok, aqui, no tm um grande espao." Stevie Rae escorregou o papel e caneta em
minhas mos.
       Eu podia sentir Erik, que veio para o estande mais perto de minha mesa, me
observando. Eu dei-lhe uma carranca intoxicada. "No de uma olhadinha no que eu
escrever!"
       "Tudo bem, tudo bem!" Ele levantou suas mos para cima e caminhou ate onde
estava Kramisha.
       Eu podia ouvir os dois conversando sobre como eu ficava pateta quando estava
bbada. Era muito difcil se concentrar atravs da ridcula bebedeira que Heath tinha
passado para mim, mas a dor o movimento de minhas mos causou me ajudaram a ficar
sbria. Eu escrevi o numero de telefone celular da Irm Maria Angela, em seguida,
rapidamente escrevi Plano B: esteja pronta para levar todos para a abadia, mas no diga.
Ningum sabendo = Neferet no saber onde esto. "Ok, aqui." Stevie Rae tentou tomar o
papel da minha mo, mas puxei antes, o que a fez olhar para cima de mim com
curiosidade. Encontrei seus olhos, tentando manter meu olhar mais sbrio possvel,
quando eu sussurrou: "Se eu disser para voc mova-se, voc se move!" Seu olhar desceu
 nota que eu tinha escrito, e eu vi os olhos dela aumentar. Ela olhou rapidamente at
mim e depois acenou quase imperceptvel. Aliviada, eu fechei os olhos e cedi a tontura.
       "Tudo feito com o seu nmero de telefone secreto?" Erik disse.
       "yep", Stevie Rae andou para trs. "Logo que eu colocar isso no meu celular, eu vou
destruir as provas."
       "Ou talvez se auto-destrua", Heath sussurrou da cama.
       Eu abri meus olhos e olhei para ele. "Ei!"
       "O qu?", ele disse.
       "Obrigado, novamente," eu disse.
       Heath sussurrou. "No  grande coisa."
       "Sim,  muita coisa, "eu disse. "Fique seguro, ok?"
       "Ser que isso interessa?" Ele perguntou.
       "Sim, interessa. Mas da prxima vez eu realmente desejo que voc no esteja
bbado." Eu arrotei novamente e, em seguida, quando o movimento fez eu machucar o
meu peito.
       "Eu vou tentar no esquecer disso," ele disse, levantando a garrafa de vinho de volta
para os lbios.
      Eu suspirei, disse para Stevie Rae, "Tirem-me daqui", e fechei os olhos, agarrando a
minha bolsa e os dois poemas indecifrveis junto a mim.
      "Se isso  o que voc diz, Erik," Stevie Rae disse
      Erik foi subitamente para o meu lado. "Isso vai doer, e eu estou arrependido, mas
voc realmente precisa voltar para a House of Night."
      "Eu sei. Ento eu so vou fechar meus olhos e tentar fingir que estou em outro
lugar, ok?"
      "Parece uma boa idia", disse Erik.
      "Eu vou ficar aqui com voc, tambm, Z," Stevie Rae disse.
      "No. Fique com Heath," eu disse rapidamente. "Se voc deixar algum comer ele,
eu vou ficar muito brava. Isso significa".
      "Estou aqui", Kramisha disse, "e eu ouvi isso. Eu no vou comer o seu namorado. Ele
no tem um gosto bom no mais".
      "No  o que a Zo diz!" Heath falou e levantou a sua garrafa quase vazia como se
estivesse brindando para ns.
      Eu ignorei ambos e mantive os olhos sobre Stevie Rae. "No se preocupe. Heath vai
ficar bem. Eu vou cuidar dele." Stevie Rae me abraou e beijou a minha bochecha. "Fique
segura", disse ela.
      "Lembre-se do que eu escrevi", eu sussurrei. Ela acenou. "Ok, vamos embora", eu
disse para Erik, e mantive meus olhos fechados apertado. Erik levantou-me to
suavemente como ele poderia, mas a dor que passava atravs do meu corpo estava to
horrvel que eu no podia nem gritar.
      Eu continuei com meus olhos fechados e tentei respirar devagar enquanto Erik se
apressava passando o tnel comigo em seus braos, murmurando que tudo iria ficar
bem... Que ficaramos juntos em breve... Quando chegamos  escada de ferro que
levaram ao deposito, Erik disse: "Sinto muito, mas isto vai doer muito. Aguenta firme,
porm, Z. Estamos quase chegando."
      Ento, ele transferiu o seu domnio sobre mim e levantou-me a Darius, que foi,
descendo para mim. Isso foi quando eu desmaiei. Infelizmente, eu acordei com uma
chuva e um vento congelante que passou pelo meu rosto.
      "Ssh, no luta. Voc s vai piorar", disse Darius.
      Eu estava em seus braos. Erik estava caminhando ao seu lado, olhando preocupado
com os olhos enquanto ns fazamos o nosso caminho em direo a um enorme Hummer
preto que estava em marcha lenta sem carga no estacionamento. Jack estava em p ao
lado da porta aberta para a grande traseira.
      Eu podia ver Afrodite no assento do passageiro e as gmeas, juntamente com um
bando de gatos no lado distante da traseira. Damien estava sentado na porta aberta.
      "Deslize e me ajude a estabelecer ela ai", disse Darius.
      Eles transferiram-me para algum banco traseiro do jipe, colocando minha cabea no
colo do Damien. Infelizmente eu no desmaiei novamente. Antes de Darius fechar a porta,
Erik acariciou o meu tornozelo. "Voc tem que ficar bem, ok?" Erik disse. Eu mal falei um
fraco "Ok".
      Quando Darius fechou a porta e pulou para o acento do condutor e acelerou, eu fiz
uma deciso consciente de evitar toda a Erik-Heath questo at a minha vida ficar mais
calma, e eu poderia lidar com as duas coisas. Eu admito que naquele momento eu deixei
os dois para trs com um culpado sentimento de alivio.
      A maior parte do trajeto de volta foi to escuro e silencioso como Tulsa tinha se
tornado varrida de gelo. Darius tinha um trabalho enorme para manter o Hummer sobre
as folhas de gelo que tinham tomado as ruas, Afrodite s de vez em quando comentava
sobre uma parte cada na sua frente ou de um caminho que deve tomar. Damien, tenso e
atnico, agarrando segura no colo dele, e as gmeas estavam, para variar, no estavam
tagarelando uma com a outra. Fechei os olhos, tentando controlar as tonturas e a dor.
      Uma sensao de entorpecimento preocupantemente familiar tinha comeado a
percorrer lentamente em todo o meu corpo novamente. Desta vez, reconhecei que,
embora, eu sabia o quo perigoso seria eu dormir, no importa quo repousante e
obrigado pareceu. Desta vez eu sabia que o entorpecimento era um disfarce para a morte
me obrigando a respirar profundamente, embora cada vez que eu fazia a dor dominava
todo meu corpo.
      A dor era boa. Se me machuca, significa que no estava morta. Eu abri meus olhos e
limpei minha garganta, voltando a falar comigo mesma.
      Minha bebedeira de sangue-vinho tinha passado o que significava que eu me sentia
esgotada e consumida pela dor.
      "Temos que lembrar que onde estamos indo. No  a antiga House of Night. No  a
nossa casa", eu falei. Carregando a minha voz, mas soou rouca e estranha. "Alm de
manter os nossos elementos mais perto de ns, penso que a coisa mais inteligente que
podemos fazer  tentar se manter o mais prximo possvel da verdade, sempre que fomos
questionados sobre qualquer coisa."
      " lgico", disse Damien. "Se eles sentirem que estamos dizendo a verdade, eles
podem ser menos propensos a sentir necessidade de vasculhar mais as nossas mentes".
      "Especialmente se as nossas mentes esto protegidas pelos elementos", disse Erin.
      "Podemos muito bem despistar-los com a nossa suposta ignorncia, e Neferet ir
subestimar ns novamente", disse Shaunee.
      "Ento, estamos voltando por causa da mensagem de texto que foi enviada pela
escola chamando todos de volta", disse Damien.
      "E porque Zoey foi ferida." acrescentou Afrodite. "Sim, e a nica razo que samos foi
porque estvamos com medo".
      "E isso  a pura verdade", disse Erin.
      "Totalmente", Shaunee acrescentou.
      "Basta lembrar: Dizer a verdade, quando possvel, e manter a guarda," eu disse.
      "Nossa Alta sacerdotisa est certa. Estamos entrando no campo do inimigo, e no
podemos dar ao luxo de se quer esquecer isso, e mostrar a verdade do nosso retorno",
disse Darius.
      "Tenho a sensao de que no seramos tentados a esquecer", disse Afrodite
lentamente.
      "Que tipo de sentimento voc quer dizer?", eu Perguntei.
      "Acho que todo o nosso mundo mudou", Afrodite falou. "No, eu sei que mudou.
Quanto mais nos aproximamos da escola, mais eu sinto que algo esta errado." Ela se
inclinou e olho para mim. "Voc pode sentir isso?"
      Eu balancei minha cabea ligeiramente.
      "Eu no posso sentir qualquer coisa, exceto o corte no meu peito."
      "Eu posso sentir isso", disse Damien. " como se todos os cabelos na parte de trs
do meu pescoo esto em p."
      "Correto", Shaunee disse.
      "Meu estmago esta pssimo," disse Erin.
      Dei outra profunda respirao e pisquei firme, concentrando-se em ficar consciente.
      " Nyx. Ela est avisando com esses sentimentos. Lembre-se do efeito da aparncia
que Kalona tinha sobre os outros calouros?" Afrodite acenou. "Zoey esta certa. Nyx esta
fazendo com que nos sintamos um lixo para no ceder a essa cara. Temos que lutar
contra ele mais do que nunca, para no sermos enfeitiados como os outros calouros."
      "Ns no podemos ir para o lado negro", disse Damien firmemente.
      Darius atravessou o cruzamento da Utica com a 21 Street.
      "A Utica Square parece realmente assustadora totalmente escura", disse Erin.
      "Sinistra e horrvel e errada", disse Shaunee.
      "No h energia em nenhum lugar", disse Darius. "Ate o hospital St. John no tem
praticamente nenhuma luz, os geradores mal funcionam." Darius continuou descendo a
Utica e ouvi Damien suspirar. " estranho, o caminho  a nica coisa em Tulsa ainda
iluminada."
      Eu sabia que a House of Night, finalmente, entrar em vista. "Me levante. Preciso v-
la", eu disse a Damien.
      Ele me levantou o mais suavemente que ele poderia, mas eu tinha que travar os
dentes para no gritar. E ento a viso bizarra da House of Night temporariamente me fez
esquecer a dor. Foi incendiada com leo cintilando luzes, iluminando a enorme estrutura
tipo castelo.
      O gelo cobria tudo, e tinham chamas iluminavam as paredes de pedra, fazendo com
que parecesse encantadoras, como se fosse uma jia. Darius procurou no seu bolso e
tirou um controle. Ele apontou para porto da escola feito de fero e apertou, e com um
som de rangido o porto comeou a abrir, o movimento enviou cacos de gelo para baixo
da entrada.
      "Parece um castelo de um desses antigos, terrveis contos de fadas onde tudo foi
colocado sob um feitio e congelado em gelo", Afrodite disse. "No interior, uma princesa,
foi envenenada por uma bruxa e ela est mal  espera de ser resgatado por seu belo
prncipe."
      Eu olhei para o meu lar que agora parecia um lugar estranho e disse: "Vamos apenas
lembrar que h sempre um terrvel drago que guardava a princesa."
      "Sim, uma coisa horrvel, como um Balrog*," Damien disse. "Tal como em O Senhor
dos Anis".
      (*Balrog: um tipo de demnio parecido com um drago mais possuem chifres.)
      "Acho que o demnio de referncia  mais preciso do que seria desejvel que seja,"
Darius disse.
      "O que  isso?", eu Perguntei. Incapaz de apontar, eu levantei meu queixo em
direo  frente e  esquerda de ns. Mas eu no tinha necessidade de dizer nada. Em
segundo o que tinha feito o movimento era bvio para todos ns quando o Hummer foi
cercado. Em um piscar de olhos a noite acima de ns foi coberta por Corvos
escarnecedores que ficaram rodeando. Ento, por trs deles um enorme, guerreiro que eu
no reconheci entrou no meio deles, com um olhar sinistro e perigoso.
      "Isso seria um dos meus irmos, um filho de Erebus, de p, lado a lado com os
nossos inimigos", disse Darius suavemente.
      "Que faz os Filhos de Erebus nossos inimigos, tambm," eu disse.
      "Sacerdotisa, pelo menos quando voc estiver referindo-se a esses guerreiros, estou
arrependido de ter de concordar com voc," Darius disse.
     DEZESSETE

      Darius foi o primeiro a sair do veiculo. O rosto dele estava arrumado em linhas sem
expresso para que ele parecesse forte e confiante, mas totalmente ilegvel. Ele ignorou
os Corvos Escarnecedores, que estavam encarando ele com seus terrveis olhos, e se
dirigiu ao guerreiro no centro do grupo.
      "Saudaes, Aristos," Darius disse. Embora ele tenha colocado o punho sobre o
corao em uma rpida saudao, eu notei que Darius no fez uma reverencia. "Eu tenho
vrios calouros, incluindo uma jovem sacerdotisa, comigo. A sacerdotisa foi severamente
ferida e precisa de ateno medica imediata."
      Antes de Aristos poder responder, o maior dos Corvos Escarnecedores pos a cabea
de lado e disse, "Qual sacerdotisa retorna a House of Night?"
      Mesmo dentro do Hummer eu tremi ouvindo a voz da criatura. Essa soava mais
humana que a do que tinha me atacado, mas isso a fazia ainda mais assustadora.
      Devagar e deliberadamente Darius mudou sua ateno de Aristos para a horrvel
criatura que no era nem pssaro nem homem, mas uma mistura mutante dos dois.
"Criatura, eu no conheo voc."
      O corvo Escarnecedor estreitou seus olhos vermelhos para Darius. "Filho dos
homens, voc pode me chamar de Rephaim."
      Darius no piscou. "Eu ainda no conheo voc."
      "Voc ir me conhecer," Rephaim assoviou, abrindo seu bico para que eu pudesse
ver dentro da sua moela.
      Darius ignorou a criatura e se dirigiu a Aristos de novo. "Eu tenho uma sacerdotisa
que foi muito ferida e vrios calouros que precisam descansar. Voc ira nos permitir
passar?"
      " Zoey Redbird? Voc a tem com voc?" Aristos perguntou.
      Cada um dos Corvos Escarnecedores reagiu ao meu nome. Cada um deles virou sua
ateno de Darius para o nosso Hummer. Asas batendo e membros anormais se
retorcendo com uma energia subjugada, as coisas encaravam. Eu nunca fiquei to feliz
por ter janelas tingidas na minha vida.
      "." A resposta de Darius foi junta. "Voc nos deixara passar?" ele repetiu.
      " claro," Aristos disse. "Todos os calouros receberam ordens para voltar ao
campus." Ele gesticulou em direo aos prdios da escola. O movimento brevemente
permitiu que o lado do pescoo dele fosse iluminado pelos postes de luz mais prximos, e
eu vi uma pequena linha vermelha na pele dele, como se o pescoo dele recentemente
tivesse sido ferido.
      Darius acenou de forma sinttica. "Eu vou carregar a sacerdotisa at a enfermaria.
Ela no pode andar."
      Darius tinha comeado a voltar para o veiculo quando Rephaim disse, "A Vermelha
est com voc?"
      Darius olhou de volta para ele. "Eu no sei que voc quer dizer com A Vermelha," ele
disse suavemente.
      Em um instante Rephaim tinha espalhado suas massivas asas pretas e pulado no
capo do Hummer. O barulho do metal cedendo sob o peso dele foi escondido pelos
assobios coletivos dos gatos agitados. Rephaim perfurou o metal, as mos humanas
curvadas em garras, se curvando para cima de Darius. "No minta para mim, filllllho dos
homens! Voc sabe que eu falo da vampira vermelha!" Enquanto o temperamento dele
explodia, a voz dele se tornava menos humana.
      "Fiquem prontos para chamar seus elementos," eu disse, tentando ignorar a dor e
falar clara e calmamente, embora eu me sentisse to fraca que eu no tinha certeza que
eu pudesse chamar Esprito para Afrodite, muito menos controlar e dirigir o resto deles.
"Se aquela coisa atacar Darius, jogamos tudo que temos, puxamos Darius para c, e
samos dirigindo feito loucos."
      Mas Darius no pareceu perturbado. Ele olhou friamente para a criatura. "Voc se
refere a sacerdotisa vermelha Stevie Rae?"
      "Simmmm!" O mundo era um enorme assovio.
      "Ela no est comigo. Eu s tenho calouros azuis aqui. E a sacerdotisa entre eles que
precisa de cuidado imediato - como eu j expliquei." Darius continuou a encarar
calmamente a coisa que parecia ter saido de um pesadelo. "Pela ultima vez, voc vai nos
permitir passar ou no?"
      "Passeeeee,  claroooooo," a criatura assoviou. Ela no saiu do Hummer, mas se
inclinou para trs para que Darius pudesse abrir a porta do motorista.
      "Venha por aqui. Agora." Darius fez meno para que Afrodite deslizasse pelo banco,
e ergueu a mo para ela poder pegar. "Fique perto," eu ouvi ele murmurar para ela e vi
ela acenar a cabea rapidamente. Se mantendo grudada ao lado de Darius, ela se moveu
com ele at minha porta. Ele se inclinou para dentro, encontrando nossos olhos. "Vocs
esto prontos?" ele perguntou quietamente. A pergunta era cheia com tanto mais do que
aquelas simples palavras.
      "Sim," Damien e as Gmeas falaram juntas.
      "Pronta," eu disse.
      "De novo, fiquem perto," ele sussurrou. Darius e Damien conseguiram me mover
dolosamente at os braos do guerreiro. Encarando silenciosamente para os Corvos
Escarnecedores, todos os gatos no veiculo saram e pareceram derreter em sombras
geladas. Eu suspirei aliviada quando nenhuma das criaturas atacou minha Nala. Por favor,
deixe os gatos ficarem seguros, eu mandei um silencioso apelo para Nyx. Eu senti mais do
que vi Afrodite, Damien, e as Gmeas cercarem Darius e eu, e ento, como se fossemos
um ser, nos movemos do Hummer para os terrenos da escola.
      Os Corvos Escarnecedores, incluindo Rephaim, tomaram os cus enquanto Aristos
nos levava pela curta distancia do primeiro prdio do campus, onde ficava o alojamento
dos professores e a enfermaria.
      Enquanto Darius me carregava pelas portas de madeira arqueadas que sempre me
lembravam de algo que deveria ficar atrs de um fosse e do que num prdio familiar, eu
pensei sobre como fazia apenas um pouco mais de dois meses que eu tinha chegado aqui
e tinha sido levada inconsciente para enfermaria, para acordar sem ter ideia do meu
futuro. Era estranho eu estar quase exatamente na mesma posio de novo.
      Eu olhei para o rosto dos meus amigos. Todos pareciam calmos e confiantes. Era s
porque eu os conhecia to bem que eu reconheci o medo na linha apertada da boca de
Afrodite, e que as mos de Damien, fechadas em punhos dos lados, escondia o medo
deles. As Gmeas andavam a minha direita, to perto que o ombro de Shaunee tocava o
de Erin, que por sua vez tocava contra Darius - como se atravs do toque eles pudessem
ganhar coragem.
      Darius virou no corredor familiar, e porque ele estava me carregando, eu senti a
tenso no corpo dele e sabia antes dela falar que ele a tinha visto. Eu ergui minha cabea
pesada do ombro dele em tempo de ver Neferet parada na frente da porta da enfermaria.
Ela estava linda em um longo vestido preto colado ao corpo, feito de um material que
brilhava e mostrava deslumbres de um profundo roxo quando ela se movia. O cabelo
escuro dela caia grossamente e em ondas at a cintura dela, e os olhos verdes brilhavam
de emoo.
      "Ah, ento o prodgio retorna?" A voz dela era meldica e um pouco divertida.
      Instantaneamente eu tirei meus olhos dela e sussurrei freneticamente, "Seus
elementos!" eu s me preocupei por uma batida do corao sobre no eles no ouvirem
ou entenderem, porque quase imediatamente eu senti a luz do vento quente e senti o
cheiro de uma chuva de primavera. Embora Neferet no pudesse ler a mente de Afrodite,
eu murmurei, "Esprito, eu preciso de voc," eu senti a agitao em mim enquanto os
elementos respondiam. Antes deu mudar de ideia e de forma egosta me fortificar com
esprito, eu mandei, "V para Afrodite," e eu v o afiado do fluxo do corao dela
enquanto o elemento a preenchia. Certa de que meus amigos estavam to protegidos
quanto podiam estar, eu voltei minha ateno para nossa corrompida Alta Sacerdotisa. Eu
abri minha boca para comentar a ironia dela usar uma comparao bblica, quando uma
porta alguns metros no fundo do corredor, onde Neferet estava, se abriu e ele saiu dela.
      Darius parou to bruscamente que eu senti como se ele tivesse chegado ao fim de
uma corda.
      "Oh!' Shaunee aspirou.
      "Merrrrrrrda!" Erin disse em um longo suspiro.
      "No olhe para os olhos dele!" Eu ouvi Afrodite sussurrar. "Encarem o peito dele ao
invs."
      "No  uma coisa difcil de fazer," Damien disse suavemente.
      "Fiquem fortes," Darius disse.
      E ento o tempo pareceu suspenso.
      Fique forte, eu disse a mim mesma. Fique forte. Mas eu no me sentia forte. Eu me
sentia exausta e machucada e completamente derrotada. Neferet me intimidava. Ela era
simplesmente to perfeita e poderosa. Kalona me fez perceber minha insignificncia. Os
dois juntos me definhavam, e minha cabea girou tontamente com uma cacofonia de
pensamentos. Eu era s uma garota. Diabos, eu nem era uma vampira completa ainda.
Como eu podia esperar me opor a esses dois incrveis seres? E eu realmente queria lutar
com Kalona? Sabamos com 100% de certeza que ele era do mal? Eu pisquei, clareando
minha viso embaraada e o encarei. Ele absolutamente no parecia maligno. Kalona
estava usando uma cala que parecia ser feita do mesma pele de veado marrom que os
mocaccinos so feitos. Os ps dele estavam nus, e o peito dele tambm. Soa idiota dizer -
que ele estava parado no corredor semi-nu - mas eu no me senti idiota. Pareceu certo.
Era s que ele era to incrvel! A pele dele estava completamente livre de qualquer
mancha e era um bronzeado dourada que garotas brancas tentam, mas sempre falham
em conseguir nas camas bronzeadoras. O cabelo dele era grosso e preto. Era longo mo
no ridiculamente Fabio longo. Era s meio bagunado e tinha uma fofa onda. Quanto
mais eu olhava, mas eu podia imaginar passar meus dedos por entre ele. Sem prestar
ateno no aviso de Afrodite, eu olhei diretamente para os olhos dele e senti uma choque
passar por mim enquanto os olhos dele se alargavam em reconhecimento, e aquele
choque pareceu passar diminuir ainda mais da minha quase no existente fora. Eu
afundei nos braos de Darius, to fracamente que eu mal pude manter a cabea erguida.
      "Ela est ferida!" A voz de Kalona foi levada atravs do corredor. At Neferet se
contraiu. "Porque ela no est sendo atendida?"
      Eu ouvi o som enjoativo de asas batendo, e ento Rephaim saiu do quarto onde
Kalona tinha acabado de estar. Eu tremi enquanto percebi que o Corvo Escarnecedor deve
ter voado at a janela e ento entrado. No existe nenhum lugar acima do subsolo que
essas coisas horrveis no consigam entrar?
      "Pai, eu ordenei o guerreiro que levasse a sacerdotisa para a enfermaria para que ela
seja bem atendida." A voz nada natural de Rephaim soava ainda mais obscena depois de
ter ouvido a voz majestosa de Kalona.
      "Oh, mentira!" Complemente chocada, eu comecei a abrir a boca para falar com
Afrodite, que estava dando ao Corvo Escarnecedor seu melhor ataque de vadia. Ela jogou
para trs seu cabelo e continuou, "O garoto pssaro nos manteve l fora na chuva
congelante enquanto ele reclamava sobre A Vermelha isso A Vermelha aquilo. Darius
trouxe Zoey aqui apesar da ajuda dele." Afrodite citou no ar a palavra "ajuda"
      Houve um enorme silencio no corredor, e ento Kalona jogou sua cabea linda para
trs e riu. "Eu tinha esquecido o quo divertidas as mulheres podem ser." Com um
gracioso movimento de mo ele gesticulou para Darius. "Traga a jovem sacerdotisa aqui
para que ela possa ser tratada."
      Eu podia sentir relutncia na tenso do corpo de Darius, mas ele fez o que Kalona
ordenou, com meus amigos ao lado dele. Ns alcanamos Neferet na porta da enfermaria
ao mesmo tempo que Kalona.
      "Seu dever terminou aqui, Guerreiro,' Kalona disse a Darius."Neferet e eu iremos
tratar ela agora." E o anjo cado abriu seus braos como se esperasse que Darius me
entregasse a ele. Com aquele movimento as enormes asas de corvo que at agora tinham
estado bem fechadas nas costas dele, se entre abriram.
      Eu queria me esticar e tocar aquelas asas e eu estava feliz por estar to fraca que s
podia olhar.
      "Meu dever no terminou," A voz de Darius estava to tensa quanto o corpo dele.
"Eu jurei cuidar dessa jovem sacerdotisa e eu devo permanecer ao lado dela."
      "Eu tambm vou ficar," Afrodite disse.
      "E eu tambm." Damien soava pequeno e abatido, mas eu vi os punhos dele se
fecharem firmemente dos lados dele.
      "Ns tambm," Erin disse, e Shaunee acenou amedrontadamente.
      Foi a vez de Neferet de rir. "Certamente vocs no pensam que podem ficar com
Zoey enquanto eu a examino?" A diverso na voz dela desapareceu. "Parem de ser
ridculos! Darius, leve ela at aquele quarto e a deixe na cama. Se insiste, voc pode
esperar aqui no corredor por ela, embora pela sua aparncia, a escolha mais sabia seja
voc comer e se refrescar. Afinal de contas, voc trouxe Zoey para casa, onde ela est
segura, ento voc completou sua tarefa. O resto de vocs vai voltar para o dormitrio. A
parte humana da cidade est paralisada por uma simples tempestade, mas no somos
humanos. A vida continua para ns, o que significa que a escola continua." Ela pausou e
deu a Afrodite um olhar to cheio de dio que contorceu o rosto dela em algo que era
muito duro e frio para conter sequer um pequeno trao de beleza. "Mas voc agora 
humana, no , Afrodite?"
      "Eu sou," Afrodite disse. O rosto dela estava plido, mas ele ergueu o queixo e
encontrou o olhar frigido de Neferet.
      "Ento voc pertence l fora." Neferet fez um vago gesto para longe de ns.
      "No, ela no pertence," eu disse. Me concentrar em Neferet tinha quebrado o feitio
que encarar Kalona tinha se lanado em mim. Eu mal reconheci minha prpria voz. Soava
como um sussurro, fraco como de uma velha mulher, mas Neferet no teve problemas em
me ouvir, e ela voltou sua ateno de Afrodite para mim. "Afrodite ainda tem vises de
Nyx. Ela pertence aqui," eu consegui dizer, embora eu tenha piscado rapidamente porque
pontos cinzas ficavam mexendo com a minha viso.
      "Vises?" A voz profunda de Kalona cortou o ar entre ns. Dessa vez eu me recusei a
olhar para ele, embora ele estivesse parado to perto que eu podia sentir o estranho
calafrio que veio do corpo dele. "Que tipo de vises?"
      "Avisos de futuros desastres," Afrodite falou.
      "Interessante." Ele arrastou a palavra. "Neferet, minha Rainha, voc no me disse
que tinha uma profetiza na House of Night." Antes de Neferet poder falar, ele continuou,
"Excelente, excelente. Uma profetiza pode ser muito til."
      "Mas ela no  uma caloura, e nem uma vampira, e portanto no pertence a House
of Night. Ento eu digo que ela deve ir embora." A voz de Neferet tinha um estranho tom
que eu no reconheci a principio, e ento eu pisquei ainda mais e minha viso clareou o
bastante para mim olhar bem a linguagem corporal dela - ela estava pendurada em
Kalona - e eu percebi com um pouco de choque que Neferet estava de fato fazendo beio.
      Ento, impressionada, eu observei Kalona erguer a mo e acariciar a bochecha de
Neferet, passando sua palma pela curva do longo e suave pescoo dela, continuando a
acariciar os ombros dela, e finalmente descendo at as costas dela. Neferet tremeu com o
toque dele e os olhos dela dilataram, como se o toque dela a tivesse deixado alta.
      "Minha Rainha, certamente uma profetiza ser de utilidade para ns," ele disse.
      Ainda o encarando, Neferet acenou.
      "Voc fica, pequena profetiza," Kalona disse a Afrodite.
      "Sim," ela disse firmemente. "Eu fico. Eu fico com Zoey."
      Ok, eu livremente admito que Afrodite estava me surpreendendo. Eu quero dizer,
sim, eu estava seriamente ferida e provavelmente em srio choque, ento eu posso culpar
meu estado mental e fsico alterado nisso e esperar que seja algum estranho efeito
hipntico que o anjo cado estava tendo em mim, porque eu posso muito bem estar
morrendo. Mas obviamente todos estavam sendo afetados por Kalona em algum grau.
Todos a no ser Afrodite. Ela soava totalmente como seu jeito vadio normal. Eu
simplesmente no entendia.
      "Profetiza," Kalona disse. "Voc disse que da avisos de futuros desastres?"
      "Sim," Afrodite disse.
      "Me diga, o que voc v no futuro se levarmos Zoey para longe nesse momento?"
      "Eu no tive uma viso, mas eu sei que Zoey precisa estar aqui. Ela foi gravemente
ferida," Afrodite disse.
      "Ento me deixe lhe assegurar que eu, tambm, sou conhecido por profetizar."
Kalona falou. A voz dele, que tinha sido to deliciosa e profunda, que eu honestamente
queria nada a alm de me curvar e o ouvir para sempre, tinha comeado a mudar. Com
sutileza, no comeo, eu senti uma mudana no timbre. Enquanto ele continuava a falar
com Afrodite, minha carne comeou a se arrastar de medo. O obvio descontentamento
dele era refletido na voz dele, at que at mesmo Darius deu um vacilante passo para
longe dele. "E em meu juramento eu te digo que se voc no fizer o que mando, essa
sacerdotisa no vivera outra noite. Nos deixe agora!"
      As palavras de Kalona crepitaram pelo meu corpo, causando meus j tontos sentidos
vacilarem. Eu me segurei nos ombros de Darius. "S faam o que ele disse," eu disse a
Afrodite, pausando para tentar recuperar o flego. "Ele tem razo. Eu no vou durar muito
se eu no receber ajuda."
      "De a sacerdotisa para mim. Eu no vou pedir de novo," disse Kalona, erguendo seus
braos para me pegar de novo.
      Afrodite hesitou por apenas um momento, e ento ela se esticou e agarrou minha
mo. "Estaremos aqui quando voc melhorar." Ela apertou minha mo e eu de repente
senti a onda do Esprito voltar para o meu corpo.
      Eu queria dizer a ela no, ela precisava manter o elemento - ela precisava da
proteo dele - mas Afrodite j tinha virado para Damien e dado a ele um empurro em
minha direo, dizendo, "diga tchau a Zoey, e d a ela seus mais fortes - desejos de
melhora."
      Eu vi Damien olhar rapidamente para Afrodite, que acenou levemente. Ento ele
agarrou minha mo e apertou tambm. "Fique bem, Z," ele disse, e quando ele soltou
minha mo eu pude sentir uma doce brisa ao meu redor.
      "Vocs tambm," Afrodite disse as Gmeas.
      Shaunee pegou uma mo, e Erin a outra. "Estamos torcendo por voc, Z," Erin disse,
e ento eles viraram para longe, e eu fui deixada com o calor do vero e a frescura de
uma chuva de limpeza.
      "Chega de sentimentalismo. Eu vou pegar ela agora." E antes que eu pudesse
respirar outra vez Kalona tinha me tirado de Darius. Pressionada contra o peito nu dele eu
fechei os olhos e tentei reunir a fora dos elementos enquanto eu tremia com o
maravilhoso calor frio do corpo dele.
      "Eu vou esperar aqui." Eu ouvi Darius dizer antes da porta se fechar com uma batida
doentia de finalidade, fechando meus amigos para fora e me deixando sozinha com meu
inimigo, um anjo cado, e as monstruosas criaturas pssaros que a antiga luxuria dele
tinha criado.
      Ento eu fiz algo que eu s tinha feito duas vezes na minha vida inteira. Eu desmaiei.
     DEZOITO

      A primeira coisa que eu percebi que eu comecei a recuperar a conscincia de que era
que os incmodos lenis da cama da enfermaria estavam frios contra a minha pele nua,
o que significava que eu no tinha nenhuma roupa.
      A segunda coisa que eu percebi foi que tudo dentro de mim me dizia para manter
meus olhos fechados e continuar respirando profundamente. Em outras palavras, eu
precisava fingir que estava ainda desmaiada.
      Permanecendo o mais parada possvel, eu tentei tomar inventrio do meu corpo. Ok,
a longa e desagradvel ferida no meu peito estava doendo consideravelmente menos do
que estava quando eu desmaiei. Eu procurei ao redor com meus sentidos (exceto olhos,
claro), e podia sentir e cheirar a persistente presena de esprito, o ar, gua e fogo. Os
elementos no foram plenamente manifestados era evidente, mas eles estavam l em
torno de mim, me acalmando e fortalecendo - e me deixando preocupada como o inferno
por meus amigos. Volte para os outros! Eu ordenei aos elementos silenciosamente, e senti
a sua relutante partida. Todos  exceo de esprito. Eu queria abrir e revirar meus olhos.
Em vez mais difcil me concentrar. Esprito, v para Afrodite. Fique perto dela. Quase
imediatamente eu senti a ausncia do elemento poderoso. Devo ter feito um movimento
involuntrio na partida de esprito, porque de algum lugar perto de meus ps Neferet
falou.
      "Ela mexeu. No duvido que ela ir recuperar a conscincia em breve". Houve uma
pausa, e eu podia ouvir o seu movimento, como se ela estivesse se aproximando
enquanto falava. "Eu continuo a dizer que eu no deveria ter curado ela. A morte de Zoey
poderia ter sido facilmente explicada. Ela estava quase morta quando ela chegou aqui."
      "Se o que voc me disse  verdade e ela tem domnio sobre todos os cinco dos
elementos, ela  muito forte para permitirmos que morra," Kalona disse. Pareceu que ele
tambm estava de p perto do final da minha cama.
      "O que eu disse a voc  a verdade", Neferet disse. "Ela controla os elementos."
      "Ento ns podemos us-la. Porque no inclu-la na nossa nova viso do futuro?
Tendo sua lealdade iria ameaar qualquer membro do Conselho que no sucumbisse a
mim."
      Nova viso do futuro? Ameaando o Conselho? Tal como no Conselho Superior de
Vampiros? Macacos me mordam!
      A resposta de Neferet foi calma e confiante. "Ns no precisamos dela, meu amor.
Nosso plano ter xito. Zoey nunca usaria seu poder para ns mesmo. Ela tambm 
completamente enfeitiada pela sua Deusa."
      "Ah, mas isso pode mudar". Sua voz profunda era como chocolate derretido. Ainda
que minha mente estava correndo com a notcia que entreovi, meu corpo foi enfeitiado
pela voz dele, s de ouvi-lo j era prazeroso. "Eu lembro de uma outra sacerdotisa cujo
afeto com a Deusa foi quebrado."
      "Ela  jovem e no  sbia o suficiente para permitir que seus olhos se abram a
possibilidades mais intrigante, como os meus esto." As suas vozes eram to prximas
entre si que eu sabia que ela deveria estar em seus braos. "Tudo o que Zoey poder ser
para ns  outro inimigo. Acredito que o dia vir quando voc ou eu vamos ter que mat-
la."
      Kalona estalou a lngua. "Voc  uma criatura to deliciosamente sanguinria. Se a
Jovem Sacerdotisa no for um benefcio para ns, ento  claro que ela deve,
eventualmente, ser eliminada. At ento eu vou ver o que posso fazer quanto a quebrar
os grilhes que a prendem."
       "No. Eu quero que voc fique longe dela!" Neferet repreendeu.
       "Voc faria bem em lembrar quem  mestre aqui. No vou ser governado ou
comandado ou preso, nunca mais. E eu no sou seu impotente Deusa. O que eu dou eu
tiro se estiver descontente!" A suavidade sexy tinha ido embora da voz de Kalona, e um
frio terrvel a tinhasubstitudo.
       "No fique zangado." Neferet foi instantaneamente arrependido. " s que eu no
posso suportar a dividi-lo."
       "Ento, no me desagrade!" Ele gritou, mas a raiva j foi sumindo de sua voz.
       "Vem comigo para fora desta sala, e eu prometo que no vou desagrad-lo," Neferet
disse bajulando. Eu podia ouvir os nojentos e midos sons deles se beijando. Os gemidos
sem flego de Neferest eram suficientes para me fazer engasgar.
       Aps muitos totalmente desagradveis sons, Kalona finalmente disse, "V para o
nosso quarto. Prepare-se para mim. Eu vou daqui h pouco tempo."
       Eu quase poderia ouvir o guincho de `No venha comigo agora!' de Neferest atravs
da sala, mas ela me surpreendeu, dizendo: "Venha at mim logo, meu anjo negro" em
uma doce, abafada voz. Depois houve o farfalhar de suas roupas, bem como a abertura e
o fechamento de uma porta.
       Ela est realmente manipulando ele. Me pergunto se Kalona sabia. Certamente um
ser imortal seria sensato para os jogos da mente (bem, e do corpo, tambm, muito eesh)
de uma Alta Sacerdotisa vampira. Ento me lembrei da imagem espectral de Neferet que
eu havia vislumbrado no armazm. Como ela tinha feito isso? Talvez voltando para o lado
negro tenha lhe dado diferentes poderes, talvez ela no  apenas uma cada Alta
Sacerdotisa Vampira. Quem sabe o que significa ser rainha da ETI Sgili realmente
significa? Este novo pensamento me aterrorizou.
       Um barulho proximo  minha cama interrompeu meus horrveis pensamentos. Eu
queria segurar minha respirao, mas sabia que eu tinha que continuar fazendo lentas,
profundas e iguais respiraes. Eu juro que podia sentir os olhos de Kalona em mim e
fiquei incrivelmente feliz que o lenol tivesse sido puxado modestamente ao longo de
meus seios e enrolado apertado em volta do meu corpo.
       Eu senti o familiar arrepio vindo de seu corpo. Kalona deveria estar perto de mim.
Ele provavelmente estava de p junto a minha cama. Ouvi o sussurro ameaador de
penas e poderia imaginar ele abrindo suas lindas asas pretas. Ele poderia estar se
preparando para me puxar para seus braos novamente e enrola-luz em torno de mim,
como no meu sonho.
       E era isso. No importa o que meus instintos estavam gritando para mim, eu no
conseguia manter meus olhos fechados por mais tempo. Claro que eu estava indo ser
olhando para seu incrivelmente perfeito rosto. Eu abri meus olhos. Olhando para mim
encontrava-se as mutantes formas de Rephaim. O Corvo Escarnecedor estava sobre mim,
seu rosto terrvel de pssaro apenas polegadas do meu. Seu bico estava aberto e sua
lngua foi se agitando em minha direo.
       Minha reao foi imediata e automtica, e vrias coisas aconteceram de uma s vez.
Soltando meu mais penetrante grito feminino, eu apertei o lenol contra o meu peito e fui
para trs to rpido que me joguei contra a cabeceira da cama. Quando eu fiz isso, o
nojento Corvo Escarnecedor sibilou e abriu suas asas, parecendo que ele estava pronto
para se lanar sobre mim, e a porta foi violentamente aberta. Darius correu para o quarto,
deu uma olhada na criatura malfica pairando sobre mim, e com um movimento que era
to gracioso como era letal, alcanou a faca no coldre dentro de sua jaqueta de couro,
puxou-a e atirou. A lmina atingiu Rephaim em seu peito. A criatura sibilou e cambaleou,
agarrando o cabo incrustado de prola faca.
       "Voc ousou atacar o meu filho!" Kalona demorou apenas dois passos para alcanar
Darius. Com a fora de um deus, ele agarrou o guerreiro pela garganta e o tirou do cho.
Kalona era to alto, seus braos to longos e musculaosos, que ele foi capaz de bater com
Darius contra o teto da sala. Ele segurou Darius l enquanto as pernas do guerreiro
chutavam violentamente seus punhos batiam sem efeito contra os braos macios de
Kalona.
       "Pra com isso! No machuque ele!" Arrancando a mim mesma para fora da cama eu
vacilando at os dois, no percebendo at ficar sobre meus ps o quanto fraca eu estava.
As asas pretas de Kalona estavam abertas, e eu tinha me desviar delas para chegar at
Darius. Eu no sei o que eu pensei que eu ia fazer quando eu levantei da cama. Mesmo se
tivesse como eu mesma e no estivesse drenada de energia e eu seria nenhum preo
para este ser imortal, e agora, que eu estava gritando com ele e batendo na lateral do
corpo dele. Eu poderia dizer que era menos perturbadora para ele do que um mosquito
irritante teria sido. Mas uma coisa aconteceu. Enquanto eu olhava para Kalona, eu vi seus
olhos laranja chamejantes e como os seus dentes estavam expostos em um sorriso
selvagem, e eu entendi que ele estava gostando de estrangular Darius lentamente at a
morte.
       Naquele momento a verdadeira face Kalona foi revelada a mim. Ele no era um heri
mal entendido que estava  espera de amor para trazer o seu lado bom. Kalona no tinha
um lado bom. Se ele tinha sido sempre assim ou no, no era importante. O que ele tinha
se tornado - o que ele era agora - era malvado. O feitio que ele havia colocado em mim
quebrou como um sonho feito de vidro. Esperava desesperadamente que ele estivesse
muito quebrado para nunca mais poder ser colado novamente.
       Respirando fundo, levantei minhas mos, palmas para fora e no me importando que
o lenol caiu longe do meu corpo, deixando-me parada l nua. Ento eu usei a ltima das
minhas foras para evocar, "Vento e fogo, venham a mim. Preciso de vocs".
Instantaneamente eu senti a presena de dois elementos, e para alm da sua presena eu
podia sentir Damien e Shaunee e tive uma breve viso dos dois deles concentrados com
os olhos fechados como combinado, acrescentando as suas vontades para reforar os
seus elementos. Essa exploso poder era tudo que eu precisava. Eu estreitei os olhos e
coloquei tudo que eu tinha no meu comando. "Faa que o cara alado saia de cima de
Darius!" Eu joguei minhas mos para Kalona, focalizando os elementos em movimento e,
ao mesmo tempo pensando como fogo e vento tinham me salvado de confronto bem
apertado com os Corvos Escarnecedores, ento us-los contra o seu pai deveria funcionar
tambm.
       O efeito do sopro de ar quente foi imediato. Pegou as asas estendidas de Kalona e
jogou-o para cima e para trs, ento houve um som estranho quando o ar aquecido tocou
sua pele nua, formando nvoa no ar ao seu redor.
       Darius havia cado fortemente no cho, mas ele estava buscando por ar enquanto ele
tentava se levantar, colocando o seu corpo entre Kalona, Rephaim, e eu. Eu no poderia
fazer muito mais do que tentar controlar a minha respirao e piscar duro para limpar um
pouco as estranhas manchas brilhantes da minha viso. Fogo e vento tinham
desaparecido, deixando-me apenas capaz de ficar no meu p.
       Um movimento no canto dos meus olhos me chamou a ateno e eu olhei para a
porta aberta. Eu engasguei de surpresa enquanto Stark corria para a sala, o seu arco j
armado com uma flecha de aparncia mortal. Ele levantou-a para mirar em Darius, e
ento hesitou, balanou a cabea dele se tentasse limp-la, e olhou para mim.
       primeira vista do que eu senti uma maravilhosa de felicidade. Ele parecia si mesmo
novamente! Seus olhos no estavam brilhando vermelho. Ele no parecia louco e no
estava esqueltico. Ento eu percebi que eu estava completamente nua enquanto ns nos
olhvamos. Peguei o lenol amontoado aos meus ps e o coloquei depressa em torno de
mim, no estilo de uma toalha de banho. Mesmo no meio da grande confuso e do stress
que estava acontecendo em torno de mim, eu poderia dizer que o meu rosto estava em
chamas vermelhas com o embarao. Eu devia ter dito alguma coisa, qualquer coisa para
ele, e em vez disso a minha mente congelou pelo fato de que ele tinha acabado de ter me
visto completamente nua.
      Recuperando sua compostura mais cedo do que eu, Stark novamente levantou o seu
arco, encaixando a seta e mirando-a em Darius.
      "Stark! No atire nele!" Eu chorei. No me incomodei em de tentar bloquear a sua
mira em Darius. Se Stark tirasse, ele no iria errar, no importa o que eu fizesse. Ele no
podia errar. Diferente de Kalona, minha deusa no retirava um dom uma vez que o tinha
concedido.
      "Se voc est pensando em matar a pessoa me atirou pela sala,  a sacerdotisa a
quem seta ir acertar e no ao guerreiro", disse Kalona. Ele tinha conseguido se equilibrar
e parecia perfeitamente normal. Sua expresso era calma, mas a pele do seu peito nu
parecia corada e meio estranha, como se ele de repente tivesse pego uma queimadura
solar. Pequenas linhas de vapor ainda estavam preguiosamente elevando-se da sua pele
exposta, apesar de ambos os elementos terem sado da sala. "E no  a sacerdotisa que
eu quero morta.  o guerreiro."
      Antes de Stark pudesse disparar sua seta mortal, eu virei para Kalona, implorando a
ele, "Darius estava apenas me protegendo. Foi um Corvo Escarnecedor quem fez isso." Eu
chamava a ateno para a longa ferida em todo o meu peito que j no era nojentamente
aberto, mas sim um uma linha vermelha dentada e com aparncia `zangada'. "Quando
Darius me ouviu gritar e viu Rephaim inclinado sobre mim, foi apenas lgico para ele
assumir que eu estava sendo atacada novamente." Kalona tinha levantado uma mo para
o Stark segurar o tiro. Com a ateno do anjo cado completamente em mim, eu
continuei, "Darius fez um juramento de me proteger. Ele estava apenas fazendo seu
trabalho. Por favor, no o mate por isso."
      Eu segurei minha respirao durante um longo instante. Kalona olhou pra mim, e eu
olhei de volta para ele. O estranho, hipntico fascnio que eu sentia por ele no havia
retornado. No que ele no era totalmente o homem mais lindo que eu j vi. Ele era
definitivamente. Ento eu comecei a sentir um princpio de surpresa enquanto eu
compreendia exatamente o que eu via enquanto o encarava.
      Kalona tinha ficado mais jovem.
      Quando ele apareceu pela primeira vez de sua priso na terra, ele era total e
completamente bonito, mas ele tambm era um homem. Bem, um que era anormalmente
grande e tinha enormes asas pretas, mas ainda assim, um homem. Ele tinha uma
aparncia sem idade, aparecendo em qualquer lugar entre trinta e cinquenta anos. Mas
isso tinha mudado. Se eu tivesse que adivinhar a idade dele, eu diria que ele tinha cerca
de dezoito. Definitivamente no mais de vinte e um.
      Ele tinha a idade ideal para mim...
       Finalmente Kalona retirou seu olhar de mim e lentamente virou-se para Rephaim,
que estava agachado no canto da sala, as suas terrveis mos humanas pressionadas em
volta da faca que ainda se projetava do seu peito de pssaro.
       " verdade, meu filho? Foi um dos meus filhos quem causou a ferida da
sacerdotisa?"
       "Eu no tenho como saber, Pai. Nem todas as sentinelas voltaram", falou Rephaim
entre curtas e arquejantes respiraes.
       " verdade", disse Darius.
       " claro que voc diria isso guerreiro" disse Kalona.
       "Dou-lhe a minha palavra como um filho de Erebus que eu estou lhe dizendo
verdade", disse Darius. "E voc viu a ferida de Zoey. Certamente voc a reconhece uma
leso feita pelas garras de um de seus prprios filhos."
       Fiquei contente de ver que no estava todo inchado Darius e pronto para continuar a
luta, como uma adolescente idiota teria estado (Ol, Heath e Erik!), E ento eu entendi.
Darius ainda tentava me proteger. Se Kalona soubesse que um Corvo Escarnecedor tinha
quase me matado, sem saber o lado da histria sobre ter sido um acidente, ento talvez
ele no me deixasse ficar sozinha com um deles, e, melhor ainda, avisar seus filhos para
ficar longe de mim. Ou seja, se Kalona ainda me quisesse viva.
       Ento eu algo balbuciou em minha mente avisando que Kalona estava fechando o
espao entre ns. Eu ficava muito parada, olhando diretamente para seu peito nu
enquanto ele me alcanava, parando apenas alguns centmetros antes de me tocar.
Lentamente, com um dedo ele traou o caminho da minha cicatriz sem realmente tocar
minha pele, mas ainda assim eu podia sentir o frio que vinha de seu corpo. Eu tinha
fechado fortemente meus dentes para me impedir tanto de tremer e pular para trs
quanto para me impedir de olhar para cima e para seus olhos, me inclinando s o
suficiente para que seu dedo frio tocasse minha pele aquecida.
       " a marca de um dos meus filhos", disse ele. "Stark, desta vez no mate o
guerreiro." Eu tinha acabado de dar um longo suspiro de alvio quando Kalona
acrescentou, "Claro, no posso permitir que ele machuque meu amado filho, sem
repreenso. Mas eu prefiro repreender a ele eu mesmo."
       A voz de Kalona to calma, para falar a verdade, que eu realmente no entendi o
significado de suas palavras, at que, como uma cobra, ele atacou. O guerreiro s teve
tempo para comear a tomar uma atitude defensiva quando Kalona rodou, puxou a faca
do trax de Rephaim e, em um movimento passou a lmina para baixo ao longo do rosto
e Darius.
       Darius cambaleou pelo golpe e, em seguida, caiu com o sangue voava  minha volta,
uma chuva pesada e escarlate na pequena sala. Gritei e tentei me aproximar dele, mas
Kalona mantinha sua mo fria fechada em volta do meu pulso, me puxando contra ele.
Olhei para o imortal, sentindo sua raiva e horror que aparecia atravs de seu horrvel
encanto.
       E eu no estava encantada ele! Sua mgica no funcionou para mim! Jovem e
inumanamente lindo como ele era, eu ainda o vi como um perigoso inimigo. Ele deve ter
visto o triunfo nos meus olhos, porque de repente sua expresso mudou de guerreira para
um lento sorriso de conhecimento. Ele se curvou at meus ouvidos e sussurrou , "Lembre-
se, minha pequena A-ya, o guerreiro pode proteg-la de todos os outros exceto de mim.
Nem mesmo o poder de seus elementos pode me impedir de reclamar o que acabar por
ser meu outra vez." Ento ele pressionou os lbios contra os meus e o selvagem gosto
dele era como uma nevasca apressando atravs do meu corpo, entorpecimento minha
resistncia e congelando minha alma com um desejo proibido que me sufocou. Seu beijo
me fez esquecer tudo e todos - Stark, Darius, e at mesmo Erik e Heath foram apagados
de minha mente.
      Ele me libertou e minhas pernas no me sustentaram. Eu me agachei para o cho
enquanto ele deixava quarto, rindo, com o seu filho favorito ferido se arrastando atrs
dele.
     DEZENOVE

      Eu estava soluando enquanto me arrastava at Darius. Eu tinha acabado de
alcan-lo quando ouvi um som terrvel vindo da direo da porta. Olhei para cima para
ver Stark. Ele tinha o seu arco em uma mo. A outra estava apertando a moldura de
madeira to apertada que os ns de seus dedos ficaram brancos e eu juro que podia ver
seus dedos fazer entalhes na madeira. Seus olhos estavam em chamas vermelhas e ele se
dobrando ligeiramente, como se seu estmago estivesse causando-lhe dor.
      "Stark? O que foi?" Eu passei as costas da minha mo em meus olhos, tentando
limpar as lgrimas de minha viso.
      "O sangue... no posso aguentar... tenho que..." Ele falou arquejos e, como se
contra a sua vontade, ele deu um hesitante passo para dentro da sala.
      No cho ao meu lado, Darius estava de joelhos. Ele agarrou a faca do cho onde
Kalona a havia jogado e enfrentou Stark. "Voc deveria saber que eu s compartilho o
meu sangue com aqueles que eu convidei para me provar", a voz de Darius era firme e
forte. Se eu no tivesse olhado para ele eu nunca teria adivinhado que um rio de sangue
descia pelo seu rosto de um terrvel ferimento de faca. "E eu no lhe fiz tal convite rapaz.
Afaste-se antes que o que aconteceu aqui se torne pior."
      Havia uma luta sendo travada dentro de Stark que foi refletida por todo o seu corpo.
Desde o vermelho brilhante dos seus flamejantes olhos aos selvagens trejeito de lbios 
corda bamba irradiada a partir de tenso que ele, parecia que ele estava  beira de uma
exploso.
      Mas o negcio  o seguinte: Eu tinha tido o suficiente. Dizer a minha reao ao beijo
de Kalona tinha me assustado era o eufemismo ano. Meu corpo ainda doa. Minha cabea
estava tonta. Eu estava to fraca que eu no acho que eu ia ganhar uma queda-de-brao
contra, bem, Jack. Agora Darius foi ferido, e eu no tinha a menor idia do quo grave.
Srio, voc poderia enfiar um garfo em mim e dizer que eu j tinha tido muito com todo
esse estresse.
      "Stark, s d o fora daqui!" Eu sussurrei para ele, satisfeita por a minha voz soar
muito mais forte do que eu me sentia. "Eu no quero acabar com a sua raa com o fogo,
mas se voc der mais um passo para essa sala, eu juro que vou queimar a sua bunda."
      Aquilo chegou at ele. Os olhos vermelhos de Stark se prenderam em mim. Ele
parecia chateado e perigoso. Havia uma escurido que o rodeava como uma aura,
tornando os seus olhos vermelhos como chamas. Eu estava satisfeita pelo fato do lenol
estava seguro em volta do meu corpo, e levantei meus braos, mantendo-os para cima e
preparados. "No me teste agora. Eu prometo que voc no vai gostar se eu perder o
meu temperamento."
      Stark piscou um par de vezes para mim, como ele estava a tentar limpar a sua viso.
O escarlate de seus olhos desbotou, a escurido no ar em torno dele dissipando-se, e ele
colocou uma mo tremendo em seu rosto. "Zoey, eu-" ele comeou, soando quase
normal. Darius saiu de sua posio defensiva, dando um passo mais perto de mim. Stark
rosnou para ele - como se ele fosse mais animal do que humano - girou sobre seus
calcanhares, e saiu correndo da sala.
      De alguma forma eu consegui me arrastar at a porta para fech-la e, em seguida,
arrastei uma cadeira de perto da cabeceira para coloc-la sob a maaneta da porta, como
eu vi as pessoas fazem nos filmes, antes que eu voltasse a Darius.
      "Estou feliz que voc est do meu lado, Sacerdotisa", ele disse.
       "Sim, essa sou eu. Sou destemida". Tentei fingir que no estava perto de passar por
soar como Christian Project Runway. Eu tinha a certeza de que Darius no conhecia
Project Runway como um projeto de cincia, mas isso o fez engasgar um pouco enquanto
ns ajudamos um ao outro a chegar na cama, onde se sentamos pesadamente e eu fiquei
ao lado dele, concentrando-me em no me balanar como se estivesse bbada, o que,
infelizmente, eu no estava mais.
       "Deve haver um kit de primeiros socorros no armrio ali." Ele foi at o longo armrio
de ao inoxidvel que se estendia ao longo da parede. Havia tambm uma pia construda
nele e vrios itens hospitalares com aparncia assustadora (eles eram afiados e muito ao
inoxidvel) guardados organizadamente em bandejas e coisas assim perto da pia.
       Eu ignorei as coisas afiadas e comecei a abrir gavetas e armrios, quando eu notei
minhas mos estavam tremendo como loucas.
       "Zoey," Darius chamou, e eu olhei por cima do ombro para ele. Ele parecia terrvel. O
lado esquerdo do seu rosto era uma baguna sangrenta. O talho comeava de sua
tmpora, fazendo todo o caminho at sua mandbula, bagunando com o desenho
geomtrico de sua tatuagem. Mas seus olhos sorriam para mim quando ele disse: "Eu vou
ficar bem. Isto  pouco mais do que um arranho."
       "Bem,  um grande arranho", disse.
       "Eu acho que ele vai incomodar Afrodite", ele disse.
       "Huh?"
       Ele comeou a sorrir, mas a tentativa acabou com uma careta quando o movimento
causou mais derramamento do sangue pela ferida. Ele apontou para o rosto dele. "Ela no
vai gostar da cicatriz."
       Quando eu tinha reunido um monte curativos, lcool, toalhas, gaze e outras coisas,
eu voltei para ele. "Se ela disser algo sobre isso eu acabo com ela. Depois de eu ter
descansado." Eu observava o horrvel "arranho", ignorando o delicioso aroma de seu
sangue e engoli com fora para me impedir de vomitar.
       Ok, sim, isso soa como uma total contradio: o fato de que eu amo o sabor e o
cheiro do sangue, mas v-lo se derramando para fora do corpo de um amigo me deixa
enojada. Espere, no. Talvez no seja uma contradio, porque, Ol! Eu no como os
meus amigos! Pensei sobre Heath e decidi alterar o meu pensamento: eu no como meus
amigos, em circunstncias normais, a no ser que me dem a sua permisso.
       "Eu posso limpar isso", disse Darius, tentando alcanar o frasco de lcool que eu
segurava fortemente em minha mo.
       "No", eu disse, ento repeti mais firmemente, agitando minha cabea para tentar
apagar a tontura. "No, isso  ridculo. Voc est machucado, eu vou fazer isso. Basta me
dizer o que eu preciso fazer." Eu fiz uma pausa antes de eu continuar, "Darius, temos que
sair daqui."
       "Eu sei", ele disse solenemente.
       "Voc no sabe de tudo. Eu entreouvi Kalona e Neferet falando. Disseram que eles
estavam planejando algum tipo de um novo futuro, e ento disse que iria envolver
'balanar o Conselho'."
       Os olhos de Darius se abriram com o choque. "O Conselho de Nyx? Como no
Conselho Superior dos Vampiros?"
       "Eu no sei! Eles no disseram mais nada sobre isso. Acho que estar falando sobre o
Conselho aqui da House of Night".
       Ele estudou o meu rosto. "Mas voc no acredita que  a isso que eles esto se
referindo?"
      Eu sacudi a cabea lentamente.
      "Doce Nyx! Isso no pode acontecer!"
      Eu amarrei a cara, desejando que o meu intestino no estivesse discordando com
ele. "Eu temo que aja um jeito de que possa ocorrer. Kalona  poderoso, e ele tem essa
mgica encantar-as-pessoas-por-ele acontecendo. Veja, o principal objetivo  que no
podemos ficar presos sob controle da Neferet enquanto ela e o homem pssaro coloquem
os seus planos em movimento, seja ele qual for." Na verdade, eu estava com medo que
eles j haviam colocado seus nojentos planos em movimento, mas dizer isso em voz alta
parecia um feitio que se tornaria realidade. "Ento, a gente s concerta voc, agarra
Afrodite, as Gmeos, e Damien, e voltar para os tneis?" Me sentia perigosamente perto
de explodir em lgrimas. "Eu sou tudo melhor, e penso vale a pena arriscar me afogar em
meu prprio sangue para dar o fora daqui."
      "Concordo, acredito que Neferet te curou o suficiente para que voc no corra o
perigo de rejeitar a Mudana, mesmo se voc no estiver rodeada de vampiros adultos".
      "Voc est bem o suficiente para sair?"
      "Eu disse que estou bem, e eu estava falando a verdade. Vamos comear a limpar
isso, em seguida, vamos deixar este lugar."
      "Eu gosto mais dos tneis." Eu me surpreendi por admitir em voz alta o que eu tinha
pensando, mas Darius balanou a cabea solenemente em acordo. " porque se sente
segura, e  definitivamente deixou de ser seguro aqui", disse ele.
      "Voc notou algo de diferente em Neferet?" Perguntei.
      "Se voc quer dizer se eu percebi que o poder da Sacerdotisa parece ter aumentado,
sim, eu notei."
      "timo. Eu s queria que eu estivesse imaginando coisas" eu murmurei.
      "Seus instintos so bons, e eles vem te avisando sobre Neferet faz algum tempo."
Ele fez uma pausa. "O poder hipntico de Kalona  incomum. Eu nunca senti nada assim
antes."
      "Sim", eu disse, limpando o sangue de seu rosto. "Mas eu acho que eu quebrei
qualquer encanto que ele tivesse sobre mim" Eu me recuso a admitir, at para mim, que,
embora o efeito hipntico tinha ido embora, eu ainda tinha tido uma forte reao ao seu
beijo. "Ei, Kalona no parecia diferente para voc?"
      "Diferente? Como assim?"
      "Mais jovem, como ele no fosse mais velho do que voc." Eu achava que Darius
estava em algum lugar entre seus vinte anos, ou pelo menos assim parecia para mim.
      Darius me lanou um longo e especulativo olhar "No, Kalona parecia o mesmo da
primeira vez que eu o vi, sem idade, mas no de uma forma que poderia ser confundido
com um adolescente. Talvez ele tenha a capacidade de alterar sua aparncia para agradar
voc."
      Eu queria negar, e ento me lembrei de como ele me chamou antes de me beijar.
Era o mesmo nome que ele havia me chamado em meu pesadelo. A minha resposta a ele
foi quase automtica, como se a minha alma o reconhecesse, sussurrou minha mente
sussurrou traioeiramente. Um terrvel medo mandou um calafrio atravs do meu corpo,
causando a pequenos plos nos braos e na parte de trs do meu pescoo se arrepiarem
"Ele me chamou de A-ya", eu disse.
      "O nome soa familiar. O que significa isso?"
      " o nome da mulher criada pelas mulheres Ghigua para prender Kalona."
      Darius suspirou profundamente. "Bem, pelo menos agora sabemos por que ele quer
tanto proteger voc. Ele acha que voc  a mulher que ele amava".
      "Acho que era mais obsesso do que amor", eu disse rapidamente, no querendo
nem mesmo considerar a idia de Kalona poderia ter amado A-ya. "Alm disso,  preciso
lembrar que A-ya o prendeu, fazendo com que ele ficasse aprisionado na terra por mais
de mil anos."
      Darius acenou com a cabea. "Ento o desejo dele por voc pode facilmente se
tornar violncia."
      Meu estmago apertou. "Na verdade, a razo pela qual ele poderia me querer seria
apenas se vingar de A-ya. Quero dizer, no sei o que ele est realmente planejando fazer
comigo. Tudo o que Neferet queria era me matar, mas ele a impediu dizendo que
poderiam utilizar meus poderes."
      "Mas voc nunca desistiria de Nyx por ele" Darius disse.
      "E quando ele perceber isso eu no posso imaginar que ele me mantenha por perto."
      "Ele vai ver voc como um poderoso inimigo, um que poderia encontrar uma forma o
apanhar em armadilha novamente", disse Darius.
      "Ok, ento me explique como concertar voc e, em seguida, vamos encontrar os
outros e nos mandar daqui."
      Darius me guiou atravs de uma limpeza muito nojenta de corte, durante a qual eu
tive que derramar lcool em seu corte para, como ele disse, lavar qualquer infeco que
possa ter sido causada pelo sangue do Corvo Escarnecedor. Eu tinha esquecido totalmente
de que a faca que havia cortado Darius havia estado enfiada no peito de Rephaim e que
definitivamente haveria o sangue daquele nojento homem pssaro por toda a faca. Ento
Eu limpei o corte e, em seguida, Darius me ajudou a achar esse estranho, mas maneiro
negcio chamado Dermabond, mais conhecido como pontos lquidos, que eu coloquei em
uma linha abaixo do comprimento do seu corte, prensando os lados da ferida em
conjunto, e, ta-da! exceto para um grande ainda-no-cicatrizado corte, Darius disse que
ele estava bom como novo. Eu estava apenas um pouco mais ctica, mas (como ele me
lembrou) eu realmente no era uma enfermeira credvel para comeo de conversa.
      Ento eu comecei a vasculhar os armrios atrs de roupas, eu no iria e lugar
nenhum com um lenol ao redor do meu corpo. Ok, voc no iria acreditar que o
grosseiro, fino como papel e sem costas "vestido" de hospital (por favor, eles no eram
verdadeiros vestidos) que achamos em uma gaveta. Por que os hospitais gostam de vestir
voc com esses horrveis vestidos que alm de tudo revelam partes de seu corpo que uma
pessoa gostaria de esconder quando voc j se sente horrvel? Simplesmente no faz
sentido. Enfim, ns finalmente encontramos um par de calas verdes de hospital que eram
muito grandes para mim, mas tanto faz. Elas eram melhores do estar firmemente
embrulhada em um lenol. Eu completei o meu visual com botas. Perguntei ao Darius se
ele havia visto a minha bolsa e ele falou que ainda deveria estar no Hummer.
Provavelmente fui um pouco superficial, mas eu gastei poucos minutos pensando que, se
a minha bolsa estivesse perdida eu teria que obter uma nova carteira de motorista e
celular, e me perguntei se eu saberia exatamente o nmero da cor do lindo brilho labial
Ulta que eu teria que repor.
      Algum tempo depois de eu ter colocado a roupa (enquanto Darius estava de costas)
e comear a me preocupar com a falta da minha bolsa, eu percebi que estava sentada na
cama olhando para o espao e quase dormindo.
      "Como voc est se sentindo?" Darius perguntou. "Voc parece..." Suas palavras
sumiram, como ele estivesse se impedindo de falar "uma merda" ou "horrvel".
      "Eu pareo cansada?" Eu ofereci.
      Ele acenou. "Voc parece".
      "Bem, isso no  to surpreendente, porque estou cansada. Realmente cansada."
      "Talvez devssemos esperar e-"
      "No!" Eu interrompi. "Eu falava srio quando disse que queria sair daqui. Alm
disso, no h nenhuma maneira de que eu realmente possa dormir enquanto ns estamos
aqui. Eu no me sinto segura".
      "De acordo", disse Darius. "Vocs no esto seguros. Nenhum de ns est seguro."
      No foi preciso falar nada para que entrssemos em acordo. Ns no estaramos
seguros mesmo se consegussemos sair da House of Night, mas era melhor para a nossa
moral se nenhum de ns falasse isso.
      "Muito bem, vamos buscar os outros," eu disse.
      Eu chequei o relgio na parede antes que ns sassemos do quarto e percebi que era
um pouco depois das 4h00 Foi um choque ver quanto tempo havia se passado,
especialmente porque eu deveria ter dormido por vrias horas e no me sentia nem um
pouco descansada. Se as coisas estavam normais na House of Night, as aulas dos calouros
deveriam ter terminado. "Ei," eu disse Darius, " hora do jantar. Eles devem estar na
cafeteira."
      Ele concordou, levantou-se da cadeira e abriu a porta lentamente.
      "Corredor do vazio", ele murmurou.
      Enquanto ele foi espreitar o corredor, eu fiquei olhando para ele. Ento, em vez de
seguir ele para fora da sala, eu o agarrei pela manga e o puxei de volta. Ele me deu um
olhar interrogativo.
      "Uh, Darius, eu acho que ns realmente precisamos de mudar de roupas antes de
fazer uma grande entrada no meio do refeitrio, ou mesmo no meu dormitrio. Quero
dizer, voc est mais do que um pouco ensanguentado, e eu estou vestindo o que parece
um grande saco para lixo verde. Ns no somos exatamente imperceptveis".
      Darius olhou para si mesmo, vendo o sangue seco, que havia manchado toda a sua
camisa e palet. O sangue, mais o recm-fechado corte em seu rosto, mais o meu
uniforme de hospital pareciam igualmente suspeitos, uma concluso a qual Darius chegou
facilmente.
      "Vamos ir pelas escadas at o prximo andar. L  onde os filhos de Erebus esto
alojados. Vou me trocar e ento levar voc rapidamente ao seu dormitrio para que voc
possa se livrar dessas." Ele indicou minha roupa. "Se ns tivermos a sorte de encontrar
Afrodite e as Gmeas no dormitrio e s teremos que achar Damien fora e, em seguida,
sair de fininho da escola."
      "Parece bom. Nunca pensei que voc me ouvir dizer que eu estava ansiosa para
voltar aos tneis, mas agora eu sinto como se fosse o melhor lugar para estar", disse.
      Darius grunhiu o que eu presumi que fosse um jeito masculino para concordar
comigo, e eu acompanhei ele para o corredor, o que realmente estava deserto. Foi apenas
um curto caminho para a escadaria. okay, em apenas alguns passo que parecia um voo,
eu estava apoiada fortemente nos braos de Darius. Eu poderia dizer pelo brilho
preocupado nos olhos dele que ele estava seriamente considerando me carregar e teria
feito isso (apesar de meus protestos), se no tivssemos chegado naquele momento.
      "Ento," eu disse entre suspiros, " sempre to tranquilo aqui em cima?"
      "No", disse Darius carrancudo. "No ." Passamos um espao comum que tinha
uma geladeira, uma grande televiso de tela plana, alguns confortveis sofs, e um monte
de coisas como pesos livres, um alvo, e uma mesa de bilhar. , tambm, estava deserta.
Seu rosto em conjunto ilegvel linhas, Darius me levou a uma das muitas portas que
abriam para fora do salo.
      O quarto dele era tudo o que eu imaginava que o quarto de um Filho de Erebus seria
- simples e limpo, sem muitos enfeites. Ele tinha alguns trofus por vencer competio de
arremesso de faxa, e uma coleo inteira de livros capa dura de Christopher Moore, mas
nenhuma foto emoldurada de amigos ou famlia, e a nica arte nas paredes era uma
paisagem de Oklahoma, o que provavelmente veio com o quarto. Oh, ele tambm tinha
uma mini-geladeira como a de Afrodite, o que me irritou bastante. Ser que todos tm
uma geladeira exceto eu? Jeesh. Havia uma grande janela com uma vista panormica - eu
me perguntava o porqu. Puxei para trs um canto da cortina e olhei para fora de modo
que Darius poderia mudar suas roupas sem fazer com que uma ciumenta Afrodite
desmembrasse um de ns ou a ambos.
      Deveria ser um momento ocupado. As aulas haviam acabado e as crianas deveriam
ter vindo da acadmica da escola para os dormitrios, sala, refeitrio, e resumo s
passeando e sendo adolescentes. Invs disso, eu vi somente duas pessoas fazendo o seu
melhor para no cair se apressando na calada indo de um prdio para o outro.
      E mesmo que minha intuio dissesse que era mais do que parecia eu queria culpar
o clima pela quietude mrbida da escola. O cu escuro ainda derramava a chuva gelada, e
apesar do isolamento causado pela tempestade, fiquei encantada com a forma com que o
brilhante revestimento de gua congelada fez tudo parecer mgico. rvores cediam sob o
peso cristalino que sepultava seus ramos. O suave amarelo das luzes a gs tremeluzia
pelas paredes e caladas lisas. A coisa mais legal era a grama congelada. Estava arrepiada
como brilhantes espinhos por todos os cantos, reluzindo quando a luz a atingia da maneira
certa, fazendo com que o cho parecesse um campo de diamantes.
      "Uau", eu disse, mais para mim do que Darius, "Sei que a tempestade de gelo 
chateao, mas  realmente bonita. Faz com que tudo parea diferente."
      Darius estava colocando um moletom sobre uma camisa limpa enquanto se juntava a
mim na janela. Sua carranca disse que via mais a parte chata da tempestades do que o
gelo mgico dela.
      "No vejo uma sentinela", disse ele, e eu percebi que a sua carranca no tinha sido
dirigida apenas no gelo, mas tambm aos limites dos muros, que podamos ver a partir de
sua janela "Deveramos ser capazes de ver, pelo menos, dois ou trs dos meus irmos
guerreiros, mas no h uma." Ento eu o senti se retesar.
      "O que foi?"
      "Eu falei muito rpido, e voc estava certa. Este  um mundo diferente. Existem
sentinelas fixadas. Eles no so apenas os meus irmos." Ele apontou para uma mancha
na parede  nossa direita que se curvava por trs do templo de Nyx que se situava logo
na frente do prdio em que estvamos. Ali, entre as sombras de um antigo carvalho e a
parte de trs do templo, a escurido se quebrou para revelar o contorno distorcido de um
Corvo Escarnecedor agachado na parede.
      "E l."
      Darius fez sinal para um ponto do outro lado na parede. Eu tinha ignorado porque
nada mais natural do que mais um pouco de trevas nesta noite tempestuosa, mas quando
eu olhei fixamente, e, tambm, me movi rapidamente, revelando uma outra terrvel
criatura homem pssaro.
      "Eles esto em todos os lugares," eu disse. "Como  que vamos sair daqui?"
      "Voc pode nos disfarar com os elementos, como voc fez antes?"
      "Eu no sei. Estou to cansada, e me sinto estranha. Meu corte esta melhor, mas 
como se eu estivesse sendo drenada."
      Ento, meu estmago afundou ainda mais ento percebi outra coisa. "Depois que eu
usei fogo e o vento para tirar Kalona de voc, eu no tive que liberar os elementos. Eles
s no estavam mais l. E isso nunca aconteceu antes. Eles sempre circulam ao meu
redor ate que eu os deixo partir".
      "Voc esta esgotada. A capacidade de conjurar e controlar os elementos  o seu
dom, mas ela no vem sem um preo. Voc  jovem e saudvel, assim, em circunstncias
normais, provavelmente voc dificilmente percebe o dreno que provoca em voc."
      "Eu j fiquei assim muitas vezes, mas nenhuma nunca foi igual essa."
      "Voc nunca esteve perto da morte antes. Adicione isso o fato de que voc no ter
tido tempo para descansar e recuperar, e aquela combinao perigosa."
      "Em outras palavras, podemos no ser capazes de contar comigo para sairmos
daqui", eu disse.
      "Por que no te chamamos de Plano C, e ns de F. S precisarmos arranjar os
Planos A e B."
      "Eu prefiro ser o Plano Z," Eu sorri.
      "Bem, isso vai ajudar, mesmo que seja apenas uma correo temporria." Ele foi
para o mini-geladeira e puxou o que parecia ser duas garrafas de gua, apenas os frascos
porque o liquido espesso que a preenchia eu conhecia muito bem. Ele me entregou uma.
"Bebe."
      Eu bebi enquanto franzia para ele. "Voc tem garrafas de gua com sangue em sua
geladeira?" Ele levantou suas sobrancelhas para mim, ento contornou com o dedo o
corte que esticou puxando todo lado de baixo do seu rosto. Finalmente ele disse,
      "Eu sou um Vampiro, Zoey. Voc ser uma em breve. Para ns ter sangue humano
em garrafas  o mesmo que ter gua engarrafada. S existe um consumo de muito mais
sangue." Ele levantou o frasco para mim e, em seguida, ele drenou tudo.
      Eu bloqueei a minha mente e fiz o mesmo. Como sempre, o sangue bateu no meu
sistema como uma exploso, dando um pontap de energia e fazendo me sentir muito
mais viva e invencvel. Minha cabea ceou a tontura, e achei que a dor que irradiava da
minha ferida diminuiu,me deixando dar um grande, profunda, e sem-dor respirao.
      "Melhor?" Darius disse.
      "Totalmente", eu disse.
      "Vamos colocar algumas roupas de verdade e encontrarmos os outros, enquanto
esta bebida dura. Isto me faz pensar." Ele volta para a geladeira, agarrou outra garrafa de
sangue, e jogou para mim. "Coloque nos eu bolso. Beber sangue e dormir no ir
substituir o tempo que seu corpo necessita para curar-se, mas vai manter voc em p. Ou
pelo menos eu espero que sim."
      Eu coloquei a garrafa em um dos grandes bolses da minha folgada e larga cala.
Darius prendeu sua faca no cinto de couro, agarrou um casaco de couro limpo, e eu e ele
deixamos o quarto, apressando para baixo da escada, e caminhamos at a porta do prdio
tudo sem ver ningum. Eu senti mal, mas eu no quero pausa para falar sobre isso. Eu
no queria fazer ou dizer algo que poderia nos manter l, mesmo por um segundo mais
do que tnhamos ficado. Quando Darius chegou a porta da frente do prdio, eu hesitei.
      "Eu no acho que  muito inteligente os corvos escarnecedores verem que eu estou
melhor e andando pra cima e pra baixo". Eu deixei a minha voz baixa, embora no
houvesse nada visveis  nossa volta.
      "Voc est provavelmente certa", disse ele. "Voc consegue controlar?"
      "Bem, na verdade, o dormitrio no  muito longe. Alm disso, o clima j 
desagradvel. Vou s chamar algumas nevoas e aumentar a chuva. Isso deve fazer um
bom trabalho em esconder a gente. Lembre-se de pensar que voc  feito de nada, mas
que esprito. Tente imaginar se misturando com a tempestade. Isso geralmente faz com
que seja mais fcil para mim".
      "Farei. Estou pronto quando estiver."
      Dei um profundo suspiro, agradecida que meu peito estava quase totalmente livre de
dor, e concentrado. "A gua, fogo e esprito, eu preciso de vocs", eu disse.
      Eu abri um dos meus braos, como se estivesse recebendo um abrao de um amigo,
e colocando a outra enrolada no brao de Darius. Imediatamente eu senti o aumento dos
trs elementos passar por mim, esperei, Darius, tambm.
      "Esprito, peo-vos que encubra... ns... vamos nos esconder mistura com a noite.
gua, enche o ar que nos rodeia, banhar-se e esconde ns. Fogo, eu preciso de voc um
pouco, apenas o suficiente para aquecer o gelo."
      Eu tinha razo sobre uma coisa: o tempo estava desagradvel. Eu definitivamente
gostava mais da vista de fora do que a de dentro do quente e seco edifcio. Ele tinha sido
ruim antes, mas como os elementos respondeu ao meu comando da tempestade
aumentaram em intensidade.
      Eu procurei ao nosso redor, tentando descobrir se algum corvo escarnecedor nos
tinha notado, mas os elementos estavam trabalhando bem juntos, Darius e eu
caminhamos e eu me sentia no meio de um globo de neve mais a neve onde a neve tinha
virado gelo. O gelo e o vento eram to ruins que eu teria cado direto de bunda se Darius
no tivesse os reflexos de um gato e de algum modo conseguiu manter tanto em nossos
ps. Me lembrei que, como eu e ele caminhvamos rapidamente, mas cuidadosamente as
congeladas calada, envolta em uma nvoa que havia explodido sbita tudo  nossa volta,
cabeas curvadas contra o ataque gelada, eu no vi um nico gato. Ok, sim, o tempo
estava horrvel, principalmente depois que eu estraguei mais ele, e os gatos no gostam
de nada molhada, mas eu no lembro uma vez no ms que eu vivi na House of Night
andando em qualquer lugar no campus e no vendo, pelo menos, um jovem gato
perseguindo um outro.
      "No h gatos por ai," eu disse.
      Darius acenou. "Eu j reparei."
      "O que isso significa?"
      "Problemas", disse ele.
      Mas eu no tive tempo para pensar sobre o que a ausncia de gatos pode significar
(e de se preocupar se a minha Nala estava bem). Eu j estava sentindo a fuga de energia.
Eu tive que concentrar toda a minha fora e concentrao para manter tudo funcionando
sussurrei vai vento, fogo e gua. "Ns somos a noite, deixe o esprito da noite nos cobrir...
nos... proteja com nvoa, vento, e deixando os olhos maus no nos verem..."
      Estvamos quase no dormitrio quando ouvi a voz de uma menina. Eu no poderia
entende o que ela estava dizendo, mas o alto, nervoso tom definitivamente dizia que algo
estava errado. A tenso no brao de Darius, e da forma como ele estava reconhecendo o
perigo, tentando ver atravs da bolha elementar que nos rodeada, me disse que ele ia
ouvi-la, tambm. Quando estvamos mais perto do dormitrio, a voz ficou mais clara e
mais alta, e as palavras comearam a fazer sentido.
      "No,  srio! Eu s quero voltar para o meu quarto," a voz da menina assustada
disse.
      "Voc pode voltar. Depois que eu estiver terminado com voc."
      Eu congelei, Darius me puxou parando reconhecendo a voz do cara antes da menina
responde-lo.
    "Pode ser mais tarde, Stark? Ento talvez possamos-"
    Suas palavras foram abruptamente cortadas. Ouvi um pequeno grito, que terminou
em um suspiro e, em seguida, houve um terrvel som molhado, e os gemidos comearam.
     VINTE

      Darius estava a frente, me puxando pelo brao. Demos uma pequena parada na
entrada do dormitrio das meninas. Havia escadas largas, emolduradas com as paredes,
na altura da cintura, excelente para sentar e flertar com seu namorado depois que ele
andou com voc ate a porta antes de te dar um beijo de boa noite.
      O que Stark estava fazendo era uma gozao torcida de beijo de boa noite que
geralmente acontecia ali. Ele estava segurando uma garota em que poderia ter sido um
abrao, se no fosse evidente que, poucos segundos antes os dentes deles tinham se
afundado no pescoo dela, e estava tentando fugir dele. Vi, horrorizada, como Stark,
percebendo  nossa presena, continuou o seu ataque a ela. No importava que a garota
estava agora certamente gemendo sexualmente. Quero dizer, todos ns sabemos o que
acontece quando um vampiro morde algum: Os receptores sexuais de ambos da "vtima"
(e, neste caso, ela  definitivamente sua vtima!) E o vampiro so estimulados. Ela estava
sentindo fisicamente os sentimentos, mas a largura, dos olhos aterrorizados, e  rigidez do
seu corpo tornou evidente que ela ia lutar com ele se podia. Stark estava bebendo em
goles enormes de sua garganta. Seus gemidos eram selvagens e da mo que no foi
segur-la apertado contra o seu corpo estava desastrada na saia da menina, levantando-a
para que ele pudesse colocar entre suas pernas e de...
      "Liberte-a!" Darius comandou, puxando o brao dele do meu aperto e saindo da
nevoa e noite que estvamos escondidos. Stark deixou cair a menina como eu no tinha
pensado ele no deu mais nenhum enorme gole. Ela choramingou mexendo suas mos e
joelhos para longe dele para Darius. Darius jogou um leno que antigamente ele puxou do
bolso dele pra mim e disse: "Ajuda ela."
      Ento, ele ficou como uma montanha muscular entre a histrica menina e eu e Stark.
Eu me agachei para baixo, percebendo com surpresa que a garota era Becca Adams, uma
loura bonita que antigamente costumava ter uma quedinha por Erik. Como eu assisti
Darius enfrentar Stark, entreguei o leno para Becca e sussurrei palavras acolhedoras para
ela.
      "Voc parece manter sempre no meu caminho", disse Stark.
      Seus olhos brilhavam ainda vermelho, e havia sangue em sua boca que ele limpou
com a palma de sua mo. Mais uma vez, eu podia ver uma escurido pulsante em torno
dele. No era totalmente visvel, mas mais uma sombra dentro de uma sombra que se
tivesse deslocado para dentro e para fora da minha viso, algo que realmente foi visto
mais fcil quando eu no estava olhando para ele.
      E ento me bateu. Eu sabia onde eu notei esse estranho lquido escuro antes. Estava
na sombra dos tneis, e depois novamente no vislumbre da forma espectral da Neferet
que virou o Corvo Escarnecedor, que quase me matou! Com mais esta sbita viso
Reconheci mais essa escurido. Eu tinha certeza que tinha estado presente, pulsante
como uma sombra que vivem em torno de Stevie Rae antes dela mudar, s ento os meus
olhos e mente havia registrado apenas a luta e angustia da minha melhor amiga, e eu
tinha pensado que a escurido que se apoderou dela era apenas interna.
      Deusa, eu fui uma idiota! Oprimida, tentei fazer sentido deste novo conhecimento
enquanto Darius confrontava Stark.
      "Talvez ningum tenha explicado a voc que Vampiros machos no abusam do sexo
feminino, sejam elas humanas, Vampiras, ou calouras." Darius falou calmamente, como se
estivesse tendo uma conversa normal com um amigo.
      "Eu no sou um Vampiro". Stark apontou para o contorno da lua crescente em
vermelho na sua testa
      "Esse  um detalhe inconsequente. quo "; xmWe"(no sei o que significa todos os
ebooks que esto na net esto com os mesmo erros de digitao,desculpe)- Darius fez
sinal de si mesmo para Stark "no abusar do sexo feminino. Nunca. A Deusa nos ensinou
melhor".
      Stark sorriu, mas o gesto faltava qualquer verdadeiro humor. "Acho que voc vai
descobrir que as regras mudaram por aqui."
      "Bem, rapaz, eu acho que voc ver que alguns de ns tm normas escritas aqui"-
Darius apontou para o seu corao, "e h regras escritas no esto sujeitos  evoluo
pelos caprichos daqueles em torno de ns".
      O rosto de Stark endureceu. Ele andou para trs e liberou o arco que estava preso
em um cinto e puxou ele. Ento, ele puxou uma flecha da aljava que eu assumi que era
uma bolsa de homem pendurada sobre seus ombros (Eu sabia que no; Stark no 
exatamente um cara tipo bolsa de homem).
      Ele colocou a seta no arco e disse: "Eu acho que eu vou ter certeza que voc nunca
estar no meu caminho novamente."
      "No!" Eu levantei e fui para o lado de Darius, meu corao batendo como um louco.
"Que diabos aconteceu com voc, Stark?"
      "Eu morri!" ele Gritou, seu rosto torcendo com a raiva e a fantasmagrica escurido
enrolada em torno dele. Agora que era visvel para mim, me perguntei como eu nunca
poderia ter esquecido dela. Ignorando a sobra mal, eu continuei a enfrent-lo.
      "Eu sei disso!" Eu gritei. "Eu estava l, lembra?" Isso fez ele pausar. Se curvando um
pouco para baixo. Eu levei isso como um bom sinal, e continuei. "Voc disse que ia voltar
por Duquesa e por mim." Quando eu disse o nome do seu co, dor passou em toda a sua
face, e de repente ele olhou e parecia fraco e jovem. Mas a expresso durou apenas um
instante. Eu pisquei e ele voltou a ser perigoso e sarcstico, porm seus olhos tinham
parado com o vermelho brilhante.
      "Sim, estou de volta. Mas as coisas so diferentes agora. E mudanas maiores esto
chegando". Dando a Darius olhar de total repdio. "Todos os que acreditam na mesma
merda que voc no significa mais nada. Far voc fraco, e quando voc estiver fraco
voc morre."
      Darius agitou sua cabea. "Honrar o caminho da Deusa nunca  fraqueza".
      "Sim, bem, eu no tenho visto muito de qualquer deusa passando por aqui, Voc
tem?"
      "Sim, eu absolutamente tenho", eu falei acima. "Eu vi Nyx. Ela apareceu l" Apontei
para o dormitrio de meninas "apenas um par de dias atrs".
      Stark me olhou em silncio por um longo tempo. Eu pesquisei seu rosto, tentando
encontrar algum indcio de que o cara que eu senti uma conexo quem eu beijei-direita
antes dele morrer nos meus braos. Mas tudo que eu pude ver foi um imprevisvel
estranho, e acima de tudo na minha mente foi o conhecimento que se der um tiro com o
arco ele nunca era o que ele mira. E de repente me lembrei. Ele no tinha matado Stevie
Rae. O fato de que ela estava viva provou que ele no pretendia mat-la. Ento, talvez
houvesse alguma parte do velho Stark dentro dele.
      "Stevie Rae esta bem, de qualquer forma," eu disse.
      "Isso no  nada para mim", disse ele.
      Eu franzi. "Achei que voc queria saber, sendo que foi sua flecha que acertou ela
no mortalmente".
      "Eu estava fazendo o que me disseram para fazer. O patro disse para fazer sangrar;
e fiz sangrar."
      "Neferet? Ela  quem est controlando voc?" Perguntei. Seus olhos chamejaram.
      "Ningum me controla!"
      "Sua sede est controlando voc," Darius disse.
      "Se voc no estavam sob seu controle, voc no teria tomado a fora desse
calouro".
      "Sim? Voc acha que sim? Bem, voc est errado. Ora, eu gosto da minha sede! Eu
gosto de fazer o que sempre eu quero com essa menina.  hora vampiros pararem de
estar em volta. Ns somos mais espertos, mais forte, melhor do que seres humanos.
Devemos estar no comando, no eles!"
      "Esta jovem no  humana." A voz de Darius era como uma lamina pura, lembrei
que ele no era um cara tipo irmo mais velho, ele era um filho de Erebus e um dos mais
poderosos guerreiros vivo.
      "Eu estava sedento e no tinha um humano til", disse Stark.
      "Zoey, leve a garota para o dormitrio". Darius no tirou seus olhos fora Stark. "Ela 
feita servindo sua convenincia."
      Eu me apressei sobre Becca ajudando ela a ficar de p. Ela estava um pouco
hesitante, mas capaz de andar. Quando chegamos em Darius, ele avanou com a gente,
sempre mantendo-se entre ns e Stark. Assim como ns estvamos passando por ele,
Stark falou irritado com uma intensidade que enviou um calafrio em volta do meu
pescoo.
      "Voc sabe, tudo o que tenho a fazer  pensar em matar-lo e atirar esta seta. Onde
quer que voc esteja, voc est morto."
      "Se assim , ento vou ser morto", disse Darius como um fato. "E voc vai ser um
monstro."
      "Eu no me importo de ser um monstro!"
      "E no me importo de morrer pela minha Alta Sacerdotisa e encontra, finalmente, a
minha deusa", disse Darius.
      "Se voc machuc-lo, eu vou atrs de voc com tudo o que tenho", eu disse a Stark.
      Stark olhou para mim e seus lbios inclinaram em um fantasma, do bonitinho, sorriso
confiante que ele costumava ter. "Voc provou um pouco do mostro em voc mesma, no
, Zoey?"
      Eu no acho que valia um desagradvel comentrio como resposta, e obviamente
nem Darius. Ele continuou vigiando-nos por Stark, abrindo a porta do dormitrio e
ajudando Becca entrar. Mas, em vez de seguir com ela, eu parei. Minha intuio dizia que
tinha algo que deveria fazer, e tanto quanto eu gostaria de ignorar a minha intuio, eu
sabia que eu no devia.
      "Eu j volto," eu disse a Darius. Eu pude ver que ele estava indo para argumentar
comigo, mas eu apertei a minha cabea e disse: "Confiem em mim. S preciso de um
segundo."
      "Eu vou estar aqui dentro perto da porta," Darius disse, jogou a Stark um olhar duro
e, em seguida, entrou no dormitrio.
      Eu enfrentei Stark. Eu sabia que eu estava tendo uma chance com o que eu ia dizer
para ele, mas eu pensei lembrando do poema de Kramisha e da linha que disse:
"humanidade a salva / Ela ir me salvar?" Eu tinha pelo menos que tentar.
      "Jack esta cuidando da Duquesa," eu disse sem qualquer problema. Vi que flashs de
dor nos olhos dele novamente, mas sua voz no foi tocado por ele.
       "E dai?"
       "E dai, eu estou apenas dizendo que seu cachorro est bem. Ela teve um tempo
muito difcil, mas ela est bem."
       "Eu no sou quem eu costumava ser, por isso ela no  mais minha cachorra." Desta
vez eu ouvi um requebro em sua voz, que me deu suficiente esperana e eu dei um passo
em direo a ele.
       "Ei, a grande coisa sobre ces  que eles do amor incondicional. Duquesa no se
importa quem voc  agora. Ela vai ainda amar voc".
       "Voc no sabe o que voc est falando", disse ele.
       "Sim, eu sei. Eu passei um tempo com seu cachorro. Ela tem um grande corao."
       "Eu no estava falando sobre ela. Eu estava falando de mim".
       "Bem, eu passei algum tempo com os calouros vermelhos, tambm. Sem contar que
a primeira vampira vermelha adulta  minha melhor amiga. Stevie Rae  diferente do que
ela costumava ser, mas eu ainda amo ela," eu disse. "Talvez se voc passar algum tempo
com Stevie Rae e o resto dos calouros vermelhos poderia, no sei, voc se encontrar
novamente. Eles tm." Eu disse isso com muito mais confiana do que eu sentia. Afinal,
eu tinha vislumbrado fragmentos da escurido circulando Stark escondidas nesses tneis,
em torno desses calouros vermelhos, mas eu no poderia deixar de crer que seria melhor
tir-lo daqui, onde o mal parecia ir e vir to facilmente.
       "Claro", disse ele muito rapidamente. "Por que voc no me leva a essa Stevie Rae
consertada e eu vou ver o que acontece?"
       "Claro," eu disse to rapidamente. "Por que voc no deixa o seu arco e flechas aqui
e mostra-me como sair fora do campus sem que os pssaro malucos saibam e eu fao
isso?" Sua expresso endureceu e ele era um estranho novamente.
       "Eu no vou a lugar nenhum sem o meu arco, e no deixo o campus sem eles
saberem."
       "Ento, parece que no ir ver Stevie Rae," eu disse.
       "Eu no preciso de voc para me mostrar onde esta Stevie Rae. Ela sabe tudo sobre
seu esconderijo. Quando ela quiser sua amiga, ela ir pegar com ela. Se eu fosse voc, eu
esperaria ver Stevie Rae muito mais cedo do que voc imaginava que veria."
       Aviso, sinos estavam tocando como um alarme de incndio em minha mente, e eu
definitivamente no tinha que perguntar quem era "ela" que Stark estava falando. Mas em
vez de mostrar o quo assustada estava com o que Stark falou, eu sorri e disse
calmamente:
       "No h uma forma disso acontecer. Estou bem aqui, e Stevie Rae esta bem segura
onde ela esta porque ela se mudou. No  grande coisa. Alm disso,  sempre muito bom
v-la, por isso, se ela aparecer aqui, vai ser legal".
       "Sim, tanto faz. No  grande coisa. E eu estou bem onde estou."
       Ele parecia longe de mim, fora para o nevoeiro que estava gelado passando
preguiosamente em torno de ns.
       "No entendo por que voc se importa, de qualquer forma."
       E de repente eu sabia exatamente o que dizer. "Vou manter apenas minha
promessas para voc."
       "O que voc quer dizer?"
       "Voc me pediu para prometer-lhe duas coisas antes de morrer. Um deles foi no
esquecer voc, e eu no esqueci. A outra era para cuidar da Duquesa, e eu estou
deixando voc saber que eu tenho a certeza que ela est bem."
      "Voc pode dizer a esse garoto Jack que Duquesa agora  o seu co. Diga a ele..."
Ainda no olhando para mim, ele deu uma pausa e uma forte respirao. "Diga a ele que
ela  um bom co e para cuidar dela".
      Continuando a seguir a minha intuio, eu cruzei a poucos metros entre ns e
coloquei minha mo sobre seu ombro, quase exatamente como eu havia feito na noite em
que morreu.
      "Voc sabe que no importa o que voc disser ou que voc fazer para ela, Duquesa
ir sempre pertencer a voc. Quando morreu, ela chorou. Eu estava l. Eu vi ela. Eu no
esqueo. No vou esquecer nunca."
      Ele no olhou para mim, mas ele deixou sua cabea cair lentamente para baixo e
colocou sua mo sobre a minha. Ns ficamos l desse jeito. Tocando, mas sem dizer
nada. Tentava ver o seu rosto com cuidado, para ver a transformao. Quando ele
pressionou a mo sobre minha, ele deu uma longa e lenta respirao, e seu rosto relaxou.
A ltima pista do vermelho deixou os olhos dele, bem como a estranha, sombria escurido
evaporou. Quando ele finalmente olhou para mim, ele era o garoto que tinha sido, quando
estava em meus braos, ouvi ele dizer que ele ia voltar.
      "E se no h nada deixado em mim para amar?" Ele Perguntou em uma voz to
baixa que se eu no tivesse to quieta eu no teria ouvido dele.
      "Eu acho que voc ainda pode escolher o que voc , ou pelo menos o que voc est
se tornando. Stevie Rae escolheu a sua humanidade ao invs do monstro. Acho voc
tambm pode."
      Sei o que fiz depois foi estpido. No estou certa, porque fiz isso. Quer dizer, eu j
havia questes pendentes com Erik e Heath. A ltima coisa que eu precisava era outro
menino complicando na minha vida, mas, naquele momento, havia apenas Stark e eu, e
ele era novamente o cara que tinha se agonizado pelo dom que Nyx tinha dado porque ele
tinha acidentalmente causado a morte do seu mentor, o cara que tinha sido horrorizado
com o pensamento de matar ningum. O cara que eu senti uma imediata e profunda
ligao que eu pensei que talvez s l estavam realmente tal coisa como almas gmeas, e
que tinha considerado, pelo menos por alguns breves momentos, que ele poderia ser
minha. Isso  tudo que eu estava pensando quando eu pulei em seus braos.
      Quando ele curvou hesitantemente e pressionou seus lbios nos meus, eu fechei os
olhos e beijei suavemente e docemente. Ele beijou de volta, segurando-me to
suavemente que era como se ele pensasse que eu poderia quebrar. Ento eu senti ele
endurecer e ele puxou para longe, tendo um rpido retrocesso. Eu tinha certeza que vi
lgrimas em seus olhos antes que ele gritou.
      "Voc deveria ter me esquecido!" Stark pegou seu arco e apressadamente sumiu na
noite tempestuosa. Quando ele tinha ido embora eu ficava olhando atrs dele, me
perguntando o que diabos estava errado comigo. Como eu poderia ter beijado um cara
que estava minutos antes atacando algum? Como poderia sentir uma ligao com
algum que poderia ser mais monstro do que homem? Talvez eu nem sabia mais de mim.
Eu no sabia o que eu estava ficando. Eu estremeci. A fria umidade da noite parecia ter
passado atravs de minhas roupas para a minha pele e ossos. E me senti cansada.
Realmente, muito cansada.
      "Obrigado, fogo, ar e a gua", sussurrei escutando os elementos. "Vocs saram bem
a noite. Vocs podem ir agora."
      A nevoa e o frio passaram por mim mais uma vez e, em seguida, foram para longe,
deixando-me a ss com a noite e as tempestades em minha confuso. Cansada eu andei
de volta ao dormitrio, desejando que poderia entrar, tomar uma ducha quente, e
espatifar na minha cama para dormir durante vrios dias. Naturalmente, o meu desejo
no era um comando da...
     VINTE E UM

      Eu mal toquei a porta quando Darius abriu ela para mim. Seu olhar afiado me fez
pensar que ele tinha assistido a cena entre Stark e eu, e eu sinceramente no esperava
que ele tinha.
      "Damien e as gmeas esto al", foi tudo que ele disse, acenando para eu segui-lo na
sala central do dormitrio.
      "Primeiro eu preciso que voc me empreste seu telefone celular," eu disse.
      Ele no hesitou e nem fez perguntas irritantes de pra quem eu ia ligar e por que. Ele
simplesmente me deu seu telefone e, em seguida, ele caminhou em frente de mim na sala
comum. Eu disquei o numero de Stevie Rae e prendi minha respirao quando ele
chamou. Quando ela respondeu Parecia que ela estava falando em uma lata, mas pelo
menos eu podia ouvi-la.
      "Ei, sou eu", eu disse.
      "Z! Oi, estou contente de ouvir a sua voz! Voc est bem?"
      "Sim, eu estou melhor."
      "Sim! Ento, o que est acontecendo com-"
      "Vou contar a voc tudo mais tarde," Eu cortei ela. "Agora voc tem que me ouvir."
      "Okay", disse ela.
      "Faa o que eu te disse para fazer."
      Houve uma pausa e ento ela disse, "O que voc me disse na nota?"
      "Sim. Voc est sendo vigiada nos tneis. Algo est a com voc."
      Esperei ouvi-la respirar com calma ou dificuldade, mas tudo indicava que ela estava
calma.
      "Ok, eu entendo."
      Continuei rapidamente. "H uma boa chance dos pssaros irem atrs de voc, se
voc sair do tnel em qualquer parte eles vo estar vigiando voc, por isso voc tem que
ter muito, muito cuidado."
      "No se preocupe, Z. Venho fazendo umas passagens secretas desde que voc me
passou essa nota. Acho que todo mundo pode chegar l sem ser visto."
      "Ligue primeiro para a Irm Maria ngela e diga a ela que voc esta indo. Diga que
eu estou indo, tambm, assim que possvel. Mas no diga para os calouros vermelhos
onde vocs esto indo por quanto tempo voc conseguir. Voc entende?"
      "Sim".
      "Ok. D um abrao na vov por mim."
      "Vou dar", disse ela. "E no vou deixar ningum dizer para ela algo sobre o seu
acidente. Vai apenas estressar ela."
      "Obrigado", disse. "Heath esta bem?"
      "Totalmente. Eu disse para no se preocupar com ele. Seus dois namorados esto
bem."
      Eu suspirei, desejando que ela pudesse se corrigir e dizer que eu s tinha um
namorado.
      "Bom, estou feliz que eles esto seguros. Oh, Afrodite esta segura, tambm",
acrescentei, sentindo meia estranha com isso, mas desde que eu pensava sobre imprint
com humanos, talvez Stevie Rae gostaria de saber sobre ela, tambm.
      Seu riso era alegre e familiar. "Oh, Z, sei que Afrodite esta bem. Eu seria capaz de
dizer imediatamente se alguma coisa acontecer com ela.  estranho, mas  verdade."
      "Ok, bom. Eu acho. Ol, eu tenho que ir. E voc, tambm."
      "Voc quer que eu tire todos daqui ate anoitecer?"
      "Agora," eu disse firmemente.
      "Irei", disse ela. "Vejo voc em breve, Z."
      "Lembre-se muito, muito cuidado."
      "No se preocupe comigo. Tenho alguns truques na manga."
      "Voc vai precisar deles. tchau", eu disse, desliguei a ligao. Foi um alvio saber que
Stevie Rae estava indo com os calouros vermelhos para onde estavam as Irms
Beneditinas. Eu tinha de acreditar que a escurido que eu senti comearam a pairar em
torno dos tneis no faria to bem na caverna de um bando de freiras. Tive tambm que
acreditar que Stevie Rae poderia levar todos os calouros l sem ser capturada pelos
corvos escarnecedores. Se ns tivermos sorte, poderamos se reunir e reagrupar e tentar
descobrir o que diabos ns poderamos fazer sobre Kalona e Neferet. E gostaria de
perguntar para Stevie Rae sobre as sombras negras. Infelizmente, tinha um sentimento
que ela sabe muito mais do que eu sobre isso.
      Entrei na sala comum. Normalmente, depois da escola teria sido uma loucura com
calouros pendurados, assistindo uma das vrias televises de tela plana. Cadeiras
confortveis e sofs foram agrupados ao redor da sala, e as crianas devem ter enchido
como eles relaxado aps um longo dia escolar.
      Hoje no tinha muitos calouros, e aqueles que estavam sentados ao redor estavam
desconfortveis. Parte do que poderia ser porque o cabo tinha sido nocauteado pela
tempestade, mas a House of Night tinha alguns grandes geradores, e as crianas
deveriam estar assistindo DVD quero dizer, Ol! Quase todos tinham NetFlix. Mas as
poucas crianas que estavam presentes estavam amontoados juntos, falando pouco acima
de um sussurro.
      Automaticamente eu olhei para a rea onde os meus amigos e eu gostava de se
reunir e fiquei aliviada em ver Damien e as gmeas. Eles tinham Becca no meio deles, e
eu presumi que eles estavam confortando a menina e mant-la de rebentar em lgrimas
histricas. Quando eu cheguei mais perto, eu percebi que eu estava muito errada.
      "Realmente, estou bem. No  grande coisa", Becca foi insistindo em uma voz que
no estava abalada e assustada mais, mas de repente tinha mudado para soar
extremamente irritada.
      "No  grande coisa!" Shaunee disse. "Claro que foi um grande negcio."
      "O cara atacou voc," disse Erin.
      "No foi exatamente assim," Becca disse, acenando as mos. "Ns estvamos
apenas se pegando por perto. Mas, Stark  realmente quente."
      Erin aspirou. "Sim, eu costumo encontrar muitos estupradores quente."
      Becca franziu e estreitou os olhos. "Stark  quente, e voc est com inveja que ele
no quer voc".
      "No me quer?" Erin disse incrdula. "No quer dizer, no quer me incomodar? Por
que voc esta dando desculpas por ele?"
      "O que diabos est errado com voc, Becca?" Shaunee disse. "Nenhum homem deve
forar se-"
      "Sobre voc," Damien falou cima. "Voc sabe, Becca esta certa. Stark  um cara
quente." As gmeas olharam em choque para ele, e ele apressou em dizer. "Se Becca diz
que eles estavam apenas se pegando por perto, quem somos ns para julgar?"
      Foi ento que Darius e eu entramos no circulo um pouco agitado. "O que est
acontecendo? Voc est bem?" Perguntei a Becca.
      "Totalmente bem". Ela disse lanando as gmeas um olhar glido, ela ficou em p.
"Na verdade, eu estou com fome, ento eu vou encontrar alguma coisa para comer.
Desculpe eu ter dado um susto em vocs l fora. Ate mais tarde." Ela se distanciou
apressada.
      "Que diabos aconteceu?" Perguntei em voz baixa.
      "A mesma coisa que aconteceu em todo este maldito-"
      "L em cima!" Darius comandou, calando Erin.
      Eu fiquei meio-espantada ao ver meus amigos obedecendo Darius. Estvamos saindo
da sala, ignorando os curiosos que foram discretamente sentando ao redor. No caminho
at a escadaria, Darius disse, "Afrodite esta no quarto dela?"
      "Sim, ela disse que ela estava cansada", disse Shaunee.
      "Ela  provavelmente esta pendurada de cabea pra baixo no seu habitual lustre,"
disse Erin. Ela sorriu sobre seu ombro para Darius e acrescentou, "Falando de Afrodite, ela
vai parir uma ninhada bem grande de gatinhos quando ela ver que voc estragou todo o
seu lindo rosto."
      "Sim, e se voc precisar de conforto de seu rompimento amoroso, voc pode
experimentar um pouco de caf Moca aqui", disse Shaunee, levantando suas sobrancelhas
para ele.
      "Ou uma deliciosa baunilha aqui," Erin flertou.
      Darius com normalmente sorriu e apenas disse, "Eu vou manter isso em mente."
      Pensei que as gmeas estavam tendo as suas vidas em suas mos, e eu tinha a
maldita certeza que eu no ia ficar entre elas e Afrodite se ela descobrir que elas estavam
flertando com seu homem, mas eu estava muito cansada para dizer algo.
      "Voc sabe aquele pulver caxemira azul que voc viu na Saks?" Damien perguntou
a Erin.
      "Sim, o que tem ele?"
      "Eu compro ele se Afrodite no enlouquecer por dar em cima do homem dela", disse
Damien.
      "Ela  apenas uma humana agora", disse Erin.
      "Sim, ns juntas podemos acabar com ela", disse Shaunee, ento ela explodiu beijos
para Darius. "Lembre-se, garoto guerreiro".
      Darius riu e eu rolei meus olhos. Estamos passando pelo meu quarto quando minha
porta foi aberta e Afrodite falou, "Eu estou aqui."
      Estamos todos paramos e entramos no meu quarto. "Afrodite, o que est fazendo
aqui"
      "OhmeuDeus! Que diabos aconteceu com o seu rosto?" No prestando ateno em
mais ningum, Afrodite correu para Darius e comeou a rodopiar suas mos ao redor da
ferida muito fina esticada para baixo ao lado do seu rosto. "Est bem? Raios, parece
horrvel! Di?" Ela puxou as mangas para trs em sua camisa, expondo a recm-cicatriz da
mordida de Stevie Rae os dentes tinha sumido. "Voc precisa me morder? V em frente.
Eu no me importo."
      Darius pegou suas mos, ele fez ansiosos movimentos, e disse calmamente: "Estou
bem, minha beleza. , mas um arranho."
      "Como aconteceu?" Afrodite soou perto das lgrimas quando ela puxou Darius sobre
as mos e levou para a cama sobressalente que costumava ser de Stevie Rae.
      "Minha beleza! Tudo est bem", ele repetiu, puxando-a em seu colo e segurando
perto dele.
      Ele disse um monte de outras coisas para ela, tambm, mas eu tinha parado de
ouvir. Eu estava muito ocupada olhando
      "Cameron! A est voc, querida! Estava to preocupado com voc." Damien falou foi
para o cho e comeou a acariciar sua gata loira.
      "Belzebu, onde diabos voc estava?" Shaunee gritou para a odiosa cinza criatura que
tinha escolhido as duas gmeas como sua.
      "No imaginei que voc estava perseguindo malfica, e certeza absoluta que se voc
est aqui ela esta tambm," disse Erin.
      "Certamente," eu disse, vendo Nala enrolada na minha cama. Olhei em volta do meu
quarto, vendo o relgio marcando oito e oito!- e os Gatos que estavam pendurados l
fora. "O que esta acontecendo com todos os gatos?"
      " por isso que estou aqui", disse Afrodite, virando suavemente e acariciando Darius
voltando para os braos dele. "Malvola agia muito estranha. Ela ficava entrando e saindo
pela sua porta de gatos e achei muito estranho." Afrodite pausou e soprou um beijo para
a horrvel branca cara-de-lobo que dizia ser seu gato. "Ento eu finalmente segui ela. Ela
me levou para seu quarto. Eu entrei e encontrei todos esses gatos. Ento eu ouvi vocs
na sala." Ela virou seus belos olhos azuis para as gmeas. "Eu ouvi tudo o que voc disse
no salo, e no pensem nem por um instante, apenas porque eu virei humana, isso no
significa que no posso alegremente chutar os seus traseiros combinados."
      "Mas o que todos estes gatos esto fazendo aqui?" Eu disse rapidamente antes que
as gmeas comeassem uma mini-guerra.
      "Ol, Nefertiti!" Darius chamou, e uma elegante chita fmea pulou em cima da cama
ao lado dele e comeou a vento em torno de seu corpo.
      "Eles so os nossos gatos," Damien disse, ainda acariciando Cameron. "Lembra
quando fugimos daqui ontem? Eles estavam todos fora da escola esperando por ns." ele
disse olhando pra mim. "Ser que estamos saindo de novo?"
      "Espero que sim", eu disse. "Mas espere". Eu era ainda via gatos demais. "Todos os
nossos gatos esto aqui, mas o que dizer daquele grande ali, e daquele creme perto
dele?"
      "Essa gato grande  do Dragon Lankford," Damien disse. "Seu nome  Shadowfax".
      Dragon Lankford, que quase todos os chamados de Dragon,  o nosso professor e
esgrima  um mestre com a lmina. Damien foi um talentoso esgrimista, ento no 
surpreendente que ele reconheceu o gato de Dragon.
      "Ei, eu acho que essa meia branca  Guinevere, o gato da Professor Anastasia," disse
Erin.
      "Voc est certa, gmea," Shaunee disse. "Ela est sempre pendurada na mesa da
sala de Truques e Rituais."
      "Que tal aquele?" Eu apontava para um familiar siams cujo corpo era prata-branco
de luar, com delicados cinza espalhados pela orelha e rosto. Ento eu percebi porque 
que ela parecia familiar e respondi  minha prpria pergunta. "Essa  da Professor
Lenobia. Eu no sei o nome dela, mas eu vi ela seguindo a professora pelos estbulos."
      "Ento, deixe-me ver se entendi: Todos os nossos gatos, mais gatos que pertencem
ao Dragon, sua esposa, e Professora Lenobia, so subitamente amontuados no quarto de
Zoey," Darius disse.
      "Porque eles esto aqui?" Erin perguntou.
      Eu respondi sua pergunta com a minha prpria. "Vocs viram qualquer outro gato
hoje? Quero dizer, enquanto voc estava na sala de aula e na hora do almoo, indo e
vindo do dormitrio e aula para aula, voc viu algum gato?"
      "No", disseram as gmeas juntas.
      "Eu no," Damien responde mais lentamente.
      "No nenhum", disse Afrodite.
      "E voc j reparou que no viram um gato entre a enfermaria e os dormitrios,"
Darius disse.
      "Eu achava que era ruim, ento, eu ainda acho que  ruim", eu disse.
      "Porque todos os gatos exceto estes desapareceram?" Damien perguntou.
      "Os gatos odeiam os homens-pssaros," eu disse. "Sempre que Nala estava comigo e
tinha um por perto, ela ficava totalmente assustada."
      "No, h mais que isso. Se fosse apenas por odi-los, em seguida, todos os gatos
iam se esconder, e no apenas esses especialmente iam estar por aqui", disse Afrodite.
      "Pode ser isso", disse Damien. "H algo de especial nestes gatos".
      "Ok, eu odeio a ser uma cadela, ou talvez eu no odeie, mas de qualquer maneira,
ns podemos esquecer dos malditos gatos por um segundo? Eu quero saber quem diabos
fez isso com o rosto do meu homem", disse Afrodite.
      "Kalona," eu disse, quando era bvio que Darius estava muito envolvido em sorrir,
com o "meu" ttulo que tinha concebido a Afrodite e ele.
      "Eu tinha medo que fosse ele," Damien disse. "Como isso aconteceu?
      "Darius atacou Rephaim:" Eu expliquei, "que irritou Kalona. Ele no deixou Stark
mat-lo, mas o corte era a forma de punir Darius por ter machucado seu filho preferido."
      "Que Merda, Stark!" Shaunee disse.
      "Ele  realmente m notcia. Ele e os malvados homens-pssaros vo fazer o inferno
que quiserem," disse Erin.
      "E ningum faz nada sobre isso", Shaunee acabado.
      " como a coisa que voc assistiu com Becca," Damien disse.
      "Falando nisso" Shaunee disse. "Qual foi o negcio com voc concordar com que
com aquele treco oh, no  grande coisa, porque Stark  taaaaaao quente! Foi
desagradvel."
      "Voc no vai entender. Becca esta do seu lado. Tanto quanto eu posso dizer, Stark
e as aves e Kalona podem fazer o que quiser, e no existem repercusses para as suas
aes."
      " pior do que nenhuma repercusso", disse Afrodite. Ainda dentro dos braos de
Darius, que tinha chegado sozinha juntos. " como o feitio que Kalona jogou em todos, o
feitio de alguma maneira se estende a Stark e as aves."
      " por isso que eu concordei com Becca e simplesmente deixei ela ir embora. No 
uma boa idia chamar a ateno para o fato de que somos os nicos que no estamos no
F Clube de Kalona", disse Damien.
      "E Neferet, no esquea dela", disse Afrodite.
      "Ela est com ele, mas no acho que ela est sob o seu feitio," eu disse. "Eu ouvi
eles conversarem enquanto pensavam que eu estava desmaiada, e ela no concordou
com ele. Ele foi muito mau e assustador com ela, e ela parecia ter ficado mais calma, mas
o que ela realmente fez foi apenas mudar a sua ttica. Ela est manipulando ele, e eu no
posso dizer se ele sabe ou no. E ela est mudando, tambm."
      "Mudar? Que quer dizer com isso?" Damien perguntou.
      "Seu poder  diferente do que costumava ser", disse Darius.
      Eu concordei. " como se um interruptor foi acionado dentro dela, e  um tipo
diferente de poder."
      "Magia negra", disse Afrodite. Esto todos olharam para ela. "Seu poder no 
baseado em Neferet no mais. Claro, ela continua usando os dons que nossa Deusa deu
ela, mas ela est canalizando energia a partir de algum outro lugar, tambm. Alguns de
vocs sentiram fora da enfermaria tambm?"
      Houve um longo silncio e, em seguida, Damien falou. "Acho que estvamos muito
ocupados lutando contra a atrao de Kalona."
      " apavorante", disse Erin.
      "Completamente", Shaunee acordou.
      "Bem, agora ns sabemos. Neferet ainda  mais uma ameaa do que ela sempre foi.
Eles falaram quando eles pensaram que eu estava desmaiada. Neferet e Kalona esto
planejando um novo futuro, e isso tem algo a ver com a assuno do Conselho", eu disse,
desejando que pudesse rastejar na cama e puxar as cobertas sobre a minha cabea.
      "Ohminhadeusa! O Conselho Superior?" Afrodite disse
      "Eu no sei ao certo, mas isso  do que eu tenho medo. Tambm estou com medo
dela ter dado o seu novo poder habilidades especiais". Eu pausei. Eu no queria perder o
bom senso e falar coisas antes de perguntar para Stevie Rae, mas eles no precisam ser
avisados, eu escolhi minhas palavras com cuidado. "Acho que Neferet pode se projetar,
atravs de influencia, ou talvez manipulando, sombras."
      "Isso  ruim", disse Damien.
      "Significa que temos de estar em guarda," disse Erin.
      "Muito em guarda", Shaunee acordou.
      Darius concordou. "Lembre-se sempre: Neferet  nosso inimigo, Kalona  nosso
inimigo, e a maioria dos outros calouros so nossos inimigos tambm." Seu olhar afiado
passou de garoto para garoto. "O que se passa com o resto dos professores?" Darius
perguntou. "Todos participaram de aulas, hoje, no  mesmo? Como eles estavam
agindo?"
      "Sim, fomos a aula, que foi estranho", disse Shaunee.
      "Era como assistir Stepford High School*," disse Erin.
      (*serie de TV)
      "Parece que os professores esto encantados com Kalona, tambm", disse Damien.
"Claro, no posso dizer, com certeza. Ns no ficamos sozinhos com os professores."
      "No s? O que voc quer dizer?" Eu disse.
      "Quero dizer aquelas coisas esto por toda parte pssaro indo e vindo das aulas, e
at mesmo na sala de aula."
      "Voc est brincando?" Um arrepio de repente passou em volta de todo o meu
corpo, com o pensamente dessas terrveis mutaes da natureza circulando livremente
entre eles com se fossem calouros e aqui pertencesse!
      "Eles no esto brincando. Eles esto por toda parte.  como Invaso do Body
Snatchers* merda", disse Afrodite. "Os bons rapazes tm a mesma aparncia do lado de
fora, mas so atarraxado no interior, e os corvos escarnecedores so os malditos
estrangeiros."
      "E os filhos de rebus? Estaro apoiando eles?" Darius perguntou.
      "Eu no vi um guerreiro desde Aristos escoltando ns no campus", disse Damien. "E
vocs?"
      As Gmeas e Afrodite balanaram a cabea em um no.
      "Este no  to bom", eu disse. Eu friccionei minha testa quando uma onda de
esgotamento me engolia. O que vamos fazer? Quem eram os nossos amigos? E como o
inferno vamos sair da House of Night e que eu s podia esperar segurana?
     VINTE E DOIS

      "Zoey? Voc est bem?"
      Olhei para cima para os olhos castanhos de Damiem. Antes que eu pudesse
responder, Darius falou.
      "Ela no esta. Zoey deve dormir; ela deve descansar, para restaurar a sua fora."
      "Como esta a sua desagradvel, feia, e enorme ferida?" Erin perguntou.
      "No parece que voc est sangrando atravs dessa encantadora roupa de Hospital,
por isso, eu assumo que esta cicatrizando direito", disse Shaunee.
      "Estou melhor, mas eu estou tendo um problema com a minha fora ela esta
sumindo.  como se eu fosse um telefone celular descarregado".
      "Voc precisa descansar", Darius repetiu. "Seu ferimento foi quase fatal.
Recuperao leva tempo."
      "Ns no temos tempo!" Eu gritei frustrada. "Precisamos o inferno sair daqui se
afastar de Kalona at que possamos descobrir como podemos venc-lo."
      "Sair daqui no vai ser to fcil como foi na ltima vez," Damien disse.
      Afrodite roncou. "Como se isso fosse fcil!"
      "Ele esta ciente que estamos contra ele agora", prosseguiu Damien. "Os Corvos
escarnecedores esto por toda parte. Na ultima noite eles estavam atacando pessoas ao
acaso. Foi Confuso, Macia, o que, nos ajudou a escapar. Hoje eles esto bem
organizados e em guarda por todos os lados."
      "Vi eles em torno do permetro. Ele duplicou os guardas que tnhamos antes", disse
Darius.
      "Mas no h nenhum deles fora do dormitrio, como voc costumava ficar", eu disse
a ele.
      " porque eles no se importam se estamos seguros. S cuidado para que no
deixamos a escola", disse Damien.
      "Por qu?" Perguntei cansada, esfregando minha tmpora onde minha cabea estava
comeando a doer.
      "O que eles esto planejando necessita apenas de isolamento", disse Darius.
      "Eles no tem muitos pontos, tendo apenas tomado essa house of Night, versus
tentar alguma coisa com o Conselho Superior?" Afrodite disse.
      Ela me perguntou, mas quando eu no podia dar a resposta tranquilizadora que ela
estava esperando, obviamente, Darius falou.
      "Talvez, mas  muito cedo para saber."
      "Bem, a tempestade de gelo esta ajudando com essa coisa de isolamento. Pode esta
por todos os lados. O servio de celular esta impossvel. Exceto por poucos lugares que
esto funcionando com geradores, Tulsa esta no escuro", disse Damien.
      "Pergunto se o Conselho Superior de Nyx sabe que Shekinah est morta", disse
Darius.
      Olhei para Damien. "O que acontece quando a Alta Sacerdotisa de todos os Vampiros
morre?"
      Damien franziu de tanto pensar. "Bem, se bem me lembro da aula de sociologia
vampira, o Conselho de Nyx se rene e elege uma nova Alta Sacerdotisa. Isso s acontece
uma vez em cada trs ou cinco cem anos. Uma vez eleita, uma alta Sacerdotisa reina por
toda sua vida. A eleio  um grande negcio, especialmente como este ter de ser".
      Eu olhei para cima. "No faz sentido que o Conselho de Nyx estaria muitooo
interessados em como Shekinah de repente caiu morta?"
      Damien acenou. "Eu digo definitivamente."
      "Ento isso possa ser uma razo importante para Kalona querer manter a nossa
House of Night isolada. Ele no quer a ateno do Conselho Superior", disse Afrodite.
      "Ou ele deseja a sua ateno, como em apresentar Neferet como a nova Alta
Sacerdotisa de todos os vampiros, mas esto aumentando seu poder, para que possam ter
a certeza dos votos do Conselho."
      Houve um silncio mortal na sala com todos olhando com horror pra mim.
      "Ns no podemos permitir que isso acontea", Darius finalmente falou.
      "Ns no", eu disse bem, esperando que eles de algum modo suportasse minha
declarao. "Ei, Kalona continua dizendo que ele  Erebus na terra?" Eu perguntei.
      "Sim," disse Erin.
      "E mesmo que soa estpido, toda mundo acredita nele," Shaunee disse.
      "Voc realmente viu Kalona hoje?" Perguntei a Shaunee. "Quero dizer, com exceo
de quando ns chegamos aqui primeiro?"
      Ela balanou a cabea, "Nope."
      Eu olhei para ela e depois para Erin.
      "Digo. Eu no quero v-lo", disse ela.
      "No v-lo", disse Damien.
      "Nem eu, e tive boas oportunidades", disse Afrodite.
      "Sim, mas voc pode ser a nica," eu disse lentamente. Olhei das gmeas para
Damien. "J disse que tem algum tipo de porcaria que ele usa em todos. Ele ainda
trabalha em ns, ou, pelo menos, a no ser que olharmos para os olhos dele e vais ser
uma luta muito difcil, e estamos prontos para ele. No sabia que ele estava mal. inferno,
quase vi Darius sufocar at  morte para que eu parasse e fosse pra cima dele."
      "Aquele desgraado sufocou voc?" Afrodite disse. "Puxa vida, que porra! Oh, e orda
de nerds, no caso de voc no perceberem, pela primeira vez, veja s: eu no estou no
mnimo, pouco afetada pelo Macaco alado e aquela merda que estabelece em vocs. Eu
no gosto dele. De todos."
      "Isso  verdade," eu disse. "Percebemos que hoje cedo. Voc realmente no se
sentiu atrado por ele como todos."
      "O que isso significa? Ele  um velho fanfarro. E ele nunca se vesti adequadamente.
E eu realmente no gosto de aves. Quero dizer, a gripe aviaria e supostamente uma
maneira pouco atrativa para morrer. Ento, no. Ele  nada para mim."
      "Eu me pergunto por que as coisas dele no funcionam em voc?" Eu mencionei em
voz alta.
      "Porque ela  AA-normal?" Shaunee disse.
      "Um grave aberrao de pele humana em um vestido?" Erin acrescentou.
      "Ou porque eu sou extremamente intuitiva, e vejo atravs da seus besteira? Ah, isso
significa que vejo atravs de vocs, tambm," disse Afrodite.
      "Ela pode ter alguma razo nisso", disse Damien, soando animado. "Ns todos
sentimos o seu poder, mas podemos resistir, ao contrrio dos outros calouros, certo?"
      Ns acenamos.
      "Bem, em relao a isso nossa intuio nos diz sobre a fsica atrao por ele, muito
mais do que os outros calouros. Talvez a nossa habilidade extra-sensorial nos do o poder
de resistir ao feitio de Kalona".
      "Os calouros vermelhos disseram que no foram atrados, assim como Afrodite," eu
disse. "E todos eles tm habilidades psquicas".
      "Isso parece lgico,  o que acontece com os calouros, mas o que se passa com os
vampiros adultos?" Darius disse.
      "No ser que as habilidades psquicas variam, tal como a nossas fazem?" Afrodite
disse. "Claro, todos os calouros dizem que os vampiros podem fazer coisas com a mente,
mas no  verdade, no ?"
      "No, no  verdade, embora muitos de ns somos altamente intuitivos," Darius
disse.
      "So?" Eu perguntei.
      Darius sorriu. "Somente quando se trata de proteger aqueles que jurei defender".
      "Mas isso significa que h algo especialmente intuitivo sobre voc," Damien disse,
ainda soando animado. "Ok, ento quais os outros vampiros a nesta House of Night so
os mais intuitivos?"
      "Neferet", disse todos ns juntos.
      "Ns j sabemos disso. Ela fez a sua deciso por Kalona, por isso no vou contar ela
agora. Quem mais?"
      "Damien! Eu acho que sei algo!" Eu disse. Todos olharam pra mim, mas eu estava
olhando para os gatos extra no quarto.
      E, como por costume, Damien j sabia o que era. "Dragon, a Professora Anastasia, e
a Professora Lenobia! eles que eu considero como os mais intuitivos depois de Neferet".
      "No  coincidncia que os seus gatos esto aqui conosco", disse Darius.
      "Eles so um sinal, foi enviado para ns, deixando saber que estamos no caminho
certo", disse Damien.
      "Ento, essa  a segunda razo que no podemos sair daqui  noite", disse.
      "A segunda razo?" Afrodite disse.
      "A primeira  que no h nenhuma maneira de eu poder controlar os elementos por
tempo suficiente para manter todos os corvos escarnecedores cegos e eu estou muito
cansada. E a segunda  se o Dragon e Professora Anastasia e Professora Lenobia podem
realmente ver atravs do feitio de Kalona, ento talvez eles possam nos ajudar a livrar-se
dele."
      "O mundo est desmoronando. Isto prova para nos apressarmos um pouco", disse
Afrodite.
      "O mundo se desmoronar no  uma desculpa para ocupar maus hbitos", eu disse,
calmamente como a minha av.
      "Ento, ficamos de acordo: Ns ficaremos aqui mais um dia. Zoey, voc precisa
dormir. Amanh vocs todos assistem aulas, como faria normalmente," Darius disse.
      "Sim, concordo," eu disse. "Damien, voc consegue ficar sozinho com Dragon tempo
suficiente para ver se ele pode estar do nosso lado?"
      "Eu deveria ser capaz de vedao durante a minha aula amanh."
      "Quem tem aula com a professora Anastasia de Truques e Rituais?"
      As gmeas levantaram as mos como bons alunos.
      "Vocs podem verificar ela tambm?"
      "Definitivamente," disse Erin.
      "Com certeza", disse Shaunee.
      "Eu vou falar com Lenobia," eu disse.
      "E Darius e eu iremos verificar onde os guardas desagradveis corvos
escarnecedores esto de prontido ao redor dos muros", disse Afrodite.
      "Tenha cuidado", eu disse a ela.
      "Ela vai ter", disse Darius.
      "Acho que no importa o que acontea, devemos ir amanh. Ficar aqui mais tempo
do que o absolutamente necessrio considero errado," eu disse.
      "Concordo. Se a sua fora estar de volta", disse Darius.
      " melhor", eu disse.
      Houve uma pausa e, em seguida, Darius disse solenemente, "Quando escapar,
Kalona vira atrs de voc. Ele vai caar voc at que ele te encontre."
      "Como voc sabe ao certo?" Afrodite disse.
      "Diga a eles o que ele te chama," Darius disse para mim.
      Eu suspirei. "Ele me chama de A-YA."
      "Oh!" Erin disse.
      "Merda!" Shaunee terminou.
      "Agora essas so noticias realmente ruins", disse Damien.
      "Ele realmente acredita que voc  a virgem das mulheres Ghigua utilizada como
armadilha para ele mais de mil anos atrs?" Afrodite disse.
      "Aparentemente".
      "Voc acha que iria ajudar se voc disse a ele que voc no  mais virgem?" Afrodite
abriu um sorriso confiante.
      Eu rolei os olhos para ela e depois, porque Afrodite fez uma sutil meno do meu
estado no-virgem inadvertidamente fez meus pensamentos voltarem para os homens da
minha vida, acrescentei, "Ei, me pergunto por que razo Stark esta to sob o feitio de
Kalona. Ele tem um grande dom de Nyx, e antes de morrer ele parecia muito intuitivo."
      "Stark  um absoluto idiota", disse Shaunee.
      "Sim, entre o que ouvimos dos outros calouros, e sobre o que se passou com a
Becca, podemos dizer definitivamente que ele  seriamente m notcia", disse Erin.
      "Morrer e, em seguida, no estar morto poderiam ter mudado, mas o meu voto 
que ele era um idiota antes de morrer e continua sendo depois de no estar morto", disse
Afrodite. "Temos todos de ficar longe, muito longe dele. Acho que a sua maldade esta
ligada diretamente com Kalona e Neferet".
      "Sim, ele  como um Corvo escarnecedor sem asas," disse Erin.
      "Eesh," Shaunee terminou.
      Eu no disse nada. Acabei me lembrando e sentia muito cansada e realmente
culpada. Eu o beijei. Novamente. E os meus amigos todos pensavam que ele era um
monstro, obviamente porque ele era um monstro. E se ele  to mau, que se parece com
um  srio, como o inferno poderia achar que h algo de bom dentro dele?
      "Ok, Z tem que dormir", disse Damien, levantando com Cameron ainda em seus
braos. "Sabemos o que vamos fazer, ento vamos faz-lo e, em seguida, sair daqui."
Damien me abraou. "Esquea do poema de Kramisha", ele sussurrou. "Voc no pode
salvar a todos, especialmente se ele no quiser ser salvo."
      Eu abracei de volta, mas no disse nada.
      "Voltar aos tneis soa bom para mim. Temos todos de estar longe deste lugar."
Damien sorriu para mim e, infelizmente, deixou o quarto com as gmeas, que se
despediram, tambm, como o seu gato saindo depois delas.
      "Vamos". Afrodite tomou a mo de Darius e puxou fora da cama. "Voc no vai
voltar para o seu quarto  noite."
      "Eu no vou?" disse ele, sorrindo calorosamente para ela.
      "No, voc no vai. Parece que esta em falta os filhos de Erebus por aqui, ento vou
manter os meus olhos, e algumas outras partes do meu corpo, em voc."
      "Vomitar", eu disse, mas eu no podia deixar de sorrir.
      "Voc simplesmente durma," disse Afrodite. "Voc precisa ter todas as suas foras
para lidar com o cara baguna esperando por voc. Tenho a sensao de Erik e Heath vai
ser um grande trabalho para quem controlam os elementos."
      "Ei, obrigado, Afrodite", eu disse sarcasticamente.
      "No agradea. Eu s estou aqui para ajudar."
      "Boa noite, Sacerdotisa. Desejo que tenhas um bom sono," Darius disse logo antes
que Afrodite puxasse ele para fora da sala. O ltimo dos gatos seguiu ele, deixando
sozinha (finalmente) com a minha Nala.
      Eu suspirei e peguei em meu bolso a garrafa de sangue escondida l. Eu apertei
como se fosse um daqueles yummy frios da Starbucks bebidas engarrafadas e abatidas. O
sangue difundiu atravs do meu corpo quente, mas ele no me deu a arrancada eltrica
que era de costume. Eu s estava muito esgotada. Eu arrastei ate a cama, tiranto a
estuporada roupa de hospital, e procurando em volta na minha gaveta a minha camisa
favorita (aquelas com todos os smbolos do Batman sobre ela) e um velho mini shorts.
Mesmo antes de eu colocar a camisa eu peguei um vislumbre de mim no espelho e
congelei.
      Essa era realmente eu? Parecia que tinha muito mais de dezessete. Todas as minhas
tatuagens eram visveis, e eram como o nico sinal de vida no meu corpo de cadver. Eu
estava to plida! E os crculos debaixo dos meus olhos estavam realmente assustadores.
Lentamente Deixei o meu olhar  deriva para baixo para verificar a minha ferida. Foi
horrvel, e assim muito malfico! Quero dizer, ele esticou todo o caminho de ombro a
ombro. No, no foi tinha aberto os pontos mais hediondos como uma boca, mas era
serrilhada, enrugada cristalmente vermelha que fez a ferida de Darius de faca nada
parecido com o que ele gostava de lhe chamar.
      Apalpei suavemente a ferida e tracejei a forma como ela foi ferida. Ser que ficara
sempre presente, uma cicatriz? Ok, eu percebo que era extremamente idiota, mas eu
queria chorar. No  porque todos os diabos estavam contra ns. No porque Neferet
tinha virado mega-perigosa. No porque ela e Kalona poderiam muito bem me exterminar,
o equilbrio do bem e do mal no mundo conhecido. No porque eu era uma baguna
confundida sobre Erik e Heath e Stark. Mas porque eu estava para ter uma macia cicatriz
feia, e eu provavelmente nunca ser capaz de usar um tomara que caia novamente. E que
dizer se eu nunca deixar ningum me ver, assim, nua de novo? Quero dizer, eu tive uma
m experincia, mas certamente que algum dia eu iria estar em um grande
relacionamento e eu quero que ele me veja nua. Certo? Eu olhei para meu corpo, parando
na cicatriz e abafei um soluo. Errado.
      Ok, eu seriamente necessitava parar de pensar sobre isso, e eu estava para encerrar
definitivamente a olhar para mim nua. Ele apenas no pode ser bom para mim. Inferno!
Provavelmente no era bom para ningum!
      Eu apressadamente puxei a camisa sobre a minha cabea e murmurei, "Afrodite
deve estar certa sobre mim. Juro que eu no vou fazer isso de novo".
      Nala estava esperando por mim na minha cama em seu lugar habitual no meu
travesseiro. Eu deslizei sobre os lenis e me enrolei com eles, amai como ela virou contra
mim e o seu ronronar motor. Acho que deveria ter medo de adormecer, com a ltima
visita de Kalona no meu sonho, mas eu estava muito cansada para pensar, muito cansada
para me importar. Eu apenas fechei os olhos e fiquei grata a escurido.
      Quando o sonho comeou, no era um pasto, e por isso, estupidamente, fiquei
imediatamente aliviada e relaxada. Eu estiva em uma incrivelmente bela ilha, olhando para
fora atravs de uma lagoa em um horizonte que parecia familiar, embora eu soubesse que
eu nunca estive l antes. A gua tinha um peixinho, salgado cheiro. Havia uma
profundidade e uma riqueza, uma sensao de amplido que reconheci como pertencente
ao oceano, embora eu nunca tenha ido at  costa. O sol estava no seu esplendor e o cu
estava iluminado com um brilho forte que me lembrou das folhas de outono. Eu estava
sentada em um banco de mrmore cor marrom. Foi intricadamente esculpidos com
videiras e flores e senti que ela pertencia a um outro tempo e lugar. Corri o meu lado bom
em toda a volta dele, que ainda estava quente a partir do dia mido. Foi como se eu
realmente estivesse l, e no sonhando com tudo. Eu olhei por cima do ombro, e os meus
olhos se alargaram. Uau! Atrs de mim tinha um belo palcio com portas e janelas de
arco, todas as cortinas brancas, pilares incrveis como de noiva, como lustres lindos
atravs da janelas e na luxuosa entrada.
      Foi o suficiente para levar o meu flego, e fiquei muito satisfeita com a minha cabea
para fazer tudo, mas eu tambm estava confusa. Tudo parecia to real. E to familiar. Por
qu?
      Eu virei meu rosto de volta para a vista da lagoa, olhando atravs de uma catedral
cpulas e poucos barcos e muitas outras coisas incrveis que no h nenhuma maneira
que eu poderia ter imaginado tudo sobre o meu prprio sonho. A suave brisa da noite
estava saindo da gua, trazendo distintamente ricos aromas da gua escura. Eu respirava
profundamente, desfrutando a umidade do mesmo. Claro, algumas pessoas poderiam
dizer que era meio fedido, mas eu no penso assim, eu estava -
      Macacos me mordam! Um terrvel sentimento de medo passou por todos os pelos do
meu corpo. Eu sabia o porqu parecia familiar.
      Afrodite havia descrito este lugar para mim h poucos dias. No em detalhes. Ela
no tinha sido capaz de se lembrar de tudo, mas o que ela tinha sido capaz de dizer tinha
feito uma distinta e inquietante impresso. Tanto  assim que eu reconheci a gua e o
palcio e os antigos objetos.
      Este  o lugar que Afrodite tinha vislumbrado na segunda viso que tinha tido da
minha morte.
     VINTE E TRS

      "A est voc. Dessa vez voc me trouxe a um lugar de sua escolha, ao invs de eu
chamar voc."
      Kalona entrou em vista ao lado do banco de mrmore, como se ele tivesse se
materializado em pleno ar. Eu no disse nada. Eu estava muito ocupada tentado controlar
o batimento em pnico do meu corao.
      "Sua Deusa  bem estranha," ele disse em um tom amigvel e de conversa depois
que ele me sentou no banco. "Eu posso sentir o perigo nesse lugar por voc. Me
surpreende que ela permita que voc fique aqui, especialmente porque ela deve saber que
voc me chamaria para voc. Eu imagino que ela acredita estar avisando voc, te
preparando, mas ela est confundindo minhas intenes. Eu pretendo ressuscitar o
passado, e para fazer isso, o presente deve morrer." Ele pausou, e com um gesto de
contemplao gesticulou em direo da riqueza da costa da gua para longe de ns.
"Tudo isso no significa nada para mim."
      Eu no fazia ideia do que ele estava falando e quando finalmente encontrei minha
voz, tudo que eu consegui dizer foi um brilhante, "Eu no te chamei para mim."
      " claro que chamou." Ele estava intimo e flertando, como se fosse meu namorado e
eu estivesse sendo meio tmida sobre admitir o quanto eu gostava dele.
      "No," eu falei sem olhar para ele. "Eu no te chamei para mim," eu repeti. "E eu
no fao ideia do que voc est falando."
      "Meu reflexo no  importante. Tudo ficar claro com o tempo. Mas, A-ya, se voc
no me chamou, ento explique como me juntei a seu sonho."
      Me preparando contra a atrao que eu j sentia vinda do som da voz dele, eu virei
minha cabea para olhar para ele. Ele era jovem de novo, e parecia ter 18 ou 19 anos. Ele
estava usando jeans que eram confortavelmente soltas e tinha aquele sexy, esse--meu-
jeans-favorito-porque-cabe-em-mim-perfeitamente visual. E era isso. Ele no usava
sapatos ou camisa. As asas dele eram milagrosas. Elas eram do preto de um cu sem
estrelas e brilhavam na luz fraca com uma beleza sedosa prpria. A pele bronzeada sem
falhas dele parecia se acender. O corpo dele era alm do inacreditvel. Era como o rosto
dele - to lindo, to perfeito, que  impossvel descrever.
      Com um profundo senso de choque eu percebi que era como a aparncia de Nyx
tinha parecido para Afrodite e eu. Ela tinha sido to doutro mundo em sua beleza que
fomos incapazes de descrev-la. E, por alguma razo, a similaridade entre Kalona e Nyx
me deixou incrivelmente triste, triste pelo que uma vez ele pode ter sido e para o que ele
se tornou.
      "O que , A-ya? O que a fez parecer como se quisesse chorar?"
      Eu comecei a escolher e a pegar minhas palavras com cuidado e ento parei. Se esse
era meu sonho - se trazer Kalona para mim era algo que eu estava fazendo - ento eu ia
ser honesta. Ento eu falei a verdade.
      "Estou triste porque no acho que voc sempre foi o que  agora."
      Kalona ficou incrivelmente parado. Parecia que a perfeio nas feies dele haviam
se solidificado e transformado ele na estatua de um deus.
      No sonho me senti inconsciente do tempo, ento pode ter passado um segundo ou
um sculo antes dele responder. "E o que voc faria se soubesse que eu nem sempre fui o
que sou agora, minha A-ya? Voc me salvaria ou voc me sepultaria?"
      Eu encarei os olhos luminosamente mbares dele e tentei ver a alma dele. "Eu no
sei," eu disse honestamente. "Eu no acho que conseguiria fazer nenhum dos dois sem
ajuda sua."
      Kalona riu. O som danou pela minha pele. Me fez querer jogar minha cabea para
trs e abrir meus braos e abraar a beleza dele. "Eu acho que voc est correta," ele
disse, sorrindo nos meus olhos.
      Eu desviei o olhar primeiro, encarando o oceano e tentando esquecer o quo
incrivelmente sedutor ele era.
      "Eu gosto desse lugar." Eu podia ouvir o sorriso na voz dele. "Eu sinto poder - um
poder antigo. No  de se admirar que elas tenham escolhido vir aqui. Me lembra o lugar
de poder no qual eu me reergui dentro da House of Night, embora o elemento da terra
no seja forte aqui. Isso  confortvel para mim.  agradvel."
      Eu me foquei na nica coisa que ele tinha dito que eu podia de fato compreender.
"Eu acho que no  surpresa voc estar mais confortvel numa ilha. J que voc no
gosta muito da terra."
      "S tem uma coisa que eu gosto sobre a terra, e isso  descansar em seus braos,
embora seu abrao tenha durado tempo demais mesmo para minha grande capacidade
para prazer."
      Eu olhei para ele de novo. Ele ainda estava sorrindo gentilmente para mim. "Voc
tem que saber que eu no sou realmente A-ya."
      O sorriso dele no diminuiu. "No, eu no sei disso." Devagar, ele se estendeu e
passou uma longa mecha do meu cabeo entre seus dedos. Olhando nos meus olhos, ele
deixou o meu cabelo deslizar na palma dele.
      "Eu no poderia ser ela," eu disse um pouco abatida. "Eu no estava na terra
quando voc se libertou. Eu vivo na terra pelos ltimos 17 anos."
      Ele continuou acariciando meu cabelo enquanto me respondia, "A-ya se foi a sculos,
dissolvida novamente na terra em que a formou. Voc  simplesmente ela, renascida
atravs da filha do homem.  por isso que voc  diferente dos outros."
      "Isso no pode ser verdade. No sou ela. Eu no te conhecia quando voc se
reergueu." Eu disse.
      "Tem certeza que no me conhecia?" Eu podia sentir o frio da pele dele irradiando
pelo meu corpo, e eu queria me inclinar nele. Meu corao estava batendo com fora de
novo, s que dessa vez no era de medo. Eu queria estar perto desse anjo cado mais do
que eu j havia querido qualquer coisa na minha vida. O desejo que eu sentia por ele era
ainda maior que o do sangue Imprinted de Heath. Como seria provar o sangue de Kalona?
A ideia me fez tremer com um delicioso e proibido impulso. "Voc sente tambm," ele
murmurou. "Voc foi feita para mim; voc pertence a mim."
      As palavras dele cortaram meu desejo. Eu levantei e virei at o fim do banco,
colocando um brao de mrmore dele entre ns. "No. Eu no perteno a voc. Eu no
perteno a ningum a no ser a mim mesma e Nyx."
      "Voc sempre fala naquela deusa miservel!" A sedutora intimidade evaporou da voz
dele, e ele era mais uma vez o frio anjo sem moral cujo temperamento mudava num
segundo e que podia matar com um pouco mais do que um pensamento. "Porque voc
insiste em ser leal a ela? Ela no est aqui." Ele abriu os braos e as magnficas asas dele
se espalharam como uma capa viva. "Quando voc mais precisa dela, ela se afasta de
voc e deixa voc cometer seus erros."
      "Se chama livre arbtrio," eu disse.
      "E o que tem de to maravilhoso no livre arbtrio? Humanos o utilizam mal
eternamente. A vida pode ser to mais feliz sem ele."
      Eu balancei minha cabea. "Mas eu no seria mais eu mesma sem ele. Eu seria uma
marionete."
      "No voc. Eu no tirarei sua vontade." O rosto dele mudou instantaneamente,
voltando para o anjo amoroso, o ser que era to lindo que era fcil entender porque
algum poderia jogar fora seu livre arbtrio s para ficar perto dele.
      Graas a Deus, esse algum no era eu.
      "O nico jeito de voc fazer eu te amar seria tirar meu livre arbtrio e me ordenar a
ficar com voc, como se eu fosse sua escrava." Eu me segurei para a exploso que eu
achei que minhas palavras iriam causar, mas ele no gritou ou pulou do banco ou deu
qualquer tipo de surto. Ao invs disso ele simplesmente disse, "Ento seremos inimigos,
voc e eu."
      Ele no falou como uma pergunta, ento eu decidi que era melhor no responder
ele. Ao invs disso eu perguntei, "Kalona, o que voc quer?"
      "Voc,  claro, minha A-ya."
      Eu balancei minha cabea e impacientemente deixei de lado a resposta dele. "No,
eu no me referi a isso. Eu quero dizer, porque voc est aqui pra comeo de conversa?
Voc no  mortal. Voc... bem..." eu pausei, sem tem certeza do quanto eu podia forar
com segurana, e ento finalmente decidi arriscar; ele j tinha dito que iramos ser
inimigos. "Voc caiu, certo? Do, eu no sei, algum lugar em que muitos mortais chamam
de paraso." Eu pausei de novo, esperando por algum tipo de resposta dele.
      Kalona acenou levemente. "Eu cai."
      "De propsito?"
      Ele pareceu vagamente divertido. "Sim, foi minha escolha que me trouxe aqui."
      "Bem, porque voc fez isso? O que voc quer?"
      Outra mudana se apoderou das feies dele. Ele queimava com um brilho que s
poderia ser imortal. Kalona levantou, abriu os braos enquanto suas asas se desdobravam,
se espalhando ao redor dele com uma magnitude que fez ser difcil para mim olhar para
ele e impossvel para mim no olhar.
      "Tudo!" ele falou com a voz de um deus. "Eu quero tudo!"
      E ento ele estava ali diante de mim, um anjo brilhante - no cado, s
miraculosamente aqui, ao alcance. Mortal o bastante para tocar, mas lindo demais para
ser qualquer coisa a no ser um deus.
      "Tem certeza que no poderia me amar?" Ele me puxou para os braos dele. As asas
dele foram para baixo e se dobraram em mim em sua suave escurido, um cobertor que
estava em contradio direta do maravilhoso, e doloso calafrio do corpo dele que eu
estava comeando a conhecer to bem. Ele se curvou, e devagar, como se estivesse
dando tempo para mim me afastar, trouxe sua boca at a minha.
      Quando nossos lbios se encontraram, o beijo queimou com calor atravs do meu
corpo. Eu me senti cai. O corpo dele, a alma dele, era tudo que eu conhecia. Eu queria me
pressionar nele, ter ele se prendendo em mim. A pergunta no era, se eu poderia amar
ele, mas como eu podia no amar ele? Uma eternidade abraando ele - possuindo ele -
amando ele - no poderia ser o suficiente.
      Uma eternidade abraando ele...
      A ideia se espalhou atravs de mim. Aya, tinha sido criada para amar ele e o abraar
pela eternidade.
      Oh, deusa! Minha mente chorou, eu sou realmente A-ya?
     No. Eu no podia ser. Eu no podia me permitir ser!
     Eu o empurrei. Nosso abrao tinha sido uma rendio to completa e apaixonada
que minha repentina rejeio o pegou de surpresa. Ele tropeou para trs, me deixando
escorregar do abrao duplo dos braos e asas dele.
     "No!" Eu estava balanando minha cabea para frente e para trs como uma
mulher louca. "Eu no sou ela! Eu sou Zoey Redbird, e se eu amar algum, ser porque
ele vale a pena amar, e no porque eu sou um pedao de terra que foi trazido a vida."
     Os olhos mbares dele se estreitaram enquanto raiva cruzava seu rosto. Ele comeou
a andar em direo a mim.
     "No!" eu gritei.

     Eu fui acordada com um choque aos sons de Nala assoviando como louca e algum
sentado do lado da minha cama, tentando se defender contra meus braos que se
debatiam.
     "Zoey! Est tudo bem. Acorde! Ow! Merda!" O cara disse quando meu punho se
conectou com a bochecha dele.
     "Fique longe de mim!" eu chorei.
     Ele prendeu meus dois pulsos com uma das mos. "Se controle!" Ento ele se
estendeu e acendeu meu abajur.
     Eu pisquei para o cara que estava sentando na minha cama esfregando a bochecha.
     "Stark, o que diabos voc est fazendo no meu quarto?"
     VINTE E QUATRO

      "Eu estava andando a fora no corredor e ouvi o seu gato miar e chiar, e ento voc
comeou a gritar. Eu pensei que voc estava em perigo." Stark olhou firmemente para
minha janela. "Pensei que talvez um Corvo escarnecedor tinha chegado aqui. Eu
realmente odeio gatos, voc sabe. Enfim,  por isso que eu entrei aqui"
      "Voc estava passando pelo corredor do meu quarto, s" Eu olhei no meu relgio.
"Ao meio-dia?"
      Ele sorriu, e os seus lbios formaram um confiante sorriso de que eu gostei muito.
"Bem, eu acho que era mais do que coincidncia planejada."
      "Voc pode me soltar agora," eu disse.
      Relutantemente, o seu aperto no meu pulso relaxou, mas ele realmente no me
soltou. Eu tive que puxar minhas mos dele.
      "Isso deve ter sido um pesadelo horrvel", disse ele.
      "Sim, foi." eu escorei para que eu me inclinasse contra a cabeceira da minha cama.
Nala tinha sado do travesseiro e estava enrolado ao meu lado.
      "Ento, o que foi aquilo?"
      Eu ignorei a pergunta e disse, "O que voc esta fazendo aqui?"
      "Eu te disse. Ouvi um barulho e entrei."
      "No, eu quero dizer por que  que voc estava fora da minha porta para comear?
E,  meio-dia. Todos os calouros vermelhos no se do bem com a luz solar e eles
geralmente esto dormindo agora."
      "Sim, eu podia dormir, mas que nunca. E no h sol l fora. Tudo  cinza e gelado."
      "Jeesh, a tempestade de gelo ainda est l fora?"
      "Sim, outra frente fria est se movendo hoje. Seria pssimo ser um homem tentando
lidar com esta baguna sem todos os geradores e outras coisas que esta escola tem."
      O que ele disse fez-me perguntar se as freiras tinham um gerador em sua capela. Eu
realmente precisava falar com a Irm Maria Angela. Falar com ela? Inferno, eu precisava ir
para l. Eu perdi a minha av, e eu estava gravemente doente de sentir como se eu
estivesse em perigo o tempo todo. Inacreditavelmente cansada, eu suspirei. Quanto
tempo tinha dormido? Eu contei na minha cabea cerca de cinco horas. Ugh. E que
maioria do tempo foi gasto em um estranho sonho com Kalona num lugar, que poderia ser
tudo menos repousante.
      "Ei, voc est cansada", disse Stark.
      "Voc no respondeu  minha pergunta. Porque voc veio aqui? Eu quero dizer l
fora."
      Ele olhou para mim e deu um longo suspiro. Ento ele disse: "Eu precisava ver
voc."
      "Por qu?"
      Seus olhos castanhos encontraram os meus. Eles pareciam to grandes como
quando Stark estava pra morrer que era desconcertante. Nesse momento os olhos dele
eram normais, e no havia pulsos assustador escurido sombras em torno dele. Apenas as
linhas vermelhas da sua tatuagem lembrou que ele era diferente dos calouros que me
disse os seus segredos e pediu ajuda na casa de campo apenas algumas noites atrs.
      "Eles vo fazer voc me odiar", ele bufou.
      "Quem eles? E ningum vai fazer eu sentir nada." Assim como eu disse, uma foto
minha em Kalona abraados passou pela minha mente, mas eu propositadamente coloquei
a toda-imagem-demais grfica distncia.
      "Todos Eles", disse ele. "Eles vo dizer que sou um monstro, e voc vai acreditar
neles."
      Eu continuei olhando para ele, silenciosamente e de forma constante. Ele foi o
primeiro a olhar para o outro lado.
      "Tenho de pensar que talvez voc est fazendo coisas como mordendo Becca e
pendurar em torno Kalona com o Eu-nao-preciso-de-nada-acerto-tudo Arco preso  sua
volta e pronto para atirar um pouco disso poderia ter algo a ver com levar eles a pensar
que voc no  mais um cara legal", eu disse.
      "Voc sempre diz exatamente o que voc est pensando?"
      "Bem, no, mas eu tento ser honesta. Olha, estou muito cansada, e eu tive um
sonho horrvel. As coisas que esto acontecendo aqui no so boas. Eu no sei o que
fazer; estou confusa sobre um monte de coisas. E voc ate mim. Eu no ia te ligar e dizer,
'Hei, Stark, por que voc no passa em meu quarto?' Ento eu realmente no estou com
vontade de jogar."
      "Eu no estou aqui como espio", disse ele.
      "No creio que essa parte  o que  realmente importa", eu disse.
      "Eu vim aqui porque voc me faz sentir", ele bufou tudo em um grande suspiro.
      "Eu fao voc sentir o que?"
      "S sinto." Ele disse esfregando uma mo em toda a sua testa como se ele poderia
ter uma dor de cabea. "Desde que eu morri e depois voltei,  se uma parte minha ficou
morta. Eu no sou capaz de sentir alguma coisa. Ou pelo menos no so nada boas." Ele
estava falando devagar, cortando frases, como se o que dizia era duro para ele dizer. "Ok,
sim, eu sinto algo. Especialmente quando eu no tiver sangue recentemente. Mas isso no
 realmente um sentindo.  apenas uma reao. Sabe-comer, dormir, viver, morrer. 
automtico". Ele olhou distante e longe de mim. " automtico para mim para ter o que
quero. Como a vez com a menina".
      "Becca". A minha voz era fria. "O nome dela  Rebecca."
      "Ok, ento o nome dela  Rebecca."
      Sua expresso tinha endurecido. Ele no parecia assustador e com olhos vermelhos,
mas ele parecia um completo idiota, e eu estava cansada o suficiente para que isso
realmente me irritasse.
      "Voc atacou ela. Voc obrigou ela. Olha,  bem simples. Se voc no quer que as
pessoas dizem coisas ruins sobre voc, ento voc precisa parar de fazer coisas ruins", eu
disse.
      Seus olhos brilharam e vi uma luz vermelha em suas profundezas. "Ela teria gostado
daquilo. Se voc e o guerreiro tivessem chegado cinco minutos depois, voc deve t-la
visto em cima de mim."
      "Voc est brincando? Voc realmente acha que controlar mente  preliminares?"
      "Ela estava chateada quando voc a viu l dentro? Ou ela estava falando sobre como
eu sou quente e como ela queria eu?" Stark soltou as perguntas para mim.
      "E voc acha que faz o que voc fez legal? Voc mexeu com sua mente para lev-la
a querer ficar com voc. Por qualquer definio do que uma violao, e  errado."
      "Voc me beijou logo aps isso, e eu no teve que mexer com a sua cabea!"
      "Sim, bem, eu tenho tido alguns seriamente questionvel gosto para caras
ultimamente. Mas posso prometer que agora no tenho absolutamente nenhuma vontade
de cair em seu braos sozinha."
      Ele foi abruptamente, empurrado para longe da minha cama. "Eu no sei o que
diabos estou fazendo aqui. Eu sou o que sou, e nada pode mudar isso." Totalmente
chateado, ele comeou ir em direo  porta.
      "Voc pode mudar isso."
      Eu disse as palavras suavemente, mas elas pareciam similar no ar entre ns e
envolver Stark, fazendo ele parar. Ele s ficou l por um tempo, punhos fechados ao seu
lado, cabea ligeiramente curvada como se ele estivesse lutando com ele mesmo. Com a
sua volta ainda para mim ele disse, "Entende,  isso. Mas eu; Veja, isso  o que eu quero
dizer. Quando voc diz coisas assim para mim, voc me faz sentir eu mesmo novo."
      "Talvez isso  porque eu sou a nica pessoa a dizer a verdade agora." Como eu falei,
eu tive um dos meus sentimentos profundos que me avisou que eu estava dizendo as
palavras que Nyx queria que eu falasse. Dei um longo suspiro e tentei me concentrar, e
mesmo que eu estava cansada e machucada e confusa sobre muitas coisas, eu
acompanhei a discusso, que tinham sido desvendadas dentro de mim e tentando
costurar o pano da humanidade de Stark.
      "Eu no acho que voc  um monstro, mas eu tambm no acho que voc  um cara
legal. Vejo que voc , e eu acredito no que voc poderia escolher ser. Stark, o que voc
no entendeu? Kalona, Neferet te mantm assim, porque voc est sendo usado. Se voc
no quiser se transformar em uma criatura de sua criao, ento voc vai ter que escolher
uma forma diferente e lutar contra eles, e contra as trevas que rodeiam voc". Eu
suspirava, procurando as palavras certas. "No v, o mal vai ganhar se as pessoas boas
no fazem nada." Devo ter atingido um nervo de Stark, porque ele lentamente virou o
rosto para mim.
      "Mas eu no sou uma boa pessoa."
      "Voc era um bom homem antes de tudo isso. Eu sei que voc era. Eu no esqueci,
como eu te prometi. Voc pode ser um bom cara de novo."
      "Quando eu ouo voc dizer, eu quase acredito."
      "Acreditar  o primeiro passo. Trabalhar sobre ele  o segundo." Eu pausei, e ele no
disse nada, ento me enchi o ar morto com algumas das tagalerices que estava passando
atravs da minha mente. "Voc j parou para pensar por que ns nos aproximamos
muito?"
      Seu sorriso era completamente Bad Boy. "Sim, eu pensei que era porque voc  to
quente."
      Eu tentei, sem sucesso, no sorrir de volta para ele. "Bem, sim, quero dizer, para
alm disso."
      Ele sorriu. "Voc est  quente o suficiente para mim."
      "Obrigado, eu acho. Mas isso no  exatamente o que eu quis dizer. Estava
pensando que tem alguma coisa a ver com Nyx e voc sendo importante para ela."
      Stark desfez o sorriso instantaneamente. "A Deusa no poderia desejar nada comigo.
No mais."
      "Eu acho que voc ficaria surpreso. Lembra-se de Afrodite?"
      Ele acenou. "Sim, um pouco. Ela  aquela pintosa que realmente acha que  uma
deusa amor."
      "Isso  Afrodite. Ela e Nyx so assim." Eu cruzei os dedos.
      "Tem certeza?"
      "Totalmente", eu disse, e no podia parar o enorme bocejo que chegou. "Desculpe.
Eu no tive muito sono ultimamente. Entre o estresse acontecendo por aqui, me
machucar, e alguns seriamente pesadelos, dormir no  muito simptico pra mim."
      "Posso te perguntar uma coisa sobre os seus sonhos?"
      Eu sorri e acenei com sono.
      "Tem visto Kalona neles?"
      Eu pisquei instantaneamente de surpresa para ele. "Por que voc pergunta isso?"
      "Ele faz isso. Entra nos sonhos do povo."
      "Ele tem estado em seus sonhos?"
      "No, eu no, mas eu tenho escutado as calouras falar, e ele tem entrado
definitivamente em seus sonhos, s que elas gostaram muito mais do que voc."
      Pensei sobre como sexy Kalona poderia ser, e quo fcil seria para mim a ceder a
sua aparncia hipntica. "Sim, eu vou apenas apostar que eles o faam."
      "Eu quero te dizer uma coisa, mas eu no quero que voc ache que eu estou
fazendo isso s para que eu possa ficar com voc", disse ele.
      "O que ?" Ele estava olhando maciamente incomodado, como se aquilo que ele
estava prestes a dizer o deixava realmente nervoso.
      " difcil para ele entrar em seus sonhos se voc no est dormindo sozinha."
      Eu olhei duro para ele. Ele estava certo. Parecia uma coisa que um cara faria at
chegar em uma garota na cama (agarrada no lenol).
      "Eu no estava dormindo sozinha na primeira vez que aconteceu", disse.
      "Voc estava com uma cara?"
      Senti minhas bochechas comear a ficar quente. "No. Eu estava com minha amiga
de quarto."
      "Tem que ser um cara.  como se ele no quisesse competir ou algo assim."
      "Stark, isso soa como conversa fiada".
      Ele sorriu. "E 'conversa fiada'  realmente uma palavra?"
      " a minha palavra", eu disse. "E como o diabo que voc sabe sobre este pequeno
detalhe de Kalona?"
      "Ele fala muito em torno de mim.  quase como se no notasse que estou l s
vezes. Ouvi Rephaim e ele falar sobre os sonhos. Kalona disse que estava pensando em
colocar Corvos escarnecedores nos dormitrios das meninas e dos meninos para mant-
los separados, mas ele decidiu que ele no iria, porque ele realmente no estava tendo
um problema com o controle dos calouros com ou sem estarem em seus sonhos."
      "Merda", eu disse. "E sobre os professores? Esto todos sob o seu controle,
tambm?"
      "Aparentemente. Pelo menos nenhum deles levantou-se contra ele ou Neferet".
      Stark esperava para comear a ficar com o meu interrogatrio defensiva, mas ele
no parecia que mentia e estava falando comigo como se no fosse grande coisas falar
sobre essas informaes. Ento eu decidi ver o quanto eu poderia descobrir. "O que
aconteceu com os Filhos de Erebus? Eu vi um quando cheguei no campus, mas ainda nem
sequer o vi de novo."
      "No h muitos deles aqui", disse Stark.
      "O que voc quer dizer?"
      "Quero dizer um monte deles esto mortos. Quando Shekinah caiu, Ate assustado
liderou um ataque contra Kalona, embora eu no acho que foi Kalona quem matou."
      "Ele no. Neferet matou Shekinah". disse a Stark
      "Huh. Bem, isso clareia que. Neferet  uma vadia vingativa."
      "Eu pensei que voc era um de seus seguidores".
      "No."
      "Tem certeza?"
      "Sim".
      "Ela sabe disso?" Eu perguntei.
      "No", disse ele. "Lembro de algo que voc disse bem antes de eu morrer. Voc
tentou avisar de ter cuidado em volta de Neferet".
      "Sim, lembro disso, tambm."
      "Bem, voc tinha razo."
      "Stark, ela est mudando, no ? Eu quero dizer que ela no  apenas uma mulher
interessada em ser a Alta Sacerdotisa de todos os vampiros", disse.
      "Ela no  normal, isso  certeza. Seus poderes so bizarros. Juro que ela pode
espiar pessoas Kalona melhor que puder." Ele parecia longe de mim, e quando ele
conheceu meus olhos novamente, o seu foi ensombrado por uma alma-profunda tristeza.
"Eu desejaria que voc estivesse estado l, em vez de Neferet".
      "Voc Lembra?" Eu perguntei, embora o aperto no meu intestino me disse que eu
sabia exatamente aquilo que ele quis dizer.
      "Voc via meu corpo, no vigiava voc? Com essa coisa de cmera."
      "Sim", eu disse suavemente. "Jack instalou. Eu no queria te deixar sozinho e essa
foi a melhor maneira que eu poderia pensar em manter um olho em voc. Ento, minha
av estava no acidente e as coisas ficaram loucas... Me desculpe."
      "Sinto muito, tambm. Teria sado diferente se tivesse sido voc, em vez de ela me
abriu os olhos para ver."
      Eu queria perguntar sobre o que exatamente aconteceu com toda a morrer e nao-
estar-morto coisa, bem como a questo sobre Neferet ele ainda, mas o seu rosto foi
fechado e os olhos dele estavam cheios de dor.
      "Veja", disse ele, abruptamente mudando o tema, "voc quer dormir um pouco.
Estou cansado, tambm. E se ns dormimos juntos? S dormimos juntos. Prometo que
no vou tentar alguma coisa."
      "Eu no penso assim," eu disse.
      "Voc prefere ter Kalona aparecendo em seus sonhos de novo?"
      "No, mas eu, bem, eu, hum, no acho que voc dormir comigo  uma boa idia."
      Sua expresso ficou dura e fria de novo, mas eu podia ver a dor que ainda estava
em seus olhos. "Porque voc no acha que eu vou manter a minha promessa".
      "No, porque no quero que ningum saiba que voc est aqui", eu disse
honestamente.
      "Eu vou sair antes que algum perceba", disse ele calmamente.
      E de repente eu sabia que minha resposta para o que ele poderia ser depositados
sobre ele na luta pela sua humanidade. As ltimas duas linhas do poema de Kramisha
ecoou pela minha mente: "A humanidade guarda dela / Ela vai me salvar?" Eu sabia que
eu tinha de fazer.
      "Ok, tudo bem. Mas voc realmente tem que sair daqui antes que algum te veja".
eu disse sorrindo
      Seus olhos ampliaram em surpresa e, em seguida, os lbios inclinaram-se no seu
arrogante Bad Boy sorriso. "Voc quis dizer isso?"
      "Infelizmente, sim. Agora vem aqui porque estou prestes a adormecer no meio de
falar com voc."
      "Legal! Voc no precisa falar duas vezes. Eu sou um monstro, e no um idiota." Ele
mudou rapidamente de volta para a cama.
      Eu esbarrei, acordando Nala, que chateada com ele. Assoviou, e foi para o final da
cama, fez trs crculos rpido, e eu juro que ela estava a dormir novamente antes de sua
cabea deitar sobre suas patas. Eu olhei para ela depois para Stark e apressadamente
joguei meu brao todo o seu lado da cama antes que ele pudesse entrar.
      "O qu?" disse ele.
      "Primeiro voc tem que tirar esse arco e flecha da cintura, que praticamente esta
grudada nas suas costas."
      "Ah, ok." Ele puxou sobre a cabea a fita de couro que segurava a aljava de flechas
e tirou o arco deixando cair no cho do lado da cama. Quando eu ainda no mexi o meu
brao, ele disse: "E agora?"
      "Vocs no vai deitar na minha cama com os seus sapatos em."
      "Crap. Desculpe", ele murmurou, dando incio a sua cala. Ento ele olhou para baixo
para mim. "Quer que eu tire mais alguma coisa fora?"
      Eu amarrei minha cara para ele. Como se ele j no estava suficientemente quente
j na sua camisa preta, o seu jeans, e o seu sorriso arrogante? Mas nunca que eu ia dizer
isso. "No. Voc no pode tirar qualquer outra coisa fora. Jeesh, basta deita aqui. Estou
seriamente cansada."
      Quando ele mergulhou na cama ao lado de mim, eu percebi o quo pequena minha
cama ficava quando eu estava partilhando com uma cara. Eu tinha que me lembrar que
eu realmente estava cansada e que todo o ponto de Stark dormir comigo, para mim, era
obter algum descanso.
      "Desligue a luz, pra mim?" Perguntei, mais soando mais cansada do que me sentia.
      Ele foi e bateu no interruptor e a luz desligou.
      "Ento, voc acha que vai estar para a aula amanh?" ele perguntou.
      "Sim, eu suponho." Ento, porque eu realmente no quero falar sobre a razo pela
qual eu poderia estar indo para a aula to pouco tempo aps me machucar e eu estava
mal, acrescentei: "E eu tenho que lembrar de olhar na Hummer que Darius nos trouxe
aqui. Acho que deixei minha bolsa nela. Ou pelo menos eu espero que sim, porque ter
perdido minha bolsa  realmente uma merda."
      "Agora isso me assusta", disse Stark.
      "O que assusta voc?"
      "Essas bolsas. Ou, pelo menos, todas as coisas estranhas que vocs mantm as
pessoas dentro delas."
      "Como pessoas? Jeesh. Somos meninas, bolsas s tem coisas de garotas." eu disse
com o seu tom de assustado me fazendo rir.
      "No h apenas coisas nessas bolsas", disse ele. E eu juro que senti ele tremer.
      Eu ri em voz alta, desta vez. "Minha av dizia que voc  um dilema."
      "Isso  bom ou ruim?" ele perguntou.
      "Um enigma  algo que  inexplicvel, ainda pouco complexo. Por exemplo, voc
est aqui presente macho, perigoso, cara guerreiro, que no pode errar alguma coisa em
que ele atira, mas voc est totalmente assustado por bolsas de garotas?  como se fosse
minhas aranhas".
      Ele franziu. "Minhas aranhas? O que  que isso quer dizer?"
      "Bem, no gosto de aranhas. De todas." Eu tremi como ele acabou de fazer.
      "Ah, entendi. Sim, bolsas so as minhas aranhas. Realmente as grandes aranhas
podem abrir e elas esto cheias com um ninho de bebs aranhas."
      "Ok! Ok! Voc est totalmente me assustando. Vamos mudar de assunto."
      "Parece bom para mim. Ento... acho que voc tem que estar em contacto com
quem voc est dormindo para que isso realmente funcione." Sua voz soa muito ntima
percebendo o "perigo" ao meu lado.
      "Sim, claro". Meu estmago parecia que tinha asas, e no apenas porque estvamos
falando de aranhas.
      Seu suspiro era pesado e longo sofrimento. "Estou lhe dizendo a verdade. Porque
voc acha que vai mant-lo afastado se voc s estiver dormindo com mais um no
quarto? Voc tem de ser convincente. Um garoto e uma garota. Acho que um cara com
outro funciona, tambm, se forem como Damien e seu namorado. Ou at mesmo uma
menina e uma menina se fossem assim." Ele pausa. "Eu acho que eu estou tagarelando".
      "Eu acho que voc esta, tambm." Na verdade, falar demais era o que eu
geralmente fazia quando estava nervosa, e foi um alivio saber que quando as pessoas
estavam nervosas acontecia o mesmo.
      "Voc realmente no precisa ter medo de mim. Eu no vou te machucar."
      "Porque voc sabe que eu posso chutar seu traseiro com os elementos?"
      "Porque me importo com voc", disse ele. "Voc estava comeando a cuidar de mim,
no? Eu quero dizer antes de tudo isto acontecer comigo."
      "Sim". Por um lado, certamente, em seguida, foi cerca de uma excelente
oportunidade para me referir ao fato de que Erik e eu estvamos juntos novamente. E
talvez at dizer algo sobre Heath. (Ou talvez no.) Por outro lado, eu estava tentando
corrigir a humanidade do garoto, ou a falta dela, e isso provavelmente no iria ajudar se
eu dissesse: Oi, eu vou dormir com voc e agir como se eu se preocupasse com voc, mas
Eu tenho um namorado. Ou dois. E alm de tudo isso, eu precisava comear a ser honesta
comigo mesma. Erik que parecia to perfeito para mim, ele  que todos achavam que eu
deveria ficar. Ento por que eu sempre gostei de outros caras tambm, e isso  mesmo
antes de ele comear a ser o incrvel todo possessivo? No foi apenas Heath que eu
gostava, mas Loren e, em seguida, Stark. A nica coisa que eu podia pensar era que algo
deve estar faltando com Erik, ou ento, eu s estava se transformando em uma
desagradvel Vadia. Quero dizer, realmente. Eu no sinto como uma desagradvel vadia.
Me sentia como uma menina que gostava mais do que um cara.
      Ele se mexeu na cama vindo para meu lado e eu me segurei para no pular, quando
eu senti o brao dele levantar. "Venha c. Voc pode colocar a cabea no meu peito e
dormir. Vou mant-la segura. Eu prometo."
      O problema com Erik saiu da minha mente, e o que eu poderia fazer bem-Quer dizer,
eu j estava l? Na cama com um garoto indo pra perto dele. Ele ps o brao sobre mim e
eu tentei relaxar contra o seu lado com a cabea um pouco descansada no seu peito.
Fiquei pensando se ele estava confortvel. Eu era muito pesada? Eu estava muito prxima
a ele? Ou no o suficiente?
      Depois, ele levantou a mo dele e colocou na minha cabea. Inicialmente eu pensei
que ele estava tentando mover a minha cabea (porque era muito pesada), ou talvez at
me estrangular ou qualquer coisa assim. Ento ela me surpreendeu quando ele comeou
acariciar o meu cabelo como se eu fosse um cavalo assustado.
      "Voc tem um cabelo muito bonito. Eu disse antes de eu morrer, ou eu acho que
disse?"
      "Voc deve ter apenas pensado," eu disse.
      "Gostaria de lhe dizer que voc estava muito quente hoje quando eu te vi nua, mas
que provavelmente no seria adequado, sendo que estamos na cama juntos, mas no
fazendo nada."
      "No", eu forcei, ficando pronta para sair de seus braos. "No seria apropriado."
      Seu peito levantou em um grande suspiro. "Calma, certo?"
      "Ento, no falar sobre ter me visto nua."
      "Ok". Ele acariciou o meu cabelo em silncio por um tempo, ento ele disse, "Esse
corvo escarnecedor te machucou muito."
      No era uma pergunta, mas ainda eu disse, "Sim".
      "Kalona no quer machuc-la, ento ele vai fazer alguma coisa com ele quando
voltar."
      "Ele no vai voltar. Eu o matei. queimei ele", eu disse simplesmente.
      "Bom", disse ele. "Zoey, poderia me fazer mais uma promessa?"
      "Suponho que sim, mas voc no parece cem por cento satisfeito quanto a manter a
minha promessa a voc."
      "Eu vou ser feliz se voc mantiver essa."
      "O que  desta vez?"
      "Promete que se me tornar um verdadeiro monstro como eles, voc vai me queimar,
tambm."
      "Essa  uma promessa que no me deixa muito confortvel em cumpri-la", eu disse.
      "Bem, pense sobre isso porque se  uma promessa, voc ter de cumprir."
      Ficamos calados novamente. O nico som no meu quarto era do ronco macio do p
da minha cama que vinha de Nala, e o constante bater do corao de Stark em meu
ouvido. Ele continuou acariciando meus cabelos, e no demorou muito pra comear a
sentir minhas plpebras realmente pesadas. Mas antes de adormecer tinha mais uma
coisa que eu queria que ele ouvisse.
      "Voc faria algo para mim?" Perguntei com sono.
      "Eu acho que no deixaria de fazer nada pra voc", disse Stark.
      "Pare de se chamar de monstro."
      Sua mo parou por um momento. Eu senti os lbios deles se deslocando na minha
testa. "Vai dormir agora. Vou assistir voc dormir."
      Eu comecei dormir enquanto ele ainda estava lentamente acariciando meu cabelo.
Kalona no entrou nenhuma vez nos meus sonhos.
     VINTE E CINCO

      Stark tinha ido embora quando eu acordei. Me sentindo maravilhosamente refeita e
faminta, me espreguicei e bocejei, quando eu encontrei a seta deitado no travesseiro ao
meu lado. Ele estava quebrada no meio, o que imediatamente chamou a minha ateno.
Quero dizer, sou de uma cidade chamada Broken Arrow (Flecha Quebrada). Eu sei o que
significa uma flecha partida ao meio - paz, um fiz para o combate. Havia uma nota
dobrada debaixo da flecha com o meu nome escrito. Eu a abri e li: "Eu te observei
enquanto dormia e voc parecia em completa paz. Gostaria de poder sentir isso. Quem
me dera poder fechar os olhos e me sentir em paz. Mas no posso. No consigo sentir
nada se eu no estou com voc, e mesmo assim tudo o que posso fazer  desejar algo
que eu acho que nunca poderei ter, pelo menos no agora. Ento eu deixei isso e a minha
paz com voc. Stark."
      "O que diabos significa isso?" Perguntei a Nala.
      Meu gato grunhiu um "mee-UF-devidos" pra mim, saltou da minha cama, e saltitou
para sua tigela de comida. Ela olhou para trs de mim, rosnado como uma louca.
      "Ok, sim, eu sei. Eu estou com fome, tambm." Eu alimentei minha gata, pensando
em Stark enquanto eu me vestia para o que eu tinha certeza que seria um estranho dia
escolar. "Hoje vamos sair daqui", eu disse firmemente ao meu reflexo depois que eu
arrumava o meu cabelo.
      Eu corri para a cozinha a tempo de agarrar o meu cereal favorito, Count Chocula, e
me juntar s gmeas, que tinham suas cabeas juntas, sussurrando com um olhar irritado.
      "Ei, meninas", disse, sentado ao lado delas me servindo de uma grande vasilha do
chocolate delicioso. "e a?"
      Mantendo a sua voz baixa de um jeito que s eu pudesse ouvir, Erin disse, "Voc vai
ver o que se passa quando voc sentar aqui por apenas alguns minutos."
      "Sim, observe as pessoas", sussurrou Shaunee.
      "Okayyyyy," eu disse lentamente, acrescentando leite aos meus cereais e
observando as crianas em torno de ns com o que eu esperava ser absoluta indiferena.
      De primeira eu realmente no notei nada. As meninas estavam ocupadas agarrando
barras de protena ou cereais ou alguma guloseima favorita. E ento eu percebi que no
era o que eu estava vendo que era estranho, era o que eu no estava. No havia
nenhuma das tpicas brincadeiras acontecendo. Ningum estava falando de meninos.
Ningum se queixava de no ter feito seu dever de casa. Na verdade, ningum estava
falando quase nada. Elas estavam apenas mastigando e respirao e sorrindo. Muito.
      Eu dei s Gmeas um WTF ( What The Fuck = Que porcaria  essa?) olhar.
      "Pessoas bizarras", Erin sussurrou para mim enquanto Shaunee acenava com a
cabea.
      "Quase to chato como o canalha Stark," Erin sussurrou.
      Tentei no soar culpada quando disse, "Stark? O que tem ele?"
      "Ele andou por aqui, enquanto voc ainda estava l em cima. Como se ele fosse
dono do lugar e no se importasse se algum sabia sobre ele estar estuprando alguma
pobre garota.", Shaunee disse, ainda mantendo a sua voz baixa.
      "Sim, voc deve ter visto Becca. Ela saltitava atrs dele como um cachorrinho" disse
Erin.
      "E o que ele fez?" Eu perguntei, segurando a minha respirao.
      "Foi pattico. Ele mal olhou para ela," Shaunee disse.
      "Falar sobre ser usada e depois jogada fora como um trapo ranho", disse Erin.
       Eu estava tentando descobrir o que eu poderia dizer que me daria mais informaes
sobre o que Stark tinha ou no tinha feito, sem deixar as gmeas saber que eu me
importava, e eu pensei que eu deveria talvez tentar dizer um algo para defender o Stark,
quando os olhos de Erin ficaram selvagens enquanto ela olhava para algo atrs de mim.
       "Bem, falar do maldito diabo," disse Shaunee em sua melhor voz de menininha
irritante.
       "Literalmente," Erin acrescentou.
       "Mesa errada", disse Shaunee. "Suas admiradoras esto todas ali e ali." Ela acenou
sua mo ao redor da sala, para as outras garotas que tinham parado de comer e olhavam
por trs de mim tambm. "No aqui."
       Eu girei na minha cadeira para olhar para Stark. Nossos olhos se encontraram.
Tenho certeza que os meus olhos estavam grandes e assustados. Os seus eram profundos
e quentes, e eu poderia quase ouvir a pergunta que ele estava me fazendo com ele.
       Ignorando todas as outras pessoas na sala, eu disse: "Ol, Stark." Tive o cuidado
para no fazer a minha voz muito amigvel ou gelada. Eu apenas disse oi para ele como
eu faria com qualquer outro garoto.
       "Voc parece melhor do que a ltima vez que te vi", disse ele.
       Eu podia sentir minhas bochechas ficando quentes. A ltima vez que ele tinha me
visto ns estvamos juntos na cama. Enquanto eu ainda estava olhando nos olhos dele e
tentando descobrir o que diabos eu poderia dizer a ele na frente de todos, Erin falou.
       "Grande surpresa que ela est melhor do que quando estava mastigando Becca a
noite passada."
       "Sim, ver aquilo seria o suficiente para fazer qualquer um ficar meio abalado."
       Stark desviou seu olhar do meu. Eu vi seus olhos piscarem em um perigoso escarlate
enquanto ele encarou as Gmeas. "Estou falando com Zoey, no com qualquer uma de
vocs. Ento fiquem de fora."
       Havia algo na sua voz que estava profundamente assustador. Ele no gritou. Sua
expresso estava praticamente inalterada. Em vez disso, ele irradiava uma terrvel
sensao de serpente, furioso, mortal e a beira de um ataque. Olhei para ele mais de
perto e vi uma ondulao no ar ao seu redor, como ondas de calor que se elevavam de
um asfalto quente no vero. No sei se as Gmeas tambm viram, mas definitivamente
sentiram algo. Ambas empalideceram, mas eu quase no notei. Era em Stark que eu
estava concentrada. Vendo as mudanas dele eu me lembrei de Stevie Rae - antes de ela
ter recuperado a sua humanidade.
       Era por isso que eu me importava tanto com Stark? Porque eu vi Stevie Rae lutar
com os mesmo impulsos escuros e ganhar, e eu queria acreditar que ele tambm poderia
ganhar?
       Eu lidava com ele, mas se Stevie Rae me ensinou uma coisa com certeza foi que um
jovem nessa posio poderia ser uma criatura muito perigosa.
       Mantendo a minha voz completamente calma, eu disse, "O que voc queria me dizer,
Stark?"
       Eu vi a luta em seu rosto enquanto o garoto lutava com o monstro que claramente
queria pular na mesa e comer as Gmeas. Finalmente ele transferiu o seu olhar de volta
para mim. Seus olhos brilhavam ainda ligeiramente vermelhos quando ele disse, "Eu
realmente no tenho nada a dizer. Eu encontrei isso.  seu, no ?" Ele levantou a mo e,
pendurada nela, estava a minha bolsa.
      Eu olhei dele para a bolsa e da bolsa para ele novamente. Me lembrei que ele disse
sobre ter medo de bolsas como eu tenho medo de aranhas. Quando olhei nos olhos dele
novamente, eu estava sorrindo.
      "Obrigado,  minha." Eu peguei minha bolsa dele, mas quando nossas mos
esbarraram eu disse, "Um cara me disse uma vez que bolsas femininas o lembravam de
aranhas."
      Os olhos vermelhos se acenderam como se tivesse ligado um interruptor A aura
terrvel que o cercava tinha ido embora. Um de seus dedos se enrolou no meu, me
segurando por um instante. Ento ele soltou a bolsa e minha mo.
      "Aranhas? Tem certeza de que ouviu bem?"
      "Tenho certeza. Obrigado novamente por encontrar isso."
      Ele girou, e marchou para fora da sala.
      Logo que ele tinha ido embora, todos os calouros exceto as gmeas e eu comearam
a sussurrar entusiasmados sobre como Stark era quente. Eu comi meu cereal em silncio.
      "Ok, ele est para l de assustador", disse Shaunee.
      "Era assim que Stevie Rae quando ela mudou?" Erin perguntou.
      Eu acenei. "Sim, basicamente." Eu baixei a minha voz e acrescentei, "Vocs viram
algo ao redor dele? Como uma estranha sombra negra extra?"
      "No, eu estava muito ocupada pensando que ele ia me comer para olhar em volta
dele", disse Erin.
      "Exato", disse Shaunee. "Ento  por isso que ele no assusta voc, porque ele 
como Stevie Rae era antes de mudar?"
      Eu levantei um dos meus ombros e utilizei o pretexto de uma boca estava cheia de
Count Chocula para no dizer muito.
      "Ei, srio, eu sei o que o poema da Kramisha disse e tudo mais" disse Erin. "Mas tem
que tomar cuidado ao redor dele. Ele  m notcia."
      "Alm disso, o poema poderia no ser sobre ele", disse Shaunee.
      "Meninas, vamos realmente ter que falar sobre isso agora?" Eu disse aps engolir.
      "No, ele tem nenhuma importncia para ns", disse Shaunee rapidamente.
      "Exato", disse Erin, em seguida acrescentou: "Voc vai verificar para ter a certeza
que ele no roubou suas coisas?"
      "Sim, tanto faz." Eu abri minha bola e olhei para ela, fazendo um, inventrio em voz
alta "Celular, brilho labial... ... ... Dinheiro, culos de sol, carteira com, sim, todo o meu
dinheiro e minha carteira de motorista... e-" Eu me interrompi ao achar um bilhete, uma
flecha quebrada no meio desenhado sobre ela. Abaixo da seta haviam as palavras:
Obrigado pela noite passada.
      "O qu? Voc achou algo que ele roubou?" Erin perguntou, tentando olhar para a
minha bolsa por cima da mesa.
      "No, apenas Kleenex usados nojentos. Gostaria que ele tivesse jogado fora."
      "Bem, eu continuo a dizer que ele  um idiota," Erin rosnou.
      Eu acenei e fiz alguns sons de concordncia enquanto terminava o meu cereal
evitando no pensar sobre a mo quente de Stark nos meus cabelos.
      Minhas aulas, como o meu professor espanhol, professor Garmy, diria, se ele no
tivesse se transformado e um pequeno professor zumbi, no foi boa para mim. E a pior
parte foi, se voc tirasse os nojentos Corvos Escarnecedores, que pareciam estar em todo
o lado, eu poderia ter quase convencido a mim mesma de que tudo estava normal. Mas
quase pode ser realmente uma grande palavra.
      No ajuda que o meu horrio tinha sido alterado esse semestre, a fim de que eu
tivesse todas as classes com diferentes crianas, nenhuma delas sendo Damien e as
gmeas. Afrodite no estava em lugar nenhum o que me fazia ficar preocupada de ela e
Darius terem sido comidos por Corvos Escarnecedores, mas, conhecendo Afrodite, eles
provavelmente estariam no quarto dela brincando de mdico.
      Foi com esse pensamento nojento que eu escorreguei para uma mesa para a minha
primeira aula, que era agora Literatura 205. Oh, quando Shekinah tinha movido todas as
minhas aulas de modo que eu pudesse estar em um nvel avanado de Sociologia
Vamprica, tinha esquecido de avisar que o rearranjo tinha me jogado direto em um nvel
mais avanado da minha aula de Espanhol. Ento, meu estmago doa enquanto eu
esperava pela Professora Penthasilea, mais conhecida como Prof. P.
      Eu no deveria ter me preocupado. Professora P estava l. Ela estava linda, com
uma aparncia artstica e independente. Mas ela agiu como uma vampira completamente
diferente. Professora P, de longe, a melhor professora que eu tinha a esperana de
encontrar, comeou a passar planilhas de gramtica. . Eu olhei para a meia dzia de
pginas, xerocadas frente e trs, que ela queria que completas.
      A folha de trabalho correram o campo de vrgulas atadas e continuidades at
complexas sentenas diagramadas (srio).
      Ok, alguns garotos - bem, eu acho que a maioria das pessoas se tem um nvel de
educao de escola publica - no ficaria chocado com a tarefa. Mas essa era a Professora
P na House of Night! Uma coisa que eu posso dizer pela Casa Infernal (como os garotos
humanos chamam)  que as aulas no so chatas. E mesmo entre os professores
totalmente no chatos, Penthasilea se destaca. Ela me cativou nos primeiros 60 segundos
do primeiro dia que eu frequentei a aula dela ao dizer que iramos ler Uma noite para
Lembrar de Walter Lord, um livro sobre o naufrgio do Titanic. Isso era legal o bastante,
mas acrescente a isso o fato de que a Prof P na verdade estava vivendo em Chicago
quando o navio afundou, e ela lembra vrios incrveis detalhes sobre no s as pessoas no
navio mas tambm a como a vida era no inicio dos anos 1900, e voc tem uma excelente
aula.
      Eu desviei o olhar da minha tarefa totalmente chata para onde ela estava sentada
em sua mesa, em completo estupor, encarando com o rosto de pedra a tela do
computador. O carisma dela em aula hoje definitivamente cairia na escala de porcaria da
South Intermediate High School e mais ou menos no nvel da Sra. Foster, que
constantemente recebia o premio para Pior Professora de Ingls, e era chamada de
Rainha das Folhas de trabalho ou Umpa Lumpa*, dependendo se ela estava usando seu
muumuu** azul M&M ou no.
      (*So aqueles caras que trabalham em fabricas vestidos de laranja.)
      (** Vestido estilo havaiano.)
      Professora Penthasilea definitivamente tinha sido mudada para uma pessoa coc.
      A aula de espanhol foi a prxima. No apenas Espanhol II era insanamente difcil
para mim (diabos, espanhol I tinha sido muito difcil para mim!), mas a professora Garmy
tinha se transformado numa no professora. O que antes da aula havia imerso, o que
significa que basicamente toda a conversa era em espanhol e no em ingls, agora ela
andava pela sala nervosamente, ajudando o pessoal a escrever a descrio da figura que
ela colocou no Smart Board de um bando de gatos, er, gatos se pendurando num
barbante, um, hilo - ou algo assim. (Eu seriamente no tenho muitas habilidades com o
espanhol). As tatuagens de vampiro dela pareciam penas, e ela me lembrava um pouco
um pssaro espanhol antes. Agora ela parecia como um pardal neurtico, indo de garoto
em garoto e se preparando para ter um ataque de nervos.
       Professora coc nmero dois.
       Mas eu teria escolhido ficar na confusa aula de espanhol da professora Garmy o dia
todo se me impedisse de ir para minha terceira aula, Sociologia Vampira Avanada,
ensinada por - voc adivinhou - Neferet.
       Desde o primeiro dia na House of Night, eu resisti em ser colocada no nvel avanado
de Sociologia Vampira. A princpio foi porque eu queria me encaixar. Eu no queria ser
conhecida como uma estranha terceiranista (ou caloura) que tinha sido colocada numa
aula de sestanista (ou snior) porque ela era to "especial." Eu quero dizer, vmito.
       Bem, eu no tinha levado muito para descobrir que no tinha como eu me misturar.
Desde ento eu tenho aprendido a lidar com meus dons e responsabilidades (e
vergonhas) que vem com eles. Mas no importa o quanto eu tenha dito a mim mesma
que a aula de Sociologia Vampira  s outra aula, eu ainda estava incrivelmente nervosa
sobre ir.
        claro, saber que Neferet seria a professora no ajudou.
       Eu entrei, encontrei uma mesa que ficava no fundo da aula, e comecei a me
acocorar no meu assento, tentando personificar um daqueles garotos preguiosos que
dormem a vida toda, e que acordam s para ir para outra turma, deixando um rastro de
bocejos e pontos rosas brilhantes na testa.
       Minha personificao preguiosa poderia ter funcionado se Neferet tivesse se tornado
uma professora coc. Infelizmente, ela no tinha. Neferet estava brilhando com poder e
pelo que pareceria aqueles menos informados como felicidade. Eu reconheci o brilho.
Neferet era como uma aranha inchada, irradiando sua vitoria sob a cabea de todos que
ela tinha cortado, se deleitada por contemplar mais carnificina.
       Como uma nota de rodap: Darius ficaria realmente satisfeito com minha reteno
de palavras que ele esteve usando ao meu redor.
       Alm do fato dela parecer uma aranha para mim, eu notei que Neferet, de novo, no
estava usando a insgnia de Nyx, o bordado prateado com as mos dela erguidas
colocando em copo a lua. Ao invs disso, ela estava usando uma corrente dourada em que
estavam penduradas asas encravadas com uma pedra preta. Eu me perguntei, no pela
primeira vez, porque ningum parecia notar que ela estava totalmente distorcida. Eu
tambm me perguntei porque ningum notou o jeito em que ela irradiava uma energia
negra que preenchia o espao ao redor dela como o ar logo antes de uma tempestade de
raios.
       "A aula de hoje vai ser focada em um aspecto de habilidade que apenas um vampiro,
ou as vezes um calouro avanado, pode usar. Ento vocs no vo precisar dos Livros de
Calouros no momento, a no ser que vocs queiram fazer notas adicionais na sesso de
fisiologia. Por favor abram seus livros na pagina 426, que  o capitulo sobre
encobrimento." Neferet tinha ateno da turma facilmente. Ela andava para trs e para
frente na frente da sala, parecendo real e tipicamente linda em um longo vestido preto
adornado com um fio dourado que parecia como metal lquido. O cabelo dela estava
puxado para trs, e os adorveis cachos dele escapavam para moldurar o rosto lindo dela.
A voz dela era refinada e fcil de se ouvir.
       Ela absolutamente me apavora.
       "Ento, eu quero que vocs leiam esse capitulo por conta prpria. Sua tarefa ser
documentar em um jornal todos os seus sonhos pelos prximos cinco dias. Geralmente
desejos secretos assim como habilidades surgem em nossos sonhos. Antes de irem
dormir, eu quero que se concentrem na leitura e pensem sobre o que encobrimento
significa para voc. Que segredos obscuros vocs mantm escondido do mundo? Onde
iriam se ningum pudesse encontrar voc? O que fariam se ningum pudesse ver voc?"
Ela pausou, olhando para cada aluno enquanto falava. Alguns sorriram para ela
timidamente. Outros desviaram o olhar quase de forma culpada. Em tudo, a aula mostrou
mais animao que as outras tinham sido.
      "Brittney, querida, voc pode ler em voz alta a sesso na pagina 432 sobre
cobertura?"
      Brittney, uma morena baixa, acenou, virou as paginas, e comeou a ler:
      COBERTURA: A maior parte dos calouros  familiar com a inerente habilidade que
eles tem de acobertar sua presena aos estrangeiros, ou seja, humanos.  uma tradio
dos calouros sair do campus para fazer rituais sob os olhos da comunidade humana. Mas
esse  apenas uma pequena prova de habilidade que um vampiro maduro pode
comandar. Mesmo aqueles sem afinidade podem chamar a noite neles e esconder seus
movimentos dos inadequados sensos de um humano tpico.
       Aqui Neferet interrompeu. "Parte do que vocs vo aprender nesse capitulo  que
qualquer vampiro pode se mover furtivamente entre humanos, uma habilidade que  bem
til porque humanos tendem a ser muito crticos sobre nossas atividades."
       Eu estava franzindo para o texto, pensando que eu no podia ser a nica caloura a
notar o preconceito de Neferet contra os humanos, quando a voz dela me fez a virar a
cabea.
       "Zoey. Que bom voc se juntar a uma aula que  mais apropriada a suas
habilidades."
       Eu olhei devagar para cima nos olhos verdes frigidos e tentei soar como qualquer
outro calouro. "Obrigado. Eu sempre gostei de Sociologia Vampira."
       Ela sorriu, e de repente me lembrou da criatura em Alien, que parecia totalmente
bizarra com Signouney Weaver e o alien totalmente assustador que comia pessoas.
"Excelente. Porque voc no l em voz alta o ultimo pargrafo nessa pagina?"
       Feliz por ter uma desculpa para desviar do rosto dela, eu olhei para baixo para meu
livro, encontrei o pargrafo e li:
       Calouros devem notar que se encobrir pode ser exigir muito de sua fora. 
necessrio grandes poderes de concentrao para chamar e manter a noite por qualquer
perodo prolongado de tempo.  tambm importante entender que se ocultar tem suas
limitao. Assim como as seguintes:
       1-  uma pratica que drena e pode causar uma exausto excessiva.
       2- Se ocultar s funciona em coisas orgnicas, que  o porque de ser mais fcil de
ser feito estando nu.
       3- Tentar encobrir itens como carros ou motos ou at bicicletas  um exerccio de
futilidade.
       4- Como todas as habilidades, se ocultar exige um preo. Para alguns esse preo
ser uma fadiga e dor de cabea. Para outros ser muito pior.
     Eu cheguei no fim da pagina e olhei de volta para ela.
     "Isso  o bastante, Zoey. Ento, me diga, o que voc acabou de aprender?" Os olhos
dela se enterraram nos meus.
     Bem, na verdade, eu acabei de aprender que meus amigos e eu no iramos escapar
da House of Night usando o Hummer a no ser que de alguma forma a gente consiga
permisso para sair do campus. Eu no disse isso, no entanto. Ao invs disso, eu tentei
parecer estudiosa e disse, "Que carros e casas e coisas assim no podem ser ocultadas de
humanos."
     "Ou vampiros," ela acrescentou em uma voz firme que os desinformados podem
pensar que  preocupada e professoril. "No esquea nunca que outros vampiros iro ver
atravs do ocultamente de coisas inorgnicas tambm."
     "Eu vou lembrar," eu disse solenemente. E eu iria.
     VINTE E SEIS

       Tive aula de esgrima antes do almoo e no poderia estar mais feliz. Ok, bem, isso 
um exagero. Eu poderia estar mais feliz se os meus amigos e eu estivessemos cerca umas
milhas de distncia da House of night, Neferet e Kalona. Desde que no parecia muito
possvel, especialmente aps a aula de sociologia Vamprica e Neferet deu uma palestra
anti-camuflagem, estou feliz por estar descansada Dragon concordou que eu estava muito
cansada para fazer mais do que sentar e assistir aulas.
       Na verdade eu no estava me sentindo mal em tudo, e quando eu peguei meu
espelho da minha bolsa para colocar um brilho labial, fiquei aliviada eu no tinha perdido,
eu no acho que eu parecia assim to mau, como antes. Ento Dragon me permitiu sentar
e ficar fora da aula, juntamente com o fato de que o seu gato foi um dos que tinham
aparecido no meu quarto como um indcio peludo, tinha que manter um olho em nosso
professor de esgrima.
        primeira vista Dragon parecia se outro dos meus enigmas. Primeiro de tudo, ele 
baixo. Em segundo lugar, ele  bonitinho. Muito fofo. Tal como um cara que voc escolhe
para levar--casa dos seu pais e fazer cookies e poderia at ajudar sua filha em uma
emergncia. Em um mundo onde os homens vampiros so guerreiros e protetores, um
baixo, bonitinho cara normalmente no recebe muita ateno. Mas toda sua personalidade
muda quando ele pega sua espada, ou, como ele deseja corrigir-me, seu florete. Ento ele
vira letal. Suas caractersticas endurecem. Ele no crescia e ficava mais alto, que seria
apenas bobo (assim como impossvel), okay ele; no precisa ser mais alto. Ele 
literalmente to rpido que a sua espada parecia um vulto brilhoso com todo o seu prprio
poder.
       Eu assisti Dragon dar a aulas os exerccios. Os calouros no pareciam to
empolgados na aula de esgrima. Mas essa foi, provavelmente, porque tratou de atividade
fsica, no coisas mentais. Prestei mais ateno e reparei que, embora a turma conclua o
desenvolvimento fsico proposto, no era fcil ridicularizar ou desarmar o adversrio. Todo
mundo estava em misso, que era estranho como o inferno. Quer dizer, vamos enfrent-
lo. Mantendo um ginsio cheio de adolescentes que estavam treinando e deixar tudo em
suas mos a tarefa  quase impossvel.
       Eu estava olhando em um grupo de rapazes que normalmente teria ouvido uma par
de repreenses do Dragon, juntamente com lembretes para prestar ateno e no agir
como idiotas (na House of Night professores podem chamar calouros de idiotas quando
eles agem como idiotas porque o idiota no pode fazer com que as crianas voltem pra
casa pra chamarem pra mame, da h muito menos comportamentos idiotas na House of
Night do que na maioria das escolas pblicas), quando Dragon se intensificou entre mim e
a minha linha de viso. Eu pisquei e incentivando para ele.
       Lentamente e distintamente ele piscou pra mim antes de voltar a ateno para a
aula.
       Ento eu percebi um enorme e peludo vindo at sentar ao meu lado e lamber uma
de suas patas monstruosas.
       "Ol, Shadowfax". Ele arranhou sua cabea e senti mais esperana do que eu tinha
desde quando o corvo escarnecedor tinha quase me matado.
       Mesmo que a escola tivesse virado um pesadelo e o perigo nos rodeava, no almoo
senti um osis de familiaridade. Carreguei o meu favorito, espaguete e coca-cola, e me
juntei com Damien e as gmeas na nossa mesa.
      "Bem, o que  que vocs descobriram?" Eu sussurrei entre grandes mordidas na
massas com Marinara e queijo.
      "Voc est bem melhor", disse Damien, sua voz definitivamente no ra um
sussurro.
      "Eu me sinto melhor", disse, dando-lhe um olhar WTF*.
      (*que seria what this fuck= que porra  essa rssrr).
      "Eu estou pensando que realmente precisamos revisar os nossos contedos para o
teste na prxima semana", disse Damien alto, abrindo o seu caderno e cada vez mais
pronto a tirar um lpis nmero dois.
      As gmeas gemeram. Eu franzi para ele. Ele tinha virado contra ns?
      "Yeah, s porque as coisas vo mudar por aqui, no significa que voc pode permitir
que seus graus diminuam", disse ele.
      "Damien, voc  uma dor no rabo", disse Shaunee.
      "Pior. Est uma maldita dor no rabo com um estpido vocabulrio de merda, e eu-"
      Damien mergulhou o bloco de notas de modo que pudssemos ler o que ele tinha
escrito uma lista de palavras.
     C.E em todas as janelas. Sua audio  excelente.
      As Gmeas e eu demos uma rpida olhada, ento suspirei e disse: "timo, Damien.
tanto faz. Iremos estudar o estpido vocabulrio com voc. Mas eu concordo com as
gmeas disseram sobre voc ser uma dor."
      "Tudo bem. Vamos comear com 'falador'." Ele apontou o seu lpis na palavra.
      Shaunee franziu. "Isso no  algo fora de Star Trek"?
      "Soa bem para mim," disse Erin.
      Damien lhes deu um olhar de desgosto Eu sabia que ele no teve de agir para faz-
lo. "No, simples, isto  o que ela significa." Escreveu: Dragon est do nosso lado. "Ento,
Erin, por que no tentar a prxima palavra, 'sensual'?"
      "Oooh, eu sei o que significa essa", disse Shaunee, agarrando o lpis de Damien
antes que ele pudesse pass-lo para Erin. Ao lado de 'sensual' ela rapidamente escreveu:
meu! Depois, mais abaixo na pgina, ela escreveu: Anastasia  2.
      "Voc sabe que eu considero o uso de texto errado horrvel", disse Damien.
      "Eu no ligo", Shaunee disse.
      "Mesmo se soubssemos o que 'gauche' significava", disse Erin.
      "Eu vou tomar a palavra seguinte," eu disse. Ignorando a prxima palavra que
estava no texto, escrevi: Ns temos que sair daqui  noite, mas no podemos usar o
Hummer. No podemos encobrir ele. Eu pausei, mordi meu lbio, e, em seguida,
acrescentei, temos que ser cuidadosos. No sabem que vamos tentar sair. "Acho que eu
no sei o que isso significa a prxima depois de tudo. Pode ajudar, Damien?"
      "No h problema." Damien escreveu: Temos que sair daqui rpido. Antes que eles
possam parar ns.
      "Ok, espere. Vou tentar a prxima palavra. Deixa-me pensar por um segundo."
Comemos todos em silencio enquanto eu pensava, mas no sobre a palavra
"omnipresentes" (srio, eu poderia ter pensado nisso para sempre, e no sabia o que
significava).
      Precisvamos sair do campus, sob o meu disfarce, o mais rapidamente possvel.
Neferet estava esperando para tentar nos conter; ela tinha deixado isso bem claro. Isto
significava que tinha de estar a ouvir a nossas conversas, e no apenas atravs dos
Corvos escarnecedores mas dentro da mente de Damien e das gmeas e ela estava perto
de descobrir tudo com o seu poder psquico. Novamente, eu pensei como eu estava
aliviada que s eu, e Stevie Rae sabamos realmente que iramos para as Irms Beneditas,
em vez dos tneis do depsito. Graas ao meu bilhete e -
      " isso!"
      As Gmeas e Damien olharam para mim. Eu sorri para eles. "Eu lembrei do que ."
omnipresente "meio!" Eu menti. "E eu tenho uma idia sobre como estudar. Estou indo
para escrever definies para algumas das palavras em pedaos de papel. Vou dar a cada
um de vocs, o que vocs vo ter que estudar e aprender. Quando voc aprender a
palavra, d de volta para mim, e eu vou lhe dar uma outra. Vai ser um pouco como
cartes de recado".
      "Voc perdeu a sua maldita cabea?" Shaunee disse.
      "No", disse Damien pensando. " uma boa idia. Vai ser divertido."
      Eu estava rasgando tiras de papel e escrevendo furiosamente sobre eles: Comece a
estud-los. Depois dobrar cuidadosamente cada um, eu disse: "Basta pensar sobre as
definies que j passou. No ler a palavra, ate o final da sexta aula. Quero dizer isso". Eu
pegarei? Cada um deles com a sua "palavra".
      "Ok, ok, ns entendemos," disse Erin, colocando a nota em seu bolso do jeans.
      "Sim, tanto faz. Vocs dois esto se tornando professores. E isso no  um elogio",
disse Shaunee, pegando o seu pedao de papel.
      "Basta lembrar, no devolvam ate o sinal", eu disse.
      "Ns entendemos", disse Damien. "E quando o fizermos, talvez devssemos chamar
nossos elementos individuais para ns, s para nos ajudar a concentrar?"
      "Sim!" Eu disse, sorrindo em agradecimento a Damien.
      "Falando nisso". Shaunee agarrou a folha de papel que tinha sido escrita. "Eu estou
indo para o banheiro das senhoras e vou aproveitar e estudar o meu papel com meu
elemento." Ela olhou por um longo tempo para mim, e eu acenei, entendendo que ela ia
chamar o fogo e destruir as prova do nosso "planos", que foi uma grande palavra que eu
realmente sabia o significado.
      "Eu vou com voc, gmea. Poder ter a minha, er, ajuda." Erin se apressou atrs
dela.
      "Pelo menos no temos que se preocupar com a iluminao da escola ou Shaunee
incendiando o banheiro," Damien sussurrou.
      "Caramba, estou faminta!" Afrodite olhou em baixo e sentou prximo a mim. Sua
bandeja estava carregada com espaguete. Ela estava linda, como de costume, mas um
pouco atrasada. O cabelo dela, que ela normalmente usava solto e fluindo em torno dos
os ombros, foi puxado para trs no que poderia ter sido um chique, e bonito rabo de
cavalo, mas agora parecia realmente confuso.
      "Voc est bem?" Eu sussurrei, lanando um olhar para a janela e dando a Afrodite o
que eu esperava ser um tente-desfarar-que-podem-nos-ouvir olhar.
      Afrodite seguiu a minha linha de viso, acenou ligeiramente e, em seguida,
sussurrou de volta, "Eu estou bem. Darius  rpido!"
      Desde que eu entendia o guerreiro tinha provavelmente levando ela em uma de suas
super corridas. Eu brevemente lamentei que ele no poderia levar todos ns daqui, um de
cada vez, mas apresentei uma verso alterada do pensamento, talvez ele poderia levar
um ou mesmo dois calouros em uma emergncia.
      "Eles esto por toda a parte por aqui", disse Afrodite to baixo que quase no ouvi.
      "Ao redor do permetro?" Damien sussurrou.
      Afrodite acenou, espaguete espirrou em seu rosto. "Eles esto pelo campus,
tambm," disse ela entre mordidas, cuidando para manter sua voz baixa, "mas o seu foco
, obviamente, sobre a entrada ou sada de algum sem sua permisso."
      "Bem, ns estamos indo definitivamente, sem sua permisso," eu disse. Olhei para
Damien. "Voc tem que ir para que eu possa falar com Afrodite. Voc entendeu?"
      Ele comeou a olhar chateado por um segundo, e ento eu vi, nos olhos dele quando
ele lembrava que podia falar livremente  Afrodite sem se preocupar que Neferet poderia
entrar em sua mente e achar o que eu disse.
      "Eu compreendo", disse ele. "Ento eu acho que voc ver..." Sua voz falhou
parecendo uma pergunta
      "Basta ir estudar a nota que eu te dei, ok?"
      Ele sorriu. "Ok".
      "Nota?" Afrodite disse depois que ele tinha ido embora.
      " simplesmente uma maneira que eu estou fazendo eles saberem pra onde estamos
indo aps a escola sem eles saberem antecipadamente. Talvez  uma surpresa para eles,
vai demorar um pouco para Neferet saber o que estamos fazendo."
      "E  hoje vamos sair daqui?"
      "Espero que sim", eu sussurrei. Me inclinado mais perto de Afrodite, cuidando para
no colocar nossas cabeas juntas para os corvos escarnecedores suspeitarem de ns.
Pelo menos eles no poderiam entrar em nossas cabeas. "Vou aos estbulos com Darius
rapidamente quando acabar as aulas. Dragon e Anastsia esto conosco. Ento, estou
esperando que significa que as pistas dos gatos esto certas, e Lenobia est do nosso
lado, tambm."
      "O que significa que ela pode nos ajudar a sair daqui pelo lado fraco da parede dos
estbulos?"
      "Sim. Ok, no diga a ningum sobre essa parte, nem sequer Darius. Voc jura?"
      "Sim, sim, tanto faz. Atravessa meu corao e espero poder-"
      "Basta dizer que voc diga que no vai falar que j esta bom pra mim", disse, no
querendo ouvir falar da esperana de morrer sair de sua boca.
      "No vou dizer. Portanto, o que ?"
      "No vamos voltar para os tneis do deposito quando deixamos aqui.
      Estamos indo para as Irms Beneditas".
      Seu olhar em mim foi acentuado e forma mais inteligente do que a maioria das
pessoas lhe deu crdito para estar. "Voc realmente acha que  uma boa idia?"
      "Eu confio na Irm Maria ngela, e eu tenho um mau pressentimento sobre os
tneis."
      "Ah, merda. Odeio quando voc diz isso."
      "Inferno, eu tambm no gosto disso! Mas eu sentia uma escurido l que eu tenho
visto muito."
      "Neferet," sussurrou Afrodite.
      "Eu tenho medo que sim." Falei devagar, pensando em voz alta. "E eu penso que a
influncia das freiras podem repelir ela. Mas, Irm Maria ngela disse que havia um lugar
de poder l na abadia, algo que fez o meu controle sobre os elementos no to
surpreendente para ela. Eu acho que ela chamou de Gruta da Maria". Quando eu falei eu
senti dentro um sentimento de Nyx me dizendo que estava satisfeita com as escolhas eu
estava fazendo. "Talvez ns podemos usar o poder dessa coisa l, como ns utilizamos o
poder ao longo do muro leste antes. Pelo menos, poderia me ajudar a nos manter
camuflada".
      "Gruta da Maria? Soa como algo que deve ser no oceano e no em Tulsa. Olhe, s
tenha em mente que o local de poder do muro leste foi usado para o mal tanto quanto
para o bem", disse ela. "E o que dizer de Stevie Rae e suas aberraes? Sem mencionar
seus namorados?"
      "Eles vo estar l. Ou pelo menos eu espero que assim acontea. Os corvos estavam
vigiando ela."
      "Bem, posso dizer de estar ao seu redor dois dias que ela  muito engenhosa, e
alguns desses recursos no so to bonitos." Ela pausado e se ajeitou
desconfortavelmente.
      "O que  isso?" Eu perguntei.
      "Olha, se eu te dizer, eu quero que voc prometa que vai acreditar em mim."
      "Tudo bem. Prometo. Agora o que ?"
      "Bem, falando da sua melhor-amiga-pra-sempre, ridculo e seu saco de truques
lembrou-me de alguma coisa. Algo que eu descobri depois que ela e eu, bem, voc sabe."
      "Imprinted?" Eu disse, tentando (sem sucesso) no rir.
      "No  engraado, espertinha", ela disse. " ridculo. Enfim, lembro quando voc
estava falando com Stevie Rae sobre a extenso dos tneis e outras coisas?"
      Pensei. "Sim, eu me lembro." Ento, meu estmago afundou quando eu repeti a
cena em minha mente e eu realmente no lembro como Stevie Rae tinha parecido
desconfortvel quando perguntei a ela sobre outros calouros vermelhos, e eu encarei
Afrodite e ouvir o que tinha para dizer.
      "Ela mentiu para voc."
      Tive uma sensao quando Afrodite disse mesmo, sabendo, no fez ouvir se tornar
mais fcil. "Exatamente o que  que ela mentiu?"
      "Ento voc acredita em mim?"
      Eu suspirei. "Infelizmente, sim. Voc teve um imprint com ela. Isso significa que voc
est perto dela, de uma forma que ningum mais esteja. Meu imprint com Heath me
ensinou isso."
      "Ok, olha. Eu no quero fazer "Simptica" com Stevie Rae".
      Eu rolei meus olhos. "Eu no disse nesse sentido, voc  idiota. Existem diferentes
tipos de sentimentos. Meu vnculo com Heath  muito fsico, mas fui atrada por ele
durante anos. Uh, eu posso assumir que eu tenho razo quando digo que voc nunca foi
atrada por Stevie Rae?"
      "Diabos, sim, voc pode assumir isso," Afrodite disse secamente.
      "Tanto de voc ter habilidades psquicas.  apenas lgico que o seu vnculo seria
mental, no fsico", eu disse.
      "Sim, bom. Fico feliz que voc percebe. E isso  como eu sei que ela estava
mentindo para voc, quando ela disse que os calouros vermelhos apresentados so os
nicos que existem. Existem mais. Ela conhece, e ela tem contato com eles."
      "E voc est absolutamente certa disso?"
      "Total e absolutamente", disse ela.
      "Bem, eu no posso se preocupar com isso agora, mas definitivamente explica
algumas das trevas que senti l embaixo.  o mesmo que cercava a aura de Stevie Rae,
mas vai ter que esperar at que saiamos daqui," eu disse, sentindo chateada e aborrecida
que a minha melhor amiga tinha que mentir para mim.
      "Odeio ser aquela a te contar, mas Stevie Rae tem mais segredos do que Paris Hilton
tem bolsas. Pelo lado bom, eu estou apostando que ela mentiu para voc no se
preocupar, com os malucos, e os seus namorados tornarem comida, ou rapazes a
passarinho."
      "Espero que sim." Eu mencionei suspirando no meu guardanapo.
      "Ei," ela disse suavemente. "Tente no deixar que essa coisa com Stevie Rae mentir
pra voc te deixe abatida. Ela guarda segredos, mas posso tambm dizer que ela se
preocupa muito. Sei tambm que ela escolheu o bem, no importa o quo difcil  para ela
s vezes."
      "Eu sei disso. Penso que Stevie Rae deve ter um motivo para no me dizer coisas.
Quero dizer, no  como se eu nunca mantive segredos dos meus amigos antes." Sim, Eu
adicionei silenciosamente a mim mesmo. E voc estragou tudo por causa do tempo que
guardou, tambm.
      "Ok, isso no  apenas sobre Stevie Rae e o que ela esta escondendo que esta te
desanimando." Ento ela levantou as sobrancelhas e ela continuou a me estudar. "Ah,
entendi. Namorado. Voc est tendo problemas. Ou devo dizer namorados problemas?"
      "Infelizmente, o plural parece ser a forma correta da palavra," Eu murmurei.
      "Erik e eu costumava ter uma coisa, mas voc sabe que ao longo do caminho. Voc
pode falar comigo, se necessrio."
      Eu olhei para ela e novamente pensei como irnico  que ela estava certa. Eu
poderia falar com ela.
      "No tenho certeza que se quero estar com Erik," Eu soltei.
      Os olhos dela se alargaram so um pouco mais, mas sua voz permaneceu normal.
"Ele est pressionando voc sobre sexo?"
      Eu suspirei. "Sim, no. talvez. Mas no  s isso." Eu inclinei para frente e baixei a
minha voz. "Afrodite, ele chegou a ser mega-ciumento e possessivo com voc?"
      Ela enrolou seus lbios e falou num sarcstico tom. "Ele tentou. eu no tinha que
tolerar cimes e mentiras." Ento ela pausou e num tom mais srio acrescentou, "Nem
voc deveria, Z."
      "Eu sei, e eu no tenho." Eu suspirei. "Tenho muito para lidar com esta baguna
quando acabar."
      "Srio. Tem uma baguna para lidar quando essa baguna acabar." Ela comeu outro
pedao de espaguete.
      "Bem, vamos tentar conseguir acabar com esta baguna, em seguida, para que eu
possa voltar para o meu ridculo drama pessoal. Diz a Darius estar pronto para algumas
coisas ruins que podem vim a noite. Como ele disse, Kalona no vai ficar feliz quando sair
daqui. "
      "No, ele disse Kalona no vai ser feliz quando voc sair daqui. Ele realmente tem
uma coisa por voc."
      "Eu sei, e gostaria que ele deseja obter apenas sobre ela," eu disse.
      "Ei, voc j pensou mais alguma coisa sobre aquele primeiro poema que Kramisha
lhe deu antes que ns sassemos dos tneis? Parecia que era uma frmula para se livrar
de Kalona".
      "Bem, se  uma frmula, eu no entendi." Eu no queria admitir que Afrodite que eu
no tinha pensado em tudo sobre o poema de Kramisha, ou pelo menos no sobre o de
Kalona. Eu estava completamente distrada pelo segundo poema, e pela possibilidade de
Stark e sua humanidade sendo devolvida a ele. E essa realizao fez o meu estmago
firmar. E se o Stark foi me distrair de propsito? E se ele estava sendo um ator, quando
ns dois estvamos sozinhos, para que eu ficasse muito envolvida com ele para descobrir
o outro poema ou qualquer outra coisa, como uma maneira de sair da House of Night?
      "Ok, claramente, voc esta pensando nos seus problemas. E eu acho que pode
resumir-se os seus problemas em uma palavra," Afrodite disse.
      Olhei para os olhos dela e dissemos a palavra juntas. "Garotos".
      Ela respirou, e falou um pouco histrica e um pouco grogue. "Vamos s espero que
um dia tudo isso v embora e seu maior problema ser dramas com meninos." Ela hesitou
e, depois, acrescentou, "Eu espero que voc no est ainda pensando em Stark."
      Eu engasguei e dei uma enorme mordida de espaguete.
      "Olha, eu fiz algumas perguntas por a, e o menino est errado. Ponto, final. Esquece
ele."
      Eu engoli, mastiguei um pouco mais, e engolido novamente. Afrodite ainda estava
me estudando.
      "O poema pode no ter sequer sido sobre ele", disse ela.
      "Eu sei", eu disse.
      "Voc? E, olha, voc precisa se concentrar no inferno de nos tirar daqui, e se livrar
de Kalona-ou, pelo menos, perseguir nos. Descobrir isso agora. Preocupa-se por Stark e
Erik e Heath e mesmo Stevie Rae mais tarde."
      "Sim, eu sei", eu disse. "Vou pensar em todas elas mais tarde."
      "Sim, certo. Ainda me lembro como se fosse hoje a noite que o Stark morreu. Ele
estava com voc. Mas voc tem que lembrar que o Stark esta por aqui, ele est agindo
como todos, e usando basicamente as meninas e jogandoas de lado depois que ele fode
com as suas mentes, ainda mais os seus corpos, no  o cara que morreu em seus
braos."
      "E se ele  o cara, mas ele s precisa de ateno como Stevie Rae fez?"
      "Bem, eu posso prometer que eu no estou dando um outro pedao da minha
humanidade para salvar o seu rabo. Merda, Zoey, Erik  uma aposta melhor do que Stark!
Est ouvindo?"
      "Tenho ouvido voc." Dei um profundo suspiro. "Ok, vou esquecer todos os rapazes
e agora concentrar em desaparecer, em seguida, desaparecer com Kalona, tambm."
      "Boa. Voc pode lidar com questes de meninos mais tarde".
      "Ok", eu disse.
      "E voc pode lidar com questes melhor amiga mais tarde."
      "Ok", eu disse.
      "Ok", disse ela.
      Ns voltamos a comer. Eu ia dizer que eu havia dito. Eu ia lidar com todas as minhas
questes pessoais. Posterior. Realmente. Ou pelo menos foi o que eu disse a mim
mesma...
     VINTE E SETE

      Eu estava pensando que a aula de Teatro no seria um grande negcio. Um dos
professores poderia provavelmente substituir as aulas de Erik, que assumiu
temporariamente o lugar da Professora Nolan depois que tinha sido morta. Sentei na mesa
atrs de Becca, com uma sensao de dj-vu, e uma parte de mim esperava ver Erik
chateado me chamando na frente da turma para tentar seduzir ou me humilhar.
      "Oh, Meu Deus! Ele no esta comigo! Mesmo que eu gostaria muitoooo que ele
estivesse!"
      Becca falou com um tom exclamativo chamando minha ateno de estar descontente
com Erik. Ela estava falando em pouco animada para uma garota que eu reconheci com
uma quintanista que se chamava Cassie. Eu sabia quem ela era, porque ela ficou com o
vigsimo quinto lugar no Concurso Nacional dos monlogos de Shakespeare que Erik tinha
vencido, e todos os calouros de teatro andam um com o outro. Hoje, porm, ela no
estava agindo como uma herona Shakespeariana. Ela estava agindo como uma dor-no-
traseiro irritante menina.
      "Bem, ele no estava comigo, tambm. Mas posso te dizer, uma vez que ele me
mordeu fiquei louca para que ele me sugue de novo", disse Cassie e, em seguida,
dissolvida em risos. Novamente.
      "Quem  que vocs esto falando?" Eu perguntei, apesar de eu ter certeza que eu j
sabia.
      "Stark, naturalmente. Ele  apenas o cara mais quente da House of Night. Bem, se
voc no contar Kalona," Becca disse.
      "CFD ambos," disse Cassie.
      "CFD?" Eu perguntei.
      "Completamente Fofos Demais," Becca disse.
      Depois eu percebi que eu deveria ter mantido minha boca fechada. Quer dizer, eu
estava tentando conversar com o que parecia lavagem cerebral feita nas pessoas, mas eu
no poderia ficar de fora, e sim, eu sabia que a minha irritao veio de um sentimento de
cime totalmente inadequado.
      "Uh, desculpe, Becca," eu disse, apelando sobre o sarcasmo. "Mas no foi
recentemente que Darius e eu salvamos seu traseiro de ser violado e pelo Oooh! O cara
mais quente da House of Night? Ento voc estava assustada e tremendo".
      Chocada com a minha exploso, Becca abriu, fechou, e abriu a sua boca novamente,
me lembrando de um peixe.
      "Voc est com inveja." Cassie no olhou ou soou chocada, ela parecia uma vadia
odiosa. "Erik sumiu. Loren Blake esta morto. Ento agora voc no tem o mais quente
dois rapazes da escola sobre a sua pequena teia."
      Eu senti meu rosto esquentar. Neferet tinha dito sobre Loren e eu para todos? Eu
no sabia o que dizer, Becca, no me d uma chance de falar mesmo assim.
      "Sim, s porque voc  alta e poderosa com todos os elementos no significa que
voc pode ter qualquer homem que quiser." Becca estava falando com o mesmo jeito
odioso que tinha dado a Damien e as gmeas, quando eles tentaram falar com bom senso
em sua ltima noite. "O resto de ns pode realmente ter uma chance, de vez em quando,
tambm."
      Eu apertei o meu desejo de pular em cima dela e fui pela razo. "Becca, voc no
est pensando claramente. Ontem  noite, quando Darius e eu ficamos entre ti e Stark,
ele estava forando a deix-lo sugar seu sangue, e ele tambm estava  beira de violar
voc." Odeio dizer isso. Eu odiava especialmente sabendo que era verdade.
      "Eu no lembro dessa jeito", disse Becca. "Lembro-me de gostar da suco, e teria
gostado do resto que acontece com as garotas que Stark suga. Voc flagrou algo muito
bom que no tinha nada a ver com voc."
      "Voc se lembra como Stark mexeu com sua mente."
      Becca e Cassie riram, causando grande quantidade de olhos transformar em nossa
direo.
      "A prxima coisa que voc vai dizer  que Kalona brinca com as nossas mentes,
tambm, e  por isso que pensamos que ele  to quente", disse Cassie.
      "Voc est realmente dizendo que voc no pode dizer que duas coisas esto
diferentes por aqui desde Kalona eclodiu da terra?"
      "Sim. Ento? Ele  o consorte de Nyx encarnado. Sua presena  obrigado a fazer
coisas diferentes", disse Cassie.
      "E  claro que ele saiu da terra. A Terra  um dos elementos de Nyx. Como voc no
sabe disso?" Becca disse, rolando os olhos dela a Cassie.
      Eu s abri a boca para tentar explicar que ele escapou da terra, no por ela ter
nascido, quando a porta foi aberta para a sala de aula e Kalona entrou.
      Houve um suspiro cumulativo de todas as mulheres menos eu. E, para ser
completamente honesta, eu queria suspirar e tive que lutar em conjunto para parar a
minha vontade. Ele estava to absolutamente deslumbrante. Hoje ele estava vestindo
calas pretas e uma camisa de boto que foi jeitosamente, desabotoada, suficientemente
aberta e que sempre que se movia eu podia ver o flash do se bronzeado e seu msculo
peitoral. Algum tinha cortado a parte de trs da camisa, porque o seu magnfico corpo
estava saindo suas assas pretas e pairando a sua volta. Seus longos cabelos escuros foi
solto sobre seus ombros, fazendo-o parecer, apesar da sua roupa moderna, como um
deus antigo.
      Eu queria perguntar a Becca ou Cassie quantos anos ele parecia ter para elas,
porque para mim ele parecia novamente ter apenas dezoito ou dezenove, no nobre de sua
juventude e fora, e no muito antiga e misteriosa de estar fora do meu alcance.
      No! Escute a si mesmo! A prxima coisa que voc sabe que vai ser e vazia e
controlada como Becca e Cassie e o resto deles. Pensa! Ele  o teu inimigo. No se
esquea disso. Forando-me a olhar para alm da sua beleza fsica e hipntico fascnio
que ele irradiava, eu percebi que ele tinha comeado a falar enquanto eu gritava comigo
mesma.
      "Dito isto, eu pensei que poderia ajudar essa aula, pois parece que vocs esto
sendo duros com seu instrutor."
      A classe caram em risos apreciativos e acolhedores.
      Eu levantei minha mo. Seus olhos mbar ampliou em surpresa, e ento ele sorriu e
disse, "Como  delicioso que a minha primeira pergunta vem do mais especial de todos os
calouros. Sim, Zoey, o que posso responder?"
      "Com voc, dando aula de teatro eu s estava me perguntando se isso significa que
voc espera ser o que Erik Night passou a ser por algum tempo?" Ok, eu no queria
perguntar uma pergunta, mas meu instinto me tinha feito levantar minha mo, tal como
os meus instintos estavam a dizer o que dizer. Eu sabia que insultar ele com o fato de que
Erik tinha fugido era perigoso, mas eu estava fazendo de uma forma que eu esperava que
no iria dar a ele um motivo de pura raiva. Eu apenas no estava com a certeza de que eu
queria ser isca de um imortal.
      Kalona no parecia ter sido atingindo. "Acredito que Erik Night pode voltar para a
House of Night mais cedo do que alguns possam pensar. Mas, infelizmente, eu ouvi dizer
que ele no poderia estar em qualquer forma de retomar as suas funes como professor,
ou como qualquer outra coisa durante muito tempo." Seu sorriso ficou mais quente e mais
ntimo, e eu podia sentir Becca e Cassie e o resto das meninas na sala atirando perigosos
olhares de inveja sobre mim. Percebi com uma terrvel sensao de medo e descrena de
que as meninas no tinha ouvido nada realmente o que Kalona tinha dito. Eles no
podiam compreender que ele tinha acabado de ameaar Erik e disse que ele estava
voltando, provavelmente s longe de ser rebocado aqui em um saco. Todos eles ouviram
foi o som da sua bela voz. Todos eles sabiam era que ele estava dando toda a sua ateo
a mim.
      "Agora, doce Zoey, ou, como gosto de pensar em voc, A-ya, vou te dar a honra de
escolher o trabalho que nos devemos estudar primeiro. Fique certa! A classe inteira deve
respeitar a sua escolha. E sei que vou trabalhar, o que voc escolher." ele parou para via
a meu lado na sala. Eu estava na segunda fileira, atrs de Becca, e eu juro que podia v-
la tremer com a sua proximidade. "Talvez eu vou te dar um papel a desempenhar no
nosso pequeno drama."
      Eu encarei ele, meu corao martelando to violentamente no meu peito que eu
tinha certeza que ele podia ouvir. Ele estar to perto foi difcil pra mim. Fez lembrar dos
meus sonhos, quando ele veio a mim e me pegou em seus braos. Eu podia sentir o frio
que radiava de seu corpo... envolvido em torno de mim... fazendo-me sentir atrada para
a manta de bano dessas asas...
      Ele vai machucar Erik! Eu agarrei a esse pensamento e sentiu o delicioso encanto
resvalar de mim. No importa o que estava acontecendo entre Erik e eu, eu no estava
prestes a ser fria com que nada acontea com ele.
      "Eu sei o trabalho perfeito para ns fazermos." Fiquei orgulhosa de que minha voz
era calma e forte.
      Seu sorriso era puro, sensual alegria. "Estou intrigado! Qual  a sua escolha?"
      "Medea", eu disse sem hesitar. "Antiga tragdia grega que se passa em um
momento em que os deuses ainda andavam a terra.  sobre o que acontece quando um
homem tem muita arrogncia."
      "Ah, sim, arrogncia. Quando um homem apresenta olmpica arrogncia." Sua voz
era ainda profunda e sedutora, mas eu podia ver a raiva que tinha comeado a gravar em
seus olhos. "Eu acho que voc vai achar que a arrogncia s se aplica quando voc lida
com mortais, e no os prprios deuses".
      "Ento voc no quer fazer o trabalho?" Eu disse com exagerada inocncia.
      "Pelo contrrio, eu acredito que a pea vai ser divertida. Talvez eu ache que voc
deve dramatizar Medea si mesmo." Ele quebrou contato comigo e reorientou o seu
carisma na classe. "Estudo para trabalhar esta noite. Iremos comear agindo amanh.
Bem, meus filhos. Aguardo cada um de vocs novamente." Ele virou-se e, como a forma
abrupta como ele entrou na sala, ele saiu.
      No houve silncio absoluto para aquilo que parecia muito tempo. Finalmente, para
qualquer um e todos eu disse, "Bem, acho que vou tentar encontrar alguns exemplares de
Media." Fui para cima e ao fundo da sala. Mas nem mesmo o som de abertura e
fechamento dos armrios e arquivos de lata velha que contem montes de scripts poderiam
cobrir os sussurros que chovia ao meu redor.
      "Por que ela deveria ser notada por ele?"
      "No  justo!"
      "Se esta  Nyx sendo misteriosa e, em seguida, estou farta dessa maldita".
      "Sim,  papo furado. Se voc no estiver Zoey Redbird, ento voc no est a merda
com Nyx".
      "Nyx d sempre quem ela quer. A Deusa no deixar nada para o resto de ns."
      E sobre eles murmrios, sonoridade mais e mais furiosas. Os caras estavam mesmo
enfeitiados. Aparentemente fiz um til bode expiatrio para o que tinha de ser uma
enorme quantidade de raiva e inveja que j deve ter tido para Kalona, mas no foram
autorizados a levar para fora sobre ele porque ele estava brincando com as suas mentes.
      O que foi mais do que bvio era que Kalona foi metodicamente derrubar o amor dos
calouros para Nyx, e ele estava a usar-me para ajud-lo. Eles no puderam ver o amor e a
honra e a fora da sua Deusa no mais porque a presena fsica de Kalona estava
bloqueando seu ponto de vista, como o sol escurece o brilho da lua durante um eclipse
lunar.
      Achei os scripts de Media e fui ate a secretaria e Becca. Quando ela franziu para
mim, eu disse, "Aqui. entregue isso." Ento, sem outra palavra, sa da sala.
      Quando eu sai andei pela calado me encostando contra as escorregadias paredes de
pedra e tijolos que estavam cobertas de gelo que compunham os edifcios da House of
Night e o muro que rodeia o campus. Eu estava tremendo. Com a sensao que Kalona
tinha virado uma classe inteira contra mim. Eles no tinham se importado que eu tinha,
obviamente, no babar sobre ele como todo mundo. Eles no tinha sequer notado que eu
estava chateada com ele. Todas as crianas que tinham sido hipnotizada pela sua beleza e
ele tinha que me dar ateno especial, antes e acima de qualquer uma delas.
      E eles me odiavam por isso.
      Mas foi muito mais do que eles me odiar. O mais assustador, mais inacreditvel parte
dela,  que eles tinham comeado a odiar Nyx.
      "Eu tenho que tir-lo daqui." Falei as palavras em voz alta, tornando-as um
juramento. "No importa o qu, Kalona vai deixar esta House of Night".
      Eu caminhava lentamente em direo aos estbulos, e no apenas porque eu tinha
deixado a minha ltima aula cedo para que eu tivesse tempo para matar antes da sexta
aula comear. Andei devagar porque eu estava prestes a escorregar e cair de bunda se eu
no fosse muito cuidadosa. Minha sorte eu quebrar alguma coisa e tr de lidar com um
elenco ou dois, juntamente com tudo o resto.
      Algum tinha colocado uma mistura de sal e areia sobre a calada, mas teve pouco
efeito sobre uma tempestade que s mantinham mais. Onda aps onda de congelamento
chuva caia, fazendo com que o mundo parecesse com um bolo gigante com cristais de
gelo. Ainda era bonita, mas, em um estranho, fantasmagrico jeito. Como eu escorreguei
e deslizei e lutei tive que atravessar os poucos metros para os estbulos, eu percebi que
como seis de ns amos conseguir sair daqui, para no mencionar as milhas ou algo assim
que teramos que percorrer para chegar na abadia Benedita na esquina da Lewis com a
Vigsima primeira.
      Eu queria sentar no meio do frio, molhado ou escorregadio baguna e chorar. Como
eu ia fazer para nos tirar daqui? Precisava do Hummer, mas eu no podia encobrir-lo. Isso
deixou apenas escapar a p, o que no foi suficientemente rpido em circunstncias
normais. Durante uma tempestade de gelo que revestido as ruas e caladas do centro
Tulsa com gelo e escurido, no foi apenas lenta, mas impossvel.
      Eu estava quase na entrada do estbulo quando ouvi o Corvo Escarnecedor partir
dos ramos do enorme carvalho velho que ficava fora do edifcio. Minha primeira reao foi
a de escorregar e deslizar rapidamente para a porta e entrar. Eu realmente comecei a
pressa e, em seguida, minha raiva me alcanou. Eu parei, chamei um profundo suspiro
para mim mesmo, e ignorei o pssaro a coisa ra terrvel com olhos humanos olhando
para mim e causando meus cabelos da nunca se arrepiarem.
      "Fogo, eu preciso de voc", eu sussurrei, enviando o meu pensamento para o sul,
para a direo que pertencia a esse elemento. Quase instantaneamente senti o calor
escovar contra a minha pele, e houve uma espera, a ouvir a qualidade do ar em torno de
mim. Eu virei e olhei para dentro dos ramos congelados do velho carvalho.
      Em vez de um Corvo Escarnecedor, uma terrvel, imagem espectral de Neferet estava
no meio da arvore. Ela irradiava trevas e mal. No havia nenhuma brisa, mas o seu cabelo
comprido flutuava em torno dela, como se tivessem vida prpria. Seus olhos brilhavam um
desagradvel escarlate, mais ferrugem do que vermelha. Seu corpo estava semi-
transparente; irradiando da sua pele com uma luz celeste.
      Eu incidi sobre uma coisa que permitiu que o meu terror para descongelar o
suficiente para mim falar o seu corpo parecia transparente, ento ela realmente no
estava l.
      "No tem coisas mais importantes a fazer do que espiar?" Fiquei satisfeita pela
minha voz no tremer. Eu at levantei o meu queixo e franzi para ela.
      "Voc e eu temos questes pendentes". Sua boca no se moveu, mas eu ouvi a voz
dela ecoar no ar que rodeava.
      Eu incorporei uma dos jeitos esnobe de Afrodite. "Ok, talvez voc no tem nada
melhor para fazer do que espiar. Eu, por outro lado, estou muito ocupada para ser
incomodada por voc."
      "Mais uma vez, voc precisa de uma lio de respeitar os mais velhos." Como eu
assisti, ela comeou a sorrir, e sua larga, linda boca esticou e esticou e esticou at que,
com um som horrvel, explodiu em aranhas escancarando em ruptura imagens de
centenas e centenas de borbulhante, multicoloridas criaturas.
      Eu aspirei o ar para um grande grito, e j tinha comeado a ir para trs, quando ouvi
um bater das asas e um Corvo escarnecedor parando na forquilha da rvore. Eu pisquei,
esperando para ser superado com aranhas, mas elas pareciam dissolver e, em seguida,
para misturar a noite e desaparecem. Havia apenas a rvore, o Corvo escarnecedor, e
meu medo persistente.
      "Zzzzzoey", a criatura sussurrou meu nome.  evidente que este era um dos corvos
escarnecedores cuja capacidade de falar no era quase to refinada como a de Rephaim.
"Voc cheiraaaa como o verrraao". Ele abriu seu bico escuro e eu vi a bifurcada lngua que
foi para fora avidamente, como se estivesse degustando o meu perfume.
      Certo. Chega era suficiente. Neferet tinha me feito passar medo com aquelas coisa,
meu. E agora isto... este... pssaro homem estava a tentar me intimidar, tambm? Ah.
Inferno. No.
      "Muito bem, estou enjoada e cansada de vocs malucos e da forma como voc e seu
pai e a desagradvel Neferet acha que pode ter mais que tudo."
      "Pai dizzzeer, encontrar Zzzzzoey, e acho Zzzzzoey. dizzzeer Pai, cuidado Zzzzzoey.
Eu observo Zzzzzoey".
      "No. No. No! Se eu quisesse uma dor-no-trasseiro de pai a me vigiar e me
acompanhar, eu apelo ao meu Padastro-perdedor. Ento, para voc, seu pai, o resto do
seus pssaro irmos, e at mesmo a Neferet, digo: Tire. Seus. Olhos. Da. Minha. Volta!"
Eu levantei as minhas mos com fogo para ele. Ele grunhiu e decolou, saindo
erraticamente e voando para fora da rvore e longe de mim to rpido como ele podia ir
embora, deixando para trs o perfume de suas penas e o silncio.
     "Voc sabe, no  inteligente mexer com eles", disse uma voz. "Eles so
normalmente desagradveis. Depois de irritar as suas penas que j so difceis deles
obter, juntamente".
     Eu virei de volta para a estabilidade do edifcio para ver Stark de p na porta aberta.
     VINTE E OITO

      "Veja, essa  uma das diferenas entre voc e eu. Quer ficar com eles. Eu no.
Portanto, no me importo se me chatear com eles." Eu disse a Stark. Eu canalizei o que
restava do meu medo e transformei em raiva. "E voc sabe o qu? Agora mesmo eu
realmente no quero ouvir mais nada sobre isso." Ainda soando irritada, acrescentei,
"Voc viu essa?"
      "Essa? Voc quer dizer o Corvo escarnecedor?"
      "Quero dizer as nojentas aranhas."
      Ele olhou surpreso. "Havia aranhas na rvore? A srio?"
      Eu traguei uma longa e frustrada respirao. "Ultimamente, tenho certeza que no
posso dizer o que h de verdade e o que acontece aqui."
      "Eu vi o que voc estava muito irritada e arremessou o fogo como se fosse uma bola
de praia".
      Eu vi os olhos dele viajar para as minhas mos e percebi que no s estavam
agitadas, mas elas ainda estavam brilhando com a aura das chamas. Dei uma profunda,
respirao para acalmar o tremor. Ento, em uma voz muito mais calma, eu disse,
"Obrigado, fogo. Pode ir agora. Oh, espere. Primeiro, voc pode se livrar desse gelo para
mim?" apontei minha mo brilhando para o caminho, e como uma linda miniatura de bola
de fogo, o fogo saiu das minha mo, e alegremente foi para a camada de gelo, derretendo
deixando, muito midos. Mas, pelo menos, no era escorregadio. "Obrigado, fogo!" falei e
as chamas morreram dos meus dedos e foram para o sul.
      Eu andei atravs da gua e gelo e olhei tropecei passado Stark, que estava olhando
para mim. "O qu?" Eu disse. "Eu estava cansada de quase cair e quebrando a minha
bunda".
      "Voc  realmente uma coisa, voc sabe." Ele falou fazendo seu arrogante, lindo
sorriso bad boy, e antes que eu pudesse piscar, ele puxou em seus braos e me beijou.
No foi uma copia, intrusiva do beijo cheio de possesso e nem efeito positivo que venho
enfrentando com Erik. Stark deu o beijo mais doce de um ponto de interrogao, que eu
respondi com um definitivo ponto de exclamao.
      Claro, eu deveria ter ficado irritada. Eu devia ter empurrado ele embora e tirado ele
fora ao invs de beij-lo de volta (com entusiasmo). Eu gostaria de poder dizer que a
minha semi-ho-ish reao foi porque eu tinha tanta tenso e medo na minha vida
ultimamente que eu precisava fugir, e seus braos era a mais fcil escapatria disponvel,
que implicaria na verdade eu no era totalmente responsvel pelo fato de que eu estava
com a cara sugando Stark ali na porta de entrada para os estbulos.
      A verdade  menos lisonjeira, e ainda continua a ser a verdade. Eu no estava
beijando por causa do stress, ou por medo, ou fugir, ou devido a qualquer coisa, exceto o
fato de que eu queria beij-lo. Eu gosto dele. Realmente, realmente gosto dele. Eu no sei
o que eu ia fazer sobre ele. Eu no sabia onde ele iria caber na minha vida, ou mesmo
como ele iria caber na minha vida, especialmente se eu tinha vergonha de admitir os
meus sentimentos por ele em pblico. Eu s podia imaginar a confuso que causaria entre
os meus amigos. Sem mencionar o zilho de meninas que ficariam loucas...
      E pensando no zilho de meninas que Stark tinha mordido e outras coisas finalmente
foi um banho de gua fria em mim e eu consegui parar de beij-lo. Eu dei-lhe um
empurro para que ele sasse do caminho. Eu me apresei no terreno, olhando ao redor e
ento culposamente dei um suspiro de alvio que ns ramos os nicos que estavam na
aula.
      Havia um pouco do lado da rea do campo um quarto, muito parecido com a sala
que ficava nos estbulos. Era onde os arcos e flechas e alvos e equipamentos esportivos e
tal eram guardados. Eu olhei Stark incrdula, fechou a porta, e deu alguns passos.
Quando ele me deu esse olhar, sexy do sorriso dele, e comeou a vir perto de mim,
levantei a minha mo em guarda.
      "No. Voc fica l e eu vou ficar aqui. Temos que falar e isso no vai acontecer se
voc estiver perto de mim", eu disse.
      "Porque voc no pode manter as suas mos de mim?"
      "Oh, por favor. Estou conseguindo manter minha mos longe de voc. Eu no sou
um das suas meninas rob."
      "Meninas rob?"
      "Voc sabe que, a partir de invaso do corpo.  assim que eu penso das garotas que
voc morde e baguna com as suas mentes para que elas fiquem todas `Oooh, Stark, ele 
to quente! Ohmeudeus, ohmeudeus, ohmeudeus!'  muito chato. E, a propsito, se voc
tentar qualquer porcaria comigo, eu prometo que vou chamar todos os cinco elementos e
vamos chutar o seu traseiro. Conte com isso."
      "Eu no tentarei fazer isso com voc, mas isso no  dizendo que eu no gostaria de
provar voc. Eu gostaria totalmente." Sua voz tinha um timbre sexy novamente, e ele
comeou a chegar mais perto de mim.
      "No! Eu estou falando serio sobre voc ficar por ai."
      "Ok! Ok! Voc e suas confuses amarradas?"
      Eu estreitei os meus olhos para ele. "Minhas confuses no esto amarradas. Todo o
diabo aconteceu e foi solto a nosso redor, no caso de voc no ter notado. A House of
Night est sob o controle de alguma coisa que est perto de um demnio. Neferet tem se
transformado em algo que  provavelmente muito pior do que um demnio. Meus amigos
e eu no estamos seguros. No tenho a menor idia de como fazer o que eu preciso fazer
para comear a arrumar essa baguna, e pra comear estou cada por um cara que tem
atacados as meninas no campus e utilizados controle de mente sobre elas."
      "Voc est apaixonado por mim?"
      "Sim, timo, no ? Eu j tenho um namorado Vampiro e um humano que eu tive
um imprint. Como diria minha av, o meu carto de dana  mais do que completo."
      "Eu posso cuidar do namorado." Automaticamente Stark colocou a mo no arco que
estava nas costa dele.
      "Claro que no, voc no vai cuidar dele!" Eu gritei. "Coloque isso na sua cabea:
Seu arco e flecha no  resposta para os seus problemas. Deve ser sua ltima opo e
no deve nunca, jamais ser usada contra uma outra pessoa, homem ou Vampiro. S para
voc saber disso."
      Seu rosto endureceu. "Voc sabe o que aconteceu comigo. Eu no vou pedir
desculpas para o que se tornou a minha natureza."
      "Sua natureza? Voc quer dizer a sua natureza de matar pessoas, ou a sua natureza
puto?"
      "Quero dizer-me!" Ele bateu seu punho contra o seu peito. " o que eu sou agora."
      "Ok, voc precisa me ouvir de uma vez por todas, porque eu no vou ficar repetindo
isso. Pegue uma maldita pista! Todos temos coisas ruins dentro de ns, e todos ns
podemos optar em ser ruins ou combat-las."
      "Essa no  a mesma coisa que-"
      "Cale a boca e me escute!" Minha raiva explodiu prximo de ns. "No  a mesma
coisa para qualquer um de ns. Para algumas pessoas, a nica coisa que tm de lutar com
eles perdendo o sono ou a hora para a escola. Para outras pessoas,  difcil deixar de usar
drogas como ir para desintoxicao e ficar limpo ou para simplesmente desistir e continuar
usando. Para voc talvez seja ainda mais difcil, como a luta para a sua humanidade ou s
trevas e ser um monstro. Mas  ainda uma escolha. Sua escolha."
      Ficamos l olhando um para o outro. Eu no sabia o que dizer. Eu no poderia fazer
a escolha certa para ele, e de repente eu compreendi que eu no iria manter oculto e
voltar a v-lo. Se ele no poderia ser o tipo de cara que eu teria orgulho ficar em pblico,
o que ele fazia eu sentir em particular, no significa nada. E isso era algo que ele
precisava saber.
      "O que aconteceu ontem  noite no vai acontecer novamente. No gosto disso." A
raiva foi drenada para fora da minha voz e me acalmou. Eu soei calma e triste como se
fosse um poo.
      "Como voc pode dizer isso, quando voc acabou de dizer que estava apaixonada
por mim?"
      "Stark, o que estou lhe dizendo  que no vou ficar com voc, se eu tenho que
esconder o fato de que estamos juntos."
      "Devido a esses namorados?"
      "Por causa de voc. Erik afeta-nos, tambm. Eu me importo com ele. E a ltima
coisa que quero fazer  machuc-lo, mas seria estpido da minha parte ficar com ele e
desejar estar com voc, ou qualquer outra pessoa , incluindo o homem com quem tive um
imprint. Ento voc precisa entender Erik no poderia impedir-me de estar com voc."
      "Voc realmente tem sentimentos por mim, no ?"
      "Eu tenho, mas posso prometer que no vou ser a sua namorada se estou
envergonhada de estar com voc na frente dos meus amigos. Voc no pode se portar
errado na frente dos outros e certo perto de mim. O que voc realmente faz e age na
maior parte do tempo. Eu sei que ainda a algo bom em ti, mas que acaba por ser tomado
pela escurido que est l tambm, e eu no vou ficar por perto para ver isso acontecer."
      Ele parecia longe de mim. "Eu sabia que era como voc se sentiu antes, mas eu no
acho que iria incomodar muito de ouvir dizer isso. Eu no sei se posso fazer a escolha
certa. Quando estou com voc, eu sinto como se posso. Voc  to forte, e voc  to
boa."
      Eu dei um grande suspiro. "Eu no sou to boa. E muito menos to forte.
Infelizmente, eu provavelmente sou uma medrosa. E voc foi o forte ontem  noite, no
eu."
      Ele olhou os meus olhos novamente. "Est bem. Posso senti-la. Tu s boa no fundo
no teu corao, onde conta."
      "Espero que eu seja. Eu tento ser."
      "Ento, isso para mim, por favor." Ele encerrou os poucos metros entre ns antes
que eu pudesse det-lo novamente. Na primeira ele no tocou em mim. Ele s se manteve
olhando nos meus olhos. "Voc no completou a mudana, mas at mesmo os Filhos de
Erebus chamam voc de Sacerdotisa." A ele desceu a um joelho, e olhando para cima, ele
colocou sua mo direita sobre o corao.
      "O que voc est fazendo?"
      "Estou me comprometendo a voc. Os guerreiros ter feito isso prometem, corpo,
corao e alma, para proteger as suas Altas Sacerdotisa. Eu sei que sou apenas um jovem
ainda, mas creio que qualificam como guerreiro j".
      "Bem, eu sou apenas um jovem ainda, tambm, por isso tudo bem." Minha voz
tremeu, e eu tive que piscar rapidamente para limpar as lgrimas que foram acumulando
nos meus olhos.
      "Voc aceita o meu compromisso, minha senhora?"
      "Stark, voc entende o que voc est fazendo?" Eu conhecia o juramente de um
guerreiro para a Alta Sacerdotisa, e  um juramento que estaria vinculado a eles a vida
inteira, e era muitas vezes mais difcil de quebrar do que um imprint.
      "Eu quero. Eu estou fazendo uma escolha. A escolha certa. Estou escolhendo bem
sobre o mal, a luz sobre as trevas. Eu escolho a minha humanidade. Voc aceita a minha
promessa, minha senhora?" ele repetiu.
      "Sim, Stark, eu aceito. E, em nome de Nyx eu agradeo o seu juramento com a
Deusa, assim como minha, porque estar servindo a mim para servi-la."
      O ar que nos rodeia soprou e houve um flash de luz brilhante. Stark gritou e pareceu
pregar sobre si mesmo, caindo em meus ps com um gemido.
      Fiquei de joelhos ao lado dele, puxando seus ombros, tentando ver o que estava
errado. "Stark! O que aconteceu? Ests-"
      Com um belo olhar de choro ele olhou para mim. Lgrimas estavam correndo
livremente do seu rosto, mas o seu sorriso estava radiante. Ento eu pisquei e percebi o
que eu estava vendo. Sua lua crescente tinha sido preenchida e expandida. Duas flechas
enfrentavam a lua crescente. Ele foi decorado com smbolos intrincados que parecia
brilhar com a sua nova cor escarlate contra o branco de sua pele.
      "Ah, Stark!" Eu tracei suavemente a tatuagem que mostrava que ele era o segundo
vampiro adulto vermelho. " linda!"
      "Eu mudei, no foi?"
      Eu acenei, transbordando e as lgrimas dos meus olhos caram pelas minhas
bochechas. E ento eu estava em seus braos, beijando-o, e as nossas lgrimas
misturadas juntas, enquanto nos riamos e chorvamos se realizando juntos.
      O sino que sinalizou o fim da quinta hora nos fez saltar. Ele ajudou-me a ficar de p,
sorrindo, limpou as lgrimas das minhas bochechas e dele prprio. Ento realidade furou
minha felicidade, e eu percebi tudo o que tinha que ir junto com esta nova e
surpreendente mudana.
      "Stark, quando um jovem Muda, existe algum tipo de ritual que tem de passar."
      "Voc sabe o ritual?"
      "No, s vampiros sabem." Ento eu tive um pensamento. "Voc tem que ir ao
Dragon Lankford".
      "O Professor de Esgrima?"
      "Sim. Ele est do nosso lado. Diz que te mandei para ele. Diz que voc prometeu
seus servios como guerreiro. Ele vai saber o que fazer com voc."
      "Ok, vou fazer."
      "Mas no deixe ningum ver que voc mudou." Eu no sei por que era importante
para mim, mas eu sabia que ele precisava manter escondido ate chegar a Dragon. Olhei
ao redor da sala de armazenamento at que encontrei uma bon da PAC, que coloquei na
cabea de Stark. Com um pouco mais de procura achei uma toalha, que eu e coloquei
enrolado em volta do seu pescoo. "Coloca" disse colocando a toalha no lugar "e
mantenha esta aba para baixo. Voc no parece muito estranho. Quero dizer, h uma
tempestade de gelo l fora. Basta ir ao Dragon sem ser visto."
      Ele acenou. "O que voc vai fazer?"
      "Eu vou fazer um plano para sairmos daqui. Dragon e sua mulher esto conosco, e
eu acho que a Professora, Lenobia, esta, tambm. Ento volte aqui o mais depressa
possvel."
      "Zoey, no espere por mim. Afasta-te aqui. Vai para longe, muito longe."
      "E quanto a voc?"
      "Eu posso ir e vir quando eu quero. Vou encontrar-te, no se preocupe. Meu corpo
no vai estar com voc o tempo todo, mas voc sempre ter o meu corao. Eu sou o seu
guerreiro, lembra?"
      Eu sorriu e toquei sua bochecha. "Eu nunca vou esquecer. Eu prometo. Eu sou a sua
Alta Sacerdotisa e voc prometeu-te a mim. Isso significa que voc tem o meu corao,
tambm."
      "Ento, nos vamos para um lugar seguro. Um corao  uma coisa difcil de viver
sem. Eu deveria saber. Tentei", disse ele.
      "Mas no vai mais", eu disse.
      "Nunca mais", ele concordou.
      Stark beijou-me com tanta doura que ele tomou o meu flego. Ento ele deu um
passo para trs, duro sua mo sobre o corao, e cedeu oficialmente a mim. "Eu vou ver
voc em breve, minha senhora."
      "Tenha cuidado", eu disse.
      "E se eu no tomar cuidado, vou ser rpido." Ele atirou o seu sorriso confiante e saiu
para fora da porta.
      Quando ele tinha ido embora eu fechei os olhos, apertei minha mo sobre o meu
corao, e curvei a cabea. "Nyx", eu sussurrei: "Eu disse a verdade. Ele tem o meu
corao. Eu no sei como isso vai virar, mas eu peo que voc mantenha os meus
guerreiros seguros e muito obrigado por dar-lhe a coragem de fazer a escolha pelo bem".
      Nyx no apareceu subitamente ante mim, e eu no tinha esperado por ela. Mas eu
sinto um breve, e ouvi o silencio no ar em torno de mim, e isso era suficiente. Eu sabia
que a Deusa estava com a mo em Stark. Protegendo... reforando ele... oh, e voc
poderia me ajudar descobrir o que eu vou fazer com ele... Rezei silenciosamente at que
tocou o sino do sexto perodo.
      "Ok, Zoey," Disse a mim mesma. "Vamos sair deste lugar."
     VINTE E NOVE

      Quando eu corri para os estbulos atrasada, Lenobia me deu um olhar frio e disse,
"Zoey, voc tem muito trabalho". Ela jogou uma forquilha e apontou para Persephone.
      Eu murmurei minhas desculpas e meu "Sim, minha senhora, agora, minha senhora"
e me apressei para a baia da gua que considerava minha enquanto estivesse na House of
Night. Persephone bufou uma saudao para mim e eu fui direto para a cabea dela,
acarici-la e beij-la seu focinho e sua cara de veludo, e basicamente dizendo que ela era
a mais bonita, mais inteligente, o melhor cavalo do universo. Ela lambeu minha bochecha,
explodiu na minha cara, e pareceu concordar com a minha opinio.
      "Ela te ama, voc sabe. A gua j me disse isso."
      Eu virei para ver Lenobia parada no interior da porta do estbulo, inclinada contra a
parede. Eu s vezes esqueo como ela  excepcionalmente bela, por isso em momentos
como este, quando eu olho para ela, eu ficava realmente surpresa. Ela tem fortes traos
desenhados delicadamente. Seu cabelo branco e cinza-ardsia, seus olhos cinzas  a coisa
mais marcante nela, bem, exceto pela tatuagem incrvel que parecem cavalos que marcam
ela como vampira. Ela estava vestindo seu traje habitual de uma camisa branca e calas
justas de equitao e botas inglesas de equitao. Exceto pelas tatuagens e do bordado
prata da deusa bordado sobre o corao dela, ela parecia ser algo que deveria estar em
um chique anuncio da Calvin Klein.
      "Voc pode realmente falar com eles?" Eu falei meia suspeita, mas Lenobia nunca
tinha sido to brusca quanto a sua capacidade at agora.
      "No em palavras. Cavalos se comunicam com sentimentos. Eles so apaixonados,
leal seres com o corao grande o suficiente para segurar o mundo."
      "Eu sempre pensei assim, tambm," eu disse suavemente, beijando Persephone na
testa.
      "Zoey, Kalona deve ser morto? no ".
      A indelicadeza da sua afirmao me chocou, rapidamente e eu olhei ao redor,
preocupado que os corvos escarnecedores estavam ocultos por perto, como estavam em
todos os meus outros ramos.
      Lenobia sacudiu a cabea e acenei afastado meus receios. "Cavalos detestam os
corvos tanto como gatos, se ganhar um dio de um cavalo  mais perigoso do que um
felino. Nenhuma das criaturas abominveis pssaro vai se atreve a entrar no meu
estbulo."
      "E a outro calouro?" Perguntei suavemente.
      "Elas esto totalmente ocupados demais com exerccio de cavalos que tem sido
acumulados por dias devido a essa tempestade sobre ns. Portanto, repito, Kalona devem
ser morto."
      "Ele no pode ser morto. Ele  imortal". Minha frustrao por este lamentvel fato
mostrou claramente na minha voz.
      Lenobia endireitou as costas e os longos, espessos cabelos entraram num ritmo
quando ela comeou a andar de um lado para outro. "Mas temos de derrot-lo. Ele atrai
nosso povo afastado-os de Nyx".
      "Eu sei. Eu fiquei aqui nem se quer um dia inteiro e j posso ver como as coisas
esto ruins. Neferet est atrs de tudo isso, tambm." Eu segurei minha respirao,
esperando para ver se Lenobia ficaria cegamente fiel a ela ou se ela iria ver a verdade da
sua Alta Sacerdotisa.
     "Neferet  pior do que qualquer uma delas", disse ela amargamente. "Ela que
deveria ser mais fiel  Nyx tem trado ela totalmente."
     "Ela no  o que ela costumava ser", eu disse. "Ela  tornou-se algo que est
centrada no mal."
     Lenobia acenou com a cabea. "Sim, alguns de ns j teve medo disso. Estou
envergonhada de dizer que esperamos pra ver com outros olhos o outro lado em vez de
enfrentar Neferet quando ela comeou a se comportar estranhamente. Eu j no
considero ela a servio de Nyx. Planejo dar minha lealdade para uma nova Alta
Sacerdotisa", ela terminou, dando-me um olhar insinuante.
     "No sou!" Eu praticamente escarrei. "Eu nem sequer Mudei ainda."
     "Voc foi marcado e escolhida pela nossa Deusa. Isso  suficiente para mim.
Tambm  suficiente para o Dragon e Anastasia."
     "E sobre os outros professores? Algum deles esto conosco, tambm?"
     Uma terrvel tristeza atravessou seu rosto. "No. Todos os outros esto cegos pelo
Kalona".
     "Por que no voc?"
     Ela levou um tempo para responder. "No sei por que ele no me cega, como ele
tem feito a maioria dos outros. Dragon, Anastasia e eu temos falado sobre isso, mesmo
que apenas por alguns instantes. Ns sentimos o seu fascnio, mas uma parte de ns 
capaz de permanecer no tocada por ele o suficiente para sermos capazes de v-lo,
realmente v-lo e reconhec-lo como a criatura destruidora que ele . No h nenhuma
dvida em nossas mentes que voc deve encontrar uma maneira de derrot-lo, Zoey. "
     Me senti terrvel e indefesa e sem flego e malditamente muito jovem. Eu queria
juntar meus braos em volta e gritar, eu tenho dezessete! Eu no posso salvar o mundo,
no posso sequer fazer baliza!
     E ento, uma doce, cheio de amor brisa acariciou meu rosto. Foi aquecida pelo sol e
vero mido como orvalho ao amanhecer, e meu esprito levantou para responder.
     "Voc no  simplesmente uma inexperiente. Ouve dentro de ti, criana, e sabemos
que sempre que ainda, pequena voz leva voc, vamos seguir", disse Lenobia em uma voz
que me lembrou da minha Deusa.
     Suas palavras misturadas com os elementos em volta de mim, e de repente meus
olhos se arregalaram. Como eu poderia ter esquecido?
     "O poema!" Eu soltei, corri para onde eu deixei a minha bolsa pendurada na porta da
baia de Persephone. "Um dos calouros vermelho escreve poesia proftica. Ela me deu um
que tinha a ver com Kalona antes de virmos para c."
     Lenobia assistiu-me com curiosidade eu pesquisando atravs da minha bolsa.
     "Aqui est!" estava dobrado junto com o poema que deveria ser sobre Stark. Peguei
o outro poema e fui ate ela.
     "Ok... ok... Isto  que . Isto diz como fazer Kalona fugir. Isso ... s poesia escrita
em cdigo ou algo assim."
     "Deixe-me l-lo, tambm. Talvez eu possa ajudar a lanar luz sobre isso".
     Eu segurei o poema de modo que permitisse que ela veja, e ela leu em voz alta
enquanto acompanhava as palavras as palavras.

     Que uma vez o ligou
     Ira fazer ele fugir
     Num local de cinco poderes -junte os cinco
     Noite
     Esprito
     Sangue
     Humanidade
     Terra
     Juntos no para conquistar
     mais para superar
     A Noite leva o Esprito
     Sangue liga Humanidade
     E a Terra completa.

      "Quando Kalona subiu da terra, ele no estava sendo renascido, como Neferet tentou
fazer todos acreditarem, que ele era?" Lenobia disse, ainda estudando o poema.
      "No. Ele foi preso h mais de mil anos", Eu disse.
      "Por quem?"
      "Pelos ancestrais Cherokee da Minha av."
      "Isto parece explicar que o que o povo da sua av fez no ir funcionar da mesma
forma novamente. Desta vez ele vai fugir. E isso  bom o suficiente para mim. Temos que
nos livrar dele antes que ele completamente destrua os laos de todos com Nyx". Ela
olhou para mim do poema. "Como  que as pessoas Cherokee prenderem ele na terra?"
      Eu dei a uma longa rajada de ar, desejando com todo o meu corao que vov
estivesse aqui e poderia me livrar disso. "Eu-eu no sei tanto quanto eu deveria sobre
ele!" Eu chorei.
      "Ssh," Lenobia disse, tocando o meu brao como se eu estivesse em ponto de ficar
nervosa. "Pera, eu tenho uma idia."
      Ela sai apressada da baia e voltou com uma, macia, escova, que ela entregou para
mim. Ento ela deixou a Baia de novo e voltou carregando um fardo de palha. Coloc-lo
contra a parede interior. Confortavelmente inclinada para trs, ela puxou uma longa pea
de ouro palha e deu ao cavalo.
      "Agora, escove sua gua e pense em voz alta. Ns vamos encontrar a resposta entre
ns trs."
      "Bem", eu comecei escovando Persephone no pescoo. "Vov me disse que as
mulheres Ghigua, uh, essas so Mulheres Sabias, de vrias tribos se uniram e criaram
uma Virgem de terra, feita especialmente para atrair Kalona em uma caverna onde ele foi
preso."
      "Pera, voc disse que essas mulheres juntas criaram uma virgem?"
      "Sim, eu sei que parece meio louco, mas eu prometo que  o que aconteceu."
      "No, eu no duvido da veracidade do que a sua av relatou. Estou s imaginando
quantas mulheres estavam juntas."
      "No sei. Vov me disse que A-ya era uma arma, e cada uma delas lhe deu um
presente especial."
      "A-ya? Esse era o nome dado a virgem?"
      Eu acenei e, em seguida, olhava para a gua. "Kalona diz que sou ela."
      Lenobia sugou uma chocada respirao. "Ento voc  o instrumento atravs do qual
ele vai ser derrotado novamente."
      "Sim, mas no derrotado, apenas afugentado", eu disse automaticamente, e ento
meu instinto fez as palavras sarem da minha boca e eu sabia que o que eu disse era
verdade. "Trata-se de mim. Desta vez ele no pode ser preso porque ele est esperando
isso. Mas posso faz-lo fugir." Falei mais do que para a mim mesma do que para
Persephone ou Lenobia.
      "Mas tu no s apenas um instrumento dessa vez. A nossa Deusa te deu o livre
arbtrio. Voc escolheu o bem, e o bem  o que vai fazer Kalona fugir." Lenobia falou com
uma confiana que foi infecciosa.
      "Espere, o que  essa parte de cinco?"
      Lenobia apoiou o poema na bancada da baia. "Ela diz que `Num lugar de cinco
poderes - junte os cinco'. E ento ele nomeia as cinco: Noite, Esprito, Sangue,
Humanidade, Terra."
      "Eles so pessoas", eu disse, sentindo uma corrente de excitao. "Damien disse, 
por isso que eles esto ligados, porque o poema est falando de pessoas que simbolizam
as cinco coisas. E... e eu aposto que se vov estivesse aqui, ela ia dizer que havia cinco
mulheres Ghigua que se uniram e criaram A-ya."
      "Ser que ela sente triste a deusa, no fundo da sua alma? A Deusa falou para voc?"
      Eu e o meu corao sorriram juntos. "No! Ela se sente bem."
      "O lugar mais bvio de poder estar aqui na House of Night", disse ela.
      "No!" Falei com mais nfase do que eu pretendia, causando a Persephone ficar
nervosa. Eu acariciei e escovei ela para se acalmar e numa voz mais razovel eu disse,
"No, no interior da escola o lugar de poder foi manchado por ele. Foi o seu poder junto
com o de Neferet e o sangue de Stevie Rae que libertou ele" Eu sorri, percebendo a
verdade do que eu disse. "Stevie Rae, eu teria pensado que ela iria representar a terra.
Quero dizer, essa  a sua afinidade e tudo, mas ela no  a terra: ela  sangue!"
      Lenobia sorriu e acenou. "Muito bom. Um a menos. Agora voc j tem um nome e o
lugar."
      "E o lugar," Eu murmurei.
      "Sim, o lugar", ela concordou. "Bem, um local de energia que tambm esta ligado ao
esprito. Como Avalon, a antiga ilha da deusa, est ligada ao esprito dela. Mesmo cristos
senti a fora de atrao de poder do local e, uma vez acabou sendo construda uma
capela ali."
      "O qu?" Eu passei pela gua entusiasmada e parei de frente com Lenobia. "O que
voc diria sobre uma abadia da Deusa?"
      "Bem, no  Avalon literalmente deste mundo, embora seja um lugar de grande
potncia. Cristos sentiram e construram uma capela dedicada a Maria l."
      "Oh, Lenobia, Deve ser isto!" Tive a piscar duro para limpar as lgrimas de alvio dos
meus olhos. Ento eu ri. "E ele  perfeito! O lugar do poder  a vigsima-primeira com a
Lewis, a abadia das freiras Beneditas."
      Os olhos de Lenobia se arregalaram, em seguida, ela sorriu. "Nossa deusa  sbia.
Agora, tudo que voc precisa fazer  descobrir quem so os outros quatro, e levar todos
l. O resto do poema narra como eles se juntam..." Ela pausou. e leu:

     A Noite leva ao Esprito
     Sangue liga a Humanidade
     E a Terra completa.

     "O sangue esta l, ou pelo menos eu espero que ela esteja", eu disse. "Eu disse a
Stevie Rae para ir para a Abadia com os calouros vermelhos quando descobri que Kalona
ia pega-la."
     "Por que voc mandou ela pra l?"
      Meu sorriso foi to grande Eu juro que quase rachou um lbio. "Porque  onde est
o Esprito! Esprito  a lder das freiras, Irm Maria Angela. Ela salvou minha av dos
Corvos Escarnecedores, e ela tem cuidado dela."
      "Uma freira? Para representar Espritos antigos e conquistar um anjo cado? Tem
certeza, Zoey?"
      "No basta conquistar-expulsar nos dar tempo suficiente para se reagrupar e
descobrir como se livrar dele permanentemente. E, sim, eu tenho certeza."
      Lenobia hesitou apenas um instante, ento ela acenou. "Ento voc identificou
sangue e Esprito. Pense. Quem tem a Terra, Noite, e Humanidade escondidos dentro
dela?"
      Voltei a ateno a Persephone, e ento eu ri e fiquei com vontade de bater na minha
cabea. "Afrodite. Ela tem de ser humanidade, apesar de a maior parte do tempo ela no
ter isso."
      "Eu vou levar a sua palavra para ela," Lenobia disse causalmente.
      "Ok, ento, s Noite e Terra esto sem pessoas." Eu me apressei. "Como eu disse
antes, o meu primeiro palpite de terra teria sido Stevie Rae, por causa da sua afinidade.
Mas sei que no meu corao ela  o sangue. Terra... terra..." Eu suspirei novamente.
      "Poderia ser Anastasia? Seu dom para feitios e rituais  muitas vezes aterrado na
terra."
      Eu pensei sobre isso, e infelizmente no senti o alerta que me disse que eu tinha a
resposta certa. "No, no  ela."
      "Talvez ns estamos nos focando nas pessoas erradas. Esprito veio de fora da
House of Night, que  algo que eu no teria esperado. Talvez Terra, tambm."
      "Bem, vale a pena considerar quando voc olha por esse lado."
      "O que uma pessoa inexperiente poderia simbolizar um Vampiro ou a Terra?"
      "Acho que as pessoas que eu tenha conhecido que esto mais perto da terra so as
pessoas da minha av. Os Cherokee, sempre respeitam a terra, versus usar e abusar
propriedades dela. A cosmo viso dos povos tradicionais Cherokee  muito diferente do
mundo de hoje." E ento eu de repente fechei minha boca e repousei minha testa contra
Persephone, sussurrando um pequeno agradecimento a Nyx.
      "Voc sabe quem , no ?"
      Olhei para cima, sorrindo. " a minha av. Ela  a Terra".
      "Perfeito!" Lenobia concordou. "Ento, voc tem todos eles!"
      "No Noite. Eu ainda no descobri quem," Eu parei percebendo no olhar de Lenobia
que ela j sabia.
      "Veja mais profundo, Zoey Redbird, e eu acredito que voc vai descobrir quem Nyx
optou para personificar a Noite".
      "No eu", sussurrei.
      "Claro que  voc", disse Lenobia. "O poema afirma perfeitamente, `Noite leva ao
Esprito.' Nenhum de ns teria nunca olhado para a abadia benedita ou umas das
sacerdotisas de l para preencher o contedo do poema, mas quem nos levou direto para
ela."
      "Eu," eu disse um pouco estanha.
      "Escute o seu corao. Est bem?"
      Chamei um profundo suspiro e procurei dentro de mim. Sim, ele estava l, eu sabia
que o sentimento veio da minha deusa, o sentimento que me disse que eu tinha
comeado certo. Olhei Lenobia nos seus sbios olhos cinzas. "Eu estou bem," eu disse
firmemente.
      "Ento, ns precisamos que voc leve Afrodite para a Abadia das Irms".
      "Todos ns", eu disse automaticamente. "Tem que ser Darius, as gmeas, Damien, e
Afrodite. Se algo der errado, eu tenho que ter o meu crculo junto. Pois, minha recepo
aqui no tem sido grande e, se acabar com Kalona vai tiras os calouros e professores da
sua obsesso, eu no acho que vou estar voltando para a escola em breve. E,
evidentemente, temos ainda de lidar com Neferet; Vou precisar de muita ajuda para tudo
isso."
      Lenobia amarrou a cara ligeiramente, mas acenou. "Eu compreendo, e embora no
acho, estou de acordo com voc."
      "Voc deve vir com a gente, voc e o Dragon e Anastasia. A House of Night no 
lugar para voc agora."
      "A House of Night  a nossa casa", disse ela.
      Conheci os olhos dela. "s vezes as pessoas mais prximas a voc trairia voc e sua
casa no  um lugar que voc pode ser mais feliz.  difcil, mas  verdade."
      " muito boa e sabia para a sua idade, Sacerdotisa".
      "Sim, bem, eu sou um produto de um divrcio e separao. Quem sabia que viria a
calhar?"
      Ns estvamos rindo juntos quando a campainha tocou, sinalizando o fim da jornada
escolar. Lenobia foi sobre os ps dela em um instante. "Devemos mandar mensagens para
seus amigos. Eles podem nos encontrar aqui. , pelo menos, seguro dos ouvidos e os
olhos dos Corvos Escarnecedores".
      "J est feito", disse. "Eles vo estar todos aqui, em pouco tempo."
      "Se voc Neferet perceber uma reunio aqui, vai ser mal para ns."
      "Eu sei", foi o que eu disse; Ah, inferno, foi o que pensei.
     TRINTA E UM

      "Esse  um plano maluco," Afrodite disse.
      "Mas pode funcionar," Darius disse.
      "Eu gosto.  meio romntico, com os cavalos e tudo mais. Alm do mais,  o melhor
plano que temos," Damien disse.
      " o nico plano que temos," eu disse. Enquanto Lenobia erguia as sobrancelhas eu
rapidamente acrescentei, "mas eu tambm gosto."
      "Quanto menos cavalos voc pegar, mais fcil vai ser para voc fugir sem ser
notada. Eu sugiro que vocs cavalguem em duplas," Lenobia disse.
      "Definitivamente tem algo mais escondido que seis," Erin disse.
      "Mas como vamos montar Dragon e Anastasia em um?" eu disse. "Definitivamente
no podemos ir andando at a sala de Anastasia. E eu no quero que a gente se separe."
      As sobrancelhas de Lenobia subiram de novo. "Eu no sei se voc ouviu isso, mas
tem algo que muitos de ns usam, se chama celular. Acredite ou no, Dragon e Anastasia
tem um cada um."
      "Oh," eu disse, me sentindo uma retardada.
      Afrodite virou os olhos para mim.
      "Eu vou ligar para eles o os informar sobre a parte deles no plano. Os que esto
usando saia - precisam se trocar. Zoey pode mostrar a vocs onde esto as roupas extras
de montaria que eu mantenho no deposito. Peguem qualquer coisa l que vocs possam
precisar," Lenobia disse enquanto corria em direo ao escritrio dela.
      "Eu vou dizer a Dragon que a distrao comea em 30 minutos."
      "Trinta minutos!" Meu estomago se apertou.
      "Isso deve dar tempo o bastante para vocs se trocarem e colocarem os freios nos
cavalos. Vocs no podem usar selas. Seria muito obvio." Lenobia desapareceu no
escritrio enquanto Damien dizia, "Sem sela? Eu acho que vou vomitar."
      "Se junte a multido," eu disse. "Andem," eu disse a Afrodite e as Gmeas, "Vocs
precisam se trocar. E quem diabos usa salto alto numa tempestade de gelo?"
      "So botas," Afrodite disse. "E botas so apropriadas para o inverno."
      "Botas de 15 centmetros no so bons sapatos para o inverno," eu disse, as guiando
at o deposito onde estavam as roupas.
      "Fashion-defeituosa nerd," Afrodite murmurou.
      "Concordo," Shaunee disse.
      "Para variar," Erin acrescentou.
      Eu agarrei trs freios e balancei a cabea para meus amigos. "S troquem de roupa.
Tem botas de montaria nesse armrio. Se beneficiem em usar."
      "Se beneficiem?" Eu ouvi Shaunee dizer enquanto marchvamos para fora do
deposito.
      "Amiga voc tem andado demais com a Rainha Damien," Erin disse.
      Eu bati a porta.
      Eu no tinha certeza de qual os outros dois cavalos Lenobia iria escolher para ir
conosco, mas eu sabia que Persephone iria me carregar, ento eu me apressei em direo
aos estbulos. Darius tinha andado at as janelas altas do estbulo e estava ocupado
colocando feno em cada uma delas. Obviamente ele iria nos dar um tempo com o tempo e
os Corvos Escarnecedores.
      "Uh, Z, posso dar uma palavrinha com voc?" Damien disse.
      "Claro, entre," Eu voltei do estbulo de Persephone, agarrei o almofaar* e comecei
a escovar a gua rapidamente.
      (*escova de ferro de cavalos.)
      Damien permaneceu na porta. "O negocio  o seguinte - eu no cavalgo."
      "Bem, no tem problema. Eu fao a parte difcil. Voc s senta atrs de mim e se
segura."
      "E se eu cair? Eu tenho certeza que ela  um perfeito animal legal." Ele mandou um
pequeno aceno de ol para Persephone, que ainda estava feliz mastigando feno e sem
prestar ateno em Damien. "Mas ela tambm  grande. Realmente grande. Enorme na
verdade."
      "Damien, estamos prestes a fugir da escola, fugir por nossas vidas, e ento banir um
antigo imortal e uma vampira Alta Sacerdotisa que virou m, e voc est se estressando
sobre andar de carona comigo num cavalo?"
      "Sem sela. Andar sem sela com voc em um cavalo," ele disse. Ento acenou. "Sim,
sim, estou me estressando com isso."
      Eu comecei a rir e tive que me inclinar contra Persephone porque eu estava me
machucando. Ok, aqui vai uma lio de vida que eu realmente tenho aprendido: se voc
tem bons amigos, no importa o quanto a vida esteja uma droga, eles podem fazer voc
rir.
      Enquanto isso, Damien estava franzindo para mim. "S para voc saber, eu vou
contar a Jack que voc esteve rindo de mim, e ele vai ficar bravo com voc. Isso significa
que da prxima vez que eu comprar um presente pra voc, ele vai atacar e no vai
supervisionar com seu gosto por papel de embrulho."
      "Jessh, isso  meio duro," eu disse, mas ento comecei a rir de novo.
      "Da pra vocs ficarem srios! Temos uma guerra para ganhar e um mundo para
salvar." Afrodite estava parada com as mos nos quadris fora do estbulo de Persephone.
Ela estava usando a camiseta preta de marca (com o dourado JUICY* transversalmente
aos seus seios) e as calas emprestadas enfiadas nas botas de montaria. Sem salto.
Nenhum.
      (*Loja de roupas.)
      Eu dei uma olhada nela e comecei a rir de novo. Ento eu vi as Gmeas, que
estavam paradas atrs dela. As duas usavam camisetas Dolce & Gabbana (provavelmente
da Saks Fifth Avenue ou Miss Jackson, jeesh). Seus traseiros estavam acomodados em
uma leggis de spandex de montaria (hee he), enfiado em botas inglesas de montaria.
      Era impagvel. Dessa vez Damien se juntou a minha histeria.
      "Eu odeio os dois," Afrodite disse.
      "Amiga, estamos descobrindo que temos cada vez mais coisas em comum com
voc," Erin disse a Afrodite.
      "Idem," Shaunee disse, olhando para Damien e eu.
      Infelizmente, as palavras de Lenobia jogaram uma gua fria em minha diverso.
      "Eu falei com Anastasia. Tudo pronto, embora Dragon tenha ficado temporariamente
indisponvel. Ele estava lidando com um raro caso de Mudana vampira. Me falaram para
dizer a Zoey que Stark chegou e foi tratado."
      "Ela disse Stark?" Damien perguntou.
      "Huh?" as Gmeas falaram.
      "Oh, merda," Afrodite disse.
      "O tempo ainda est ruim, e eu posso ver olhos nas rvores. Eu acho que o plano
deles  nos agarrar enquanto samos dos estbulos.  melhor irmos," Darius enquanto
voltava para o grupo. Ele pausou quando viu todos me encarando. "Obviamente eu perdi
algo."
      "Sim, e Zoey ia nos contar tudo," Damien disse.
      Eu mordi meu lbio e olhei de amigo para amigo. Bem, diabos. "Ok, o negocio  o
seguinte. Stark Mudou. Ele  o segundo vampiro vermelho que j existiu."
      "Oh-meu-Deus-do-cu," Erin disse. "Ele ainda  um idiota."
      "Yeah, e porque voc saberia qualquer merda sobre ele Mudar?" Shaunee disse.
      "Voc tem que parar de pensar nele como se ele fosse Stevie Rae. Eles so muito
diferentes," Damien disse, mais gentilmente que os outros.
      "Ela o ama," Afrodite soltou.
      "Afrodite!" Eu gritei.
      "Bem, algum tinha que avisar os nerds sobre sua pattica paixo por ele," Afrodite
disse.
      "Voc no est me ajudando," eu disse.
      "Espere. Volta a fita. Zoey ama Stark? Essa  a coisa mais idiota que eu j ouvi na
vida," Erin disse.
      "Bem, a no ser pela aquela coisa de lei sobre carteira de motorista gradual em
Oklahoma, Gmea. Vamos falar srio. Essa  a coisa mais idiota que ns ouvimos nas
nossas vidas," Shaunee disse.
      "Verdade. Fora isso. E, Afrodite, a gente diz: Voc. Perdeu. A. Cabea," Erin disse.
      "De novo," Shaunee terminou.
      Todos olharam para mim.
      "Eu acho que o negocio de carteira de motorista gradual  idiota tambm," eu falei
idiotamente.
      "V! Eu disse!" Afrodite disse. "Ela tem um negcio srio por Stark."
      "Seria merda," Erin disse.
      "Eu nunca acreditaria nisso," Shaunee disse.
      "Deixe ela explicar!" Damien gritou.
      Todos ficaram muitos quietos.
      Eu limpei a garganta.
      "Ok. Bem. Lembra do poema?" Todos os meus amigos estreitaram os olhos para
mim, o que eu no achei ser muito justo. Mas continuei mesmo assim. "Dizia que eu
deveria salvar a humanidade dele? E eu o fiz. Eu acho. Eu espero."
      "Sacerdotisa, pegamos ele abusando de uma caloura. Como voc pode perdoar
isso?" Darius disse.
      "Eu no perdoo. Me deixa enjoada. Mas eu lembro quando Stevie Rae estava lutando
para manter sua humanidade, e ela era horrvel." Eu olhei para Afrodite. "Voc sabe do
que estou falando."
      "Yeah, e no tenho 100% de certeza que voc pode confiar nela hoje. E eu digo isso
como a humana em que ela teve um Imprint."
      Eu esperei que as Gmeas e Damien a xingassem, mas eles ficaram quietos.
Finalmente eu virei para Darius. "Stark me deu o Juramento de Guerreiro dele."
      "O Julgamento de Guerreiro! E voc o aceitou?" Darius disse.
      "Eu aceitei. Foi logo depois que ele Mudou."
      Darius suspirou profundamente. "Ento Stark esta ligado a voc at que voc o
libere do seu juramento."
      "Eu acho que isso o fez Mudar," eu disse. "Eu acho que com os calouros vermelhos
sua Mudana tem algo a ver com a escolha entre o bem e o mal."
     "Por se jurar a voc, Stark escolheu o bem," Darius disse.
     Eu sorri. "Eu gosto de pensar que sim."
     "Ento isso significa que ele no  mais um retardado?" Erin disse.
     "Eu pensei que voc tinha chamado ele de idiota," Shaunee disse.
     "Gmea,  a mesma coisa," Erin disse.
     "Significa que eu confio nele," eu disse. "E eu gostaria que vocs dessem a ele a
chance."
     "Dar a pessoa errada uma chance agora pode nos matar," Darius disse.
     Eu respirei fundo. "Eu sei."
     "Um vampiro recm Mudado precisa ser isolado no Templo de Nyx. Dragon me
assegurou que Stark est seguro l." Lenobia olhou para seu relgio. "Temos exatamente
10 minutos. Podemos lidar com coisas mais importantes e deixar o problema de confiana
em Stark para uma melhor hora?"
     "Definitivamente," eu disse. "O que falta fazer?" Tudo que eu podia esperar era que
Dragon realmente tivesse o recm Mudado Stark seguro trancando no Templo de Nyx, e
que ns de fato mandar Kalona para fora daqui, nos livrando tambm de Neferet, para
que tenhamos de lidar com o problema de confiana nele em uma melhor hora.
     Ns rapidamente colocamos freios em dois outros cavalos, apropriadamente
chamados de Hope* e Destiny**. Ento a parte difcil do nosso plano comeou.
     (*Em portugus, Esperana.)
     (** Em portugus, Destino.)
     "Eu ainda acho que no  seguro," Darius disse, parecendo como uma nuvem de
trovo.
     "Eu preciso fazer isso. Stevie Rae no est aqui, e eu sou a coisa mais prxima que
temos a uma afinidade pura com a terra," eu disse.
     "No soa to difcil," Afrodite disse, tentando ser razovel com o guerreiro irado.
"Tudo que Zoey tem que fazer  ir at o muro, dizer as rvores que j esto esmagadas a
se esmagarem mais, e ento sair daqui despercebida."
     "Eu levo ela l," Darius disse teimosamente.
     "Com sua mega-rapides seria perfeito," eu disse. "Por sinal, estou pronta."
     "Como eu vou saber que voc conseguiu e que  a minha vez no plano?" Lenobia me
perguntou.
     "Eu vou mandar o esprito para voc. Se voc sentir um choque de algo bom, voc
saber que estamos bem e que  hora de dizer Shaunee para ficar pronta para soltar o
fogo."
     "Mas ela deve lembrar que apenas os ps dos cavalos devem lanar fogo," Lenobia
disse, dando a Shaunee um olhar severo.
     "Eu sei! Nem  difcil. S cuidem do que vocs tem que fazer. Destiny e eu estamos
fazendo amizade." Shaunee virou de volta para a grande gua que iria carregar ela e Erin,
e continuou a conversar com o cavalo enquanto Erin a acariciava e falava sobre cubos de
acar e algo chamado Jazzy Apple.*
     (* um tipo de ch.)
     "S a mantenha segura e volte aqui para mim," Afrodite disse. Ela beijou Darius na
boca e ento andou at Hope para ajudar Lenobia a terminar de colocar o ultimo freio na
gua.
     "Bem, Sacerdotisa, vamos?" Darius disse.
     Eu acenei e deixei ele me erguer em seus braos. Darius deu um passo para a fria e
tempestuosa noite, e ento tudo ao meu redor virou um borro enquanto ele se movia
meio que diagonalmente atravs da parte de trs at o grande muro que cercava a escola
que tinha um grande carvalho deitado sobre ele. De alguma forma em um dos ltimos
desastres de inverno de Tulsa, a arvore sucumbiu e caiu. Mais ou menos. Diziam
(Afrodite) que sob circunstncias normais era um lugar excelente para sair do campus sem
ser detectado, e eu sabia por experincia pessoal que ela tinha razo.
     Hoje no estamos lidando com circunstncias normais.
     Darius parou rpido mesmo ao lado da arvore cada, me empurrou para baixo dela, e
sussurrou, "Fique ai at eu ter certeza que  seguro." E ele saiu.
     Ento eu me abaixei debaixo da arvore e pensei sobre o quo molhado e frio estava
e sobre como caras chatos so. Ento eu vi um horrvel barulho de asas batendo, e eu
decide levantar - rapidamente.
     Eu emergi do lado da arvore em tempo de ver Darius agarrando um Corvo
Escarnecedor pelas asas, o empurrando para o cho, e ento cortar a garganta dele.
     Eu desviei o olhar rapidamente.
     "Zoey, anda. No temos tempo."
     Tentando ignorar o cadver do Corvo Escarnecedor, eu corri at a parte de cima da
arvore. Eu coloquei minha mo nela e fechei os olhos. Me concentrando, eu procurei meu
norte interior - o lado da terra - e ento invoquei, "Terra, preciso de voc. Por favor venha
para mim." Na nevoa de uma tempestade de gelo, em pleno inverno, eu fui de repente,
miraculosamente, cercada pelo cheiro de uma campina de primavera... calor... uma arvore
de mimosa em pleno florescer. Eu curvei minha cabea graciosamente e continuei. "O que
eu preciso que voc faa  difcil, e eu no pediria de voc a no ser que fosse uma
emergncia." Eu respirei fundo, e me foquei na arvore sob minha palma. "Caia," eu
comandei. "Me desculpe, mas eu preciso pedir que voc caia." A pele da arvore tremeu
sob minha mo, to violentamente que eu cai para trs, e com um crack que eu juro
poder ouvir um grito de morte com ele, o velho carvalho caiu, batendo contra o j
enfraquecido muro, mandando blocos de pedra e tijolos para baixo, e criando uma
abertura na barreira que cercava a escola, uma abertura que pareceria lgica para ns
tentarmos escapar atravs.
     Eu estava respirando com fora e me sentindo mais do que um pouco fraca, mas eu
automaticamente mandei esprito para Lenobia saber que eu tinha sido bem sucedida.
Ento eu me levantei, comovida pela arvore cada, e pus as duas mos no tronco.
"Obrigado, terra." Ento eu de repente pensei em algo para acrescentar, "V para Stevie
Rae. Diga a ela que estamos indo. Diga a ela para ficar pronta." Eu senti o senso usual
que eu recebia quando eu comandava um elemento a fazer algo. "V em frente, terra.
Obrigado de novo por me ajudar, e eu realmente sinto muito por ter que machucar a
arvore."
     "Devemos retornar para o estabulo." Darius foi at mim e me ergueu em seus
braos. "Voc fez bem, Sacerdotisa," ele disse.
     Eu pus minha cabea para baixo nos ombros amigveis dele, e eu s soube que
estava chorando porque eu podia ver os rastros molhados na jaqueta dele. "Vamos sair
daqui."
     TRINTA E DOIS

      Os trs cavalos assustados estavam esperando por ns. Erin e Shaunee j estavam
montadas em Destiny. Shaunee estava "dirigindo." Ela tinha tido aulas de Caador/Pular
na escola preparatria particular dela antes dela ser Marcada, ento ela se proclamou
"uma quase medocre cavaleira." Afrodite e Damien estavam parados perto de Persephone
e Hope. Damien parecia prestes a vomitar a qualquer instante.
      "Eu senti esprito me tocar e assumi que vocs foram bem," Lenobia disse enquanto
ela passava por ns e comeava a checar novamente os cavalos.
      "O muro foi quebrado, mas eu fui forado a matar um Corvo Escarnecedor. Tenho
certeza que ele ser descoberto em breve," Darius disse.
      "Na verdade, isso  bom. Vai nos dar mais credencial sobre a ideia de que vocs vo
tentar escapar pelo muro quebrado," Lenobia disse. "Hora de montar. Shaunee, voc est
pronta?"
      "Eu nasci pronta," Shaunee disse.
      "Muito bem, e quanto a voc, Erin?"
      Erin acenou. "Idem. Estou pronta."
      "Damien?"
      Ele respondeu Lenobia, mas ele falou comigo, "Estou assustado."
      Eu corri para o lado dele e tomei a mo dele. "Estou assustada tambm. Mas  muito
menos assustador se eu lembrar que estamos juntos."
      "Mesmo que estejamos juntos num cavalo?"
      Eu sorri. "Mesmo assim. Alm do mais, Persephone  uma lady perfeita." Eu tomei a
mo de Damien e a pressionei contra a graciosa curva do pescoo da gua.
      "Ooooh, ela  suave e quente," ele disse.
      "Aqui, eu te dou uma ajuda," Lenobia disse, se curvando ao nosso lado e oferecendo
a Damien um p fazendo um bero com as mos.
      Com um longo e sofrido suspiro ele ps os joelhos nas mos dela e tentou (sem
sucesso) reprimir um gritinho muito gay enquanto ela o empurrava para as costas de
Persephone.
      Antes de Lenobia me ajudar a subir ela ps as mos nos meus ombros e tentou olhar
nos meus olhos. "Siga seu corao e seu instinto, e voc no far nada errado. Faa ele
fugir, Sacerdotisa."
      "Farei meu melhor," eu disse.
      " por isso que tenho tanta f em voc," ela disse.
      Assim que estvamos todos montados, Lenobia nos levou at a porta que se abriam
para o curral. Mais cedo Lenobia tinha discretamente aberto o porto para fora do curral.
Agora nada estava entre ns e o mundo de fora a no ser muito gelo, os portes da frente
da escola, vrios Corvos Escarnecedores, o paizinho deles, e uma maluca ex-Alta
Sacerdotisa.
      Como vocs podem muito bem imaginar, eu estava bem preocupada sobre ter um
serio caso de diarria nervosa. Graas a Deus, eu no tinha tempo de sobra o bastante
pra dar a meu corpo muita ideia.
      Lenobia abriu as portas. Ela j tinha apagado as luzes nessa parte do estbulo, para
que no ficssemos com a silhueta a mostra. Ns espiamos a escurido gelada,
imaginando a tempestade que est para vir.
      "Eu vou te dar apenas alguns minutos para chamar os elementos," Lenobia disse. "O
repentino aumento de intensidade na tempestade  a deixa de Anastasia para comear
um feitio de confuso do outro lado do campus, e no se esquea que Dragon se colocou
no porto da frente. Ele vai cortar os Corvos Escarnecedores que esto l assim que ele
ouvir cascos se aproximando. Shaunee, quando estiver pronta, coloque o estbulo em
chamas. Quando eu vir as chamas, eu vou libertar o resto dos cavalos. Eles j sabem que
eles devem correr pela escola e criar o mximo de destruio possvel."
      Shaunee acenou. "Eu entendi."
      "Ento refoque as chamas nos cascos dos cavalos." Lenobia pausou e reiterou, "eu
quero dizer as patas dos sapatos em seus cascos. Eu vou dizer a Persephone quando ir. O
resto de vocs s precisa se segurar e seguir a liderana dela." Ela deu tapinhas
carinhosos na minha gua. Ento ela olhou para mim, "Merry meet e merry party, e merry
meet de novo,* Alta Sacerdotisa." ela disse. Com a mo em punho sob o corao, ela me
reverenciou.
      (*Pra quem no lembra Merry  feliz. Ento seria Feliz encontro e feliz partida e feliz
encontro de novo, a traduo da frase.)
      "Brilhantes bnos para voc, Lenobia," eu disse. Enquanto ela comeou a andar
rapidamente para longe, eu a chamei, "Lenobia, por favor, reconsidere sair daqui. Se eu
no me livrar de Kalona, voc e Dragon e Anastasia tem que ir para o subsolo - os tneis
debaixo do deposito, a abadia, ou at mesmo o poro de um dos prdios do centro. Essa
 realmente a nica chance que vocs vo ter de estarem seguros."
      Lenobia pausou e olhou por cima do ombro para mim. O sorriso dela era sereno e
sbio. "Mas, Sacerdotisa, voc vai ter sucesso." E ela correu para longe.
      "Jeesh, ela  teimosa," Shaunee disse.
      "Vamos apenas nos certificar que ela tenha razo," eu disse. "Ok, esto prontos?"
Meus amigos acenaram. Eu respirei fundo e me concentrei. Estvamos apontando para o
norte, ento eu virei Persephone para a direita para que estivssemos olhando para o
leste. No havia tempo para palavras floridas ou msica inspiradora; s havia tempo para
ao. Rapidamente eu invoquei cada um dos elementos, sentindo meus nervos se
firmarem enquanto eles preenchiam o ar e criavam um circulo brilhante que nos ligava.
Quando esprito cresceu em mim, eu no pude me impedir de rir em voz alta.
      Ainda rindo, eu disse, "Damien, Erin, coloquem seus elementos para funcionar!"
      Eu senti Damien erguer suas mos atrs de mim, e vi Erin fazer o mesmo. Eu podia
ouvir Damien sussurrando palavras para o ar, pedindo para o vento gelado soprava, se
arremessava e brigava, tudo ao redor de ns. Eu sabia que Erin estava pedindo algo
similar para a gua - comandando que ela aumentasse a chuva e inundasse o mundo ao
nosso redor.
      Eu me segurei para ajudar eles a canalizar e controlar seus elementos para que
pudssemos (em teoria) nos mover dentro de uma pequena bolha de redemoinho de
elementos.
      Os elementos responderam instantaneamente. Olhamos para fora para ver a noite
na nossa frente irromper em uma tempestade que provavelmente deixava Doppler 8* no
chinelo.
      (*Um furao)
      "Ok," eu gritei sobre o vento. " a vez do fogo."
      Shaunee ergueu os braos, jogou sua cabea para trs, e como se estivesse jogando
basquete, jogou o fogo que estava entre as palmas dela no vazio, e cheio de palha
estbulo que Lenobia tinha dito a ela para destruir. O estbulo explodiu em chamas
furiosas.
      "Agora os cascos dos cavalos," eu gritei.
      Ela acenou. "Me ajude a acompanhar."
      "Eu vou, no se preocupe."
      Shaunee apontou para o casco dos cavalos. "Aquea os ps deles!" ela gritou.
      Persephone bufou. A cabea dela se curvou, e enquanto o p do estbulo comeava
a virar fumaa sob os ps dela.
      "Oh, cara... precisamos sair daqui antes que as patas deles queimem tudo," Damien
disse. Ele estava me apertando com tanta fora que era um pouco difcil para mim
respirar, mas eu no quis dizer nada que pudesse fazer ele cair na calada.
      Eu estava pensando que ns realmente podamos incendiar a serragem quando eu
ouvi um enorme barulho atrs de ns que eu sabia que deveria ser Lenobia soltando os
cavalos que corriam para a parte principal do campus, como se estivessem malucos
devido ao estbulo em chamas. Persephone jogou sua cabea e bufou. Eu senti os
msculos dela tremerem e s tive tempo o bastante para segurar com fora com minhas
coxas e gritar para Damien, "Segure firme! Aqui vamos ns!" E ento a gua se lanou
para fora dos estbulos e para a enfurecida noite.
      Os trs cavalos, lado a lado, galoparam atravs do curral e atravs do porto que
Lonobia tinha deixado aberto. Eles viraram com fora para a esquerda, circulando ao redor
da parte de trs do prdio principal, e mais cedo do que eu imaginaria possvel, havia
vapor e nevoa se erguendo em ondas ao redor de ns enquanto os telhados quentes
encontravam o gelo que cobria o asfalto do estacionamento.
      Atrs de ns eu podia ouvir os gritos de cavalos apavorados e o terrvel choro dos
Corvos Escarnecedores. Eu cerrei os dentes e esperei que as guas de Lenobia estivessem
derrubando vrios homem pssaros.
      Persephone bufou de novo contra a escorregadia estrada que levava a entrada da
escola.
      "Oh, deusa! Olhe!" Damien gritou. Ele apontou por cima do meu ombro para frente
para a esquerda na linha de rvores que emolduravam o gramado. Dragon estava l
lutando com trs Corvos Escarnecedores. A lamina dele era um borro prateado enquanto
ele atacava, se defendia e virava. Quando ficamos a vista, os homens pssaros tentaram
passar sua ateno para ns, mas Dragon redobrou seu ataque, espetando um deles
instantaneamente e fazendo os outros dois virarem, assoviando, de volta para ele.
      "Vo!" ele gritou enquanto passvamos por ele galopando, "e que Nyx os abenoe!"
      O porto estava aberto, Dragon tinha feito isso eu tinha certeza. Ns passamos por
ele, viramos para direita, e galopamos pela gelada e deserta Utica Street.
      Na luz da rua Twenty-First, que no estava funcionando, viramos os cavalos para a
direita, posicionando eles no meio da rua, e os conduzimos.
      O centro de Tulsa tinha se tornado fantasmagrico e gelado. Se eu no estivesse
concentrada e no tivesse absoluta certeza que nossos cavalos estavam galopando pela
Rua Twent-first, eu teria pensando que estvamos perdidos em um ps-apocalptico
mundo gelado. No havia nada nem um pouco familiar ao meu redor. Nenhuma luz.
Nenhum carro se movendo. Nenhuma pessoa. Frio e escurido e escurido em todo lugar.
As lindas rvores antigas do centro estavam cercadas por tanto gelo que muitas delas
tinham literalmente partido no meio. As linhas de energia estavam cadas, serpenteando
pelas ruas como vboras malucas. Os cavalos no prestaram ateno a elas. Eles pularam
sobre galhos e linhas, seus cascos em chamas passando pelo gelo fazendo fascas contra
o pavimento.
      E ento, contra a fraca luz e os telhados e o assobio de chamas no gelo, eu ouvi o
terrvel bater de asas e o choro do primeiro e ento outro e ento outro Corvo
Escarnecedor.
      "Darius," eu gritei. "Corvos Escarnecedores!"
      Ele olhou para trs de ns, e acenou com desgosto. Ento ele fez algo que me
chocou completamente. Da jaqueta dele ele tirou uma arma preta. Eu nunca vi nenhum
Filho de Erebus carregar nenhuma arma moderna, e parecia completamente deslocada na
mo dele. Ele disse algo para Afrodite, que estava pressionada contra as costas dele. Ela
deslizou para o lado um pouco, permitindo que ele virasse. Ele ergueu a arma, mirou, e
deu metade de um total de 12 tiros. O som era ensurdecedor na noite congelada, mas
nem metade to estranho do que o seguiu - os gritos de Corvos Escarnecedores feridos e
os thud! e batidas! De corpos que caiam do cu.
      "L!" Shaunee gritou, apontando para nossa frente e para a direita. "Eu vejo
chamas!"
      A princpio eu no vi nada, e ento atravs de vrias rvores cobertas de gelo eu vi
um sinal de um primeiro e ento outra e ento outra luz de vela dando boas vindas. O que
era isso? Era a abadia das freiras Beneditas? Visivelmente era terrvel, e tudo era to
desorientador e escuro, que eu no sabia dizer se era a abadia ou s uma daquelas casas
que servem de escritrio para cirurgies plsticos que se alinhavam nessa parte da rua.
      Se concentre! Se  um lugar de poder, ento eu devo ser capaz de sentir.
      Eu respirei fundo e busquei meus instintos, e eu senti - a inconfundvel atrao que
vinha do poder da combinao de esprito e terra.
      " isso!" eu gritei. "Essa  abadia!"
      Puxamos a cabea dos cavalos para a direita e samos da rua, atravs de uma vala, e
ento a um terrapleno pontilhado com rvores. Os cavalos tiveram que devagar desviar
dos troncos cados, e das linhas de energia, e ento aparecemos atravs das rvores na
claridade. Diretamente na nossa frente havia um enorme carvalho. Seus galhos mais
baixos estavam cheios de pequenas jaulas de vidro que mantinham velas acessas. Havia
um toldo atrs das rvores, e alem dele eu s podia ver a forma de um prdio de tijolos
que era a abadia das freiras Beneditas, ou pelo menos eu podia ver suas janelas, porque
haviam velas alinhadas em cada uma delas.
      "Ok, vocs podem parar com os elementos agora e deixar as coisas se acalmar." As
Gmeas e Damien sussurraram para seus elementos, e a louca tempestade comeou a se
acalmar em uma fria noite.
      "Whoa!" eu chamei, e nossas obedientes e leais guas pararam diante de uma figura
com um habito preto e um vu.
      "Ol, criana. Me falaram que voc estava vindo," ela disse, sorrindo para mi,.
      Eu deslizei das costas de Persephone e me joguei nos braos dela. "Irm Mary
Angela! Estou to feliz em ver voc!"
      "Como eu estou feliz em ver voc tambm," ela disse. "Mas, criana, talvez
devssemos adiar nossos ols at lidarmos com as criaturas negras que esto enchendo
as rvores atrs de voc."
      Eu virei em tempo de ver uma dzia de Corvos Escarnecedores pousando nas
rvores. A no ser pelo som da asas deles eles foram absolutamente silenciosos, e os
olhos vermelhos dele brilhavam como se eles fossem demnios vigilantes.
      "Bem, diabos!" eu disse.
     TRINTA E TRS

      "Olha o nome," Disse irm Mary Angela serenamente.
      Darius j tinha desmontado e estava ajudando Afrodite e as Gmeas a descer.
Damien no tinha esperado por ajuda, mas desmontou quase to rpido quanto eu,
estava parado perto de mim.
      "Sacerdotisa," Darius se dirigiu a Irm Mary Angela "voc, por acaso, no mantm
armas de fogo na abadia, mantm?"
      A risada dela soava completamente deslocada, mas ainda sim reconfortante. "Oh,
guerreiro,  claro que no."
      "No h o bastante de ns para lutar com eles, mas temos o circulo," Darius disse
enquanto estudava as rvores cheias de aves. "Se voc ficar nele, estar segura."
      Darius tinha razo,  claro. Nosso circulo estava intacto. Embora estranhamente fora
de centro, o fio prateado que nos ligava juntos ainda brilhava entre ns.
      "Eu vou correr de volta para a House of Night e trazer ajuda," Darius disse.
      Eu ouvi a frustrao na voz dele. Que ajuda ele ia trazer? Eu no tinha visto nenhum
dos irmos guerreiros dele desde que entramos no territrio da escola. Dragon era timo
com uma espada, mas mesmo ele no seria capaz de lutar com os Corvos Escarnecedores.
As rvores que faziam fronteira com a rua Twenty-first lateralmente a abadia estavam
cheias de formas negras. J gemendo debaixo do gelo abundante, o peso adicional dos
Corvos Escarnecedores era mais estresse do que qualquer um deles pudesse aguentar, e
o barulho dos membros de quebrando era to terrvel quanto o barulho dos corvos.
      "Hey, eu ouvi que vocs precisam de ajuda."
      Na minha vida toda, eu nunca tinha ficado to feliz por ouvir qualquer voz quanto eu
fiquei no momento que ouvi o sotaque de Stevie Rae. Eu a abracei com fora, sem me
importar com os segredos que ela estava mantendo de mim, na alegria de ver ela segura.
Dando um suspiro de alivio, eu vi os calouros vermelhos sarem da escurido atrs dela.
      "Eles so nojentos!" Kramisha disse, fazendo careta para os Corvos Escarnecedores.
      "Vamos chutar o traseiro deles," Johnny B disse, parecendo cheio de testosterona e
msculos.
      "Eles so mesmo nojentos, mas no esto fazendo nada a no ser nos observar,"
disse uma voz familiar.
      "Erik!" eu gritei. Sorrindo, Stevie Rae me soltou, e Erik me puxou em seus braos
fortes.
      Houve um borro a minha direita e Jack se jogou em Damien.
      Eu olhei para Erik, e mesmo no meio da confuso que estvamos, eu desejei poder
ser simples e fcil entre ns dois. Naquele instante eu desejei que pudesse ser s Erik e
eu, ao invs de Erik e Stark e Kalona e Heath...
      "Heath?" eu perguntei, saindo do abrao dele.
      Erik suspirou e jogou o queixo de volta para o prdio da abadia. "Ele est l. Ele est
bem."
      Eu sorri um pouco tmida e no sabia o que dizer.
      "Zoey, Kalona estar aqui em breve. A razo para os Corvos Escarnecedores no
atacarem  porque no estamos tentando mais fugir. Eles s esto observando por ele.
No esquea o que voc tem que fazer," a voz de Darius quebrou o momento
constrangedor entre Erik e eu.
      Eu acenei e virei para a Irm Mary Angela. "Kalona vai nos seguir pra c. Lembra
que eu disse que ele  imortal?"
      "Um anjo cado," ela disse, acenando.
      "E lembra o que eu disse sobre nossa Alta Sacerdotisa? Bem, ela com certeza virou
m, e tenho certeza que ela estar com ele. Eles so igualmente perigosos."
      "Eu entendo."
      "Ento, ele no pode ser morto, mas eu acho que sei como afastar ele daqui, e com
sorte, Neferet ira com ele. Mas preciso da sua ajuda."
      "O que eu tiver  seu," Mary Angela disse.
      "Bom. O que eu preciso  voc," eu disse a ela, ento eu virei para Stevie Rae. "E
voc."
      Afrodite foi para o meu lado. "E eu," ela disse.
      "E eu vou precisar da vov. Eu sei que vai ser difcil para ela, mas eu preciso dela
aqui, ou pelo menos onde for o centro desse poder que eu sinto ao nosso redor."
      "Kramisha, criana, voc poderia pegar a av de Zoey?"
      "Sim, senhora," Kramisha disse, e se afastou com pressa.
      "A Gruta de Maria  a semente de nosso poder." Irm Mary Angela apontou para trs
de mim para o lado onde quer que fosse que estvamos parados - um lugar que estava
entre ns, a noroeste de um recm cortado gramado, e um bosque de rvores.
      Eu virei para ver para o que ela estava apontando e arfei em surpresa, me
perguntando como eu no notei antes. Era o maior santurio que eu j tinha visto. Era
feito de pedaos grandes de pedra de areia de Oklahoma. Cada pedra tinha sido escolhida
cuidadosamente para caber contra seu vizinho. Era na forma de tigela, me lembrando de
figuras que eu tinha visto de um famoso teatro ao ar livre. Havia um banco parado dentro
dele, assim como varias rochas passando pela curvas dentro de vrios lugares, e cada
superfcie disponvel estava coberta com velas, para que o santurio inteiro brilhasse com
a luz de velas e o gelo. Enquanto eu andava em direo dele, eu olhei para o topo
graciosamente arqueado, que se esticava vrios centmetros acima da minha cabea, e
suguei o ar. Ali, perto da parte mais alta da estrutura, havia a estatua mais linda de Maria
que eu j tinha visto. O rosto dela estava sereno numa reza, quase sorrindo enquanto ela
olhava para cima. E aos ps dela vrias rosas torcidas ao redor dela como se tivessem
dado a luz a ela. Eu estudei o rosto de Maria e senti meu corao dar uma pequena batida
gaguejada. Eu reconhecia essa Maria. Como eu no reconheceria? Ela apareceu para mim
dias antes em forma da minha deusa.
      "Eu posso sentir o poder desse lugar," Afrodite disse.
      "Wow, a estatua de Maria  realmente, realmente bonita," Jack disse. Ele e Damien
estavam de mos dadas e olhando para cima.
      "Olhe a calada -  perfeita," Stevie Rae disse.
      Eu olhei para baixo. A calada que levava de onde tnhamos deixado os cavalos
mudou quando eu alcancei a frente do santurio. Aqui ficava maior e formava um circulo.
Eu sorri para Stevie Rae. " definitivamente perfeito."
      "O que voc precisa que a gente faa, Zoey?" Irm Mary Angela perguntou, mas
antes deu poder responder, o barulho de motor chamou a ateno de todos de volta para
as rvores cheias de pssaros e a estrada alm.
      Com um medo crescente, eu observei o grande Hummer preto, aquele com que eu
tinha sido levada de volta a escola, sair da estrada. Acelerando seu motor, o veiculo se
lanou numa vala, ento para o lado e fez seu caminho atravs dar rvores, fazendo os
Corvos Escarnecedores baterem suas asas e grasnando em um frenesi de encorajamento.
      "Irm, fique perto de mim," eu disse. "Afrodite, Stevie Rae, eu preciso de vocs ao
meu lado tambm."
      "Estamos aqui," Afrodite disse enquanto Erik e Darius saiam do caminho e as duas se
moviam para se posicionar ao meu lado.
      "Eu preciso de vov," eu disse.
      "Ela est vindo. No tema." Irm Mary Angela disse.
      Finalmente, o Hummer parou, to perto dos cavalos que eles bufaram e se
afastaram at eles estarem parados debaixo da rua. As portas do veiculo se abriram, e
Kalona e Neferet saram juntos. Ela estava usando s preto - um vestido de seda com um
decote que mergulhava para expor o pingente de asas de onyx descansando entre os
seios dela. Uma aura negra pulsou ao redor dela, fazendo o cabelo grosso dela se erguer
e se mover ao redor dos ombros dela.
      "Puta merda," Afrodite sussurrou.
      "Yeah, eu sei," eu disse amargamente.
      Kalona parou do lado dela. Ele estava usando calas pretas e mais nada. Enquanto
ele se afastava do Hummer com Neferet, as asas dele se abriram um pouco, mostrando
apenas um pouco de sua magnitude.
      "Oh, abenoada Maria!" Ao meu lado Irma Mary Angela arfou.
      "No olhe para os olhos dele!" Eu sussurrei para ela. "Ele pode ter um efeito
hipntico nas pessoas. No deixe ele te afetar."
      Ela hesitou, estudando o homem com asas, e ento disse, "Ele no me seduz, mas
eu sinto pena dele. Ele certamente caiu."
      "Que idade ele parece ter para voc?" eu no consegui me impedir de perguntar a
ela.
      "Antigo. Mais velho que a terra."
      Eu no tive tempo para dizer a ela que ele parecia ter 18 para mim; foi nesse
momento que o motorista saiu do Hummer e se juntou a Kalona e Neferet. O motorista
era Stark. Os olhos dele encontraram os meus instantaneamente, e embora muito
levemente, ele curvou sua cabea para mim.
      Eu ouvi o rpido ofegar de surpresa de Stevie Rae e o movimento dos calouros
vermelhos atrs de ns.
      "Aquele  o garoto que atirou em mim no ?" ela disse.
      "Sim," eu disse.
      "Ele Mudou," Stevie Rae disse. "Ele  um vampiro vermelho."
      "Ele tambm  a porra de um rato," Afrodite murmurou, ento rapidamente
acrescentou, "Desculpe, Irm."
      "No confie nele, Zoey." A voz de Darius veio diretamente atrs de mim. "Voc viu
onde ele se aliou."
      "Darius," Eu disse firmemente, sem virar para olhar para ele. "Voc precisa confiar
em mim, e isso significa confiar no meu julgamento."
      "As vezes seu julgamento  errado," Erin disse.
      "No quando estou ouvindo Nyx," eu disse.
      "Voc est ouvindo agora?" Shaunee disse.
      Eu encarei Stark, tentando ver qualquer trao de escurido ao redor dele. No havia
nada - s Stark e o jeito que os olhos dele encontravam os meus firmemente. "Eu estou
absolutamente ouvindo Nyx. Agora, formem o circulo ao redor de ns." Instantaneamente
as Gmeas e Damien se moveram para fora da multido atrs de mim. Damien andou
para a parte leste do cimentando o circulo. Eu senti mais do que vi Shaunee se mover
para um lugar atrs de mim, e Erin se situar na minha esquerda. Por um segundo eu
fiquei preocupada em ter que sair de onde estavam Afrodite, Stevie Rae, e Irm Mary
Angela e tomar o lugar da terra, mas ento eu percebi que a Gruta de Maria estava
firmemente posicionada no norte, e que a linda faixa prateada que ligava nosso circulo
agora a inclua.
       "Voc no pode manter o circulo para sempre," Kalona disse enquanto andava
devagar em direo ao nosso pequeno grupo. "Eu, por outro lado, posso manter minha
perseguio para sempre."
       "Meus calouros," Neferet disse, andando ao lado de Kalona e, a no ser pela
escurido que estava ao redor dela, ela parecia linda e serena e muito como uma
sacerdotisa. "Vocs deixaram que a busca desvirtuada de Zoey por poder os colocar em
uma situao de coc, mas no  tarde demais para vocs. Vocs precisam simplesmente
renunciar ela, fechar o circulo, e sero aceitados de volta no seio de sua Alta Sacerdotisa."
       "Se no houvesse uma freira aqui, eu diria o que voc pode fazer com o seu nojento
seio," Afrodite disse.
       "No foi Zoey que se voltou contra Nyx," Erin disse.
       "Yeah, todos sabemos que foi voc.  s que a Zoey foi a primeira a saber," Shaunee
disse.
       "Veem como as palavras malignas dela mancharam seu julgamento?" Neferet soava
triste e muito razovel.
       "E o que manchou meu julgamento?" Irm Mary Angela falou do meu lado. "Eu mal
conheo essa criana. As palavras dela no poderiam me manipular, no poderiam me
fazer imaginar a escurido que eu sinto sendo irradiada de voc."
       A calma expresso de Neferet se quebrou enquanto ela avaliava a freira. "Mulher
humana, voc  uma tola!  claro que voc sente escurido vinda de mim. Minha deusa 
a personificao da noite!"
       A serenidade da Irm Angela no era uma mascara, ento a expresso dela no
mudou. Ela simplesmente disse, "No, eu sou familiarizada com Nyx, e embora ela seja a
personificao da Noite, ela no se mistura com escurido. Seja honesta, Sacerdotisa, e
admita que voc rompeu com sua deusa por essa criatura." A freira tinha acenado em
direo a Kalona, fazendo as dobras escuras de seu habito ondularem graciosamente.
"Nephilium, eu reconheo voc. E pelo nome de Nossa Senhora eu falo palavras que voc
j conhece: Voc deveria sair desse lugar e voltar para o lugar de onde voc caiu. Se
arrependa, e talvez voc ainda seja permitido a conhecer a eternidade no paraso."
       "No fale com ele, mulher!" Neferet gritou, toda a falsa serenidade desaparecida.
"Ele  um deus que veio para terra. Voc deveria se ajoelhar aos ps dele!"
       A risada de Kalona foi terrvel, e fez os Corvos Escarnecedores assoviarem enquanto
se moviam inquietos ao redor de ns. "Senhoras, no briguem por ns. Eu sou um deus!
Tem o bastante de mim para dividir." Ele falou em resposta a Neferet e Irm Mary Angela,
mas os olhos mbares dele olhavam diretamente para mim.
       "Eu nunca estarei com voc," eu disse a ele, ignorando todos ao redor de ns.
"Minha escolha sempre ser pela minha deusa, e voc  o oposto de tudo que ela
representa."
       "No presuma -" Neferet comeou, mas Kalona ergueu uma mo e cortou as
palavras dela.
       "A-ya, voc me julga mal. Olhe mais profundamente dentro de si para a virgem que
foi criada para me amar."
       Algo atrs de mim se mexeu na multido e eu senti um pequeno puxo que me disse
que nosso circulo tinha sido cruzado, o que s podia acontecer se a prpria deusa
permitisse algum a passar. Eu queria olhar para trs e ver quem havia se juntado a ns,
mas eu no conseguia tirar os olhos do olhar hipntico de Kalona.
      Ento a mo dela deslizou na minha e o amor quebrou o feitio de Kalona. Com um
choro de felicidade eu olhei para baixo e vi vov sentada numa cadeira de rodas que
Heath tinha empurrado at mim. Ela parecia como se tivesse passado por uma guerra. O
brao dela estava num gesso, e a cabea dela estava com uma bandagem. O rosto dela
ainda estava inchado e machucado, mas o sorriso dela ainda era o mesmo, assim como o
doce som da voz dela.
      "Eu ouvi que voc precisa de mim, minha u-we-tsi-a-ge-ya?"
      Eu apertei a mo dela. "Vov, eu sempre preciso de voc!"
      Eu olhei de volta para Heath, que sorriu para mim. "Chute a bunda dele para fora
daqui, Zo," ele disse; ele se moveu de volta para se juntar a Erik e Darius.
      Vov, enquanto isso, tinha de alguma forma se levantado. Ela deu dois passos
devagar para frente, encarando as rvores e os Corvos Escarnecedores ao redor.
      "Oh, filhos das mes das minhas mes!" ela chorou e a voz dela foi carregada como
a sonora batida de um tambor tribal pela noite. "O que voc permitiu que ele te tornasse?
Voc no sente o sangue da sua me? Voc no consegue o corao deles quebrando por
voc?"
      Espantada, eu observei vrios dos Corvos Escarnecedores viraram suas cabeas,
como se fossem incapazes de encarar minha av. Em outros o brilho vermelho comeou a
morrer em seus olhos, e eu reconheci dor e confuso em suas profundidades humanas.
      "Fique quieta, Ani Yunwiya!" A voz de Kalona rugiu ao nosso redor.
      Eu sabia que vov reconhecia o antigo nome das pessoas Cherokee. Devagar, ela
virou sua ateno ao ser alado. "Eu vejo voc, Antigo. Voc nunca vai aprender? As
mulheres tem que novamente se juntar para derrotar voc?"
      "No dessa vez, Ghigua. Voc no vai achar to fcil me prender dessa vez."
      "Talvez dessa vez simplesmente possamos esperar por voc mesmo se prender.
Somos um povo muito paciente, e voc j fez isso antes," vov disse.
      "Mas essa A-ya  diferente," Kalona disse. "A alma dela me chama nos sonhos dela.
No demorara muito antes que o corpo dela me chame, tambm, e ento eu a possuirei."
      "No," eu disse firmemente. "Pensar que voc pode me possuir, como um pedao de
propriedade  o seu primeiro erro," eu finalmente admiti em voz alta, e encontrei uma
surpreendente fora em minha honestidade. "Mas como voc disse, eu sou uma A-ya
diferente. Eu tenho livre arbtrio, e minha vontade no  me entregar a escurido. Ento,
o negocio  o seguinte: Parta agora. Leve Neferet e os Corvos Escarnecedores e v a
algum lugar longnquo onde voc possa viver em paz e no ferir mais ningum."
      "Ou?" ele perguntou, parecendo estar se divertindo.
      "Ou eu vou, como meu consorte humano disse, chutar sua bunda para fora daqui,"
eu disse firmemente.
      O jeito dele de diverso cresceu e virou um sorriso. "A-ya, eu no acredito que vou
sair desse lugar. Eu gosto muito de Tulsa."
      "Lembre-se que voc mesmo trouxe isso para si," eu disse. Ento e falei para as
mulheres me cercando. "O poema diz: Juntas no para conquistar, ao invs para superar.
Eu sou Noite. Eu te levo para Irma Mary Angela - ela  o Esprito." Eu ergui minha mo
esquerda e Irma Mary Angela a segurou firmemente. "Stevie Rae voc  Sangue. Afrodite,
voc  Humanidade."
      Stevie Rae andou at Irm Mary Angela, e tomou a outra mo da freira, e ento ela
olhou para Afrodite, que acenou e apertou a mo entendida.
      "O que eles esto falando?" A voz de Neferet veio de mais perto de onde ela estava
antes. Eu olhei para cima para ver que ela estava se movendo rapidamente em nossa
direo.
      "A-ya! Que tolice  essa?" Kalona no soava mais divertido, e ele, tambm, estava se
aproximando do nosso circulo.
      "E a Terra completa." Eu ergui minha mo para vov.
      "No deixe a Ghigua se juntar a elas!" Kalona gritou.
      "Stark! Mate-a," Neferet comandou.
      "No A-ya!" Kalona gritou. "Mate a velha Ghigua."
      Eu segurei o flego e encontrei os olhos de Stark enquanto Neferet disse, "Mate
Zoey. Sem erro dessa vez. Mire no corao dela!" Enquanto ela falava, escurido deslizava
das sombras ao redor dela. Se esticando at Stark, eu observei elas o envolverem ao
redor dos tornozelos dele e se movendo pelo corpo. Eu vi claramente a luta que estava
acontecendo com Stark. O poder negro de Neferet ainda podia afetar ele. Meu estomago
se apertou. O juramento de Guerreiro dele para mim seria o bastante para quebrar aquele
aperto? Eu queria confiar nele. Eu decidi confiar nele. Isso tinha sido um erro idiota?
      "No!" Kalona rosnou. "No mate-a!"
      "Eu no vou te dividir!" Neferet gritou. O cabelo dela se movia ao redor dela, e ela
parecia crescer enquanto eu observava. Eu estava certa por acreditar que ela no era
mais o que havia sido, nem em corpo nem em alma. Ela girou de Kalona para Stark. "Com
o poder pelo qual te acordei, eu comando que atinja seu alvo. Atire em Zoey no corao!"
      Eu estava encarando Stark, tentando fazer ele escolher o bem - continuar
escolhendo o bem e virar contra a escurido de Neferet, ento eu vi o momento exato que
ele entendeu como sair. Como se eu e ele estivssemos de volta no pequeno quarto na
casa do campo de novo, eu me ouvi dizer a ele, Voc tem meu corao... e a resposta
dele: Ento  melhor ns dois ficarmos seguros. Um corao  uma coisa difcil de se viver
sem...
      " por isso que no vou errar." Stark falou atravs da distancia gelada para mim
como se eu e ele estivssemos sozinhos. As sombras que tinham agarrado o corpo dele
foram instantaneamente lavadas dele enquanto ele tomava sua deciso.
      E com uma onda de pnico eu entendi o que ele ia fazer.
      Mirando diretamente em mim, ele atirou.
      Enquanto ele soltava a flecha, eu falei, "Ar, fogo, gua, terra, esprito! Me ouam!
No deixem aquela flecha tocar ele!" Eu lancei meu poder em direo a Stark, canalizando
os cinco elementos. A flecha fez uma estranha virada, e de repente no estava indo em
minha direo, mas voltando rapidamente em direo a Stark. Ela estava a centmetros do
peito dele quando os elementos a explodiram, desintegrando-a com tamanha fora que
Stark foi atirado para trs e caiu se dobrou, mas no se espetou no cho.
      "Sua vadia!" Neferet gritou. "Voc no vai ganhar isso!"
      Ignorando ela, eu ergui minha mo para vov. "E terra completa," eu repeti.
      Ela tomou minha mo na dela e, juntas, enfrentamos a investida de Kalona e
Neferet.
      "No os amaldioe." A voz da Irm Mary Angela era to serena que parecia de outro
mundo. "Ele  familiar demais com escurido e raiva e maldies."
      "Uma beno," Stevie Rae disse.
      "Yeah, pessoas que so cheias de dio no sabem como lidar com amor," Afrodite
disse, encontrando meus olhos brevemente e sorrindo.
      "Abenoe ele, vov. Vamos nos juntar a voc," eu disse.
       Ento a voz forte da minha av saiu, amplificada com o poder do esprito e sangue,
noite e terra, todos juntos atravs da humanidade de amor.
       "Kalona, meu u-do," ela usou a palavra Cherokee para "irmo." "Essa  minha
beno a voc." Vov comeou a recitar uma antiga beno Cherokee to familiar para
mim que as palavras eram como vir para casa. "Que o calor dos ventos do Cu soprem
suavemente no seu caminho para casa."
       Vov continuou. "E o Grande Esprito abenoe todos que entrem l..."
       Dessa vez, enquanto repetamos a beno, Damien e as Gmeas recitaram conosco.
       A voz de vov permaneceu forte e firme. "Que nosso moccasins faam rastros de
felicidade em muitas neves..."
       Quando nossas vozes se ergueram para repetir as palavras de vov, todos dentro do
circulo se juntaram a ns. A beno at mesmo ecoou atravs de ns, e eu sabia que as
freiras Beneditas tinham deixado seu santurio para acrescentar sua reza a nossa.
       Enquanto vov falava a ultima linha do poema, a voz dela foi preenchida com
tamanho amor e calor e completa alegria, que trouxe lgrimas aos meus olhos. "E que o
arco-ris sempre toque seus ombros..."
       Ento sob o som de todas as nossas vozes juntas em beno, em ouvi o choro
agonizante de Kalona. Ele tinha parado a apenas alguns centmetros de mim. Neferet
estava ao lado dele, o rosto lindo dela retorcido em dio. Ele estendeu uma mo para
mim.
       "Porque, A-ya?" ele disse.
       Eu olhei os olhos incrivelmente mbares dele e o bani com a verdade. "Porque eu
escolho amor."
       Uma luz cegante, feita do fio prateado brilhante que ligava nosso circulo, passou de
mim e foi ao redor de Kalona e Neferet. Eu observei enquanto lao comeou a se apertar.
Eu sabia que o fio prateado no era feito apenas de elementos, mas tambm estava
fortalecido pela Noite e Esprito, Sangue e Humanidade, e fundado na terra.
       Com um terrvel choro, Kalona foi para trs. Neferet se agarrou nele. A escurido
que pulsava dela se retorceu e padeceu enquanto ela encolhia em agonia. Embora ele
nunca tenha afastado o olhar do meu olhar, ele envolveu os braos ao redor de Neferet,
desdobrando suas fortes, asas da cor da noite, e se ergueu no cu. Ele pairou ali por um
momento, antes de bater, como um chicote, e ento, ergueu o homem com asas e a Alta
Sacerdotisa cada para cima at eles desaparecerem nas nuvens com os Corvos
Escarnecedores gritando e o seguindo.
       No instante que ele desapareceu de vista, eu senti uma familiar queimao se
espalhar no meu peito, e eu sabia que da prxima vez que eu me olhasse no espelho, eu
iria ver outra Marca da minha deusa, embora essa fosse estar misturada com cicatrizes, e
uma profunda dor de partir o corao.
     DEPOIS

      Nenhum de ns disse nada pelo que pareceu um longo tempo. Ento, me movendo
automaticamente, eu agradeci os elementos, fechando o circulo. Atordoadamente, eu
ajudei vov a voltar para a cadeira de rodas. Irm Mary Angela comeou a cuidar de
todos, falando sobre o quo molhados e com frio e cansados deveramos estar, e levando
todos em direo a abadia, onde ela prometeu que chocolate quente e roupas secas nos
aguardavam.
      "Os cavalos," eu disse.
      "J foram cuidados." Irm Mary Angela acenou em direo a duas freiras que eu
reconheci do trabalho voluntrio nos Gatos de Rua como a Irm Bianca e a Irm Fatima,
que estavam levando os trs cavalos para um pequeno prdio lateral que agora era uma
casa verde, mas tinha uma pesada fundao de pedra que fazia parecer que antigamente
poderia ter sido um estbulo.
      Eu acenei, me sentindo incrivelmente exausta, e chamei Darius. Ento, seguida de
perto por ele, Erik, e Heath, eu andei em direo ao corpo parado de Stark.
      Ele tinha crumpled no cho ao lado do Hummer e estava claramente iluminado pelas
luzes do veiculo. A camisa tinha sido queimada do peito dele, e havia a marca
ensanguentada de uma flecha quebrada sob o corao dele. O ferimento parecia terrvel.
No apenas estava esfolado e sangrando, mas tambm estava machucada, como se um
pedao quente de ferro tivesse batido nele. Eu tinha razo. Ele no estava respirando.
Mas assim que eu toquei nele, ele respirou fundo, tossiu, e abriu os olhos enquanto fazia
uma cara de dor.
      "Hey," eu disse suavemente, sorrindo atravs das minhas lagrimas e silenciosamente
agradecendo a Nyx por esse milagre. "Voc est realmente bem?"
      Ele olhou para o peito dele. "Queimadura estranha, mas alem de me sentir como se
tivesse sido atropelado pelos cinco elementos, eu acho que estou bem."
      "Voc me assustou," eu disse.
      "Eu me assustei," ele disse.
      "Guerreiro quando voc se compromete em servir uma Alta Sacerdotisa, o objetivo
no  assustar ela at morrer, mas a proteger da morte," Darius disse enquanto oferecia
uma mo para Stark.
      Stark a pegou, e levanto, devagar e com dor. "Bem," ele disse com um sorriso
arrogante que eu amava tanto, "servir essa senhora pode ser causa para todo um livro
novo de regras a ser escrito."
      "Voc est dizendo isso para ns?" Erik disse.
      "Yeah, no  algo que a gente j no saiba," Heath disse.
      "Bem, diabos," eu disse, balanando minha cabea para todos os meus garotos.
      "Zoeybird! Olhe para cima!" minha av me chamou. Eu olhei para cima e respirei um
profundo e desejosos suspiro.
      As nuvens tinham dissipado completamente, deixando o cu claro para expor uma
brilhante lua crescente que brilhava tanto que levou para longe qualquer confuso ou
tristeza que Kalona havia plantado em meu corao.
      Irm Mary Angela se juntou a mim. Ela, tambm, estava olhando para cima, mas o
rosto dela estava virando para a estatua de Maria, em que a lua tinha lanado um nico e
lindo brilho de luz.
      "No acabou com ele ou ela ainda, sabe," ela disse suavemente, apenas para meus
ouvidos.
"Eu sei," eu disse. "Mas o que quer que acontea, minha deusa estar comigo."
"Assim como seus amigos, criana. Assim como seus amigos."

FIM
